A expansão de smartphones e tablets com telas maiores é um estímulo para a publicidade móvel, mas esse setor ainda enfrenta muitos problemas que impedem seu crescimento acelerado.
De acordo com uma reportagem do Wall Street Journal, grandes empresas de varejo, publicidade e internet fizeram investimentos estratégicos em publicidade móvel nos últimos anos. Entre os maiores negócios nessa área está a compra da empresa especializada AdMob pelo Google por US$ 750 milhões em 2009, e a aquisição da Quattro Wireless pela Apple em 2010. Google e Apple são os maiores rivais nessa arena -- o Google critica a Apple por impor regras aos desenvolvedores de anúncios que bloqueiam o Google e outros rivais de venderem anúncios nos aplicativos para iPhone e iPad.
O conceito de anúncios baseados na localização do usuário (através de sensores de GPS) está se tornando um grande atrativo da publicidade móvel. Outra tendência de sucesso são os aplicativos criados por varejistas, que apresentam anúncios atraentes (com áudio e vídeo), em momentos estratégicos para o consumidor.
Martin Sorrell, executivo-chefe da maior holding publicitária do mundo, a WPP PLC, disse recentemente que os aplicativos móveis são o "cálice sagrado" da indústria publicitária. Mas Sorrell ressalta que apesar do rápido crescimento das tecnologias e do grande interesse do público, ainda há um longo caminho pela frente. Sorrell diz que o setor ainda está muito fragmentado, e que faltam padrões e normas que possam unificar as iniciativas.
O executivo está certo: existem guerras declaradas entre fabricantes de aparelhos e entre diferentes sistemas operacionais. O sistema Android do Google está em rápido crescimento, mas ainda não é um modelo dominante. Por outro lado, a plataforma iOS da Apple, que é usada no iPhone e iPad, é um sistema hermeticamente fechado, sobre o qual a empresa exerce controle absoluto. Correndo por fora, a Nokia (a maior fabricante de celulares do mundo), acaba de anunciar a adoção do Windows Phone 7 da Microsoft como seu padrão.
Apesar dos aplicativos para comércio e publicidade surgirem de todos os cantos do mundo, o volume disponível de espaços publicitários em aparelhos móveis ainda é muito baixo, segundo avaliação da firma de pesquisas Gartner.
Stephanie Baghdassarian, analista da Gartner, mostra otimismo em relação ao futuro do setor. Segundo ela, no último encontro da indústria em Barcelona, foi possível perceber a intenção das diversas empresas de tecnologia, conteúdo, varejo e publicidade em produzir normas padronizadas para essa atividade, incluindo regulamentação e proteção aos dados pessoais dos usuários.
Stephanie disse que a publicidade móvel tem um enorme potencial para dominar o mercado. O destaque serão sistemas de "opt-in" (quando o consumidor é convidado a participar de um programa de afiliação) e serviços baseados na localização geográfica. A analista aponta o exemplo da empresa americana Foursquare, que permite que os usuários interajam com amigos e conhecidos que estão próximos.
A evolução dos aparelhos também deve contribuir para o crescimento desse setor. O recente seminário da área realizado em Barcelona mostra que os fabricantes estão brigando para oferecer aparelhos mais eficientes, com telas maiores e processadores mais velozes. Um ponto essencial é o acesso mais confortável às redes sociais, o ambiente preferido por esta nova geração de consumidores.
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Celulares crescem no acesso aos sites de varejo
Dois estudos recentes nos EUA, o RIS/IHL Store Systems Study de 2011 e a pesquisa da ForeSee Results, indicam que o uso de celulares está ganhando velocidade nos hábitos de compras dos consumidores.
O estudo "Report on Mobile Shopping" da ForeSee mostra que 33% dos entrevistados já acessaram o site de um varejista através do celular, em comparação com 24% em 2009. Outros 26% disseram que pretendem usar aparelhos móveis para visitar sites de varejo e usar aplicativos específicos para compras no futuro próximo. Em outras palavras, mais da metade dos consumidores consultados já usam ou pretendem usar o celular como ferramenta nas compras. O estudo da ForeSee confirma as conclusões da pesquisa Store Systems, que também mostra que mais da metade dos varejistas está investindo em aplicativos móveis e promoções em redes sociais.
