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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Perdas no varejo somam R$ 1,7 bilhão; automação ajudaria a reduzir prejuízo

Pesquisa realizada pelo Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA) revela que, somente em 2012, o setor de varejo teve prejuízo de R$ 1,7 bilhão. De acordo com a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, a tecnologia é uma aliada importante para o varejo enfrentar um dos problemas que mais preocupa o setor: as perdas. Problemas recorrentes, como a chamada quebra operacional e os furtos, podem ser contornados com a adoção de ferramentas como o código de barras e o controle por radiofrequência. Para se ter uma ideia do tamanho do prejuízo, as empresas deixaram de ganhar R$ 1,7 bilhão somente em 2012, o equivalente a 1,83% do faturamento bruto do setor – R$ 98 bilhões. É o que revela pesquisa elaborada pelo Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/Fia). Este percentual é o maior desde 2008.

No caso dos supermercados, a quebra operacional é a responsável pela maior parte das perdas. Isso inclui mercadorias que sofrem avarias durante a movimentação, acondicionamento inadequado, prazo de validade expirado e deterioração de perecíveis, por exemplo – o equivalente a 33,4% do total.  O mesmo acontece no setor de construção, com 35,7% do prejuízo com quebras operacionais.

Uma alternativa eficaz para evitar esse tipo de problema é o código de barras GS1 DataBar, que ganha cada vez mais adeptos no varejo. A tecnologia possibilita a identificação de produtos com espaço limitado, com melhor desempenho de leitura e capacidade de incluir informações adicionais como números de série e lote e vencimento. Esse é um benefício para a gestão do varejo e também para a segurança dos clientes. “Assim, quando o consumidor passa pelo caixa do supermercado, se o produto estiver com o prazo vencido, o alerta será dado na tela do computador”, explica o presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, João Carlos de Oliveira.

Itens como cosméticos, componentes eletrônicos e de telecomunicações, ferragens, joias, entre outros, poderão ser facilmente identificados pelo código graças a suas dimensões reduzidas. No caso de frutas legumes e vegetais (FLV) e o de itens de pesos variáveis (carne, aves, peixes, padaria, embutidos, frios), por exemplo, o principal ganho é o controle do prazo de validade.

Para a questão dos roubos, fator que atinge a todos os setores pesquisados, mas é mais preocupante no setor têxtil, a identificação por radiofrequência (RFID, na sigla em inglês) é apontada com uma das alternativas mais promissoras. Segundo o Provar, 81% do total de empresas de vestuário declararam ter uma equipe interna apenas para evitar os prejuízos com furtos, principalmente camisas polo, blusas, vestidos, calcinhas e meias, que são os itens mais visados.

A implantação do código eletrônico de produtos (EPC), em combinação com os sistemas antifurto EAS (Electronic Article Surveillance, ou vigilância eletrônica de artigos) e com a tecnologia de identificação por RFID resulta benefícios importantes, entre eles o nível de acuracidade de estoque de 95% e melhoria de desempenho operacional. O EPC viabiliza uma série de aplicações como inventário semanal ou diário e controle de autenticidade. A implantação do EPC pode reduzir significativamente o furto na cadeia de suprimentos e aumentar a competitividade das companhias que usam a tecnologia.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Redução de preços pode estimular adoção dos RFIDs

Reporta George Anderson, no Retail Wire, que durante muito tempo o setor de varejo teve restrições em adotar a tecnologia de etiquetas com radiotransmissores (RFID), devido ao alto preço -- especialmente nas etiquetas individuais de produtos nas prateleiras.
Porém, nos últimos 18 meses o preço das etiquetas teve uma queda de 40%, ficando entre 7 e 12 cents de dólar -- até menos em função do tipo e do volume de etiquetas. Já o hardware teve queda de 30% no preço nos últimos dois anos.
O uso dos RFIDs no varejo está evoluindo em paralelo com a curva de preços, e está claro que muitas categorias não exigem o uso das etiquetas eletrônicas. Em outras, o RFID é uma ferramenta essencial para controlar estoques e impedir furtos. As lojas de roupas são as grandes usuárias das etiquetas com radiotransmissores: só nos EUA, mais de um bilhão de itens de vestuário foram etiquetados com RFIDs em 2012, segundo dados da ChainLink Research.
O uso das etiquetas permite que os varejistas visualizem seus estoques, programem a logística e distribuição interna, façam encomendas aos fabricantes, etc.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Novo sistema de RFID mapeia conteúdo da loja

