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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Trendwatching: POINT-KNOW-BUY (APONTE-SAIBA-COMPRE)

O site Trendwatching indica que a tendência POINT-KNOW-BUY (APONTE-SAIBA-COMPRE) reformulará as expectativas dos consumidores com relação à informação, além de seu comportamento de busca e os seus padrões de compra.
Não é nenhuma novidade que os consumidores são obcecados por informação. Informação e conhecimento dão poder, controle e segurança aos consumidores (ou pelo menos a sensação disso). Assim, informação e conhecimento sempre serão valorizados por aqueles que buscam o que há de melhor. Igualmente importante, o processo da descoberta de informação adiciona o fator da diversão à busca.
Agora, depois de uma década de quase obsessão pelo Google, o acesso instantâneo à informação através de uma busca precisa (por texto) é algo esperado, uma parte integral do estilo de vida moderno. A próxima fronteira é gratificação através de informação visual, onde consumidores possam acessar, de forma mais natural e em qualquer lugar, informações sobre objetos que encontrem pela vida real, simplesmente ao apontar seus smartphones* para qualquer coisa que acham interessante.
E assim como "estar conectado" não mais depende de um computador (de mesa!), o processo de descoberta também não dependerá apenas de uma busca por texto. As pessoas poderão imediatamente descobrir informações sobre (e eventualmente comprar) qualquer coisa que vêem ou ouvem, mesmo que não saibam o que é ou não consigam descrevê-la em palavras.
* Assim como em tantas outras tendências digitais, o smartphone (sempre-no-bolso-senão-na-mão) e a junção de um ambiente tecnológico "visual" (oferecendo tudo desde códigos QR a métodos avançados de busca visual) são vetores importantes, que alimentarão a revolução POINT-KNOW-BUY.

EXEMPLOS:

Vamos começar com a parte do "conhecimento" de POINT-KNOW-BUY:
  • leafsnap é um aplicativo gratuito que usa a tecnologia de reconhecimento visual para que usuários possam identificar diferentes espécies de árvores ao tirar uma foto de suas folhas.

  • Word Lens é um aplicativo que traduz texto impresso (tais como cardápios ou avisos) de francês ou espanhol para inglês (e vice-versa), através da câmera no iPhone.

  • O Skymap, da Google, continua sendo um belo exemplo de POINT & KNOW. Usuários podem apontar seus telefones ao céu para descobrir detalhes sobre os corpos celestes ou constelações que veem. Star Chart e Star Walk são aplicativos semelhantes para o iPhone.

E não podemos esquecer do aspecto áudio do POINT & KNOW:
  • O pioneiro Shazam, com o que usuários podem identificar qualquer faixa de música que ouvem, onde quer que estejam, anunciou em setembro de 2011 que seus usuários estavam marcando mais de um bilhão de músicas por ano, e que o serviço oferecerá marcação gratuita sem limites.
  • Com WeBIRD e um smartphone, usuários podem gravar o canto de um pássaro, mandá-lo para um servidor e (depois de alguns minutos) receber uma identificação da espécie de pássaro. Espera-se que WeBIRD seja disponível para o público antes da migração da primavera de 2012.

De fato, tudo está se tornando KNOWN (CONHECIDO), até mesmo as pessoas:
  • Criada por Carnegie Mellon University, PittPatt é uma ferramenta de reconhecimento facial. PittPatt foi adquirida por Google, e é a tecnologia por trás do Google+ Find My Face. Lançado em dezembro de 2011, a ferramenta automaticamente identifica pessoas nas fotos dos usuários. Assustador? Talvez. Interessante? Com certeza.

2012 Premium Service

As tecnologias POINT & KNOW podem ser facilmente transformadas em ferramentas POINT & KNOW-HOW TO (APONTAR & SABER COMO):
  • Aurasma, um aplicativo desenvolvido pela Autonomy (recentemente comprada por HP por mais de US$ 7 bilhões), oferece realidade aumentada baseada em objetos. Recentemente, a empresa lançou um vídeo para mostrar aos usuários como poderiam ver instruções sobre como montar uma TV de parede, projetadas na própria parede em tempo real. Enquanto isso, Metaio apresentou um guia de realidade aumentada para trocar cartuchos de impressora (perfeito para consumidores confusos, que, ao encarar a parte de dentro da impressora, não conseguem encontrar o raios da "Porta B" ;-).


  • E tem ainda um lance inovador de POINT & KNOW para os cegos: VizWiz é um aplicativo que ajuda os usuários cegos a "ver", ao explicar-lhes quais objetos eles acabaram de fotografar.

Nunca mais perca um Trend Briefing

E quando a tecnologia falha, ainda há CROWDSOURCED POINT & KNOW:
  • No site francês WhereToGet.It, usuários podem postar fotos da rua, revistas, blogs ou filmes e perguntar à comunidade onde os objetos em questão podem ser adquiridos.
  • A revista belga Flair lançou seu aplicativo para Facebook, chamado fashiontag, em março de 2011. Com este aplicativo, usuários podem marcar fotos das roupas dos amigos e perguntar onde elas podem ser compradas.

Mas para um verdadeiro insight sobre o que está por vir com relação a POINT-KNOW-BUY, vale a pena dar uma olhada no que os grandes atuantes no segmento de tecnologia estão desenvolvendo com relação a sistemas mais "inteligentes" de reconhecimento de imagem e busca visual.
  • Com Google Goggles, usuários podem buscar informações na internet sobre os objetos que fotografam. A atualização mais recente oferece um modo de filmagem contínua, onde usuários nem precisam mais fotografar o objeto. Ao invés disso, o aplicativo escaneia, de forma contínua, tudo no visor e automaticamente mostra resultados relevantes ao reconhecer diferentes objetos.
  • Em setembro de 2011, Layar anunciou uma parceira com Telefonica para fornecer tecnologia de busca visual para o multinacional de telecomunicações.

Ninguém ficará surpreso quando os grandes varejistas começam a adicionar o elemento BUY (COMPRAR) às buscas visuais nos próximos meses.
  • O aplicativo Amazon Flow, lançado em novembro de 2011, também oferece tecnologia de escaneamento continuo. Quando usuários apontam seus aparelhos para livros, games, DVDs ou CDs, informação adicional aparece imediatamente, inclusive faixas de áudio e vídeo, opiniões de consumidores e informação sobre como comprar.
  • Em novembro de 2011, o presidente da eBay, John Donahoe anunciou que reconhecimento de imagens será uma característica chave em futuros aplicativos móveis da empresa. Usuários poderão tirar fotos de objetos no mundo real e encontrar itens semelhantes para venda no site da eBay.

