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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Varejo sentirá impacto do "fim" das sacolas plásticas em SP

Reporta Érica de Fraga, na Folha de S. Paulo, que a indústria de embalagens já sente o impacto do fim da distribuição das sacolas plásticas pelos supermercados do Estado de São Paulo a partir do próximo dia 25: as encomendas despencaram.
"O varejo já cortou pedidos, e isso começa a gerar demissões e cortes de gastos pelas empresas do setor", diz Miguel Bahiense, presidente do Instituto Socioambiental dos Plásticos, entidade que representa a indústria.
Segundo um empresário que pediu para não ter o nome revelado, "a maioria dos clientes de São Paulo não renovou os pedidos".
Bahiense diz que ainda não é possível estimar o prejuízo inicial do acordo firmado entre o governo de São Paulo e a entidade que representa os supermercados para o banimento das sacolas.
A partir de quarta-feira (25), as sacolinhas plásticas deixarão de ser distribuídas gratuitamente em São Paulo. Quem não quiser sair do estabelecimento com as coisas na mão terá de levar a sua própria ecobag ou carrinho de feira.
Na melhor das hipóteses, o consumidor vai ganhar do supermercado uma caixa de papelão usada (há risco de contaminação) ou, novidade, terá de comprar uma sacolinha biodegradável por R$ 0,19 --alvo das mais ferozes críticas e resistências, respondidas pelos supermercado por um simples "não compre e leve sua ecobag".

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ecológica, juta mira mercado de saco plástico

Reportam Toni Sciarretta e Jorge Araújo, na Folha.com, que os produtores de juta, fibra natural usada em sacos de cereais, querem se tornar o principal fornecedor de "ecobags" para suprir o vácuo das sacolinhas plásticas, que estão com os dias contados no país. São Paulo banirá os plásticos em janeiro.
Para isso, a indústria têxtil de juta da Amazônia veste uma roupagem ecológica e socialmente engajada --compra matéria-prima de 15 mil famílias ribeirinhas do Amazonas e do Pará.
Segundo os produtores, a juta é o único material totalmente biodegradável --que não depende de compostagem para decomposição como os plásticos biodegradáveis vendidos no comércio.
Com base nisso, a juta da Índia e de Bangladesh conquistaram o "ecomercado" dos EUA e da Europa.
No Brasil, os produtores apresentaram ao governo um projeto de financiamento de R$ 13,6 milhões para melhorar a genética das sementes e facilitar a agricultura familiar --a ideia é produzir uma juta mais leve, sedosa e resistente às pragas e ao clima.
Veja o restante da reportagem aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Justiça concede liminar contra lei de sacolas plásticas

Segundo nota do Folha.com, o Tribunal de Justiça derrubou, em caráter liminar, a lei que proíbe a distribuição de sacolinhas plásticas em supermercados na cidade de São Paulo.
A decisão foi tomada na quarta-feira e publicada ontem no "Diário da Justiça".
A lei havia entrado em vigor em maio, mas garantia um período de adaptação aos estabelecimentos comerciais até 31 de dezembro.
O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo foi quem entrou com a ação.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Supermercados versus sacolas plásticas, 2o round

Segundo nota do site da Associação Brasileira de Supermercados, apesar da moda sustentável das bolsas retornáveis, que aparecem em diversas cores e modelos, as sacolas plásticas ainda são distribuídas em supermercados. Por não serem tão resistentes, às vezes, duas são necessárias para suportar o peso das compras e esse artigo produto do petróleo, altamente poluente, é acumulado e jogado depois no meio ambiente.
Por isso, já há movimentações para reduzir o poder de poluição das sacolas plásticas, retirando-as gradativamente do mercado. Foi assim com a campanha Saco é um Saco do Ministério do Meio Ambiente, que já recolheu mais de 600 milhões de sacolas. A nova ofensiva é parte das metas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que pretende diminuir o uso de sacolas plásticas em até 40% nos próximos cinco anos, dos quais 30% devem ser reduzidos em três anos.
A redução no consumo de sacolas foi de 2,9 bilhões de 2007 (17,9 bi) a 2009 (15 bi) e a previsão é de que atinja os 14 bilhões neste ano. O projeto está ligado ao Plano Abras de Ação Sustentável, que segue as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
A criação de um manual de condutas para o setor e a redução de gases causadores do efeito estufa também estão entre os objetivos do plano. Em documento público, a Abras defende a criação de uma lei federal que regulamente a distribuição de sacolas plásticas, o fim da entrega de sacolas de forma gratuita nos supermercados, melhorias no sistema de coleta seletiva e aumento de ações de conscientização dos consumidores.
Plano B
A população apoiaria alternativas aos sacos plásticos, segundo pesquisa do Ministério do Meio Ambiente com 1.100 pessoas entre 16 e 70 anos que vivem em 11 capitais brasileiras. O estudo Aqui e Agora, realizado com o apoio da rede Walmart, tem como intuito verificar os hábitos de consumo e em relação ao meio ambiente / sustentabilidade da população brasileira. Em supermercados, a avaliação constatou que 69% dos entrevistados trocariam as sacolas plásticas por outras formas de carregar suas compras, como sacolas retornáveis, carrinhos e caixas de papelão.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Varejistas reduzem uso de sacolas plásticas