Em um artigo para a revista especializada Retail Information Systems, Marshall Kay e John-Pierre Kamel (diretores da RFID Sherpas) chamam a atenção para uma interessante evolução do uso das etiquetas com microtransmissores de rádio pelo varejo.
Chamada de "Hands Free RFID", a nova tecnologia seria uma combinação inteligente entre as caras etiquetas "ativas" e os chamados RFIDs "passivos", que são bem mais baratos.
A empresa que está na vanguarda desse novo sistema é a Mojix. A solução da Mojix parece se adequar à maioria dos espaços de varejo, onde há um número considerável de mercadorias em exposição ou em estoque. A empresa está testando o sistema "Hands Free" com vários comerciantes nos EUA.
Definição
A solução "Hands Free RFID" permite a visualização contínua de todos os itens em exposição dentro do espaço da loja, com a capacidade de localizar com precisão a localização de qualquer mercadoria individual, de modo automático e sem a necessidade de intervenção humana. Essa tecnologia tem o potencial de oferecer uma grande precisão de dados de estoque e uma maior visibilidade de dados do que os atuais sistemas de RFIDs.
A maioria dos varejistas usa hoje uma combinação de aparelhos leitores de mão e sensores montados em paredes, ou apenas os equipamentos de mão. Os funcionários usam os aparelhos portáteis para fazer checagens regulares, registrar a chegada de novas mercadorias e para procurar dados específicos em meio ao estoque. Nenhuma dessas aplicações pode ser chamada de "Hands Free" -- "sem usar as mãos", numa tradução livre.
A solução "Hands Free" vai além da eliminação dos leitores de mão. Mesmo o uso estratégico de antenas de RFID em vários pontos da loja (entradas de clientes, portas de serviço, estoques, provadores, pontos de venda, etc.) não se encaixa nesse novo tipo de tecnologia. Esses métodos não oferecem o mesmo nível de eficiência e visibilidade da solução Hands Free.
As vantagens da solução Hands Free são muitas:
1.    Confiabilidade das Informações: a qualidade dos dados gerados quando os funcionários checam a loja de modo regular pode ser afetada se a equipe não souber usar os aparelhos de mão de modo apropriado.  Às vezes, uma simples mudança de posição do aparelho pode causar uma falha na leitura de dados dos itens em uma prateleira.
2.    Identificação rápida e simples dos itens fora de estoque. Com a solução Hands Free, é possível repartir as áreas da loja em vários setores menores, que podem ser monitorados individualmente o tempo todo. Com isso, o varejista pode criar meios mais rápidos e práticos para repor os estoques.
3.    Proteção contra furtos. A tecnologia Hands Free cria uma barreira eficiente para os furtos internos. Os métodos que dependem de aparelhos de mão ainda abrem a possibilidade para golpes, tanto de funcionários como de clientes.
4.    Maior visibilidade sobre a movimentação de produtos. A tecnologia Hands Free dá aos varejistas uma visão geral da movimentação física das mercadorias, em seu trânsito pelas diversas áreas da operação comercial -- da chegada ao estoque até a venda final. Esses dados podem ser combinados com as imagens de vídeo das câmeras de segurança da loja para identificar possíveis atividades criminosas, ou identificar tendências que podem ajudar a prevenir delitos. A visibilidade do trânsito de mercadorias com os RFIDs pode também ajudar o varejista a projetar padrões de compras dos clientes.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O que aconteceu com o RFID no varejo?

