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quarta-feira, 21 de março de 2012

Walmart quer ser plataforma para marcas

O maior varejista do mundo tem tamanho e lastro sem comparação no mercado. Isso pode ser uma grande dor de cabeça para seus executivos, mas também permite que soluções inovadoras sejam testadas em uma escala inatingível para os concorrentes.
O executivo de marketing do Walmart divulgou um comunicado apresentando a empresa para a Association of National Advertisers dos EUA como uma "plataforma de experiências".
A denominação é associada ao lançamento do "Retail Development Kit" (kit de desenvolvimento de varejo) da empresa. Esse kit é similar aos kits de desenvolvimento de software que as empresas de internet apresentam aos desenvolvedores para a criação de aplicativos e marcas. O kit inclui uma grande variedade de itens, como parcerias para anúncios em TV, promoções nas lojas e anúncios no site Walmart.com, e até a oportunidade de "pegar carona" em vários programas do Walmart nas redes sociais, como a campanha "My Local Walmart" no Facebook.
Outras grandes redes de varejo criaram campanhas para se estabelecerem como os canais preferenciais de mídia para várias marcas vendidas em suas lojas. A rede Target criou vários programas de co-patrocínio, com alto grau de sucesso. Kmart e Kohl's usam estratégias consagradas de cooperação, como circulares patrocinadas anunciando itens com descontos, e liquidações com a assinatura de um determinado fornecedor.
Mas os especialistas em marketing de consumo dizem que nenhuma grande empresa ousou tanto como o Walmart na cooperação com as marcas e fabricantes para criar campanhas.
O Walmart está apostando no seu kit de desenvolvimento de varejo para ampliar a venda de produtos em todas as lojas da rede. A diferença crucial e estratégica é que o Walmart conta com 3.600 lojas e uma ampla variedade de mídias tradicionais e digitais para atingir cerca de 200 milhões de residências nos Estados Unidos. Esse volume gigantesco torna o varejista uma das maiores plataformas direcionadas de mídia nos EUA, em um cenário onde as comunicações estão cada vez mais fragmentadas.
Na maioria dos casos, as opções de comunicações do varejista, incluindo a mídia no espaço das próprias lojas, são gerenciadas por empresas terceirizadas. A rede PRN é responsável pelas redes internas de televisão, Walmart Television Network e Walmart Smart Network. A editora Time vende os anúncios da revista All You, que está disponível nos caixas das lojas. E a Shopper Events, uma parceria entre as corretoras  Crossmark e Advantage, é responsável pelas promoções com amostras de produtos nas lojas do Walmart.
Com ou sem a parceria com terceiros, um dos maiores atrativos do Walmart é a percepção de seu imenso tamanho em combinação com um público muito focalizado -- os compradores das lojas Walmart.
A TV Walmart é um dos maiores potenciais de anúncios para o setor publicitário nos EUA. Mas a rede interna dos supermercados ainda não pode ser avaliada pelos mesmos mecanismos de verificação de audiência dos canais de TV tradicional -- o que é uma barreira para muitos anunciantes mais tradicionais (e que têm os bolsos bem fundos, coincidentemente).
Apesar disso, o Walmart está em uma posição bem privilegiada para oferecer opções de mídia para anunciantes que buscam novos meios para atingir o consumidor -- na hora certa, no lugar certo, e com a disposição certa (e dinheiro na carteira).

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Rede Best Buy sofre nova invasão de dados privados

Segundo nota da RIS News, no fim da semana passada a rede varejista americana Best Buy notificou seus clientes que seus sistemas foram invadidos novamente por hackers. Menos de um mês depois da falha de segurança da empresa Epsilon, a Best Buy descobriu que a lista de emails de clientes foi invadida a partir do site um fornecedor da empresa.
A Best Buy disse que tomará todas as medidas legais para resolver o caso, mas não revelou o nome do fornecedor.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Varejistas dos EUA sofrem grande invasão de privacidade