Se depender de alguns dos maiores varejistas do mundo, as sacolas plásticas descartáveis usadas para embalar mercadorias estão com os dias contados.
Nos EUA, a rede Wal-Mart anunciou que pretende reduzir seu uso de sacolas plásticas em 33% até 2013 -- impressionantes 9 bilhões de sacolas por ano. A empresa iniciou este ano um teste com três lojas sem sacolas plásticas na Califórnia. Já a loja de móveis sueca IKEA e a rede de mercearias Whole Food Market baniram o uso de sacolas em suas lojas desde 2008.
Um número crescente de lojas encoraja os consumidores a trazerem suas próprias sacolas de compras. Isso está fazendo surgir um novo nicho de produtos: sacolas de compras feitas a partir de materiais reciclados, como garrafas plásticas e retalhos de tecido ou borracha.
Segundo Dan Sabbah, presidente da Global Design Concepts em Nova York, as sacolas descartáveis são um artigo em extinção. Sua empresa formou recentemente uma parceria com uma empresa canadense para produzir sacolas de compras a partir de garrafas plásticas. A nova empresa, chamada Global Way, vendeu centenas de milhares dessas sacolas para grandes varejistas como Stop & Shop, CVS e Walgreen's, em promoções relacionadas com o Dia da Terra. Sabbah acredita que os varejistas estão na vanguarda dessa mudança, respondendo rapidamente às novas normas públicas sobre lixo e reciclagem de várias cidades.
Já para a Progressive Bag Affiliates (PBA), uma associação que reúne os maiores fabricantes de sacolas plásticas nos Estados Unidos, as sacolas não estão a caminho das extinção. Em vez disso, serão cada vez mais recicladas. Shari Jackson, diretora da PBA, aponta que a reciclagem é cada vez mais intensa na produção de sacolas. A PBA estabeleceu uma meta de 40% de reciclagem total na fabricação até 2015. Segundo Jackson, mais de 400 milhões de quilos de sacolas e películas plásticas foram reciclados em 2008. As sacolas foram reutilizadas na produção de uma grande variedade de itens, incluindo pisos, cercas, carrinhos de compras e novas sacolas. A executiva diz que a maioria dos grandes supermercados já tem coletores específicos para o descarte de sacolas plásticas, o que facilita o processo de reciclagem.
A maioria dos varejistas nos EUA cobra pelas sacolas reutilizáveis. Mas o preço está caindo. A média era de US$ 1 por sacola, mas em 2007 o Wal-Mart passou a cobrar 50 centavos de dólar. Os usuários das sacolas reutilizáveis dizem que elas são muito mais resistentes que as sacolas comuns, e têm maior espaço para mercadorias. E como a maioria é feita de plástico PET reciclado, elas podem descartadas nos coletores de plástico para nova reciclagem.
Kory Lundberg, gerente de comunicações sobre sustentabilidade, disse que a empresa quer se tornar a líder mundial em sacolas reutilizáveis de baixo custo. A Global Way, que está vendendo suas sacolas feitas de PET reciclado para a loja de brinquedos Toys 'R' Us, acredita que os consumidores mais jovens vão liderar a demanda por sacolas reutilizáveis. A empresa tem acordos de licenciamento para estampar personagens da Disney e de desenhos animados populares nas sacolas. Isso estimularia as crianças a lembrarem os pais de levar a sacola do Bob Esponja ou da sereia Ariel quando a família for às compras. Segundo Dan Sabbah, as crianças têm um grande papel na adoção de sacolas recicladas -- um grande número de campanhas públicas sobre o tema são voltadas para crianças em idade escolar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Consumidores rejeitam falsos produtos “verdes”

