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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

PayPal quer oferecer pagamentos móveis

A empresa de pagamentos online PayPal anunciou na semana passada que vai entrar no mercado de pagamentos móveis, com uma iniciativa de "carteira virtual". O comunicado no blog da empresa não dá muitos detalhes, mas é possível especular sobre sua estratégia.
O porta-voz da PayPal disse que a empresa está atenta à convergência entre smartphones, mídias sociais e compras online e offline. A empresa disse que a empresa está procurando aperfeiçoar as experiências de compra e venda, tanto para os consumidores como para os varejistas.
Segundo a empresa, o objetivo é criar um sistema "one-stop", que envolva os comerciantes e os consumidores em todas as fases das compras, incluindo a conquista de clientes através de ofertas localizadas geograficamente, e permitindo pagamentos através de qualquer aparelho móvel -- não apenas celulares.
Segundo Scott Thompson, presidente da PayPal, a ideia não é "embutir" um cartão de crédito no celular. Thompson disse que a empresa está reinventando o conceito de dinheiro para compras, para consumidores e comerciantes. O executivo disse que a solução da empresa terá grande flexibilidade nos modos de pagamento, à vista ou a prazo.
A PayPal quer manter sua posição de liderança como meio alternativo de pagamentos no mundo digital, e sua estratégia inclui serviços adicionais como pagamentos móveis no espaço da loja (usando tecnologias como o NFC, "near field communications"), programas de fidelidade e uma série de funções, como escaneamento de códigos de barras e QR codes, publicidade direcionada por GPS, consulta de estoques em tempo real, pagamentos no ponto de venda -- tudo isso reunido em uma "carteira virtual" de pagamentos.
Analistas do setor veem com bons olhos os planos da PayPal, como um concorrente independente das marcas tradicionais, como bancos, operadoras de cartões e empresas de tecnologia.
Mas fica a questão de como os consumidores vão aceitar esse tipo de serviço, e se vão adotar as transações totalmente eletrônicas no espaço das lojas, usando apenas o celular ou outro aparelho móvel.
O Google concorre com a PayPal no conceito de "carteira virtual", usando a tecnologia NFC -- mas no sistema do Google, os dados são arquivados no telefone e não necessitam de uma conexão de internet para completar o pagamento.
Ainda não está claro se a PayPal será capaz de oferecer um sistema similar, que possa vencer o Google em mercados importantes.
Em seu comunicado, a PayPal também promete que sua solução será muito mais ampla que uma mera "carteira móvel", mas não dá detalhes de como funcionará a carteira virtual abrangente.
O  porta-voz da empresa diz, no entanto, que a carteira virtual da PayPal funcionará em todos os espaços, e não apenas em lojas e outros estabelecimentos comerciais. Mesmo quando o usuário estiver em casa, ele poderá acessar o sistema da PayPal e usar todas as funções e facilidades previstas.
A PayPal disse que está realizando vários testes com varejistas na América do Norte, para avaliar as necessidades dos comerciantes e oferecer as melhores vantagens para os consumidores. Uma grande dificuldade para a PayPal é vencer a resistência dos varejistas, e se afirmar como concorrente válido de marcas consagradas como Visa ou MasterCard.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Oi Paggo lançará transferência financeira para celulares

Reporta Fernando Paiva, no Teletime News, que o uso do celular para realização de transferências financeiras entre usuários tem ganhado força em países emergentes, especialmente na África e na Ásia. No Brasil, nenhum banco ou operadora móvel lançou esse serviço ainda. Quem está disposta a sair na frente é a Oi Paggo: a empresa promete disponibilizar o serviço no segundo semestre. Ele será uma funcionalidade do "Oi Paggo Débito", que permitirá aos usuários da Oi depositar e sacar dinheiro atrelado a uma conta pessoal do cartão. Para tanto, a Oi pretende fechar parceria com alguma rede de correspondentes bancários, como lotéricas ou Correios, complementada pela rede de postos de recargas da Oi e alguns lojistas: eles serão responsáveis por receber e entregar o dinheiro aos clientes. O serviço terá limites de transações por mês e de valor por transação, ainda não definidos. O modelo de negócios deve seguir o mesmo utilizado em outros países, com cobrança de uma pequena taxa por cada transferência realizada.
A Oi Paggo lançará também o "Oi Paggo Recarga", serviço de micro-crédito para recargas da Oi. O limite deve ser de até R$ 50 por mês e poderá ser oferecido a pessoas com situação de crédito menos robusta, pois o valor não é tão alto. Na prática, o serviço torna o usuário pré-pago em um pós-pago. A Oi estima que os assinantes que utilizarem o "Oi Paggo recarga" aumentarão, em média, 30% suas recargas mensais. Por fim, a Oi Paggo criará, também no segundo semestre, um plano de fidelidade, batizado de "Paggue e fale". Para cada R$ 10 gastos com o cartão, R$ 1 será dado de bônus em ligações.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pré-pagos são desafio para o mobile payment

Segundo nota do Telecom Online, ainda não existe um modelo de negócios definitivo para o uso do terminal móvel como meio de pagamento, mas a grande massa de usuários pré-pagos é um desafio para as operadoras da América Latina. A identificação desses usuários é fundamental para o desenvolvimento do mobile payment, na avaliação da consultoria Signals Telecom, que lançou um estudo sobre o mercado de transações móveis na América Latina. A conclusão é de que a identificação dos assinantes é necessária não só pela estruturação da base de clientes, mas também porque um cadastro de usuário será um pré-requisito para futuras aplicações baseadas em CRM (gestão de relacionamento com o cliente) que visam aumentar a receita média por usuário (ARPU).
No Brasil, a identificação dos usuários pré-pagos é obrigatória, mas não existe rigor na atualização deste cadastro. A incompatibilidade de informações chegou a ser um empecilho para a portabilidade numérica, o que obrigou a Anatel a editar uma resolução flexibilizando as exigências, como forma de não inibir a troca de operadora.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Wappa apresenta nova versão de mobile payment para taxis

Segundo nota da Teletime News, após quatro anos e mais de 10 mil taxistas cadastrados, a Wappa, empresa brasileira do setor de pagamentos e gerenciamento de despesas, traz ao mercado uma nova versão da Wappa Taxi, sua plataforma de mobile payment para táxis, atualmente responsável por 99% do negócio da empresa. Segundo Armindo Freitas Mota Júnior, diretor da Wappa, a novidade possibilitará mais controle e economia para as empresas clientes.
O Wappa Táxi funciona da seguinte maneira. Os clientes (empresas) se cadastram na web e determinam valor-limite mensal ou anual a ser utilizado, seja por centro de custo, por departamento ou por usuário. Posteriormente, o celular de cada colaborador que utilizará o serviço é cadastrado e o sistema gera login e senha eletrônica para o acesso da conta. O cadastro, então, é liberado no sistema Wappa na empresa de radio-taxi. Atualmente, a Wappa trabalha com 80 companhias de táxi espalhadas por todos os estados, exceto Roraima e Amapá. O usuário pode, enfim, agendar o táxi pela Internet ou via celular. Após a corrida, o usuário envia uma mensagem de texto (SMS) para o número 41222, com código do radiotaxi, número do carro, senha pessoal de quatro dígitos e valor do serviço. Automaticamente, o taxista da central Wappa um SMS de confirmação em seu celular e a transação é concluída.