Criar novos produtos a partir de sobras e materiais descartados oferece três benefícios importantes para as empresas: dá acesso a materiais por custo muito baixo ou até zero, permite a criação de produtos com uma "aura" de sustentabilidade e também gera uma cultura que os varejistas podem partilhar com seus consumidores, e estes com seus amigos. Cinco bons exemplos de empresas que investem nessa tendência:
1. NARWAHL — A empresa sediada na Califórnia recicla gravatas antigas na forma de novos produtos: carteiras, porta-cartões, capas para passaportes e pulseiras, com preços entre US$ 10 e US$ 25. Os itens são exclusivos, e podem ser comprados pelo site e em várias lojas nos EUA.
2. HELLO REWIND — Outra empresa que cria novos produtos a partir de peças de roupa. A Hello Rewind convida os consumidores a enviar suas velhas camisetas para a empresa, que transforma a peça em uma bolsa para laptop. A empresa apóia a ONG RestoreNYC, que ajuda vítimas de tráfico sexual.
3. RECYCLING ZYCHAL — Essa empresa da Filadélfia transforma guarda-chuvas velhos em capuzes, roupas para cães e brinquedos para gatos. As capas para cães são feitas sob encomenda, dependendo do tamanho do animal. A Recycling Zychal convida as pessoas a doarem seus guarda-chuvas velhos, e fazem uma doação para um abrigo de animais abandonados a cada guarda-chuva recebido.
4. ESCAMA STUDIO — uma colaboração de profissionais no Brasil e na Califórnia produz acessórios de moda usando técnicas tradicionais, a partir de materiais reciclados. Os produtos em destaque são sacolas, bolsas, acessórios e bijuterias feitos com centenas de anéis de latinhas de alumínio. Cada item é assinado pelo designer que o confeccionou. O site mostra o histórico de cada artesão e convida os consumidores a enviarem mensagens pessoais.
5. EMECO — A empresa produz cadeiras com 80% de alumínio reciclado. Em colaboração com a Coca-Cola, a Emeco passou a incluir um novo material: as cadeiras da linha 111 Navy Chair usam 111 garrafas PET recicladas. A Emeco faz uma campanha para encorajar a reciclagem doméstica de plástico e alumínio, mostrando que esse "lixo" pode ser usado para produzir itens funcionais e elegantes.
Mostrando postagens com marcador reciclagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reciclagem. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Varejistas reduzem uso de sacolas plásticas
Se depender de alguns dos maiores varejistas do mundo, as sacolas plásticas descartáveis usadas para embalar mercadorias estão com os dias contados.Nos EUA, a rede Wal-Mart anunciou que pretende reduzir seu uso de sacolas plásticas em 33% até 2013 -- impressionantes 9 bilhões de sacolas por ano. A empresa iniciou este ano um teste com três lojas sem sacolas plásticas na Califórnia. Já a loja de móveis sueca IKEA e a rede de mercearias Whole Food Market baniram o uso de sacolas em suas lojas desde 2008.
Um número crescente de lojas encoraja os consumidores a trazerem suas próprias sacolas de compras. Isso está fazendo surgir um novo nicho de produtos: sacolas de compras feitas a partir de materiais reciclados, como garrafas plásticas e retalhos de tecido ou borracha.
Segundo Dan Sabbah, presidente da Global Design Concepts em Nova York, as sacolas descartáveis são um artigo em extinção. Sua empresa formou recentemente uma parceria com uma empresa canadense para produzir sacolas de compras a partir de garrafas plásticas. A nova empresa, chamada Global Way, vendeu centenas de milhares dessas sacolas para grandes varejistas como Stop & Shop, CVS e Walgreen's, em promoções relacionadas com o Dia da Terra. Sabbah acredita que os varejistas estão na vanguarda dessa mudança, respondendo rapidamente às novas normas públicas sobre lixo e reciclagem de várias cidades.
Já para a Progressive Bag Affiliates (PBA), uma associação que reúne os maiores fabricantes de sacolas plásticas nos Estados Unidos, as sacolas não estão a caminho das extinção. Em vez disso, serão cada vez mais recicladas. Shari Jackson, diretora da PBA, aponta que a reciclagem é cada vez mais intensa na produção de sacolas. A PBA estabeleceu uma meta de 40% de reciclagem total na fabricação até 2015. Segundo Jackson, mais de 400 milhões de quilos de sacolas e películas plásticas foram reciclados em 2008. As sacolas foram reutilizadas na produção de uma grande variedade de itens, incluindo pisos, cercas, carrinhos de compras e novas sacolas. A executiva diz que a maioria dos grandes supermercados já tem coletores específicos para o descarte de sacolas plásticas, o que facilita o processo de reciclagem.
