O Yankee Group acaba de publicar uma novo estudo sobre o mercado de transações comerciais através do celular, e prevê que o volume mundial vai crescer de US$ 241 bilhões em 2011 para mais de US$ 1 trilhão em 2015.
Esse crescimento, somado a uma base de 500 milhões de usuários de mobile banking ao redor do mundo no mesmo período, deve criar uma série de novas oportunidades para as empresas.
O estudo do Yankee Group, chamado Mobile Money Strategies, indica que os varejistas mais criativos e empreendedores poderão ampliar muito seu faturamento com essas novas tecnologias. Segundo Gigi Wang, diretora de pesquisas do Yankee Group, há um crescimento muito acentuado na adoção dos sistemas de pagamento via celular. A executiva diz que os aparelhos móveis da nova geração abrem caminho para uma imensa variedade de aplicativos de pagamento.
O estudo é voltado para varejistas, bancos, redes de pagamentos, operadores de telefonia móvel e outros participantes do mercado. Entre as principais conclusões do estudo estão:
* O uso da tecnologia NFC (near field communications, ou comunicação de curto alcance) está deslanchando como meio seguro e prático de usar o celular para pagamentos no comércio. Basta aproximar o celular do caixa do estabelecimento comercial para autorizar a transação. O número de celulares equipados com NFC deve saltar de 7 milhões em 2011 para 203 milhões em 2015, uma taxa composta de crescimento anual de 208%.
* A região chamada de EMEA (Europa, Oriente Médio e África) é considerada o grande foco das transações via celular. A EMEA representa 41% do volume total das transações, a América do Norte atinge 35%, a Ásia-Pacífico chega a 22% e a América Latina tem apenas 1% do total.
* Os usuários estão adotando o mobile banking em ritmo acelerado. Atualmente, 27% dos entrevistados pela pesquisa já usam serviços bancários no celular -- muito mais que o m-commerce (13%), cupons digitais (11%) e pagamentos via celular (9%).
Uma demonstração de como esse mercado de pagamentos e serviços bancários móveis está aquecido é a notícia de que a Square anunciou a captação de US$ 100 milhões em investimentos, o que eleva o valor da empresa para US$ 1 bilhão.
A Square é uma empresa de transações monetárias via celular, e em 2009 lançou um aplicativo para o iPhone que rapidamente se tornou um grande sucesso. A Square está sendo saudada pela imprensa especializada como uma das melhores startups do setor móvel. O sistema desenvolvido pela Square permite que pequenas empresas e outros usuários aceitem pagamentos de débito e crédito usando um pequeno adaptador ligado na entrada de fone de ouvido do celular. A Square cobra uma tarifa de 2,75% em cada transação, e os usuários não precisam assinar contratos, pagar taxas mensais ou custos extras.
No final de junho, a Square lançou o Register, um aplicativo de ponto-de-venda que funciona no iPad da Apple, transformando o tablet numa alternativa para a caixa registradora e leitor de cartões. Com o aplicativo da Square, os varejistas têm novas ferramentas para gerenciar vendas, checar transações diárias, automatizar o fechamento de compras e gerar recibos digitais de compras. Keith Rabois, executivo operacional da Square, disse ao Wall Street Journal que a Square atingiu a marca de US$ 4 milhões em pagamentos processados por dia, e espera chegar a US$ 1 bilhão dentro de um ano.
O estudo completo pode ser encomendado no site do Yankee Group:
www.yankeegroup.com/research/mobileMoneyStrategies.html
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Oi Paggo lançará transferência financeira para celulares
Reporta Fernando Paiva, no Teletime News, que o uso do celular para realização de transferências financeiras entre usuários tem ganhado força em países emergentes, especialmente na África e na Ásia. No Brasil, nenhum banco ou operadora móvel lançou esse serviço ainda. Quem está disposta a sair na frente é a Oi Paggo: a empresa promete disponibilizar o serviço no segundo semestre. Ele será uma funcionalidade do "Oi Paggo Débito", que permitirá aos usuários da Oi depositar e sacar dinheiro atrelado a uma conta pessoal do cartão. Para tanto, a Oi pretende fechar parceria com alguma rede de correspondentes bancários, como lotéricas ou Correios, complementada pela rede de postos de recargas da Oi e alguns lojistas: eles serão responsáveis por receber e entregar o dinheiro aos clientes. O serviço terá limites de transações por mês e de valor por transação, ainda não definidos. O modelo de negócios deve seguir o mesmo utilizado em outros países, com cobrança de uma pequena taxa por cada transferência realizada.
A Oi Paggo lançará também o "Oi Paggo Recarga", serviço de micro-crédito para recargas da Oi. O limite deve ser de até R$ 50 por mês e poderá ser oferecido a pessoas com situação de crédito menos robusta, pois o valor não é tão alto. Na prática, o serviço torna o usuário pré-pago em um pós-pago. A Oi estima que os assinantes que utilizarem o "Oi Paggo recarga" aumentarão, em média, 30% suas recargas mensais. Por fim, a Oi Paggo criará, também no segundo semestre, um plano de fidelidade, batizado de "Paggue e fale". Para cada R$ 10 gastos com o cartão, R$ 1 será dado de bônus em ligações.
A Oi Paggo lançará também o "Oi Paggo Recarga", serviço de micro-crédito para recargas da Oi. O limite deve ser de até R$ 50 por mês e poderá ser oferecido a pessoas com situação de crédito menos robusta, pois o valor não é tão alto. Na prática, o serviço torna o usuário pré-pago em um pós-pago. A Oi estima que os assinantes que utilizarem o "Oi Paggo recarga" aumentarão, em média, 30% suas recargas mensais. Por fim, a Oi Paggo criará, também no segundo semestre, um plano de fidelidade, batizado de "Paggue e fale". Para cada R$ 10 gastos com o cartão, R$ 1 será dado de bônus em ligações.
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