Entre as principais conclusões desses estudos estão:
* 33% dos entrevistados já usaram seus celulares para acessar o site de uma loja, e outros 26% planejam baixar aplicativos específicos de varejo e fazer compras pelo celular no futuro.
* 11% dos compradores online disseram que fizeram compras através de seus aparelhos móveis na temporada de final de ano, em comparação com apenas 2% no final de 2009.
* 56% dos consumidores usaram os celulares para comparar informações sobre preços, enquanto 46% deles usaram os aparelhos móveis para comparar produtos diferentes e consultar detalhes técnicos.
* 69% dos usuários móveis usaram seus celulares para visitar o site do varejista enquanto visitavam uma loja dessa rede, e 46% usaram o celular para acessar o site de um concorrente enquanto faziam compras.
* Os compradores ainda acham os sites tradicionais em PCs mais satisfatórios que os sites criados especialmente para celulares.
* Os consumidores que se dizem "muito satisfeitos" com a experiência de compras no celular são 30% mais inclinados a comprar direto pelo celular, e 30% a comprar na própria loja física.
A pesquisa da ForeSee Results entrevistou 10.000 visitantes dos maiores sites de e-commerce dos EUA, e uso a metodologia do American Customer Satisfaction Index (ACSI) para indicar a satisfação dos clientes com os sites e aplicativos móveis e avaliar o impacto sobre as intenções de compras no futuro, a fidelidade dos clientes e as recomendações em todos os canais de vendas.
A pesquisa destacou que os principais interesses dos consumidores móveis são a identificação dos melhores varejistas em cada categoria de produtos, comparações de preços, comparações de produtos, detalhes técnicos sobre produtos e resenhas críticas de outros consumidores sobre os itens procurados.
Um detalhe muito relevante dessas pesquisas é que mais de dois terços dos usuários que entram em uma loja física acessam o site desta loja -- para ver ofertas, checar promoções e localizar informações. E quase a metade desses consumidores também acessam o site móvel do varejista concorrente, durante as compras. As duas pesquisas confirmam que o número de consumidores que checam promoções de concorrentes no celular enquanto fazem compras numa determinada loja quase dobrou em comparação com o ano anterior.
Os estudos apontam para a urgência estratégica de criar sites específicos para celulares e aplicativos muito atraentes. Com a explosão no uso de smartphones e outros aparelhos móveis avançados, os consumidores terão armas cada vez melhores para fazer suas compras de modo mais eficiente e econômico. Isso deve deflagrar uma revolução tecnológica no varejo nos próximos anos.
O estudo "Report on Mobile Shopping" da ForeSee mostra que 33% dos entrevistados já acessaram o site de um varejista através do celular, em comparação com 24% em 2009. Outros 26% disseram que pretendem usar aparelhos móveis para visitar sites de varejo e usar aplicativos específicos para compras no futuro próximo. Em outras palavras, mais da metade dos consumidores consultados já usam ou pretendem usar o celular como ferramenta nas compras. O estudo da ForeSee confirma as conclusões da pesquisa Store Systems, que também mostra que mais da metade dos varejistas está investindo em aplicativos móveis e promoções em redes sociais.
Entre as principais conclusões desses estudos estão:
* 33% dos entrevistados já usaram seus celulares para acessar o site de uma loja, e outros 26% planejam baixar aplicativos específicos de varejo e fazer compras pelo celular no futuro.
* 11% dos compradores online disseram que fizeram compras através de seus aparelhos móveis na temporada de final de ano, em comparação com apenas 2% no final de 2009.
* 56% dos consumidores usaram os celulares para comparar informações sobre preços, enquanto 46% deles usaram os aparelhos móveis para comparar produtos diferentes e consultar detalhes técnicos.