A maioria dos varejistas nos EUA cobra pelas sacolas reutilizáveis. Mas o preço está caindo. A média era de US$ 1 por sacola, mas em 2007 o Wal-Mart passou a cobrar 50 centavos de dólar. Os usuários das sacolas reutilizáveis dizem que elas são muito mais resistentes que as sacolas comuns, e têm maior espaço para mercadorias. E como a maioria é feita de plástico PET reciclado, elas podem descartadas nos coletores de plástico para nova reciclagem.
Kory Lundberg, gerente de comunicações sobre sustentabilidade, disse que a empresa quer se tornar a líder mundial em sacolas reutilizáveis de baixo custo. A Global Way, que está vendendo suas sacolas feitas de PET reciclado para a loja de brinquedos Toys 'R' Us, acredita que os consumidores mais jovens vão liderar a demanda por sacolas reutilizáveis. A empresa tem acordos de licenciamento para estampar personagens da Disney e de desenhos animados populares nas sacolas. Isso estimularia as crianças a lembrarem os pais de levar a sacola do Bob Esponja ou da sereia Ariel quando a família for às compras. Segundo Dan Sabbah, as crianças têm um grande papel na adoção de sacolas recicladas -- um grande número de campanhas públicas sobre o tema são voltadas para crianças em idade escolar.
Marcadores:
estratégia,
política ambiental,
reciclagem
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Rede CVS dá cupons de US$ 1 por reuso de sacolas plásticas
Segundo nota do Fort Wayne News-Sentinel, a rede CVS Caremark anunciou o lançamento de um programa para estimular a reutilização de sacolas plásticas pelos consumidores. Os associados da rede receberão um bônus de US$ 1 se usarem a mesma sacola quatro vezes.
Por 99 cents, os membros do programa ExtraCare receberão um cartão especial que pode ser preso a uma bolsa ou sacola de pano. Quando completam suas compras, o cartão é escaneado. Depois da quarta visita, um desconto de um dólar será registrado na nota fiscal.
A rede informou que a maioria de suas 7.000 lojas terão o sistema implementado nas próximas duas semanas, e a rede toda deverá usar o programa até o final de novembro. A tarifa de 99 cents do cartão será doada para uma causa ecológica em 2010.
Por 99 cents, os membros do programa ExtraCare receberão um cartão especial que pode ser preso a uma bolsa ou sacola de pano. Quando completam suas compras, o cartão é escaneado. Depois da quarta visita, um desconto de um dólar será registrado na nota fiscal.
A rede informou que a maioria de suas 7.000 lojas terão o sistema implementado nas próximas duas semanas, e a rede toda deverá usar o programa até o final de novembro. A tarifa de 99 cents do cartão será doada para uma causa ecológica em 2010.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Máquina no EUA recolhe celulares usados

De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, apenas 10% dos 140 milhões de celulares vendidos no país em 2007 foram reciclados. Para tentar solucionar o problema, foi criada a EcoATM, uma máquina automática que facilita o descarte de aparelhos, com incentivo finaneiro para os usuários.
O processo é simples: o usuário deposita o celular na máquina, que analisa o aparelho e dá um valor a ele. Se o aparelho tiver valor de revenda, o consumidor ganha um crédito para ser usado na loja, ou pode doar o valor para caridade. Se não tiver valor monetário, o cliente pode optar pela reciclagem do aparelho.
A primeira EcoATM foi instalada na cidade de Omaha (Nebraska), e se mostrou um sucesso, com mais de 20 celulares coletados em um dia. A máquina é bastantes interessante para os varejistas e fabricantes, e ajuda no cumprimento de leis federais. Atualmente, a máquina só recebe telefones, mas em breve poderá aceitar vários outros produtos eletrônicos, como tocadores de MP3, câmeras digitais e até computadores e impressoras. Estima-se que os equipamentos eletrônicos abandonados (e não reciclados) representem um valor de cerca de US$ 12 bilhões nos EUA, além do risco de poluição do ambiente.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Rede inglesa Tesco diz que reciclagem atinge 100% de seu lixo
Segundo nota do GreenBiz, a rede Tesco, maior varejista do Reino Unido, anunciou que 100% dos resíduos gerados em suas lojas, escritórios e centros de distribuição são reciclados ou processados, e que nada desse lixo termina nos aterros sanitários. A conquista é resultado de um agressivo programa de reciclagem e redução de resíduos, que inclui a queima de até 5.000 toneladas anuais de carnes vencidas para gerar eletricidade e calor.
A rede opera 2.315 lojas no Reino Unido. Com os escritórios e centros de distribuição, a Tesco gera cerca de 530 mil toneladas anunais de resíduos.
O programa da Tesco foi voluntário. A rede pretendia atingir a meta de 100% de reciclagem em 2010, mas conseguiu adiantar o programa.
O fato da rede usar carnes com prazo vencido para gerar energia foi criticado por organizações de direitos dos animais.
A rede opera 2.315 lojas no Reino Unido. Com os escritórios e centros de distribuição, a Tesco gera cerca de 530 mil toneladas anunais de resíduos.
