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quarta-feira, 21 de abril de 2010

E-commerce deve disparar nos próximos anos em SP

Uma pesquisa inédita de mapeamento da Internet, realizada para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e concluída em janeiro de 2010, mediante 500 entrevistas com gestores de empresas de todos os segmentos, em São Paulo, mostra que quase 30% das empresas já compram ou vendem pela Internet, principalmente as da Indústria e do Atacado. A pesquisa teve como foco as micro e pequenas empresas.
Entrevistamos Sandra Turchi, superintendente de Marketing da ACSP, a respeito de algumas conclusões do estudo.

Pergunta: Você é otimista quanto ao ritmo de evolução do e-commerce nas empresas de S. Paulo? Demoramos 15 anos para que 30% das empresas da capital tenham presença online. Quanto tempo até que pelo menos 50% das empresas estejam fazendo negócios online?
Sandra Turchi: Sim, sou otimista. No início das operações de e-commerce do país em meados da década de 90, poucas empresas varejistas, de maior porte, apostaram nesse "novo desafio". Era uma aposta mesmo, pois não havia massa crítica ainda de pessoas navegando, muito menos comprando. Depois, veio a bolha, o que fez com que muitos se desestimulassem e mesmo declinassem desses investimentos. Com a retomada, novamente as grandes redes varejistas do mundo físico e os grandes investidores on-line foram os responsáveis pelo crescimento do e-commerce, já com outra configuração, pois o crescimento do acesso vinha ocorrendo de forma consistente.
As MPEs na verdade, em sua grande maioria, tem se atentado para a importância do e-commerce nos últimos dois ou três anos. E dada sua dificuldade, por falta de verba, de estrutura e de equipes, a evolução não é tão rápida. Mas daqui pra frente o crescimento se acelerará, sem dúvida, mas não temos como prever ainda um percentual.

Pergunta: Desinteresse, falta de informação, custo de implementação e falta de segurança nas transações: qual desses fatores é o maior problema para a adoção da web como plataforma comercial pelas micro e pequenas empresas em SP?
Sandra Turchi: Principalmente a falta de informação, pois ao tomar mais conhecimento ele encontra, inclusive, solução para os problemas de custos e de falta de segurança, pois hoje os fornecedores estão mais adaptados para atender as MPEs, tanto em termos de estrutura como de valores cobrados.

Pergunta: Fale mais sobre a criação de um "selo oficial" de confiabilidade online. A ideia parece excelente e poderia funcionar como um estímulo para que as empresas entrem na Web - e atraiam os consumidores anunciando segurança nas transações online. A ACSP pretende criar um grupo de trabalho específico para isso, em parceria com as empresas?
Sandra Turchi: Estamos estudando junto à Camara-e.net a criação de um selo de confiança para as MPEs. Esse selo seria concedido após uma auditoria, baseada em um conjunto de critérios, cinco ou seis, que determinarão o quanto aquela loja está preparada para oferecer um processo de venda mais seguro ao cliente. Essa medida contribuirá para o crescimento das MPEs no universo do e-commerce, tendo em vista que facilitará a escolha do cliente por uma loja/marca que ele ainda não conhece.

Pergunta: Na pesquisa, a "falta de necessidade" é o maior motivo apontado para a não-adoção do e-commerce. Não seria o caso de criar um sistema de informações de fácil acesso para esclarecer as empresas? Existe algum projeto no sentido de oferecer cursos ou palestras gratuitas sobre e-commerce para micro e pequenas empresas? Qual seria a melhor maneira de resolver o problema da falta de conhecimentos nessa área?
Sandra Turchi: Sim, a ACSP já tem investido desde 2008 na disseminação de conhecimento através de seminários gratuitos ao público-alvo. Além disso estamos montando uma grade com diversos cursos de capacitação dos nossos associados, em várias áreas, além de um caderno a ser veiculado no Diário do Comércio, para o qual estamos tentando captar patrocínios.

Pergunta: Há na pesquisa da ACSP dados que mostrem os benefícios econômicos da adoção da Web como plataforma comercial?
Sandra Turchi: Nessa primeira pesquisa, que foi uma grande sondagem, obtivemos um dado interessante, que para aproximadamente 50% das empresas que estão fazendo vendas on-line, isso já representa 10% do seu faturamento.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