* 69% dos usuários móveis usaram seus celulares para visitar o site do varejista enquanto visitavam uma loja dessa rede, e 46% usaram o celular para acessar o site de um concorrente enquanto faziam compras.
* Os compradores ainda acham os sites tradicionais em PCs mais satisfatórios que os sites criados especialmente para celulares.
* Os consumidores que se dizem "muito satisfeitos" com a experiência de compras no celular são 30% mais inclinados a comprar direto pelo celular, e 30% a comprar na própria loja física.
A pesquisa da ForeSee Results entrevistou 10.000 visitantes dos maiores sites de e-commerce dos EUA, e uso a metodologia do American Customer Satisfaction Index (ACSI) para indicar a satisfação dos clientes com os sites e aplicativos móveis e avaliar o impacto sobre as intenções de compras no futuro, a fidelidade dos clientes e as recomendações em todos os canais de vendas.
A pesquisa destacou que os principais interesses dos consumidores móveis são a identificação dos melhores varejistas em cada categoria de produtos, comparações de preços, comparações de produtos, detalhes técnicos sobre produtos e resenhas críticas de outros consumidores sobre os itens procurados.
Um detalhe muito relevante dessas pesquisas é que mais de dois terços dos usuários que entram em uma loja física acessam o site desta loja -- para ver ofertas, checar promoções e localizar informações. E quase a metade desses consumidores também acessam o site móvel do varejista concorrente, durante as compras. As duas pesquisas confirmam que o número de consumidores que checam promoções de concorrentes no celular enquanto fazem compras numa determinada loja quase dobrou em comparação com o ano anterior.
Os estudos apontam para a urgência estratégica de criar sites específicos para celulares e aplicativos muito atraentes. Com a explosão no uso de smartphones e outros aparelhos móveis avançados, os consumidores terão armas cada vez melhores para fazer suas compras de modo mais eficiente e econômico. Isso deve deflagrar uma revolução tecnológica no varejo nos próximos anos.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Best Buy premia pelo celular cliente que entra na loja
Segundo nota do Meio&Mensagem, a rede varejista norte-americana Best Buy se aproveitou de ferramentas de mobile marketing, internet e de geolocalização para criar um sistema que transmite descontos e avisos sobre promoções direto para o celular do cliente, quando ele entra na loja.
Trata-se de mais uma iniciativa da rede para se relacionar com o público de maneira não convencional, dando sequência à ação Twelp Force, da Crispin, Porter + Boguksy, pela qual a empresa criou um canal de atendimento ao consumidor pelo Twitter.
Segundo comunicado da empresa, lojas de cidades como Los Angeles, Nova York e San Francisco já receberão o sistema, que consiste em um aplicativo mobile da empresa Shopkick, que deve ser instalado pelo próprio consumidor. Ao todo, mais de 250 estabelecimentos (dos cerca de mil) nos Estados Unidos terão a novidade até 1º de outubro.
Assim que o consumidor pisar no interior da loja, ele será localizado pelo sistema da Best Buy por meio de um sinal específico, que será emitido por um equipamento dentro da loja. Instantaneamente, o consumidor receberá recompensas, chamadas de “kickbucks”, como descontos e promoções.
Veja o vídeo:
Trata-se de mais uma iniciativa da rede para se relacionar com o público de maneira não convencional, dando sequência à ação Twelp Force, da Crispin, Porter + Boguksy, pela qual a empresa criou um canal de atendimento ao consumidor pelo Twitter.
Segundo comunicado da empresa, lojas de cidades como Los Angeles, Nova York e San Francisco já receberão o sistema, que consiste em um aplicativo mobile da empresa Shopkick, que deve ser instalado pelo próprio consumidor. Ao todo, mais de 250 estabelecimentos (dos cerca de mil) nos Estados Unidos terão a novidade até 1º de outubro.