  • IQ Engines é uma plataforma de reconhecimento de imagens desenvolvida por UC Berkeley e UC Davis. Em conjunto com oMoby, um motor de busca visual (parecido com Google Goggles), o software também comanda o modo de busca dos aplicativos móveis da Best Buy e NextTag para compras e comparação de preços.

  • Os usuários do aplicativo Originals para iPhone da Adidas, lançado em agosto de 2011, podem tirar uma foto de qualquer tênis da Adidas e fazer uma busca pela linha de produtos da marca para achar informação sobre um determinado produto e estoques do mesmo em varejistas locais.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nordstrom testa computadores de mão nas lojas

Segundo nota da RIS News, a rede de lojas de roupas e acessórios Nordstrom está aumentando seus investimentos em tecnologias que facilitam a vida dos clientes. Em novembro de 2010, a empresa instalou conexões de Wi-Fi em todas as principais lojas, e agora anuncia que vai usar 6.000 computadores de mão sem fio a partir de julho nas lojas, além de promover uma renovação de seus sites de comércio eletrônico.
Blake Nordstrom, presidente da empresa, disse que a iniciativa funcionará como um teste do funcionamento dos aparelhos nas lojas e que o plano é instalar um número ainda maior de aparelhos até o final do ano.
O varejista também está reformulando seu site de e-commerce para facilitar a busca de produtos e compras a partir de celulares e outros aparelhos móveis.
 Recentemente, a Nordstrom ampliou sua presença online ao comprar o HauteLook, um site de "liquidação fechada", que oferece descontos em itens de grife para seus mais de 4 milhões de usuários por um curto período de tempo (geralmente entre 36 e 48 horas). A Nordstrom pagou US$ 180 milhões pelo site.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Smartphone: um em cada cinco realiza check-in

Reporta Marcelo Castelo, no Meio & Mensagem, que a cada cinco norte-americanos usuários de smartphones, um já utiliza serviços de geolocalização como Foursquare, Facebook Places e Gowalla. É o que aponta o relatório divulgado pela comScore nesta semana.
Segundo o documento, tais serviços contam com 16.7 milhões de usuários, o equivalente a 17% da população detentora de smartphones. Deste total, 37% é usuário de Android e 34%, de iPhone. Dispositivos da Microsoft, Palm e Symbian representam menos de 5%, cada.
Ainda segundo a análise, pessoas entre 18 e 34 anos representam 58% do total de usuários destes sites.
Com o número cada vez maior de usuários, começam a surgir cases de marketing interessantes. Entre os mais recentes, uma empresa que troca rações para animais de estimação por check-ins, um taxista que oferece descontos e uma marca de bebidas que sorteia uma super viagem para os que passarem por um determinado outdoor e realizarem o check-in.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Número de pageviews em smartphones cresce 100% em 6 meses

Segundo nota do RIS News, mais de 8 bilhões de páginas online foram vistas em celulares em março deste ano, um crescimento de 100% em comparação ao semestre anterior, segundo dados da firma Netbiscuits, especializada em em softwares de nuvem para sites e aplicativos móveis. A empresa identificou algumas tendências importantes:
* 83% dos novos sites e aplicativos dos clientes da Netbiscuits estabeleceram a tecnologia touch-screen como essencial.
* 34% de todos os sites e apps já incluem a tecnologia de tela de toque.
* 20% dos clientes da Netbiscuits usam um endereço unificado (URL) de internet para todas as plataformas, incluindo smartphones e tablets. Os tablets aparecem como uma classe adicional de aparelhos, com um layout próprio.
* 3% do total de sites atendidos pela Netbiscuits já têm uma versão otimizada para tablests.
 * 68% dos clientes da empresa têm sites que funcionam tanto nos smartphones como tablets dos clientes.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Publicidade móvel é grande aposta do varejo

A expansão de smartphones e tablets com telas maiores é um estímulo para a publicidade móvel, mas esse setor ainda enfrenta muitos problemas que impedem seu crescimento acelerado.
De acordo com uma reportagem do Wall Street Journal, grandes empresas de varejo, publicidade e internet fizeram investimentos estratégicos em publicidade móvel nos últimos anos. Entre os maiores negócios nessa área está a compra da empresa especializada AdMob pelo Google por US$ 750 milhões em 2009, e a aquisição da Quattro Wireless pela Apple em 2010. Google e Apple são os maiores rivais nessa arena -- o Google critica a Apple por impor regras aos desenvolvedores de anúncios que bloqueiam o Google e outros rivais de venderem anúncios nos aplicativos para iPhone e iPad.
O conceito de anúncios baseados na localização do usuário (através de sensores de GPS) está se tornando um grande atrativo da publicidade móvel. Outra tendência de sucesso são os aplicativos criados por varejistas, que apresentam anúncios atraentes (com áudio e vídeo), em momentos estratégicos para o consumidor.
Martin Sorrell, executivo-chefe da maior holding publicitária do mundo, a WPP PLC, disse recentemente que os aplicativos móveis são o "cálice sagrado" da indústria publicitária. Mas Sorrell ressalta que apesar do rápido crescimento das tecnologias e do grande interesse do público, ainda há um longo caminho pela frente. Sorrell diz que o setor ainda está muito fragmentado, e que faltam padrões e normas que possam unificar as iniciativas.
O executivo está certo: existem guerras declaradas entre fabricantes de aparelhos e entre diferentes sistemas operacionais. O sistema Android do Google está em rápido crescimento, mas ainda não é um modelo dominante. Por outro lado, a plataforma iOS da Apple, que é usada no iPhone e iPad, é um sistema hermeticamente fechado, sobre o qual a empresa exerce controle absoluto. Correndo por fora, a Nokia (a maior fabricante de celulares do mundo), acaba de anunciar a adoção do Windows Phone 7 da Microsoft como seu padrão.
Apesar dos aplicativos para comércio e publicidade surgirem de todos os cantos do mundo, o volume disponível de espaços publicitários em aparelhos móveis ainda é muito baixo, segundo avaliação da firma de pesquisas Gartner.
Stephanie Baghdassarian, analista da Gartner, mostra otimismo em relação ao futuro do setor. Segundo ela, no último encontro da indústria em Barcelona, foi possível perceber a intenção das diversas empresas de tecnologia, conteúdo, varejo e publicidade em produzir normas padronizadas para essa atividade, incluindo regulamentação e proteção aos dados pessoais dos usuários.
Stephanie disse que a publicidade móvel tem um enorme potencial para dominar o mercado. O destaque serão sistemas de "opt-in" (quando o consumidor é convidado a participar de um programa de afiliação) e serviços baseados na localização geográfica. A analista aponta o exemplo da empresa americana Foursquare, que permite que os usuários interajam com amigos e conhecidos que estão próximos.
A evolução dos aparelhos também deve contribuir para o crescimento desse setor. O recente seminário da área realizado em Barcelona mostra que os fabricantes estão brigando para oferecer aparelhos mais eficientes, com telas maiores e processadores mais velozes. Um ponto essencial é o acesso mais confortável às redes sociais, o ambiente preferido por esta nova geração de consumidores.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Celulares crescem no acesso aos sites de varejo