É uma disputa de grande peso: de olho em um mercado cada vez mais promissor, muitas empresas de produtos de consumo estão se declarando ambientalmente responsáveis – e em vários casos, essa afirmação é falsa. Na outra ponta, os consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos ecologicamente corretos, mas não admitem ser enganados por empresas que não cumprem o que anunciam.
Segundo uma pesquisa do Boston Consulting Group, cerca de 17% dos consumidores americanos disseram que concordariam em pagar mais caro por produtos ecologicamente corretos, um crescimento significativo em relação aos 13% de 2008 e 10% em 2009. A melhora nesse percentual é um reflexo da recuperação econômica, segundo a empresa.
Porém, de acordo com uma reportagem recente do Wall Street Journal, os consumidores dos EUA estão cada vez mais sensíveis ao que se chama de “greenwashing” ("branqueamento ecológico"), termo usado para indicar ações de marketing que alegam responsabilidade ambiental da empresa ou produto, mas escondem as ações poluidoras para enganar o comprador.
Uma das práticas mais comuns de “greenwashing” é a criação de selos “verdes” pela própria empresa, que simulam selos de aprovação de órgãos independentes. Aplicados em itens como produtos de limpeza, alimentos e tecidos, esses rótulos de “auto-aprovação” têm sido o pivô de muitos processos movidos por consumidores contra as empresas.
Nos Estados Unidos e na Europa, cresce a pressão para a criação de normas mais rigorosas sobre o marketing ambiental das empresas de consumo e do varejo, para coibir falsas alegações e campanhas publicitárias enganosas.
As empresas são acusadas, entre outras coisas, de criar selos próprios que dão a falsa impressão de aprovação oficial de suas práticas ambientais; afirmar que um produto é “biodegradável” quando na verdade o material é altamente poluente; e etiquetar incorretamente um produto, passando a falsa impressão de responsabilidade ambiental.
Desde 2007, pelo menos quatro grandes ações coletivas de consumidores nos EUA acusaram empresas de propaganda enganosa a respeito do impacto ambiental de seus produtos. Além disso, foram movidas nos últimos 18 meses várias ações de fiscalização federal e dos órgãos de auto-regulamentação da indústria e varejo.
Em fevereiro deste ano, a Comissão Federal de Comércio dos EUA enviou advertências a 78 varejistas, referentes a uma grande variedade de queixas. Uma das empresas advertidas alegava que seus tecidos eram feitos a partir de fibras de bambu, quando na verdade eram feitos de rayon, que é produzido a partir de polímeros de petróleo (extremamente poluentes).
Eis aqui o cerne dessa disputa acirrada: consumidores conscientes se oferecem para pagar mais caro por produtos menos agressivos ao meio ambiente, mas não admitem ser enganados por empresas ambiciosas que apostam justamente na falta de consciência e atenção dos novos consumidores. Essa tentativa de enganar o cliente configura um erro fatal para as empresas.
As empresas que realmente forem responsáveis em termos sociais e ambientais serão premiadas a médio e longo prazo, mostrando legítima sensibilidade a uma mudança no comportamento dos consumidores. Fabricantes e varejistas que decidirem tratar a questão como um efeito especial para iludir a audiência correm o risco de perder negócios e até irem à falência.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

McDonald's muda de cor para passar imagem mais ecológica

Segundo nota do Propaganda & Marketing, o McDonald's trocou o tradicional fundo vermelho de sua marca pelo verde. A mudança reflete a tentativa da empresa de promover uma imagem mais "eco-friendly" na Europa. Cerca de 100 restaurantes da rede na Alemanha farão a mudança até o final de 2009, informou a empresa. Algumas franquias na Grã-Bretanha e França também já estão utilizando o novo padrão.
A franquia que possui mais de 32 mil restaurantes em 118 países tem sido alvo de ativistas que alegam que as atividades da rede são prejudiciais ao meio ambiente. Por causa disso, a rede está tentando adotar práticas "verdes", convertendo o óleo usado nos restaurantes em biodiesel, por exemplo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Rede CVS dá cupons de US$ 1 por reuso de sacolas plásticas

