Segundo uma notícia do Global Post, uma pequena padaria na Inglaterra sentiu o peso de publicar uma promoção no site de compras coletivas Groupon. A proprietária Rachel Brown anunciou um desconto de 75% para os clientes que comprassem uma dúzia de bolinhos confeitados. O cupcake de US$ 40 sairia então por US$ 10.
Acontece que as pessoas adoram cupcakes. E adoram ofertas. A padaria Need a Cake, que fica em Woodley, recebeu 8.500 encomendas de uma dúzia cada, muito acima das 100 dúzias que a padaria geralmente produz em um mês. Rachel se viu diante do pesadelo de ter que assar 102.000 bolinhos.
Para atender a demanda, a padaria (que tem apenas 8 funcionários) teve de contratar mão-de-obra extra -- e isso custou US$ 19.500 para Rachel, praticamente zerando o lucro anual da padaria.
Mostrando postagens com marcador Groupon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Groupon. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Compras sociais perdem fôlego nos EUA
Nos EUA, os sites de compras sociais estão mostrando sinais de fadiga. Segundo uma pesquisa da firma Experian Hitwise, as visitas aos principais sites de ofertas caíram 25% de junho a agosto deste ano. E a empresa de análise Compete indica que o líder Groupon teve a primeira queda no tráfego de um mês a outro. A comScore registrou que o Groupon e o LivingSocial registraram quedas no tráfego em junho.
Apesar dos números, a notícia não é exatamente uma surpresa. A tendência dos sites de ofertas e descontos para compras em grupo teve imenso crescimento nos últimos 12 meses, com uma explosão de novos sites. Agora, o consumidor está ficando saturado com tantas opções.
As firmas que medem o tráfego online exibem números diferentes para os dois líderes do setor, o Groupon e o LivingSocial. Segundo a Experian, as visitas ao Groupon caíram 50% na semana passada em comparação com a segunda semana de junho, enquanto o LivingSocial teve aumento de 27% no tráfego nesse período.
A Compete diz que o Groupon teve uma queda de apenas 8,9% nas visitas em julho, enquanto o LivingSocial sofreu um declínio muito maior, de 28%.
Já a comScore calcula que os visitantes únicos do Groupon caíram 22% na semana passada, em comparação com o pico de visitas na semana de 12 de junho, enquanto o LivingSocial teria perdido 54% das visitas no mesmo período.
O líder Groupon, com 46% do total de visitas nos EUA, não comentou os números. O site está se preparando para abrir o capital na bolsa de valores em breve.
O porta-voz do LivingSocial disse que os números de tráfego não são o indicador mais relevante. A empresa diz que está mais preocupada com a satisfação das empresas participantes e consumidores, e que esses indicadores permanecem bastante fortes.
Segundo analistas do setor, a "sazonalidade" pode ser o principal fator para a queda no tráfego. O verão é o período de férias e viagens, e ofertas locais deixam de ser relevantes para pessoas em trânsito. Por outro lado, há aqueles que só usam sites de compras sociais quando viajam: moradores de pequenas cidades fazem mais uso de ofertas quando visitam grandes metrópoles.
Atualmente, existem centenas de sites de ofertas diárias e promoções, e muitos mais oferecendo cupons e barganhas de todos os tipos. O analista da Experian Bill Tancer criou o termo "fadiga de in-box" para explicar o fenômeno: as caixas de entrada de emails entupidas de mensagens e alertas sobre promoções e ofertas acabando cansando o consumidor.
Um problema mais profundo é apontado pelo consultor John Long, da filma Kurt Salmon: o número de sites de ofertas provavelmente já superou o mercado disponível para esse tipo de serviço.
Apesar desse cenário, os sites de ofertas continuam exibindo bons resultados. A Experian comparou o tráfego dos principais sites entre agosto de 2010 e agosto deste ano, e concluiu que as visitas de usuários americanos cresceram 163% em média. O LivingSocial teve aumento de 358% nas visitas em um ano, enquanto o Groupon registrou alta de 179%.