Dois estudos recentes nos EUA, o  RIS/IHL Store Systems Study de 2011 e a pesquisa da ForeSee Results, indicam que o uso de celulares está ganhando velocidade nos hábitos de compras dos consumidores.
O estudo "Report on Mobile Shopping" da ForeSee mostra que 33% dos entrevistados já acessaram o site de um varejista através do celular, em comparação com 24% em 2009. Outros 26% disseram que pretendem usar aparelhos móveis para visitar sites de varejo e usar aplicativos específicos para compras no futuro próximo. Em outras palavras,  mais da metade dos consumidores consultados já usam ou pretendem usar o celular como ferramenta nas compras. O estudo da ForeSee confirma as conclusões da pesquisa Store Systems, que também mostra que mais da metade dos varejistas está investindo em aplicativos móveis e promoções em redes sociais.
Entre as principais conclusões desses estudos estão:
* 33% dos entrevistados já usaram seus celulares para acessar o site de uma loja, e outros 26% planejam baixar aplicativos específicos de varejo e fazer compras pelo celular no futuro.
* 11% dos compradores online disseram que fizeram compras através de seus aparelhos móveis na temporada de final de ano, em comparação com apenas 2% no final de 2009.
* 56% dos consumidores usaram os celulares para comparar informações sobre preços, enquanto 46% deles usaram os aparelhos móveis para comparar produtos diferentes e consultar detalhes técnicos.
* 69% dos usuários móveis usaram seus celulares para visitar o site do varejista enquanto visitavam uma loja dessa rede, e 46% usaram o celular para acessar o site de um concorrente enquanto faziam compras.
* Os compradores ainda acham os sites tradicionais em PCs mais satisfatórios que os sites criados especialmente para celulares.
* Os consumidores que se dizem "muito satisfeitos" com a experiência de compras no celular são 30% mais inclinados a comprar direto pelo celular, e 30% a comprar na própria loja física.
A pesquisa da ForeSee Results entrevistou 10.000 visitantes dos maiores sites de e-commerce dos EUA, e uso a metodologia do American Customer Satisfaction Index (ACSI) para indicar a satisfação dos clientes com os sites e aplicativos móveis e avaliar o impacto sobre as intenções de compras no futuro, a fidelidade dos clientes e as recomendações em todos os canais de vendas.
A pesquisa destacou que os principais interesses dos consumidores móveis são a identificação dos melhores varejistas em cada categoria de produtos, comparações de preços, comparações de produtos, detalhes técnicos sobre produtos e resenhas críticas de outros consumidores sobre os itens procurados.
Um detalhe muito relevante dessas pesquisas é que mais de dois terços dos usuários que entram em uma loja física acessam o site desta loja -- para ver ofertas, checar promoções e localizar informações. E quase a metade desses consumidores também acessam o site móvel do varejista concorrente, durante as compras. As duas pesquisas confirmam que o número de consumidores que checam promoções de concorrentes no celular enquanto fazem compras numa determinada loja quase dobrou em comparação com o ano anterior.
Os estudos apontam para a urgência estratégica de criar sites específicos para celulares e aplicativos muito atraentes. Com a explosão no uso de smartphones e outros aparelhos móveis avançados, os consumidores terão armas cada vez melhores para fazer suas compras de modo mais eficiente e econômico. Isso deve deflagrar uma revolução tecnológica no varejo nos próximos anos.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Aplicativos móveis atraem consumidores para as lojas

O uso de aplicativos em smartphones como o iPhone é uma ação cada vez mais importante para atrair os consumidores para dentro das lojas. Nos Estados Unidos, os varejistas estão investindo nessa estratégia, e os resultados são muito promissores.
De acordo com uma reportagem do Wall Street Journal, a empresa Shopkick criou um recentemente um aplicativo que oferece descontos e brindes aos consumidores que entram nas lojas. Segundo a empresa, o aplicativo atraiu 750.000 consumidores para fazer compras em suas lojas, desde o lançamento do serviço em agosto passado. Além disso, cerca de 10% dos usuários usam o app pelo menos uma vez por dia. Entre os usuários do aplicativo, estão grandes redes de varejo americanas, como a Target, Best Buy e Macy's.
Os varejistas pagam uma tarifa para a Shopkick incluí-los no aplicativo, com as promoções específicas de cada loja. Apesar de não informar os detalhes financeiros, a Shopkick diz que cada visita de um consumidor a uma loja participante do programa custa "menos de um dólar" para o varejista.
De acordo com Jeff Schumacher, diretor de marketing da rede Sports Authority, o aplicativo do Shopkick realmente atraiu consumidores para a lojas. Schumacher diz que sua empresa está mudando radicalmente seu modelo de marketing, concentrando investimentos nessas novas maneiras de atingir o consumidor. Além do Shopkick, a Sports Authority teve bons resultados com o aplicativo Foursquare, que também funciona com a localização geográfica do usuário.
O Foursquare permite que os consumidores fiquem "visíveis" para os varejistas, quando estão próximos dos estabelecimentos. Segundo a empresa, os varejistas que ofereceram promoções antes e durante a temporada de compras de final de ano tiveram um aumento significativo nas vendas.
Os comerciantes e agências de marketing dizem que os aplicativos móveis representam um custo similar ao de outras campanhas de marketing digital, mas a vantagens dos aplicativos é que os varejistas podem avaliar o retorno do investimento de modo mais preciso, o que é difícil com as promoções tradicionais.
Apesar disso, os analistas de varejo dizem que o marketing baseado em aplicativos móveis ainda está em seus estágios iniciais. Há muitos problemas e dúvidas nesta fase. Por exemplo, o que funciona melhor: cupons de desconto ou pontos de fidelidade que podem ser trocados por prêmios ou vales de compras?
A rede J.C. Penney ofereceu cupons de US$ 10 para os clientes através do Foursquare na temporada de fim de ano e registrou um aumento significativo de às lojas em comparação com as semanas anteriores. O aumento no tráfego de consumidores se manteve durante a temporada toda, enquanto as promoções estavam ativas.
Os usuários do Shopkick podem acumular pontos de fidelidade chamados "Shopbucks"  toda vez que usam o app no espaço das lojas, e podem converter os pontos em vales de compras e outros prêmios. A rede Best Buy, que usa o Shopkick em 257 de suas 1.100 lojas nos EUA, diz que o resultado é "muito positivo", em relação ao custo de implementação do sistema.
Os varejistas americanos que usam o app da Shopkick dizem que podem atrair mais consumidores oferecendo pontos extras. Em datas específicas, como a segunda-feira depois do Dia de Ação de Graças, o aplicativo oferecia o triplo dos pontos normais -- e isso representou um aumento de 68% nas visitas em comparação ao dia anterior.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"Apps" para o varejo