Uma das maiores promessas de transformação na logística de cadeia de suprimentos do varejo está custando muito tempo e muito dinheiro para se materializar. No começo da década passada, as etiquetas (ou ID) com microtransmissores de rádio (RFIDs) foram anunciadas como uma grande revolução no varejo. Todos os gurus de varejo e tecnologia previram um salto gigantesco na eficiência e velocidade de circulação das mercadorias, desde o fabricante até o consumidor final. Dez anos depois, essa visão ainda não se realizou.
O que aconteceu? Segundo Dan Gilmore, editor-chefe da publicação especializada Supply Chain Digest, a implementação dos RFIDs pelo varejo mundial está praticamente paralisada, especialmente no que se refere a produtos industrializados de consumo (que incluem alimentos, enlatados, e itens de higiene e limpeza). O setor de vestuário parece ser o único onde a aplicação dessa tecnologia continua avançando, com o uso de etiquetas individuais nas peças de roupas.
Gilmore aponta como muito significativo que o Walmart, um grande proponente da tecnologia, também não tenha avançado em seus programas de RFIDs. Há alguns anos, a maior rede de supermercados do mundo anunciou programas ambiciosos para obrigar seus fornecedores a incluir RFIDs em todos os paletes e caixas de mercadorias enviados aos centros de distribuição da rede. Segundo um porta-voz da Procter & Gamble, uma das maiores fabricantes de itens de consumo do mundo, o Walmart aos poucos desativou os programas de implementação de RFIDs em sua organização. A P&G, nesse meio tempo, desenvolveu padrões amplamente aceitos para equipar caminhões e caixas de mercadorias com RFIDs. As redes Tesco nos EUA e Metro na Alemanha, que continuaram a manter programas de RFIDs depois que o Walmart perdeu o ímpeto, também não apresentaram nenhuma novidade nos últimos três anos.
Segundo especialistas em cadeia de suprimentos, mesmo com o preço individual da etiqueta eletrônica chegando entre 5 e 7 centavos de dólar, esse custo ainda é muito alto -- seria equivalente ao custo de embalagem de muitos produtos. Esse custo somado ao encolhimento das margens de lucro causado pela crise financeira torna o RFID pouco atraente para a aplicação generalizada nas gôndolas de mercados e supermercados.

Segundo Gilmore, o avanço dos RFIDs foi retardado por uma série de fatores:
1)    As empresas de produtos de consumo e o Walmart não fizeram as contas corretamente para avaliar o retorno depois do considerável investimento na tecnologia. As outras redes de varejo ficaram esperando os resultados do Walmart, e não se animaram a aderir.
2)    Uma certa "mentalidade de rebanho" contribuiu para essa situação, com um alto grau de "hype" alimentado pelos fabricantes de etiquetas e aparelhos, partes da mídia e consultorias especializadas.
3)    Muitas empresas de produtos industrializados de consumo continuam a acreditar que existe um grande potencial para retorno de investimentos (ROI) em categorias específicas de produtos (itens de valor adicionado mais alto, por exemplo). Mas o Walmart suspendeu esses programas sem dar explicações e outros varejistas não quiseram arriscar. Os fabricantes não podem prosseguir sem a parceria com os varejistas.
4)    O Walmart errou ao tentar impor normas generalizadas de adoção de RFIDs para centenas de fornecedores. A Procter & Gamble e outras empresas argumentam que seria melhor uma abordagem individual, baseada no valor dos produtos. O foco no uso de RFIDs em peças de vestuário é prova de que essa estratégica pode funcionar.
5)    As firmas de capital injetaram centenas de milhões de dólares em programas de RFID, esperando colher frutos com a adoção generalizada. Isso não ocorreu, mas o dinheiro serviu para fazer a tecnologia evoluir consideravelmente nos últimos anos.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Etiquetas inteligentes combatem pirataria