Segundo nota do Fort Wayne News-Sentinel, a rede CVS Caremark anunciou o lançamento de um programa para estimular a reutilização de sacolas plásticas pelos consumidores. Os associados da rede receberão um bônus de US$ 1 se usarem a mesma sacola quatro vezes.
Por 99 cents, os membros do programa ExtraCare receberão um cartão especial que pode ser preso a uma bolsa ou sacola de pano. Quando completam suas compras, o cartão é escaneado. Depois da quarta visita, um desconto de um dólar será registrado na nota fiscal.
A rede informou que a maioria de suas 7.000 lojas terão o sistema implementado nas próximas duas semanas, e a rede toda deverá usar o programa até o final de novembro. A tarifa de 99 cents do cartão será doada para uma causa ecológica em 2010.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Agência ambiental critica 7-Eleven por embalagem de bananas

Segundo nota do Seattle Times, a rede de lojas de conveniência 7-Eleven começou a testar nos EUA a venda de bananas embaladas individualmente em plástico -- um sistema que pode manter a banana amarela e firme por até cinco dias, em vez de amadurecer totalmente em dois dias. O consumidor norte-americano tende a recusar bananas que tenham qualquer mancha marrom.
Mas a agência Natural Resources Defense Council (NRDC) criticou a iniciativa da rede, que está testando a embalagem em 27 lojas na área de Dallas (Texas). Segundo a porta-voz da NRDC Jenny Powers, criar uma nova embalagem plástica no varejo não é um solução sustentável. Ela disse que deve existir um modo melhor de envolver as bananas -- que afinal de contas, já têm uma embalagem natural.
A empresa Fresh Del Monte, que está fornecendo as bananas para o teste, disse que está procurando uma versão mais sustentável para as embalagens. A Fresh Del Monte alega que aumentar a duração das bananas na prateleira pode reduzir as emissões de carbono, ao diminuir a frequência de entregas nas lojas.
Se for bem sucedido, a 7-Eleven pode adotar a embalagem em suas quase 5.800 lojas até 2010. A rede vende mais de 27 milhões de bananas por ano.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Acordo histórico une ecologistas, redes de varejo e ambientalistas

Reporta Rosenildo Gomes Ferreira, na IstoÉ Dinheiro, que os diretores do JBS, Marfrig e Minerva, os maiores frigoríficos brasileiros, e representantes da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) e do Greenpeace assinaram o pacto pelo "desmatamento zero" na Amazônia.
Um compromisso que, caso seja cumprido integralmente, deverá colocar não só a pecuária como o próprio País em um novo patamar global em matéria de sustentabilidade. O acordo prevê por exemplo que, em um prazo de seis meses, o JBSFriboi, o Marfrig e o Minerva elaborem um cadastro dos fornecedores de boi para abate. Com isso, os frigoríficos poderão garantir que a matéria-prima provém de fazendas comprometidas com as causas ambientais e sociais.
A pecuária responde por 80% dessa conta. O acordo foi assinado em um momento em que o setor se lança em um processo de consolidação internacional. Recentemente, a goiana JBS-Friboi assumiu o controle da paulista Bertin e da americana Pilgrim's Pride. Como resultado, se tornou o maior frigorífico do mundo. Pratini de Moraes, presidente do conselho estratégico do JBS-Friboi, reconhece o caráter histórico da iniciativa.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Rede Tesco usa software para reduzir emissões de carbono

Informa o RIS News, que a rede varejista Tesco está usando o programa CA ecoSoftware para ajudar a gerenciar as emissões de carbono em suas operações. A Tesco emprega 468.000 funcionários em mais de 4.000 lojas em 14 países. A empresa está usando o software para reduzir emissões, controlar o consumo de energia e se tornar mais sustentável. O software também é usado nas estratégias amplas de sustentabilidade da empresa, unificando iniciativas que antes eram descentralizadas.
A rede tem um programa que pretende reduzir suas emissões totais de carbono em 50% até 2020, e reduzir pela metade as emissões no transporte de mercadorias até 2012. A empresa já conseguiu reduzir pela metade as emissões de suas lojas no Reino Unido, e está conseguindo zerar o envio de resíduos para aterros sanitários naquele país.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

EUA: San Jose quer banir sacolas plásticas até 2011


Reporta Tracy Seipel, no San Jose Mercury News, que a câmara municipal de San Jose (Califórnia) votou a favor do fim do uso de sacolas plásticas no comércio. A medida tornará San Jose a maior cidade dos EUA com esse tipo de medida ecológica.
O varejo e a indústria terão um prazo para se adaptar à nova legislação, que deve entrar em vigor pleno a partir de 2011. San Jose está tentando ainda convencer outras cidades da região a aderir ao veto.