Com o crescimento do uso dos smartphones nas compras, um novo setor está prosperando velozmente: os aplicativos (“apps”) com funções específicas para auxiliar os consumidores. Dezenas de novos aplicativos surgem a cada semana, tanto pagos quantos gratuitos.
O app TheFind  criado há pouco mais de um mês, já foi baixado quase 500.000 vezes nos EUA, segundo dados da empresa. O RedLaser , um aplicativo que permite que o usuário escaneie códigos de barras nas lojas para comparar produtos e preços, já foi baixado seis milhões de vezes desde o seu lançamento em maio de 2009, segundo o site eBay, que criou o app.
Os especialistas em varejo observam que essa tendência de “transparência de preços” criada pelas tecnologias móveis causará um forte impacto nas lojas e redes comerciais. Segundo Noam Paransky, da consultoria Kurt Salmon Associates, somente as grandes redes podem entrar no jogo pesado do menor preço em todos os produtos. Paransky diz que a tecnologia vai acelerar o desaparecimento de varejistas que não podem oferecer preços menores ou que não têm um diferencial atraente em suas lojas.
A crise financeira dos anos 2008/09 deixou mais frugais os consumidores dos países desenvolvidos, e um número crescente de compradores usa todas as tecnologias disponíveis para localizar os preços mais baixos. A comparação de preços via smartphone está tornando difícil para os varejistas cobrar preços mais altos nas lojas físicas do que nos sites. De acordo com Laura Conrad, presidente do site de comparação de preços PriceGrabber.com, a linha que separava lojas offline e online foi borrada, apesar dos custos mais altos das lojas de cimento e tijolos.
Esse uso maior das tecnologias móveis também ameaça alguns dos aspectos mais lucrativos das vendas em lojas físicas, como a possibilidade de usar vendedores para convencer os consumidores a fazerem compras de impulso, ou levá-los a comprar outros itens além da lista da compras original. Um estudo recente da consultoria Accenture realizado em 10 países este ano revelou que 73% dos compradores com smartphones preferiam checar informações em seus aparelhos a pedir assistência a um vendedor na loja.
Mas os varejistas também estão vendo um lado positivo nessa tendência: usando promoções estratégicas e apps próprios, os lojistas podem atingir os consumidores nas lojas dos concorrentes, durante as compras. Por exemplo, a rede Best Buy fez uma parceria com a TheFind para enviar anúncios e ofertas personalizadas para os usuários, no momento em que o aplicativo detecta que o consumidor está dentro de uma loja concorrente, como o Wal-Mart.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Smartphones assustam varejistas

A cena é cada vez mais frequente em lojas dos EUA e Europa: o consumidor encontra um produto desejado na prateleira, mas acha o preço muito alto. Imediatamente, saca do bolso um iPhone ou similar e faz uma rápida comparação de preços via internet. Em muitos casos, encontra um preço melhor em outra loja (física ou online), e sai da primeira loja sem realizar a compra. E isso é só um exemplo da revolução que os smartphones estão provocando no varejo. Os varejistas têm muito a ganhar com a ascensão dessa tecnologia, mas também tem motivos para temer seu impacto.
Segundo Mike Duke, executivo-chefe da rede Wal-Mart, os smartphones criam uma "nova era de transparência" nos preços e ofertas, e deve virar de cabeça para baixo o modelo de negócios das redes de varejo. Até recentemente, os varejistas apostavam em promoções especiais para atrair o consumidor para a loja. Já dentro da loja, seria fácil convencer o cliente a comprar outros itens, com margem de lucro maior. Agora, as empresas têm de encarar o fato de que, munido de um smartphone, o consumidor não precisa sair dos corredores da loja para checar se as ofertas em destaque são realmente atraentes, e se as outras mercadorias em exposição estão com bom preço.
Greg Girard, analista da consultoria IDC Retail Insights, aponta que a tecnologia corrói algumas vantagens dos varejistas, que ficam com margens estreitas de lucros. Especialmente na temporada de compras de final de ano, os consumidores tentam equilibrar seus orçamentos de presentes e festas buscando freneticamente as melhores ofertas e condições -- e o smartphone é a ferramenta ideal para isso. Como resultado, os varejistas entram numa feroz competição por promoções e condições especiais (entrega gratuita é um dos maiores destaques). Girard diz que cerca de 45% dos usuários de smartphones já adotaram o hábito de usar o aparelho para comparações de preços durante as compras. Segundo o analista, a tecnologia tornou "porosas" as paredes das lojas.
Os comerciantes mais afetados por essa tendência são aqueles que vendem itens de marcas famosas com grande procura, como eletrônicos e eletrodomésticos, que estimulam a comparação instantânea de preços. A Best Buy, maior rede de produtos eletrônicos dos EUA, anunciou que pode perder market share este ano, um declínio que alguns analistas do setor atribuem ao crescimento do uso de aplicativos de comparação de preço.
Os usuários mais assíduos de smartphones com "apps" de varejo ainda são um pequeno subgrupo entre os consumidores. As pesquisas de mercado ainda não dão uma ideia clara de quantos consumidores nos EUA estão dispostos a usar essa nova tecnologia para comparar preços -- alguns compradores podem só querer usar os aplicativos quando estiverem buscando itens muito caros ou incomuns.
Em novembro de 2009, os consumidores usando smartphones nas compras representaram apenas 0,1% das visitas aos sites de e-commerce, de acordo com dados da Coremetrics, uma divisão da IBM que avalia as atividades de e-commerce. Este ano, na sexta-feira depois do Dia de Ação de Graças ("Black Friday"), esses consumidores atingiram 5,6% do total -- um crescimento de mais de 50 vezes.
Os analistas de comércio eletrônico preveem uma explosão no uso de apps de compras, à medida em que os consumidores trocam seus celulares comuns por smartphones. Já existem dezenas de aplicativos disponíveis, e os programadores estão criando muitos outros para transformarem os smartphones em verdadeiras armas para as compras. Muitos combinam o uso de câmeras que leem códigos de barra e códigos QR, e outros permitem que o usuário simplesmente fale o nome do produto desejado para iniciar uma pesquisa.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Celular, a estrela do e-commerce em 2011