ACSP e camara-e.net promovem seminário sobre comércio eletrônico

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), promove, no dia 19 de agosto, uma edição regional do “Ciclo de Seminários - Comércio Eletrônico para Micro e Pequena Empresa", na Distrital Santo Amaro, situada à Av. Mário Lopes Leão, 406.
O evento tem como objetivo incentivar o empreendedorismo digital entre os empresários da região. Lá serão apresentados conceitos básicos de e-commerce, ferramentas necessárias para montar um negócio virtual, modelos de negócios e até soluções que o mercado vem criando para facilitar o pagamento e a aquisição de produtos pela Internet. As inscrições são gratuitas.
Entre os palestrantes estarão Gerson Rolim (Diretor Executivo da camara-e.net), Alex Medeiros (Senior Marketing Analist da Verisign)
e Cristiana Braz Sant'Anna (Gerente de Relacionamento do Yahoo).
Mais detalhes no site da ACSP.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Fecomercio-SP e ACSP discordam sobre cadastro positivo

Reporta Gladys Ferraz Magalhães, no InfoMoney, que as principais instituições de representatividade do comércio paulista não avaliam da mesma forma o texto sobre o Cadastro Positivo, aprovado na última terça-feira (19) pela Câmara dos Deputados. Para a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), o projeto aprovado pela Câmara tem diversos pontos negativos."É lamentável que, depois de mais de um ano de discussões, seja aprovado um texto como este, cheio de absurdos. Caso eles sejam retirados pelo Senado, aí sim, será uma ferramenta importante", avalia o economista chefe e superintendente institucional da Associação, Marcel Solimeo.
Um dos pontos mais criticados pelo economista é a necessidade, quando da inclusão de dados sobre inadimplência, de comunicação prévia, por escrito e com aviso de recebimento, ao consumidor, se a transação for com o setor privado. Solimeo acredita que a medida estaria, na realidade, inviabilizando o cadastro negativo, em vez de criar um cadastro positivo.
Já o economista da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado do São Paulo), Fábio Pina, acredita que é melhor ter um cadastro positivo nestas condições do que nenhum. Na visão dele, a não inclusão das contas públicas e dos débitos menores do que R$ 60 farão falta, mas não são imprescindíveis.
Para entrar em vigor, o Cadastro Positivo ainda precisa ser analisado pelo Senado e, se não houver mudanças, deve aguardar ser sancionado pelo Presidente da República.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Seminário da ACSP apresenta indicadores de inadimplência

A Associação Comercial de São Paulo realiza, na terça-feira (19/05), das 8h30 às 13h, o “Seminário de Inadimplência” com o propósito de discutir os impactos reais da crise no comércio e varejo. Através de estudos e índices aferidos pela entidade, especialistas discutirão quais serão os rumos do setor. Confira a programação:
8h30 – Welcome coffee
9h – Abertura
Alencar Burti - Presidente da ACSP, FACESP e CACB
9h10 – A evolucao da inadimplência em 2009
Marcel Solimeo - Economista da ACSP
10h – Como implantar indicadores para medir a performance das carteiras na empresa, Osvaldo Luis - Superintendente de Recuperação de Crédito do Banco Sofisa
10h45 – Coffee break
11h – A segmentação no varejo, Paulo Santos - Diretor de Crédito e Cobrança das Casas Bahia
11h45 – As soluções oferecidas pelo SCPC para alavancar seus negócios, Roseli Garcia - Superintendente de Produtos e Serviços da ACSP
11h55 – Painel e sessão de perguntas, Fernando Manfio - Sócio Consultor da Witrisk e José Antonio Rodrigues - Diretor de Crédito e Cobrança das Lojas Riachuelo, José Reinaldo Tosi - Presidente da WitBusiness
Mediadora: Roseli Garcia - ACSP
13h – Encerramento
Dia 19 de maio de 2009 - 3ª feira
Rua Boa Vista, 51 - 11º andar - Centro - São Paulo
Para mais informações, visite o site www.acsp.com.br ou ligue para (11) 3244-3030.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pequenas empresas podem ter vantagens na era digital, diz Sandra Turchi