Best Buy, Kroger e Walgreens são algumas das grandes redes de varejo dos Estados Unidos afetadas em 30 de março por um mega-ataque de hackers, que conseguiram acesso a milhares de dados privados de clientes, como endereços, emails e possivelmente informações sobre contas bancárias.
As vítimas do ataque, que também incluem bancos e outras empresas de serviços, são todas clientes da firma Epsilon, que fornece serviços de marketing digital. A Épsilon, sediada no estado do Texas,  divulgou um curto comunicado neste final de semana, dizendo que está realizando uma ampla investigação sobre o caso. A porta-voz da Epsilon, Jessica  Simon, não quis dar declarações para a imprensa.
A Epsilon disse aos seus clientes que a invasão de dados não representa risco sério para os consumidores dessas empresas.
A rede Best Buy divulgou um comunicado no domingo, informando que vai conduzir uma investigação própria sobre o vazamento de dados. A maior rede de produtos eletrônicos dos EUA avisou os consumidores para ignorarem emails pedindo dados confidenciais.
Outra vítima do ataque, o banco Barclays, que emite cartões de crédito da marca Visa, enviou emails para seus clientes alertando sobre o ataque e reforçando a segurança dos cartões de crédito. O banco informou os clientes sobre o risco de emails solicitando dados pessoais.
A rede de mercados Walgreens e a empresa de gravação de programas de TV TiVo enviaram alertas similares aos seus clientes.
A rede de mercearias Kroger  e o banco JPMorgan Chase, que também usam o serviço da Epsilon para enviar comunicados aos clientes, declararam na sexta-feira que foram afetados pela invasão. O JPMorgan informou que os arquivos afetados não incluem os detalhes financeiros de seus clientes. A rede Kroger disse que um banco de dados com nomes e endereços de emails dos clientes foi invadido, mas esse banco de dados não continha informações sobre o programa conectado aos números de cartões de crédito MasterCard usados pelos clientes.
A Epsilon ainda não divulgou a lista completa as empresas afetadas pela invasão dos hackers. Todos os clientes já afetados divulgaram comunicados informando medidas de proteção e investigação do incidente.
Esse tipo de crime está se tornando mais frequente nos Estados Unidos e Europa, e também em outras partes do mundo. Há pouco mais de um ano e meio, a rede de lojas de vestuário J.C. Penney foi vítima de um ataque gigantesco, onde as informações confidenciais de milhões de consumidores ficaram expostas. O caso se tornou símbolo de uma nova geração de crimes eletrônicos contra empresas, e revelou ao mesmo tempo o baixo nível de proteção de dados sigilosos pelas empresas e o grau de sofisticação dos bandidos em seu ataque. O FBI divulgou um relatório indicando que os criminosos passaram meses estudando os pontos fracos do sistema de proteção de dados pessoais antes de darem o golpe.
O que chama a atenção neste novo caso é que as empresas parecem ter ignorado os avisos de crimes anteriores. Aparentemente, continua sendo fácil para criminosos explorarem as fraquezas no acesso a dados sigilosos, o que pode representar um prejuízo de milhões ou até bilhões de dólares para empresas e consumidores. Além do dano financeiro para as empresas, uma ocorrência desse tipo prejudica seriamente a imagem de um varejista.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Varejo e e-commerce serão maiores alvos de hackers em 2011

Segundo nota da RIS News, os ataques de criminosos cibernéticos a sites de lojas e comércio online vão superar os ataques a bancos e financeiras em 2011, de acordo com um recente estudo da firma de tecnologia NetClarity e da revista especializada Hakin9. Segundo Gary S. Miliefsky, fundador da NetClarity, 2011 promete ser um ano muito turbulento em atividades criminosas na internet.
Algumas previsões do estudo:
* "Cloud computing" e máquinas virtuais (VM) serão alvos prioritários dos criminosos e cyberterroristas, o que aumentará a demanda por profissionais de segurança cibernética.
* Devem aumentar os ataques de hackers a celulares e outros aparelhos móveis, muitas vezes disfarçados em downloads de fontes confiáveis.
* Estão surgindo novos tipos de ataques baseados em VoiP (o sistema de voz pela internet usado pelo Skype)
* Meios mais engenhosos de engenharia social serão usados em crimes cibernéticos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

EUA: 71% dos varejistas não vêem proteção de dados com prioridade

Segundo nota da Retail Information Systems, as empresas de varejo dos EUA ainda não sabem lidar com a segurança de dados comerciais, colocando seus clientes em risco. De acordo com uma recente pesquisa das firmas Imperva e Ponemon Institute, 71% das empresas consultadas admitem que não consideram a segurança de dados comerciais como uma alta prioriedade na empresa, e 55% dizem que só se preocupam em proteger os números de cartões de crédito, e não dados críticos como números de segurança social, carteira de motorista e detalhes de contas bancárias.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