Com mundo emergindo da recessão global que afetou o varejo em 2008 e 2009, o comércio eletrônico deve experimentar um forte crescimento nos próximos 12 meses. O uso do celular nas compras, em promoções e no marketing se mostra como a tendência mais quente desse futuro próximo. Livros, filmes digitais, roupas, artigos para o lar e joias serão os principais produtos do comércio eletrônico em 2011.
Segundo uma avaliação do site eMarketer, nos próximos três anos as compras eletrônicas mundiais deverão crescer mais de 50%, atingindo US$ 201,4 bilhões em 2013. Porém, seguindo a tendência já detectada nos últimos anos, o número de novos consumidores online não deve crescer muito em 2011. O crescimento se dará na maior parte devido ao aumento do volume de compras dos atuais consumidores, que estão cada vez mais experientes e confiantes.
Segundo o eMarketer, além das compras online, a internet influencia cada vez mais as compras feitas nas lojas de tijolo e cimento, por consumidores que pesquisam e selecionam os produtos antes de visitar a loja. Assim, é cada vez maior a importância estratégica da conexão entre o mundo online e a loja física.
A recente explosão nas vendas de smartphones como o iPhone e aparelhos portáteis como o iPad criou uma nova categoria de ferramentas de compras. Atualmente, a percentagem de consumidores que compram usando smartphones ainda é pequena, mas uma pesquisa recente da Forrester indica que a maioria dos consultados gostaria de usar seus celulares para atividades de compras, como pesquisar a localização de uma loja ou checar a disponibilidade de um produto. Dois terços dos entrevistados disseram que gostariam de usar o celular para comprar produtos automaticamente, evitando filas de caixa. Cerca de 25% disseram que seria útil receber cupons ou promoções de produtos via celular, dentro do espaço da loja.
A segurança das compras via celular é uma grande preocupação dos consumidores, do mesmo modo que as compras online eram em meados dos anos 90. Se o padrão se repetir, é apenas questão de tempo para que esses temores sejam superados. Como a curva tecnológica é cada vez mais veloz, é possível que demore bem menos para o m-commerce ser amplamente adotado pelos consumidores. Outros problemas apontados pelos consumidores para as compras via celular incluem telas muito pequenas, teclados pouco ergonômicos e sites de compras que demoram muito para carregar nos celulares.
A tendência de maior uso dos celulares nas compras digitais em 2011 vai exigir que as empresas (grandes e pequenas) adaptem suas operações de comércio eletrônico para as plataformas móveis. Os varejistas que demorarem para se adaptar às tecnologias móveis serão fatalmente superados pelos concorrentes. De forma análoga aos sites de e-commerce, os sites de comércio via celular de maior sucesso serão aqueles que apresentarem acesso fácil e intuitivo, foco em produtos específicos e atendimento eficiente aos consumidores.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Etiquetas com RFIDs contam histórias de produtos doados

 Uma aplicação bastante interessante da tecnologia de etiquetas com microtransmissores de rádio (RFIDs) é o projeto britânico Remembe Me, uma parceria entre o TOTeM (Tales of Things and Electronic Memory, Histórias das Coisas e Memória Eletrônica) e a organização Oxfam.
O projeto pediu que as pessoas que doaram itens para a loja beneficente da Oxfam em Manchester gravassem o histórico do objeto com um microfone, incluindo detalhes e casos interessantes relacionados ao item. Os audioclipes foram lincados com uma etiqueta RFID e código QR, que fazem parte de cada item em exibição. Quando um comprador aproxima seu smartphone da etiqueta, o sistema acessa o clipe de som e a pessoa pode ouvir as histórias, na voz dos donos originais dos objetos.
O conceito faz com que as pessoas deixem de pensar em um produto exposto na loja em termos puramente financeiros -- neste caso específico, levando à reflexão sobre seu valor sentimental. A idéia pode ser expandida (e muito) para outras iniciativas de varejo.
Por exemplo, etiquetas RFID poderiam contar sobre a origem de produtos artesanais, sobre as comunidades que os produzem, sobre a consciência social e ambiental dos produtos. Isso aumentaria a percepção de valor dos itens.
Esse conceito também é usado na loja japonesa de segunda mão Pass The Baton, onde os produtos incluem histórias sobre os donos originais dos itens.

Veja abaixo um vídeo sobre o uso de RFIDs no projeto Remember Me:

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nova geração de celulares transforma o varejo