Criadas originalmente para o controle de estoques e distribuição nas lojas, as etiquetas com microtransmissores de rádio (RFIDs) se tornam cada vez importantes no combate à pirataria de produtos.
Essa preocupação é cada vez maior, em vários setores do varejo. Mas com o uso de novas tecnologias, os falsificadores poderiam perder espaço. O uso de RFIDs nos produtos poderia funcionar como um certificado de autenticidade, dificultando a ação dos falsificadores.
Na Europa, o executivo de informações Christian von Grone, da marca de roupas Gerry Weber, tomou a decisão de investir uma grande soma na inclusão de RFIDs nos produtos da marca. Cada etiqueta eletrônica custa cerca de 9 centavos de euro, e a empresa fabrica cerca de 26 milhões de peças por ano. Esse volume de produção representa um grande investimento em uma tecnologia de segurança, mas von Grone se mostra confiante. Segundo ele, o motivo para o investimento é muito simples: é uma maneira de fazer a empresa economizar muito dinheiro, reduzindo as perdas causadas pelas falsificações.
O executivo acredita que o investimento em RFIDs vai compensar em curto prazo, atacando a distribuição de produtos falsificados nos mercados da empresa, de uma forma mais eficiente e menos dispendiosa que a checagem manual dos produtos. A vantagem dos RFIDs sobre os códigos de barras e outros sistemas de controle é que as etiquetas nas caixas e itens individuais podem ser verificadas à distância por scanners sem fio.
Segundo dados da International Anti-Counterfeiting Association, o mercado de mercadorias falsificadas chega a US$ 600 bilhões anuais. Além do prejuízo para os fabricantes e varejistas, há também o risco para os consumidores de produtos falsificados: dezenas de milhares de pessoas morrem todos os anos, vítimas de bebidas alcoólicas e medicamentos falsos, segundo dados da firma Vandagraf International.
O atrativo para os piratas de produtos é muito alto: um único carregamento de comprimidos falsos de Viagra pode valer US$ 1,2 milhão no mercado aberto.
Em seu programa contra a pirataria, a Gerry Weber envia etiquetas com RFIDs para os fornecedores, que são então costuradas dentro das etiquetas das peças. Ao enviar um número controlado de etiquetas eletrônicas, a marca assegura que qualquer discrepância nos volumes distribuídos por seus parceiros poderá ser facilmente identificada. A Gerry Weber, como muitos outros fabricantes, que cortar o mal pela raiz -- geralmente, a falsificação ocorre por desvios de seus parceiros no exterior, em países sem muitos controles sobre a pirataria de produtos.
Quando um produto legítimo passa por um scanner em um centro de distribuição ou uma loja, o RFID emite um sinal individual único, como um número de série, que pode ser checado em uma lista contendo as informações sobre o lote ou produto. Um artigo falsificado não terá um RFID, ou terá um RFID cujo número não bate com o banco de dados da empresa.
Apesar de serem amplamente usados há mais de uma década, apenas recentemente os RFIDs se tornam pequenos e baratos o bastante para serem aplicados a milhões de produtos -- talvez bilhões. Essa curva de tamanho e preço poderá tornar possível o sonho da "internet de objetos": uma rede global de produtos identificados, que poderão ser localizados a cada instante em qualquer ponto do globo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Tendências e tecnologias no varejo em 2011

Para a maioria das agências de pesquisas e analistas das principais publicações especializadas, 2010 marcou a consolidação das tecnologias digitais no varejo. Em vários aspectos, o ano foi um divisor de águas no uso de tecnologias pelo comércio. Dentro desse cenário muito vigoroso, podemos destacar algumas tendências importantes para 2011:
A explosão do comércio por celular. O m-commerce, o comércio móvel, ganhou imenso destaque em 2010. Os usuários estão trocando seus celulares antigos por smartphones em ritmo acelerado, e os novos aparelhos permitem uma grande variedade de funções voltadas para as compras. Localização de lojas, comparação de preços, catálogos virtuais, promoções personalizadas e cupons de descontos são alguns dos atrativos para o comércio via celular. Aparelhos cada vez mais sofisticados e potentes estimulam a criação de aplicativos ("apps") específicos para o varejo, cada vez mais criativos e úteis. Centenas de empresas e desenvolvedores independentes apostam nesse filão, lançando programas novos a cada semana.
O comércio eletrônico se tornou parte essencial do varejo. O e-commerce existe desde o começo da internet comercial, em meados dos anos 1990. Passou por muitos percalços, crises, bolhas financeiras, equívocos. Mas o processo evolutivo avançou, e ao longo da primeira década do século XXI o varejo online colecionou mais sucessos do que fracassos. O e-commerce começou a ter vida própria, com soluções próprias para lucrar independentemente das crises e problemas das lojas físicas. Se na virada do século as vendas online representavam uma fração mínima do varejo, em 2010 o e-commerce exibe resultados respeitáveis, chegando a 15% das vendas mundiais do setor. Em 2011, essa tendência deve se fortalecer, com previsões generosas de crescimento, bem acima do varejo tradicional.
Sustentabilidade como norma. As grandes redes de varejo expandiram seus programas de sustentabilidade e responsabilidade sócio-ambiental, conscientes da percepção dos consumidores  sobre essas questões. Pão de Açúcar, Wal-Mart, Carrefour e outras redes lançaram grandes campanhas de sustentabilidade, destacando a reciclagem, a redução das emissões de carbono, o uso racional de recursos, a preferência por fornecedores social e ambientalmente responsáveis. Essa linha de ação deverá ser intensificada em 2011, como um diferencial essencial da imagem das empresas, em um ambiente econômico onde as margens de lucro estão muito estreitas. Podemos esperar mais campanhas destacando produtores locais, cultivo orgânico e carne produzida sem aditivos.
Automatização das compras. Apesar de alguns tropeços, as tecnologias desenvolvidas para facilitar as compras em lojas devem avançar em 2011. Carrinhos de supermercado com computadores embutidos, caixas que registram as mercadorias automaticamente, telas nos corredores e gôndolas para auxiliar as decisões dos consumidores são algumas das tecnologias com maior chance de crescimento este ano e no futuro próximo. Os sistemas de pagamento biométrico (baseados na leitura de impressão digital, palma da mão ou íris) ainda sofrem com alguma resistência dos compradores, mas também devem ter avanços este ano. Sistemas que não sejam percebidos como invasivos pelo consumidor terão mais chances de serem adotados em larga escala.
Etiquetas inteligentes. Tanto nos estoques como nos corredores das lojas, as tecnologias pós-códigos de barra estão avançando. As etiquetas com microtransmissores de rádio (RFIDs) são as mais promissoras, mas seu crescimento ainda é bem aquém do previsto no começo da década passada -- apesar de grandes apoiadores, como a rede Wal-Mart. Entre as queixas apontadas pelos usuários estão a grande variedade de padrões proprietários que não conversam entre si e problemas de conexão entre as etiquetas e os equipamentos de leitura. Acima de tudo, o preço por etiqueta continua alto. Se o preço individual das etiquetas cair dramaticamente nos próximos meses, isso poderá causar uma grande transformação nas operações do varejo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Wal-Mart lança programa ambicioso de etiquetas eletrônicas em roupas

