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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Códigos 2D fazem sucesso na mídia impressa

Apesar do baixo volume, está aumentando o uso de códigos 2D em publicações, que podem ser lidos por smartphones. Essa é a conclusão de uma pesquisa da GfK MRI Starch Advertising Research, que mapeou a percepção dos consumidores em relação aos códigos que aparecem nas páginas de jornais e revistas dos EUA.
Esses códigos 2D combinam barras e símbolos, e permitem que o leitor participe de promoções ao fotografar o anúncio com o celular. Diversos aplicativos leem os códigos e completam ações, como "curtir" o anunciante no Facebook e receber descontos, cupons ou ofertas especiais.
A tecnologia ainda tem baixa penetração: segundo o estudo, apenas 4% dos leitores de revistas que notaram os códigos 2D nas páginas usaram seus celulares para fotografar o código e completar a promoção.
Mas existem casos de sucesso. Na edição "Free Stuff" da revista Allure, os leitores escanearam os códigos da Microsoft Tags mais de 200.000 vezes em apenas três dias. Um anúncio da Porsche no Men's Journal, um da Microsoft na Working Mother e uma promoção de roupas de cama na revista de bordo Hemispheres também surgem como destaques na pesquisa da GfK MRI. Entre os leitores que viram o anúncio da Porsche na revista Men's Journal,  17% tiraram uma foto do código 2D.
Os anunciantes e varejistas ainda não estão ganhando tração com a tecnologia. A pesquisa mostra que 14% dos leitores que notaram qualquer anúncio em revistas no primeiro semestre deste ano preferiram visitar o site do anunciante, usando caminhos tradicionais como sites de busca.
Homens e jovens são mais receptivos a essa tecnologia. A pesquisa indica que 6% dos homens que notaram anúncios com códigos 2D tiraram fotos com seus celulares, comparado com 4% de mulheres. Na faixa entre 18 e 34 anos, 6% dos leitores fotografaram os anúncios, comparado com 3% na faixa acima dos 35 anos.
Apesar da penetração total ser de 4%, esse volume é bastante significativo no mercado. Segundo Garrick Schmitt, diretor de plataformas da agência Razorfish, é um número impressionante para uma nova tecnologia, que simplesmente não existia há um ano.
Schmitt disse que as empresas devem continuar experimentando e explorando os códigos 2D. A pesquisa da GfK MRI é um bom ponto de partida para análises mais detalhadas. Nicole Skogg, CEO da SpyderLynk, diz que serão necessárias mais pesquisas para adequar melhor a tecnologia. A SpyderLynk é a criadora dos códigos SnapTags, e do aplicativo que permite a leitura.
Skogg diz que a diferença no uso da tecnologia entre homens e mulheres pode ser mais um problema na formulação dos anúncios do que um reflexo da diferença entre gêneros. A executiva acredita que a maioria dos anúncios com códigos 2D ainda é voltada para o público masculino. Mas ela observa que a SpyderLynk está se focalizando em campanhas voltadas para mulheres, que tiveram resultados muito bons.
O estudo da GfK MRI pode ser um complemento ao estudo da comScore, divulgado na última semana, que mostra que 6,2% dos usuários de celulares nos EUA ativaram um código impresso em junho. Publicações e embalagens são os locais mais clicados pelos celulares.
O painel da GfK MRI inclui 720.000 participantes nos Estados Unidos, para avaliar anúncios impressos e novas tecnologias em 193 publicações.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Código de barras entra na "fase expressionista"

Segundo informa Sarah Nassauer, no Wall Street Journal, os códigos de barras presentes em todos os produtos estão passando por uma revolução visual. Muitas marcas estão buscando integrar os velhos códigos de identificação à identidade visual de seus produtos, com ideias interessantes nas embalagens.
A tendência é mais popular entre marcas menores, mas grande fabricantes como a Nestlé estão entrando na onda de códigos de barras customizados.
A moda abriu o mercado para um número crescente de empresas de design, que criam códigos de barras que parecem pequenas obras de arte. Algumas empresas usam departamentos internos de design para criar novos desenhos.
Alguns buscam a elegância, outros o humor e a ironia. A tendência teve origem no Japão, e está se espalhando rapidamente pelos EUA e Europa.
A tecnologia entrou em uso generalizado no começo dos anos 70, e é notável que tenha demorado tanto para as marcas pensarem em personalizar um elemento que faz parte de qualquer embalagem atualmente.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Stop & Shop testa aplicativo que lê códigos de barras via iPhone

Segundo nota da RIS News, a rede de supermercados Stop & Shop dos EUA iniciou os testes em algumas lojas com um aplicativo que permite que os consumidores chequem os códigos de barras dos produtos durante as compras. O aplicativo é sincronizado com o programa de fidelidade da loja, que permite que a Stop & Shop registre as informações de compras e envie promoções personalizadas para o iPhone do cliente.
Os compradores usam a câmera do celular para escanear códigos de barras das mercadorias, à medida que enchem seus carrinhos. Quando terminam as compras, é só ir até o caixa e exibir o cartão de fidelidade, acelerando o pagamento.

domingo, 28 de junho de 2009

Uso do código de barras no varejo completa 35 anos

Reporta Gerry C. Shih, no New York Times, que em junho de 1974, o primeiro produto com código de barras chegou às prateleiras do varejo -- era uma embalagem do chiclete Fruit Gun, que custava 67 cents. De lá para cá, a tecnologia explodiu ao redor do mundo, se tornando o padrão global de identificação para uma infinidade de produtos. Além de identificar mercadorias em lojas, o código com 59 barras pretas e brancas é usado, por exemplo, em cartões de embarque de aviões, na monitoração de encomendas e entregas, no controle de dosagens de medicamentos, e em muitas pesquisas científicas.
Hoje, os códigos de barras são escaneados mais de 10 bilhões de vezes todos os dias, ao redor do mundo.
George J. Laurer, um engenheiro da IBM que liderou o projeto de criação do sistema nos anos 70, declarou que o enorme sucesso da tecnologia se deve a três aspectos: é simples, barata e confiável.
Agora, o código de barras está ameaçado por novas tecnologias, como os RFIDs (etiquetas com microtransmissores de rádio). Mas enquanto um código de barras custa menos de meio cent de dólar, as etiquetas eletrônicas custam mais de 5 cents. Essa barreira de preço é o principal obstáculo para a adoção em massa dos RFIDs.