A chegada de celulares cada vez mais versáteis e poderosos está mudando a relação dos consumidores com o varejo. Esses aparelhos, apelidados de smartphones, permitem acesso à Web em qualquer lugar, tiram fotos, escaneiam códigos de barras, leem códigos QR, são equipados com GPS e comportam centenas de aplicativos que facilitam as compras: comparações de preços, mapas para localizar lojas, promoções, cupons virtuais de descontos e até compras feitas diretamente através do celular, com débito direto na conta ou cartão de crédito do usuário.
Se por um lado os smartphones dão um grande poder para os consumidores, por outro os varejistas precisam fazer malabarismos para se adaptarem à nova realidade tecnológica. A facilidade cada vez maior de fazer comparações de preços em movimento, através da tela do celular, força as lojas a reduzir seus preços para não perder clientes. O varejista que não se adaptar a essa tendência corre o risco de perder vendas para um concorrente – enquanto o consumidor ainda está em sua própria loja.
Por exemplo, uma consumidora nos EUA encontrou um acessório para laptop na loja de departamentos Kohl’s, por US$ 40. Usando o smartphone, ela escaneou o código de barras do produto e usou um aplicativo chamado ShopSavvy para localizar o mesmo produto em oferta por US$ 25 na loja online Amazon.com. Enquanto ainda estava na loja da Kohl’s, a consumidora usou o celular para comprar o item.
A recente crise econômica reorientou a “bússola” do consumidor dos Estados Unidos para promoções e descontos. Os sites especializados em descontos e promoções tiveram uma alta de 6% entre outubro e novembro do ano passado, atingindo 70,4 milhões de visitantes segundo dados da Nielsen.
De acordo com Loren Bendele, CEO do site de descontos savings.com, as vendas feitas através do site devem atingir US$ 200 milhões este ano, o dobro do ano passado. Segundo Bendele, os consumidores estão cada vez mais acostumados com essas facilidades, com sites e aplicativos que facilitam o processo de compras, mesmo em lojas tradicionais. Segundo avaliação da Nielsen, cerca de 18% dos celulares atualmente em uso nos EUA são smartphones e a previsão é de que sejam a maioria dos aparelhos até 2011.
Os smartphones estão causando fortes mudanças no comportamento dos compradores. Mais importante, esses aparelhos estão borrando as fronteiras entre as lojas convencionais e as lojas online. O consumidor pode estar em uma loja física, encontrar um produto desejado e checar no smartphone para saber se há um cupom de desconto online para ele. Ou então, se achar o preço alto demais, o consumidor pode pesquisar por ofertas do mesmo produto – e até comprar o item pelo celular, sem sair da loja. Essa tecnologia representa um grande desafio para o varejo nos próximos anos. E, claro, um grande número de novas oportunidades para conquistar os clientes.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Varejo aposta no conceito de "mordomos digitais"

Os comerciantes e as marcas estão fazendo uso cada vez mais frequente de novas tecnologias para refinar o atendimento aos seus clientes. São serviços e amenidades que mostram atenção ao conforto dos consumidores em diversas situações. É interessante notar que a grande maioria dessas "mordomias" são gratuitas -- mas o consumidor dificilmente esquecerá uma cortesia que aumente seu conforto ou resolva um problema imediato.
Há vários exemplos de "serviços de mordomo" oferecidos por marcas no mundo offline, mas vamos nos concentrar aqui em alguns bons exemplos no mundo online, especialmente nos telefones celulares mais avançados:

* O aplicativo ATM Hunter da Mastercard para o iPhone facilita a localização de caixas eletrônicos mais próximos do usuário, usando a função de GPS do aparelho.
* Na Inglaterra, a Automobile Association criou o app Best of Britain para localizar os melhores hotéis, restaurantes, lojas e atrações durante viagens pelo país.
* Nos EUA, o Domino's Pizza Tracker permite que os clientes da rede de pizzarias acompanhem o percurso da pizza, do pedido, passando pela preparação até a entrega, em uma interface gráfica.
* O app True City da Nike para o iPhone oferece dicas sobre seis cidades da Europa, e permite que os usuários partilhem suas próprias descobertas -- além  de informações e ofertas especiais da Nike.
* O Urban Art Guide da Adidas é um aplicativo para o iPhone que mostra a localização dos melhores grafites em Berlim. Os usuários podem clicar nas obras de arte encontradas nas ruas para obter mais informações sobre o artista.
* O app Gig Finder da Beck ajuda a localizar festas e eventos musicais, oferecendo instruções detalhadas para chegar ao local.
* A Smirnoff fez uma parceria com a revista Time Out para criar um app para o iPhone que oferece informações atualizadas sobre a vida noturna de Londres.
* A Nissan criou o app Nissan Prove It, com mapas de 45 resorts de ski na Europa, facilitando a localização de amigos nas trilhas e encostas, além de oferecer informações detalhadas sobre os próprios resorts. 
* Outro aplicativo da Mastercard chama-se Priceless Picks, que permite que os usuários partilhem os melhores locais e ofertas, que são exibidos em um mapa interativo.
* O Google Labs desenvolveu um aplicativo chamado City Tours, que usa o Google Maps para exibir várias rotas de passeios a pé em diversas cidades do mundo. O app inclui horários de funcionamento de atrações e outras dicas.
* A cerveja Tiger celebrou o Ano Novo chinês com um app para o iPhone que oferece dicas para passeios na Chinatown de Londres. O aplicativo tem um guia interativo de bares e restaurantes, e um game chamado "Tuk Tuk Chalenge".
* A marca de rações Purina criou um aplicativo que ajuda os consumidores a localizarem as pet shops mais próximas de sua localização.
* No Brasil, o app Nivea Sun foi criado para que os usuários se bronzeiem com segurança. O aplicativo registra informações sobre o usuário, sugere o fator de proteção solar adequado para um determinado dia e alerta a pessoa sobre a hora de reaplicar o produto.
* O sistema de corrida Nike + oferece um painel online com dados sobre as atividades físicas, metas, desafios e contatos com outros corredores.
* A rede de supermercados Tesco criou o app Wine Finder, que é capaz de reconhecer qualquer vinho que estiver disponível nas lojas a partir de uma foto do rótulo tirada com o celular. O aplicativo mostra todas as informações sobre o vinho, recomenda bebidas por categoria de preço, e até sugestões de pratos para acompanhar o vinho selecionado.
Para ver mais exemplos inspiradores, é recomendável checar os portais de aplicativos mais populares, como o iPhone App Store, o Android Market do Google, e o App World da Blackberry.


Fonte: www.trendwatching.com.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Varejistas dos EUA apostam nos "apps" para turbinar vendas