Assim que o consumidor pisar no interior da loja, ele será localizado pelo sistema da Best Buy por meio de um sinal específico, que será emitido por um equipamento dentro da loja. Instantaneamente, o consumidor receberá recompensas, chamadas de “kickbucks”, como descontos e promoções.
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terça-feira, 22 de junho de 2010
Walmart premia clientes com minutos para celular
Segundo nota do site Teletime, os clientes de e-commerce do Walmart que fizerem compras superiores a R$ 299 e pagarem com os cartões Ourocard (Banco do Brasil), Hipercard ou da Caixa recebem um crédito de R$ 30 em seus celulares pré-pagos. O Walmart fechou parceira coma Minucom, companhia responsável pela bonificação. Os créditos poderão ser usados para fazer ligações, enviar torpedos (SMS) e fazer downloads de ringtones e wallpapers, entre outros serviços.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
51% dos consumidores usaram celulares nas compras de Natal
Segundo nota do Teletime News, uma pesquisa mundial encomendada pela Motorola revela o uso intenso do telefone celular por consumidores durante as compras de fim de ano. Mais da metade dos entrevistados (51,4%) informaram que fizeram uso do aparelho para auxiliá-los na compra de presentes. Entre os dias 25 de novembro e 20 de dezembro do ano passado foram entrevistadas 4.534 pessoas, de 18 a 64 anos de idade, em 11 países: EUA, Canadá, México, Brasil, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Índia e China.
Sobre o uso do celular nas compras de Natal, 30,8% dos entrevistados disseram que ligaram do telefone móvel para consultar alguém; 21,3% enviaram mensagens de texto para o mesmo fim; 16,3% mandaram do celular uma imagem do produto que queriam comprar; 14,2% acessaram a Internet pelo telefone móvel para comparar preços; 14,3% acessaram a Internet pelo celular para obter mais informações sobre um produto; 8,5% acessaram a Internet móvel para conseguir cupons de desconto; 6,9% realizaram uma compra diretamente pelo celular.
Sobre o uso do celular nas compras de Natal, 30,8% dos entrevistados disseram que ligaram do telefone móvel para consultar alguém; 21,3% enviaram mensagens de texto para o mesmo fim; 16,3% mandaram do celular uma imagem do produto que queriam comprar; 14,2% acessaram a Internet pelo telefone móvel para comparar preços; 14,3% acessaram a Internet pelo celular para obter mais informações sobre um produto; 8,5% acessaram a Internet móvel para conseguir cupons de desconto; 6,9% realizaram uma compra diretamente pelo celular.
terça-feira, 31 de março de 2009
EUA: MasterCard investe em pagamentos via celular
Reporta Edward Baig, no USA Today, a adoção do celular como meio de pagamentos no varejo dos EUA deve ter um grande estímulo com a entrada da MasterCard nesse setor. A operadora de cartões fechou uma parceria com a Blaze Mobile para usar adesivos ("stickers") equipados com RFIDs para estabelecer uma comunicação com pontos de venda, em lojas da BP, Best Buy, CVS, McDonald's, entre outros. Os stickers serão distribuídos pelo MetaBanks e vão funcionar com a maioria dos modelos de celulares.
Essa tecnologia funcionará como ponte até que todos os celulares saiam de fábrica equipados com sistemas de pagamentos "contactless" -- bastará aproximar o telefone do caixa para efetuar a transação.
A MasterCard estima que mais de 141.000 varejistas nos EUA poderão participar desse programa. Mas os comerciantes terão de investir na infraestrutura para poder usar o sistema -- um fator complicante em tempos de crise financeira.
Essa tecnologia funcionará como ponte até que todos os celulares saiam de fábrica equipados com sistemas de pagamentos "contactless" -- bastará aproximar o telefone do caixa para efetuar a transação.
A MasterCard estima que mais de 141.000 varejistas nos EUA poderão participar desse programa. Mas os comerciantes terão de investir na infraestrutura para poder usar o sistema -- um fator complicante em tempos de crise financeira.
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