5 Minutos de Segurança

O engenheiro especializado em segurança Ruy Flávio de Oliveira criou um blog muito útil -- em 5 Minutos de Segurança, ele comenta (em podcasts e textos) vários problemas de segurança que afetam computadores e redes, em casa e no trabalho. Vale muito a pena acompanhar as dicas, que são atualizadas diariamente, de segunda a sexta.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

7-Eleven ajudou nas investigações do furto de 130 milhões de cartões nos EUA

Segundo nota da Convenience Store Decisions, a rede de lojas de conveniência 7-Eleven colaborou desde 2007 com a polícia, nas investigações que levaram a descoberta do maior esquema de furto de dados de cartões de crédito e débito da história dos EUA -- mais de 130 milhões de contas foram furtadas por Albert Gonzales.
Na rede 7-Eleven, Gonzales e seus parceiros de origem russa são acusados de roubar dados dos caixas automáticos instalados nas lojas. Esses caixas são operados pela empresa Heartland Payment Systems, e estão presentes em várias redes dos EUA.
A rede declarou que colaborou com as autoridades de New Jersey na investigação dos furtos de dados desde o final de 2007. Informou ainda que apenas alguns caixas automáticos foram afetados pelo esquema criminoso, e que ações foram tomadas imediatamente para conter a falha de segurança.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Hackers são acusados de roubar 130 milhões de números de cartões nos EUA

Segundo nota da Folha Online, três piratas de informática --dos quais apenas um foi detido-- foram acusados em Nova Jersey de roubar mais de 130 milhões de números de cartões de crédito e débito, no que a Promotoria define como o maior crime de roubo de identidades cometido nos Estados Unidos. A acusação foi feita na segunda-feira (17).
Albert González, 28, radicado em Miami, na Flórida, foi acusado, com outras duas pessoas que não foram identificadas, de cometer "o maior crime de pirataria informática e roubo de identidades processado pelo Departamento de Justiça dos EUA", informou a Promotoria de Nova Jersey em comunicado.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Anúncios online podem esconder vírus

Reporta Emily Steel, no Wall Street Journal, que estão aumentando o número de ataques eletrônicos disfarçados de anúncios de e-commerce e leilões online. Os criminosos estão descobrindo meios de explorar a complexa estrutura de relacionamentos da publicidade online, que tem um grande número de intermediários e revendedores. Especialistas em segurança de internet estão detectando um aumento no número de anúncios que escondem programas nocivos ("malware"), que instalam vírus e outros sistemas de fraude. Um dos motivos apontados para esse crescimento de riscos é a crise econômica, que tem levado os publishers de sites a terceirizar as vendas de espaços publicitários para aumentar a renda.
Os vírus podem ser incorporados diretamente no anúncio, de modo que basta clicar no link ou entrar no site para que o computador seja infectado. Ou o anúncio pode redirecionar o browser para um site criminoso, onde dados pessoais do usuários podem ser furtados.
O que chama a atenção é que publishers respeitados e de grande porte (como a empresa inglesa Digital Spy, e as americanas Ziff Davis e News Corp, dona dos sites FoxNews.com e AmericanIdol.com) também estão exibindo anúncios com virus.
(ilustração de Rob Shepperson, Wall St. Journal)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Rede TJX terá de pagar US$ 24 milhões por vazamento de dados

Segundo nota do Portland Press Herald, a rede varejista TJX terá de pagar US$ 24 milhões à operadora de cartões de crédito MasterCard, como indenização pelo furto de números de cartões em seus servidores -- considerado o pior furto de dados sigilosos da história nos EUA. Em novembro, a TJX já havia feito acordo similar com a Visa, no valor de US$ 40,9 milhões.
Segundo dados do Identity Theft Resource Center, ocorreram 167 furtos eletrônicos de dados nos EUA nos 3 primeiros meses de 2008, em comparação com o mesmo período em 2007. Os furtos do primeiro trimeste podem ter afetado cerca de 8 milhões de consumidores nos EUA.