Segundo reportagem do NorthJersey.com, o varejo dos EUA está se preocupando menos com a carteira do consumidor e mais com o seu celular -- especialmente os modelos mais sofisticados, apelidados de "smartphones". Os varejistas estão formando parcerias com uma grande variedade de novas empresas de tecnologia para criar aplicativos (ou "apps") que permitem que os consumidores comparem preços de produtos, gerem cupons automáticos de descontos e promoções, comprem ingressos para cinema, teatro e shows com um único toque, façam reservas em restaurantes e até localizem o banheiro mais próximo em um shopping center.
O varejo móvel é a grande onda do momento e atualmente seu foco é centrado em marketing e promoções, e não tanto em vendas e atividades diretamente comerciais. Mas as empresas de tecnologia acreditam que em breve os clientes poderão fazer compras simplesmente aproximando seu celular do caixa em supermercados, lojas de departamentos, restaurantes e cinemas.
Conrad Sheenan, fundador da empresa mPayy, de Chicago, observa que a pessoas elegeram o celular como seu aparelho favorito -- em boa parte devido à extraordinária evolução tecnológica dos telefones móveis nos últimos anos. A mPayy está desenvolvendo um sistema de pagamento móvel que poderá substituir os cartões de crédito e débito nas compras.
No natal passado, a loja de brinquedos Toys "R" Us criou uma versão de seu catálogo para smartphones, que poderia ser facilmente convertida em uma "lista de desejos" através de um aplicativo para o iPhone. A loja também lançou um sistema de m-commerce em novembro, permitindo que os consumidores fizessem compras com os celulares -- outro aplicativo da loja permitia ver avaliações de produtos mais populares feitas por outros consumidores e descobrir se um item esgotado em uma loja da rede estava disponível em outra loja.
Já a redes de fast food como Pizza Huy e Chipotle Mexican Grill estão vendendo refeições para viagem encomendas via celular.
Segundo Abe Kasbo, CEO da fima Verasoni Marketing, o mercado dos apps para celulares está no ponto onde a internet estava há 15 anos -- ainda é muito jovem e cheio de potencial. Kasbo não tem dúvida que esse é o caminho do futuro para o varejo, um complemento tão importante para as empresas como um website.
Para indicar a importância dessa tendência, a Federação Nacional do Varejo dos EUA (NRF) promoveu um evento sobre o tema no começo de março, com 160 executivos do país todo reunidos em San Francisco para discutir estratégias de m-commerce. Segundo Ellen Davis, vice-presidente da NRF, as empresas de varejo do país estão em vários estágicos de adoção de soluções com m-commerce. A executiva diz que a maioria dos varejistas já percebeu a importância dos celulares e smartphones para o consumidor de hoje, e estão tentando desenvolver sistemas que aproveitem essa situação. Mas como começar parece ainda ser o principal obstáculo. A NRF pretende lançar uma iniciativa de varejo móvel em abril para estudar questões relacionadas com as compras por celular e aplicativos específicos para o varejo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O iPad da Apple e o varejo

Na semana passada, Steve Jobs, o todo-poderoso da Apple, apresentou o novo aparelho da empresa, o muito aguardado "tablet computer" iPad. Em resumo, trata-se de um computador de mão muito leve, com vários recursos multimídia e a chancela da marca Apple, que lançou produtos revolucionários como o Macintosh, o iPod e o iPhone. Além disso, o produto deve chegar ao mercado (dos EUA) por um preço relativamente baixo, entre US$ 500 e US$ 800. Analistas do setor de tecnologia estimam que a Apple poderá vender cerca de dois milhões de unidades do iPad em 2010, talvez mais com as possíveis reduções de preço no segundo semestre e para a temporada de final de ano. No próximo ano, as vendas podem superar cinco milhões de unidades.
Apesar de sofrer algumas críticas (como o fato de não ter uma câmera embutida), o iPad tem imenso potencial para transformar setores inteiros da economia. Em primeiro plano estão as empresas de mídia, que aguardavam o lançamento da Apple como um "Santo Graal", um gadget capaz de resolver o dilema de como faturar com conteúdos digitais. Se a loja de conteúdos iTunes for um bom indicador, as empresas de música e vídeo poderão ganhar um bom dinheiro fechando parcerias de conteúdo com o iPad.
Mas seria interessante examinar o impacto do iPad em outras indústrias, em particular o varejo. Nesse setor, o iPad pode ter aplicações extremamente interessantes e rentáveis, além de permitir grande economia em várias operações.
Se considerarmos o iPad como um "super-iPhone", um smartphone com mais recursos de software e tela maior (quase 10 polegadas), esse aparelho abre imensas possibilidades para ações no varejo, tanto na mão dos consumidores como dos próprios varejistas.
Smartphones como o iPhone e similares se tornaram o laboratório ideal de uma grande variedade de ações de marketing, promoções, parcerias, cupons digitais, pagamentos eletrônicos, etc. Uma das poucas desvantagens dos smartphones é que a tela é geralmente pequena, entre 3 e 5 polegadas. O iPad é um upgrade dessa plataforma móvel, que poderá ser carregado facilmente por consumidores em bolsas, pastas e mochilas. Com conexão sem fio à Internet e recursos já padronizados como GPS e Bluetooth, esses aparelhos poderão facilmente localizar ofertas especiais baseadas em localização e horário. Um consumidor que estiver próximo de uma loja poderá receber um cupom de desconto para uma liquidação relâmpago, ou uma promoção especial em um café ou restaurante. E do mesmo modo que ocorre com vários smartphones, o consumidor poderia usar o iPad para completar uma compra ou transação financeira.
Essa primeira versão do iPad pode não ter sensores de presença ou RFIDs, mas é lógico supor que as próximas versões vão incluir todas as comodidades que definem a chamada "internet de objetos". Com isso, os usuários do iPad poderão se cadastrar para receber promoções especiais quando estiverem próximos do estabelecimento comercial, comparar preços lendo códigos de barras e códigos QR e completar transações de cartão de crédito e débito simplesmente aproximando o aparelho do caixa.
Em ações de marketing, o iPad poderá aproveitar sua tela maior para exibir anúncios e cupons mais atraentes. Um dos grandes fatores de sucesso do iPhone é que terceiros podem desenvolver aplicativos ("apps") específicos para o aparelho, com funções específicas. Só esse setor de apps é responsável por uma explosão econômica.
Do outro lado do balcão, o iPad poderia substituir uma grande variedade de aparelhos atualmente usados pelo varejo. Aplicativos especialmente desenvolvidos poderiam transformar o iPad em uma ferramenta de back-office, para controle de estoques e gerenciamento de atividades administrativas. Também poderá ser usado como equipamento de atendimento ao cliente no espaço da loja, auxiliando funcionários na consulta rápida de itens e características de produtos, podendo até facilitar o fechamento de compras.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Smartphones revolucionam as compras no varejo