A rede Wal-Mart anunciou programa para instalar sofisticadas etiquetas com microtransmissores de rádio em jeans e roupas de baixo a partir do próximo mês. Segundo reporta Miguel Bustillo, no Wall Street Journal, as etiquetas serão fixadas em peças individuais de vestuário e poderão ser lidas com equipamentos de mão pelos funcionários. Com as etiquetas, a equipe do hipermercado poderá saber rapidamente que tamanho de jeans está em falta, assegurando um controle eficiente de estoques e reposição de mercadorias nas prateleiras. Se os testes com essas peças de roupa forem bem sucedidos, a empresa pretende instalar RFIDs em outros produtos, vendidos em mais de 3.750 lojas nos EUA.
Segundo Raul Vazquez, diretor das lojas da rede na costa oeste dos EUA, o atrativo das etiquetas com ID eletrônico é a capacidade de avaliar os estoques em segundos, o que pode revolucionar as operações de estoque nas lojas. O Wal-Mart já havia sido pioneiro na adoção de RFIDs nos centros de distribuição, onde as etiquetas serviam para o controle de caixas e paletes de mercadorias. Com o uso das etiquetas eletrônicas, o Wal-Mart conseguiu reduzir custos operacionais, que se traduziram em preços menores para os consumidores. O exemplo foi imitado por um grande número de concorrentes no mundo todo.
A tecnologia tem seus críticos. Entre eles está Katherine Albrecht, fundadora de um grupo chamado Consumidores Contra a Invasão da Privacidade por Supermercados, e autora do livro "Spychips". Segundo ela, apesar das vantagens logísticas de monitorar mercadorias, há o o risco dos supermercados usarem a tecnologia para monitorar os próprios consumidores -- dentro e fora do espaço da loja. O grupo de Katherine já promoveu protestos e boicotes contra marcas conhecidas, por incluir etiquetas eletrônicas em produtos sem informar os consumidores.
O Wal-Mart está determinando que os fornecedores usem apenas etiquetas removíveis, e não costuradas dentro da peça de roupa, para reduzir os temores de invasão de privacidade. A rede também vai informar através de cartazes nas lojas sobre o uso das etiquetas.
 (foto: Marc F. Henning/ The Wall Street Journal)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Etiquetas com RFIDs contam histórias de produtos doados