sábado, 22 de agosto de 2009

"A internet pôs o consumidor no comando", diz Hélio Mattar

Em entrevista para Rosenildo Gomes Ferreira, na IstoÉ Dinheiro, o diretor do Instituto Akatu fala sobre as transformações que a internet e a conscientização ambiental causaram sobre o consumidor -- e seus impactos nas empresas, em todos os setores da cadeia produtiva.
Segundo Hélio Mattar, as empresas que quiserem sobreviver terão de adotar uma postura transparente e valorizar a responsabilidade socioambiental.
Mattar cita o exemplo do recente boicote de grandes redes de varejo como Walmart, Carrefour e Pão de Açúcar à carne vinda de áreas desmatadas na Amazônia, depois de denúncia do Greenpeace. Segundo Mattar, o caso mostra
que houve uma enorme mudança na sociedade brasileira: "se há dez anos acontecesse essa mesma denúncia, certamente boa parte dos consumidores não teria uma percepção da relação entre o desmatamento e o aquecimento global. Nem mesmo da ilegalidade presente em uma cadeia produtiva específica. A forte repercussão fez com que os frigoríficos abandonassem o discurso inicial de minimizar o problema e se comprometessem em adotar práticas sustentáveis. A reação se deve a uma série de fatores que incluem desde o trabalho de sensibilização dos consumidores, feito pela mídia e também por ONGs como o Akatu, até a evolução no processo de responsabilidade socioambiental das empresas", disse o executivo.
A respeito da influência da internet, Mattar observa que o consumidor é influenciado pelas informações que ele recebe. "Na sociedade do passado, há cinco anos, a função de informar o consumidor era somente da grande mídia. Hoje, 47% dos brasileiros têm acesso a internet em casa, no trabalho ou em Lan Houses. E a navegação se dá basicamente por redes sociais como Orkut, MySpace, Facebook, além de dispositivos via aparelho celular como Twitter e SMS. E isso certamente muda a velocidade da reação do consumidor à informação. Por isso, os consumidores já estão no comando. As empresas ainda não perceberam o risco que estão correndo com o poder dessa interconectividade", disse ele.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Rede inglesa Tesco diz que reciclagem atinge 100% de seu lixo

Segundo nota do GreenBiz, a rede Tesco, maior varejista do Reino Unido, anunciou que 100% dos resíduos gerados em suas lojas, escritórios e centros de distribuição são reciclados ou processados, e que nada desse lixo termina nos aterros sanitários. A conquista é resultado de um agressivo programa de reciclagem e redução de resíduos, que inclui a queima de até 5.000 toneladas anuais de carnes vencidas para gerar eletricidade e calor.
A rede opera 2.315 lojas no Reino Unido. Com os escritórios e centros de distribuição, a Tesco gera cerca de 530 mil toneladas anunais de resíduos.
O programa da Tesco foi voluntário. A rede pretendia atingir a meta de 100% de reciclagem em 2010, mas conseguiu adiantar o programa.
O fato da rede usar carnes com prazo vencido para gerar energia foi criticado por organizações de direitos dos animais.

domingo, 28 de junho de 2009

Supermercados promovem alternativas para sacolas plásticas

Segundo nota da Associação Paulista de Supermercados, grandes redes como Carrefour e Pão de Açúcar estão empenhadas em reduzir o uso de sacolas plásticas.
O Carrefour implementou um programa de sacolas reutilizáveis há um ano, e vendeu 400 mil unidades nesse período. A iniciativa faz parte da política mundial da rede para a redução do uso de sacolas plásticas.
Já o Pão de Açúcar divulgou que seu programa de redução representou uma economia de 35% com sacolas plásticas -- a rede vendeu 600 mil ecobags em todas as suas bandeiras.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

600 mil sacolas plásticas a menos no RS

Segundo nota do portal da Associação Paulista de Supermercados, em apenas um mês de funcionamento do projeto “Cliente Consciente Merece Desconto” no Rio Grande do Sul, a rede de hipermercados Big – uma das bandeiras do grupo Wal-Mart – reduziu em 600 mil o número de sacolas plásticas solicitadas pelos clientes para embalar compras, o que significa R$ 18 mil em descontos concedidos no check-out das lojas. O programa concede desconto nas compras dos clientes que não utilizarem embalagens plásticas. Lançado também em Santa Catarina e no Paraná, o programa em todo o Sul alcançou, no período, a diminuição de um milhão de sacolas plásticas, e uma economia nas compras, para os clientes, de R$ 31 mil. No Nordeste, onde a ação existe desde o final do ano passado, o desconto já chegou a R$ 113 mil e a redução de uso de sacolas a 3,5 milhões de unidades. O objetivo da empresa é reduzir em 50% o uso de sacolas plásticas em suas lojas até 2013 e incentivar o uso de sacolas retornáveis.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Wal-Mart Brasil lança Pacto pela Sustentabilidade