A nova geração de celulares, apelidados de smartphones, está mudando a relação dos consumidores com o varejo. Esses poderosos aparelhos permitem acesso à Web em qualquer lugar, tiram fotos, escaneiam códigos de barras, leem códigos QR, são equipados com GPS e comportam centenas de aplicativos que facilitam as compras: comparações de preços, mapas para localizar lojas, promoções, cupons virtuais de descontos e até compras feitas diretamente através do celular, com débito direto na conta ou cartão de crédito do usuário.
Se por um lado os smartphones dão um grande poder para os consumidores, por outro os varejistas precisam fazer malabarismos para se adaptarem à nova realidade tecnológica. A facilidade cada vez maior de fazer comparações de preços em movimento, através da tela do celular, força as lojas a reduzir seus preços para não perder clientes. O varejista que não se adaptar a essa tendência corre o risco de perder vendas para um concorrente – enquanto o consumidor ainda está em sua própria loja.
Por exemplo, uma consumidora nos EUA encontrou um acessório para laptop na loja de departamentos Kohl’s, por US$ 40. Usando o smartphone, ela escaneou o código de barras do produto e usou um aplicativo chamado ShopSavvy para localizar o mesmo produto em oferta por US$ 25 na loja online Amazon.com. Enquanto ainda estava na loja da Kohl’s, a consumidora usou o celular para comprar o item.
A recente crise econômica reorientou a “bússola” do consumidor dos Estados Unidos para promoções e descontos. Os sites especializados em descontos e promoções tiveram uma alta de 6% entre outubro e novembro deste ano, atingindo 70,4 milhões de visitantes segundo dados da Nielsen.
Os lojistas, que já enfrentam dificuldades com quedas nas vendas e uma temporada de final de ano abaixo das expectativas, não têm alternativa senão se adaptarem a essas mudanças. Lojas tradicionais como a Macy’s e a Gap estão pagando (caro) para incluir suas promoções em sites especializados em ofertas.
Segundo David Bassuk, diretor da consultoria AlixPartners, os varejistas estão muito ansiosos no momento, e isso dá mais poder ao consumidor.
De acordo com Loren Bendele, CEO do site de descontos savings.com, as vendas feitas através do site devem atingir US$ 200 milhões este ano, o dobro do ano passado. Segundo Bendele, os consumidores estão cada vez mais acostumados com essas facilidades, com sites e aplicativos que facilitam o processo de compras, mesmo em lojas tradicionais. Segundo avaliação da Nielsen, cerca de 18% dos celulares atualmente em uso nos EUA são smartphones e a previsão é de que sejam a maioria dos aparelhos até 2011.
Por exemplo, o CouponSherpa usa o GPS para estabelecer a posição do usuário e localizar lojas nas redondezas que oferecem cupons – nem é preciso imprimir o cupom, basta aproximar o celular da caixa registradora. O ShopSavvy escaneia os códigos de barra com a câmera do celular e faz uma pesquisa de preços online. O Pricegrabber.com tem um aplicativo para iPhone que permite os consumidores comparem preços e comprem em lojas online a partir de qualquer local.
Os smartphones estão causando fortes mudanças no comportamento dos compradores. Mais importante, esses aparelhos estão borrando as fronteiras entre as lojas convencionais e as lojas online. O consumidor pode estar em uma loja física, encontrar um produto desejado e checar no smartphone para saber se há um cupom de desconto online para ele. Ou então, se achar o preço alto demais, o consumidor pode pesquisar por ofertas do mesmo produto – e até comprar o item pelo celular, sem sair da loja.
Essa tecnologia representa um grande desafio para o varejo nos próximos anos. E, claro, um grande número de novas oportunidades para conquistar os clientes.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Uso de smartphones no varejo dispara, iPhone lidera a lista

Segundo nota da Retail Information Systems, os novos modelos de celulares, chamados smartphones, são cada vez mais populares no varejo dos EUA. Além dos programas de fidelização e promoções criados pelo varejo para atrair os consumidores, há um grande número de aplicativos criados especificamente para negócios do setor. Essas tendências alimentam a rápida adoção desses aparelhos. O iPhone da Apple lidera a lista, seguido pelo BlackBerry. Ao mesmo tempo, o interesse por aparelhos tradicionais está caindo rapidamente.
As conclusões aparecem no estudo 2009 Wireless Business Smartphone Customer Satisfaction, da firma J.D. Power & Associates.
Segundo o estudo, a queda nos preços dos smartphones está facilitando esse crescimento na adoção. Há atualmente no mercado dos EUA modelos que custam menos de US$ 100. E as operadoras estão dando descontos nos aparelhos mais sofisticados, em se o cliente assinar algum dos planos mais caros.
O estudo também indica que 22% dos usuários querem comprar aparelhos com Wi-Fi, e 21% querem telas tipo "touch-screen". 17% querem aparelhos com função GPS.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Consumidores prontos para o consumo via celular

Reporta Mike Shields, no Mediaweek, que os consumidores dos EUA estão cada vez mais confortáveis com a idéia de comprar produtos através de aparelhos móveis como celulares e smartphones. Um estudo recente da Harris Interactive indica que os jovens e os homens são os consumidores mais inclinados a usar essa tecnologia para fazer compras.
A pesquisa foi encomeda pela empresa de segurança de cartões de crédito Billing Revolution. A Harris entrevistou 2.029 adultos no final de abril, dos quais 1.883 possuiam um telefone móvel (93%). Cerca de 45% dos consultados disseram que acham as compras via celular "relativamente seguras", enquanto 26% acham o meio "totalmente seguro".
Os jovens parecem mais dispostos a fazer compras pelo celular: 59% dos entrevistados na faixa entre 18 e 34 anos disseram achar seguras as compras por celular, comparado com apenas 34% da faixa acima de 55 anos. E 50% dos homens têm essa opinião, comparado com 39% das mulheres.
Os representantes da Billing Revolution acreditam que a pesquisa indica que o m-commerce deve crescer consideravelmente no futuro próximo, especialmente com a nova geração de smartphones (como o iPhone da Apple e outros).

segunda-feira, 27 de abril de 2009

7-Eleven usa iPhone para oferecer café e biscoitos de graça


A rede de lojas de conveniência 7-Eleven na Suécia está usando um aplicativo criado para o iPhone que funciona como um localizador de lojas -- e oferece um brinde aos usuários. Depois de baixar o aplicativo, os usuários inserem o número do telefone e recebem um código exclusivo que funciona como cupom. Para ganhar o café e os biscotinhos grátis, basta mostrar o código para o funcionário na loja. A 7-Eleven pretende manter a promoção -- só que o café será substuído por sorvetes em maio, e assim por diante.
O app foi desenvolvido pela agência digital sueca Lonely Duck, e foi baixado 2.500 vezes na primeira semana de lançamento -- um número bastante respeitável, que coloca o programa entre os 10 mais populares aplicativos gratuitos para o iPhone na Suécia.
A 7-Eleven dá um bom exemplo de como os smart-phones podem ser usados de modo inteligente pelo varejo: não apenas ajuda o consumidor a encontrar uma loja, mas dá um incentivo extra para motivar uma visita...e mais compras.