O porta-voz da comScore observou que sempre existe volatilidade nos mercados de varejo online, mas os sites de compras coletivas estão em uma trajetória geral de alta.
Apesar dos números, a notícia não é exatamente uma surpresa. A tendência dos sites de ofertas e descontos para compras em grupo teve imenso crescimento nos últimos 12 meses, com uma explosão de novos sites. Agora, o consumidor está ficando saturado com tantas opções.
As firmas que medem o tráfego online exibem números diferentes para os dois líderes do setor, o Groupon e o LivingSocial. Segundo a Experian, as visitas ao Groupon caíram 50% na semana passada em comparação com a segunda semana de junho, enquanto o LivingSocial teve aumento de 27% no tráfego nesse período.
A Compete diz que o Groupon teve uma queda de apenas 8,9% nas visitas em julho, enquanto o LivingSocial sofreu um declínio muito maior, de 28%.
Já a comScore calcula que os visitantes únicos do Groupon caíram 22% na semana passada, em comparação com o pico de visitas na semana de 12 de junho, enquanto o LivingSocial teria perdido 54% das visitas no mesmo período.
O líder Groupon, com 46% do total de visitas nos EUA, não comentou os números. O site está se preparando para abrir o capital na bolsa de valores em breve.
O porta-voz do LivingSocial disse que os números de tráfego não são o indicador mais relevante. A empresa diz que está mais preocupada com a satisfação das empresas participantes e consumidores, e que esses indicadores permanecem bastante fortes.
Segundo analistas do setor, a "sazonalidade" pode ser o principal fator para a queda no tráfego. O verão é o período de férias e viagens, e ofertas locais deixam de ser relevantes para pessoas em trânsito. Por outro lado, há aqueles que só usam sites de compras sociais quando viajam: moradores de pequenas cidades fazem mais uso de ofertas quando visitam grandes metrópoles.
Atualmente, existem centenas de sites de ofertas diárias e promoções, e muitos mais oferecendo cupons e barganhas de todos os tipos. O analista da Experian Bill Tancer criou o termo "fadiga de in-box" para explicar o fenômeno: as caixas de entrada de emails entupidas de mensagens e alertas sobre promoções e ofertas acabando cansando o consumidor.
Um problema mais profundo é apontado pelo consultor John Long, da filma Kurt Salmon: o número de sites de ofertas provavelmente já superou o mercado disponível para esse tipo de serviço.
Apesar desse cenário, os sites de ofertas continuam exibindo bons resultados. A Experian comparou o tráfego dos principais sites entre agosto de 2010 e agosto deste ano, e concluiu que as visitas de usuários americanos cresceram 163% em média. O LivingSocial teve aumento de 358% nas visitas em um ano, enquanto o Groupon registrou alta de 179%.
O porta-voz da comScore observou que sempre existe volatilidade nos mercados de varejo online, mas os sites de compras coletivas estão em uma trajetória geral de alta.
Marcadores:
compras sociais,
estratégia,
Groupon,
LivingSocial
terça-feira, 21 de junho de 2011
O Groupon está condenado ao fracasso?
O empresário Rocky Agrawal (que escreve o blog reDesign e pode ser seguido no Twitter em @rakeshlobster) escreveu uma série de artigos polêmicos sobre a explosão de sites de ofertas, como o Groupon.
Na visão de Agrawal, o Groupon (e sites similares) podem estar fadados aos fracasso porque o modelo de negócios desses sites é uma tentação (e um convite) para uma ampla variedade de golpes, com destaque para fraudes financeiras, evasão fiscal e abusos da boa-fé dos consumidores.
Agrawal argumenta que o Groupon cria brechas para que varejistas em dificuldades possam gerar fluxo de caixa e escapar de uma falência iminente, às custas do site e do dinheiro dos consumidores.