 Uma aplicação bastante interessante da tecnologia de etiquetas com microtransmissores de rádio (RFIDs) é o projeto britânico Remembe Me, uma parceria entre o TOTeM (Tales of Things and Electronic Memory, Histórias das Coisas e Memória Eletrônica) e a organização Oxfam.
O projeto pediu que as pessoas que doaram itens para a loja beneficente da Oxfam em Manchester gravassem o histórico do objeto com um microfone, incluindo detalhes e casos interessantes relacionados ao item. Os audioclipes foram lincados com uma etiqueta RFID e código QR, que fazem parte de cada item em exibição. Quando um comprador aproxima seu smartphone da etiqueta, o sistema acessa o clipe de som e a pessoa pode ouvir as histórias, na voz dos donos originais dos objetos.
O conceito faz com que as pessoas deixem de pensar em um produto exposto na loja em termos puramente financeiros -- neste caso específico, levando à reflexão sobre seu valor sentimental. A idéia pode ser expandida (e muito) para outras iniciativas de varejo.
Por exemplo, etiquetas RFID poderiam contar sobre a origem de produtos artesanais, sobre as comunidades que os produzem, sobre a consciência social e ambiental dos produtos. Isso aumentaria a percepção de valor dos itens.
Esse conceito também é usado na loja japonesa de segunda mão Pass The Baton, onde os produtos incluem histórias sobre os donos originais dos itens.

Veja abaixo um vídeo sobre o uso de RFIDs no projeto Remember Me:

sexta-feira, 5 de março de 2010

Xangai lança o primeiro centro de "internet de objetos"

Segundo nota do site China Daily, a cidade de Xangai inaugurou um centro de pesquisas de 170 mil metros quadrados para estudar tecnologias e padrões industriais para criar a "internet de objetos". O centro foi criado pelo governo local e pelo Shanghai Institute of Microsystem and Information Technology da Academia Chinesa de Ciências, com investimento de US$ 117,2 milhões.O conceito de "internet de objetos" é uma rede de objetos reais conectados à internet, que podem interagir através de vários sistemas e serviços. Tecnologias como RFIDs (etiquetas com microtransmissores de rádio), GIS (sistema de informações geográficas) e GPS (sistema de posicionamento global via satélite) podem ser combinadas com controles eletrônicas para fornecer informações em tempo real sobre um objeto.Na China, o conceito está sendo testado em sistemas de segurança, logística e transporte público. Em Wuxi, na província de Jiangsu, uma frota de "ônibus inteligentes" está em teste. Usando as tecnologias da internet de objetos, as pessoas podem saber todas as condições de um ônibus, como localização, velocidade, capacidade e condições de tráfego.O centro vai pesquisar várias aplicações para o conceito, especialmente em áreas como varejo e logística.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Brasil quer criar padrão próprio de uso da tecnologia RFID

Segundo nota do Teletime News, o Brasil pretende estabelecer um padrão único da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) a ser utilizada em qualquer tipo de produto em circulação pelo país. Para isto, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Ministério da Fazenda e as Secretarias de Fazenda de todos os estados brasileiros assinaram um acordo de cooperação para a criação do Brasil-ID: Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias. Segundo o MCT, o Brasil-ID objetiva promover a segurança do comércio e circulação de mercadorias no país através de tecnologia confiável e padronizada, que estará disponível ao contribuinte que livremente desejar adotá-la.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Bloomingdale’s tem bons resultados com o uso de RFIDs nos estoques



Reporta Evan Schuman, no StoreFrontBackTalk, que o programa de RFIDs implementado pela rede Bloomingdale's levou a um controle muito mais eficiente dos estoques. O projeto é uma parceria com a University of Arkansas, e os testes mostraram um aumento de 96% na velocidade de contagem de itens e 27% mais precisão na identificação e fluxo das mercadorias.
Os testes duraram 13 semanas e foram realizados em itens específicos (no caso, jeans). A loja de teste foi equipada com leitores fixos de RFIDs em todas as entradas e saídas de funcionários e clientes, e a contagem de itens nos estoques foi feita com aparelhos de mão. As mercadorias eram etiquetadas ao entrar na loja, e seu movimento podia ser acompanhado posteriormente, do estoque até a área de vendas. As etiquetas eram removidas no ponto de venda e descartadas. Itens devolvidos eram novamente etiquetados para controle.