Reporta Andrea Martins, no Meio & Mensagem Online, que a rede Wal-Mart está promovendo esta semana uma série de ações para o lançamento do Pacto pela Sustentabilidade, com o objetivo de propor que a empresa, especialistas e fornecedores trabalhem com o foco na preservação do meio ambiente. Para marcar o início deste "pacto", o consultor norte-americano Andrew Winston, autor do livro "O Verde que Vale Ouro", falou à imprensa sobre as demandas e os desafios ambientais que as companhias enfrentam em tempos de crise. O encontro aconteceu na loja ecoeficiente do Wal-Mart, no Bairro do Morumbi, em São Paulo. Segundo o especialista, que fez centenas de entrevistas com executivos em todo mundo para escrever a obra, "tornar-se verde? não é um gasto para as empresas. É muito bom em tempos de crise investir em sustentabilidade porque reduz custos, economiza petróleo, energia e dinheiro. Sem contar que cria um valor para a marca e vende mais", destacou Winston.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Toronto cria taxa sobre o uso de sacolas plásticas

Reporta Leslie Scrivener, no Toronto Star, que a cidade canadense aprovou no início de junho um lei que estabelece uma taxa de 5 cents pelo uso de sacolas plásticas nas compras. A taxa causou uma onda de reações na cidade, tanto positivas como negativas. O fato que é a cobrança da taxa mudou a maneira como as pessoas compram na cidade -- muitos consumidores saem das lojas carregando as compras nas mãos, recusando-se a pagar os 5 cents por sacola.
Várias lojas já registram uma queda acentuada no uso de sacolas plásticas pelos clientes. A rede de mercearias Loblaw Companies informou uma queda de 75% no uso de plástico desde o início de seu programa nacional de redução em abril.
A Loblaws pretende doar 1 milhão de dólares canadenses para o World Wildlife Fund-Canada nos próximos 3 anos. Outros varejistas canadenses também anunciaram doações para programas ambientais.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Supermercado inglês usa energia cinética dos próprios clientes

Reporta James Murray, no BusinessGreen, que a rede inglesa de supermercados Sainsbury's inaugurou um sistema de energia "movido a clientes", em sua nova loja em Gloucester. O novo sistema foi desenvolvido pela empresa Highway Energy Systems, usa placas que se movem com a passagem de carros, criando energia cinética que é usada para alimentar um gerador. O sistema tem capacidade para gerar 30 kW por hora, e mal chega a ser percebido pelos clientes que passam por ele em seus carros.
Uma porta-voz da rede Sainsbury's disse que a empresa acredita que o sistema pode se pagar após dois anos de uso, gerando energia para ser consumida na loja. Se os testes forem bem sucedidos, a rede pretende instalar sistemas assim em outras lojas.
Além das placas cinéticas, a loja de Gloucester exibe outras tecnologias eco-amigáveis, como coleta de água de chuva, painéis solares para aquecer a água, sistemas de distribuição de luz natural pela loja e gerenciamento computadorizado do consumo de energia.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

McDonald's vai testar ovos de galinhas criadas sem gaiola


Reporta David Sterrett, no Chicago Business, que a rede americana de lanchonetes McDonald's vai testar o uso de ovos de galinhas criadas em condições mais abertas do que as tradicionais granjas. Seriam os nossos populares "ovos caipiras". A Humane Society, equivalente americana da Sociedade Protetora dos Animais, está fazendo campanha junto aos acionistas do McDonald's para que eles votem a favor de ovos que venham de criações onde as galinhas não fiquem confinadas em gaiolas minúsculas, como é o padrão industrial nos EUA. A organização ressalta que o concorrente Burger King já usa ovos caipiras há dois anos, e outras grandes redes de restaurantes também adotaram essa postura. A Humane Society defende que os ovos de galinhas criadas mais livremente são mais saudáveis para o consumo.
O McDonald's informou que vai realizar testes sobre o uso desses ovos em parceria com acadêmicos, com a corporação Cargill e com a Associação de Medicina Veterinária dos EUA.