Como já noticiamos aqui, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) criou no início de abril o o “WebFórum de e-commerce para MPEs”, voltado para micro e pequenas empresas. Esse novo canal permitirá agilidade na troca de informações entre a ACSP e as empresas e estará disponível a partir do lançamento, no endereço on-line www.acsp.com.br/e-commerce.
O Varejo High-Tech conversou com Sandra Turchi, superintendente de marketing da ACSP e idealizadora do projeto. Sandra analisa o impacto da crise financeira sobre as pequenas empresas e avalia que o comércio eletrônico está em franca expansão no Brasil, mas ainda tem muito espaço para crescer e amadurecer.
Varejo High-Tech: Uma crise financeira pode funcionar como estímulo para o varejo aumentar o uso de tecnologias digitais?
Sandra Turchi- Sim, pois possibilita a abertura de mais um canal de vendas para atender clientes atuais, bem como novos. Além disso, provoca custos operacionais menores, o que leva a preços de venda também menores.
VHT: As pequenas e médias empresas estão melhor posicionadas para investir em tecnologia do que as grandes empresas? Em termos de investimentos, seria mais fácil para uma empresa menor se atualizar tecnologicamente?
Sandra - As PMEs têm certas dificuldades para definir os investimentos mais apropriados, pois não há uma equipe voltada para avaliar as opções existentes de forma consistente. Por outro lado, como as decisões são geralmente tomadas pelo dono, isso gera muita agilidade. Embora o aporte necessário para se atualizar é menor, as PMEs podem manter-se mais atualizadas, mas dependerá um pouco da estrutura que existe na empresa focada nesse ponto.
VHT: O e-commerce brasileiro tem mostrado crescimento sólido nos últimos anos, em termos de número de empresas atuantes e faturamento total. É possível dizer que o comércio eletrônico é uma atividade plenamente madura no Brasil?
Sandra - Não, ainda não está maduro, até pelo fato de ainda estar em franco crescimento. Ainda há muitas oportunidades de atuação, em diversas áreas relacionadas ao comércio eletrônico.
VHT: A crise financeira afetou as mídias tradicionais de modo muito mais intenso que as mídias eletrônicas, a internet em particular. Enquanto jornais, revistas e emissoras de rádio e TV sentiram queda no faturamento publicitário, a web continuou exibindo crescimento de dois dígitos em 2008. Essa situação pode se repetir no varejo? As vendas on-line poderão ser mais vigorosas que o varejo tradicional nos próximos anos?
Sandra - As vendas on-line vêm crescendo por diversos fatores, tais como: aumento da participação das classes de baixa renda, redução do receio de fazer transações financeiras on-line, e ainda há muito espaço para crescer. Embora parte dos fatores que influenciam o crescimento do varejo tradicional seja os mesmos on-line, hoje esse crescimento pode ser bastante diferente devido ao estágio de evolução de cada um, dado que o on-line ainda não atingiu maturidade.
VHT: Quais são os principais obstáculos para o crescimento do comércio eletrônico no Brasil? Como esses problemas têm sido enfrentados?
Sandra - Dentre os obstáculos pode-se citar o medo de executar transações financeiras na Web (que já vem mudando), o receio de fraudes relacionadas ao desconhecimento das empresas, ou não entrega dos produtos, por exemplo. Outro ponto, é que ainda grande parte da população não esta on-line. Para enfrentar alguns desses problemas, há entidades voltadas a fortalecer o e-commerce e a certificar empresas que atuam para gerar maior confiabilidade ao processo de compra, além de orientar os consumidores sobre precauções a serem tomadas na escolha das lojas. Porém, ainda há muito a ser feito para ampliar a inclusão digital país afora.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

ACSP cria canal para apoiar as MPEs no universo digital

A ACSP lançará durante o evento “Ciclo de e-commerce: Comércio Eletrônico para Micro, Pequena e Média Empresa", que será realizado na quarta-feira (08/04/09), no Hotel Intercontinental, o “WebFórum de e-commerce para MPEs”. Esse novo canal permitirá agilidade na troca de informações entre a ACSP e as empresas e estará disponível a partir do lançamento, no endereço on-line www.acsp.com.br/e-commerce.
De acordo com a idealizadora do projeto, a superintendente de Marketing da ACSP, Sandra Turchi, o WebFórum disponibilizará importantes informações e dicas para alavancar os resultados das empresas por meio da web. “Mais de 80% das empresas associadas à ACSP são MPEs (micro e pequenas empresas) e nós identificamos nesse público uma carência de conhecimento sobre o mundo digital. Perante isso, iniciamos diferentes atividades para aproximá-los desse mundo, como divulgação de artigos, organização de seminários com conteúdos práticos e objetivos. Além dessas ações, criamos o WebFórum como um novo canal interativo para que os microempresários possam tirar suas dúvidas, enviar seus questionamentos, experiências e sugestões. É uma forma direta de apoiá-los para que possam operar nesse ambiente”, explica Sandra.
A proposta da ACSP é fornecer orientações às MPEs sobre as formas mais efetivas de participação no universo do comércio eletrônico, abordando temas como infraestrutura para montar uma loja virtual, gestão de risco, registro de domínios, hospedagem de site, meios de pagamento, logística, webmarketing entre outros aspectos. “O projeto de ‘internetização’ da ACSP, além de ensinar o essencial do comércio online, promoverá o contato diário com esse público por meio do WebFórum de e-commerce para MPEs ”, finaliza Sandra Turchi.
A ACSP também fechou parcerias com a HSM, líder mundial em educação executiva, e com a PC Magazine, veículo que apresenta amplitude de informações sobre esse segmento de atuação. Essas parcerias irão apoiar o WebFórum com conteúdo enriquecedor sobre e-commerce, marketing viral, webmarketing, tendências digitais para MPEs, redes sociais, entre outros temas.