domingo, 28 de junho de 2009

O sucesso do "e-money" no Japão

O Japão é famoso por sua infraestrutura altamente desenvolvida de dinheiro eletrônico, ou "e-money". Com a integração de RFIDs nos telefones celulares, tíquetes de transporte e até cartões de fidelidade, é possível fazer um grande número de transações comerciais sem usar dinheiro ou cartões de crédito. O e-money foi introduzido de forma sistemática no Japão, e foi amplamente aceito pela população. Os vídeos abaixo mostram que é possível realizar uma grande variedade de ações com e-money -- desde o uso de máquinas automáticas (que no Japão vendem praticamente tudo) até pagar por passagens aéreas e fazer check-in em hotéis.










segunda-feira, 4 de maio de 2009

Empresa testa loja de conveniência com RFIDs nos EUA

A Sterling Services está testando um sistema de pagamento expresso em lojas de conveniência que usa RFIDs para acelerar o check-out, sem filas de caixa. O teste está sendo realizado em um escola de segundo grau nos EUA:

terça-feira, 31 de março de 2009

EUA: MasterCard investe em pagamentos via celular

Reporta Edward Baig, no USA Today, a adoção do celular como meio de pagamentos no varejo dos EUA deve ter um grande estímulo com a entrada da MasterCard nesse setor. A operadora de cartões fechou uma parceria com a Blaze Mobile para usar adesivos ("stickers") equipados com RFIDs para estabelecer uma comunicação com pontos de venda, em lojas da BP, Best Buy, CVS, McDonald's, entre outros. Os stickers serão distribuídos pelo MetaBanks e vão funcionar com a maioria dos modelos de celulares.
Essa tecnologia funcionará como ponte até que todos os celulares saiam de fábrica equipados com sistemas de pagamentos "contactless" -- bastará aproximar o telefone do caixa para efetuar a transação.
A MasterCard estima que mais de 141.000 varejistas nos EUA poderão participar desse programa. Mas os comerciantes terão de investir na infraestrutura para poder usar o sistema -- um fator complicante em tempos de crise financeira.

Indústria dos RFIDs deve superar US$ 5,6 bilhões este ano

Segundo nota do Retail Information Systems, a tecnologia dos chips com microtransmissores de rádio deve movimentar mais de US$ 5,6 bilhões em 2009 -- incluindo transponders, equipamentos de leitura, softwares e serviços relacionados. Os dados são de uma pesquisa recente da ABI Research.
Segundo Michaeel Liard, diretor da ABI, a crise financeira causou um impacto significativo em vários projetos, mas ainda assim o setor registrará crescimento este ano.
Segundo Liard, várias empresas que participaram da pesquisa disseram que o momento é complicado, mas que a crise não deve retardar muito os planos de implementação de RFIDs. Apesar disso, os primeiros dois trimestres do ano serão críticos para avaliar os planos para o segundo semestre e o próximo ano.

segunda-feira, 30 de março de 2009

RFIDs aposentam os velhos cartões de visitas


Na era digital, trocar informações pessoais em cartões e guardanapos de papel se tornou coisa do passado. Os RFIDs (chips com radiotransmissores de rádio) no padrão de curto alcance são a base para novos serviços de contatos, entre amigos e parceiros comerciais.
Para gente grande, o cartão profissional de visitas pode ser agora substituído pelo o MingleStick, um pequeno aparelho que pode ser preso ao chaveiro. Quando dois usuários do MingleStick se encontram, basta apontar os aparelhinhos para criar uma conexão -- indicada por um LED verde. O MingleStick tem um conector USB, e no final do dia o usuário pode conectar o aparelho ao computador e baixar todos os contatos feitos. O aplicativo MingleManager tem várias funções: caderno de endereços, agenda, calendário, programa de mensagens e troca de conteúdos. O público alvo atual do MingleStick são organizadores de feiras e eventos comerciais, onde muitos contatos são feitos. A empresa oferece pacotes baseados na quantidade de aparelhos distribuídos. Há também a possibilidade de criar patrocínios com marcas nos aparelhinhos.
Já os mais jovens podem se inreressar pelo Poken: um aparelho similar ao MingleStick, mas na forma de pandas, abelhas, alienígenas e esqueletos. Como o MingleStick, o Poken usa a tecnologia dos RFIDs de curto alcance para enviar e receber informações. Quando os usuários se encontram, podem trocar informações pessoais. Os dados são depois baixados no computador em um banco de dados pessoal. O Poken aproveita as redes sociais mais populares como Facebook e LinkedIn para circular informações, se o usuário assim desejar. Cada Poken pode arquivar até 64 contatos novos, e avisa o usuário quando estiver quase cheio. O Poken é produzido por uma empresa suíça, e custa cerca de 15 euros.
Veja abaixo um filme sobre o Poken, que tem um visual bastante atraente.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