O programa da Tesco foi voluntário. A rede pretendia atingir a meta de 100% de reciclagem em 2010, mas conseguiu adiantar o programa.
O fato da rede usar carnes com prazo vencido para gerar energia foi criticado por organizações de direitos dos animais.
Marcadores:
política ambiental,
reciclagem,
redes de varejo
terça-feira, 30 de junho de 2009
Starbucks procurar dar "cara local" às lojas

Reporta Greg Gilbert, no Seattle Times, que a rede de cafés Starbucks está investindo na reciclagem e elementos locais ao criar o design de suas novas lojas. A loja recém-inaugurada no University Village, em Seattle, usa lousas recicladas de uma escola secundária, luminárias reutilizadas de outras lojas e materiais locais na construção. Com isso, a rede reduz gastos com materais e reduz a poluição gerada pela produção e transporte. Os designers da Starbucks estão orientados a dar "cara local" às lojas, e criar ambientes mais aconchegantes e que durem mais.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Wal-Mart e MMA lançam campanha contra sacos plásticos
O Ministério do Meio Ambiente está veiculando em parceria com o Wal-Mart duas peças contra o excesso de sacos plásticos, e os males causados por seu acúmulo nas cidades:
Marcadores:
eco-amigável,
reciclagem,
Wal-Mart
terça-feira, 21 de abril de 2009
Rede Whole Foods terá sacolas de papel 100% reciclado
Segundo informa Nathan Olivarez-Giles, no Los Angeles Times, a rede de mercearias Whole Foods Market fechou um acordo com o Forest Stewardship Council (uma organização internacional que certifica a sustentabilidade de produtos reciclados) para ser o primeiro grande varejista a oferecer sacolas de compras feitas com 100% de papel reciclado.
As novas sacolas, que estarão nas lojas da rede a partir de maio, serão feitas de fibras recicladas a partir de caixas de papelão corrugado usadas no próprio setor de alimentos.
O uso de sacolas 100% recicladas não mudará a política da Whole Foods de oferecer descontos de até 10 cents para clientes que façam as compras com suas próprias sacolas de pano ou lona.
As novas sacolas, que estarão nas lojas da rede a partir de maio, serão feitas de fibras recicladas a partir de caixas de papelão corrugado usadas no próprio setor de alimentos.
O uso de sacolas 100% recicladas não mudará a política da Whole Foods de oferecer descontos de até 10 cents para clientes que façam as compras com suas próprias sacolas de pano ou lona.
Marcadores:
certificação ambiental,
eco-amigável,
reciclagem
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Consumidor dos EUA ainda não recicla eletrônicos
Segundo a Folha Online, muitos consumidores dos Estados Unidos não estão reciclando seus velhos aparelhos aparelhos eletrônicos. Para incentivar a reciclagem, alguns Estados, como Massachusetts, proíbem que aparelhos eletrônicos sejam jogados no lixo. Mas embora a maioria dos consumidores norte-americanos pareçam aprovar a reciclagem, muitos deles não a praticam. Stephen Baker, do grupo de pesquisa de mercado NPD, faz idéia do motivo. "As pessoas não o fazem porque são preguiçosas. Quando chega a hora de agir, não há incentivo. A maioria das vezes, se livrar dos aparelhos custa dinheiro, e mesmo que não custe o consumidor teria de tomar uma atitude", disse Baker.
Os consumidores dos EUA gastarão 171 bilhões de dólares em 500 milhões de aparelhos eletrônicos em 2008, elevando ainda mais a pilha de 2,9 trilhões de dólares em itens como televisores, computadores e celulares que estão em operação, de acordo com a Consumer Electronics Association.
Os consumidores dos EUA gastarão 171 bilhões de dólares em 500 milhões de aparelhos eletrônicos em 2008, elevando ainda mais a pilha de 2,9 trilhões de dólares em itens como televisores, computadores e celulares que estão em operação, de acordo com a Consumer Electronics Association.
Marcadores:
eco-amigável,
hábitos de consumo,
reciclagem
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Coca-Cola lança linha de roupas feitas de plástico reciclado
Informa Kenneth Hein, na BrandWeek, que a Coca-Cola está lançando uma linha de roupas feitas com garrafas plásticas recicladas -- garrafas da própria Coca-Cola, é claro. A iniciativa da empresa é uma reação às reclamações de ambientalistas e consumidores conscientes sobre o tempo que o PET demora para se degradar no meio ambiente. Numa jogada inteligente, a Coca lançou a linha "Drink 2 Wear", que será vendida em cerca de 400 lojas do Wal-Mart nos EUA. A coleção inclui camisetas com as frases "Make your plastic fantastic" e "Rehash your trash". Com a campanha, a Coca amplia sua divulgação publicitária e reforça a imagem de empresa ecologicamente consciente.
Marcadores:
eco-amigável,
marketing,
reciclagem
Assinar:
Postagens (Atom)