Muitos varejistas em crise nos EUA podem ver em sites como o Groupon uma saída escusa para problemas financeiros urgentes. E a consequência mais grave dessa ação é frustrar os consumidores -- um efeito em cascata que pode levar ao colapso total desse tipo de comércio online.
Segundo Agrawall, o maior erro cometido por varejistas, consumidores e investidores em relação a sites como o Groupon é o olhar apenas o faturamento, sem levar em conta os riscos desse tipo de operação -- que são muito elevados. O empresário critica a atitude das empresas, que escondem os riscos em suas campanhas de marketing.
Agrawall chega a comparar os sites de descontos com esquemas de agiotagem, que oferecem dinheiro fácil sem mencionar os altos juros e custos associados aos riscos das operações.
A análise de Agrawall é muito sensata e vale a pena ler o texto completo. As 3 primeiras partes do estudo estão aqui, aqui e aqui.
Na visão de Agrawal, o Groupon (e sites similares) podem estar fadados aos fracasso porque o modelo de negócios desses sites é uma tentação (e um convite) para uma ampla variedade de golpes, com destaque para fraudes financeiras, evasão fiscal e abusos da boa-fé dos consumidores.
Agrawal argumenta que o Groupon cria brechas para que varejistas em dificuldades possam gerar fluxo de caixa e escapar de uma falência iminente, às custas do site e do dinheiro dos consumidores.
Muitos varejistas em crise nos EUA podem ver em sites como o Groupon uma saída escusa para problemas financeiros urgentes. E a consequência mais grave dessa ação é frustrar os consumidores -- um efeito em cascata que pode levar ao colapso total desse tipo de comércio online.
Segundo Agrawall, o maior erro cometido por varejistas, consumidores e investidores em relação a sites como o Groupon é o olhar apenas o faturamento, sem levar em conta os riscos desse tipo de operação -- que são muito elevados. O empresário critica a atitude das empresas, que escondem os riscos em suas campanhas de marketing.
Agrawall chega a comparar os sites de descontos com esquemas de agiotagem, que oferecem dinheiro fácil sem mencionar os altos juros e custos associados aos riscos das operações.
A análise de Agrawall é muito sensata e vale a pena ler o texto completo. As 3 primeiras partes do estudo estão aqui, aqui e aqui.
Marcadores:
compras coletivas,
estratégia,
Groupon,
hábitos de consumo,
sites de ofertas
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Google se prepara para lançar concorrente do Groupon
Segundo nota do blog Mashable, o Google está se preparando para lançar o Google Offers, um site de compras coletivas que concorrerá com o Groupon. O Google ofereceu
US$ 6 bilhões pelo Groupon há alguns meses, mas a oferta foi rejeitada pela empresa de compras coletivas.
O site funcionará de modo tradicional: o usuário do Offers receberá um e-mail com uma oferta local. Então ele tem a oportunidade de comprar aquela oferta por um tempo limitado (24 horas, por exemplo). A oferta só funciona se um número específico de pessoas a comprarem também -- pode ser um almoço num restaurante com 50% de desconto, por exemplo. O mesmo método é usado pelo Groupon e diversos sites estrangeiros e brasileiros.
US$ 6 bilhões pelo Groupon há alguns meses, mas a oferta foi rejeitada pela empresa de compras coletivas.
O site funcionará de modo tradicional: o usuário do Offers receberá um e-mail com uma oferta local. Então ele tem a oportunidade de comprar aquela oferta por um tempo limitado (24 horas, por exemplo). A oferta só funciona se um número específico de pessoas a comprarem também -- pode ser um almoço num restaurante com 50% de desconto, por exemplo. O mesmo método é usado pelo Groupon e diversos sites estrangeiros e brasileiros.
Marcadores:
compras coletivas,
estratégia,
Google,
Groupon
Assinar:
Postagens (Atom)