EUA: Projeto de lei pode tornar ilegais pesquisas com RFIDs

Reporta Elinor Mills, na CNET News, que um projeto de lei no estado de Nevada (EUA) pode tornar crime várias pesquisas legítimas a respeito da segurança das etiquetas com microtransmissores de rádio (RFIDs). O alerta foi dado pela Electronic Frontier Foundation (EFF) uma organização que acompanha os desenvolvimentos da sociedade digital.
O projeto criminaliza a posse, a leitura e a captura de dados de um indivíduo através de um RFID. A pena prevista é de até 5 anos de prisão e multa de US$ 10.000.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

PeopleVox lança leitor de RFIDs para setor de moda e vestuário

Segundo release da Retail Technology Review, a empresa britânica de tecnologia PeopleVox está lançando um novo scanner de mão para RFIDs, voltado especificamente para o setor de vestuário. Segundo a empresa, os aparelhos da série PVX permitem um nível inédito de eficiência no reconhecimento de etiquetas com microtransmissores de rádio.
Em testes realizados pela empresa, o PVX se mostrou mais rápido que os equipamentos concorrentes, escaneando 350 roupas penduradas em cabides em menos de 40 segundos. O equipamento concorrente registrou 325 itens, com taxa média de erro de 7%.

Veja mais informações no site da empresa.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

RFID será arma contra furtos em tempos de crise

Em artigo para o site da Association for Automatic Identification and Mobility, Bert Moore diz que os varejistas tiveram perdas por desvios de mercadorias ("shrinkage") estimadas em US$ 105 bilhões em 2008. Os dados são da Global Retail Theft Barometer. Dentro do termo "shrinkage" (que quer dizer "encolhimento" em inglês) estão incluídos os furtos cometidos por consumidores e usuários, discrepâncias na contabilidade dos estoques e diversos erros internos.
Com as economias em crise, essas ocorrências tendem a crescer. Para reduzir essas perdas, os RFIDs podem ser uma arma importante. Ao incluir uma etiqueta eletrônica com identificação única a cada caixa de mercadorias, a cadeia de suprimentos se torna mais transparente e visível, ajudando a localizar gargalos e potenciais riscos de furto.
Recentemente, o Wal-Mart suspendeu a multa para fornecedores que não incluíssem RFIDs nos paletes de mercadorias -- o que indica que a tecnologia foi absorvida pelos grandes fornecedores, e sua aplicação se tornou algo trivial.
Moore reconhece que a adoção dos RFIDs está longe do ritmo ideal, mesmo em uma economia avançada como a dos EUA. Mas a atual crise pode ser justamente o estímulo que faltava para a adoção generalizada da tecnologia, motivada por uma relação custo-benefício muito atraente.
E se a maioria das grandes redes de varejo usarem os RFIDs, seu preço global deverá cair rapidamente.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

RFID avança de modo irregular nos EUA

Segundo Toby Gooley, no site DC Velocity (especializado no setor de logística), as iniciativas de implementação de etiquetas com radiotransmissores (RFIDs) estão caminhando de modo irregular nos Estados Unidos. Um caso significativo é o da rede de supemercados Albertsons, que lançou um amplo programa de RFIDs em 2004 para seus maiores fornecedores, com o objetivo de agilizar as operações nos centros de distribuição espalhados pelo país. Mas a rede foi comprada pela gigante SuperValu em 2006, que cancelou o programa de RFIDs devido aos custos.
Segundo o vice-presidente de distribuição da SuperValu, Matt Smith, a rede prefere investir em outras tecnologias neste momento, mas não descarta voltar a usar RFIDs no futuro.
Em vários outros casos, as empresas estão adotando os RFIDs como uma solução específica, para resolver um problema localizado nas operações de varejo, e não como uma tecnologia geral.