segunda-feira, 29 de março de 2010

Varejistas dos EUA apostam nos "apps" para turbinar vendas

Segundo reportagem do NorthJersey.com, o varejo dos EUA está se preocupando menos com a carteira do consumidor e mais com o seu celular -- especialmente os modelos mais sofisticados, apelidados de "smartphones". Os varejistas estão formando parcerias com uma grande variedade de novas empresas de tecnologia para criar aplicativos (ou "apps") que permitem que os consumidores comparem preços de produtos, gerem cupons automáticos de descontos e promoções, comprem ingressos para cinema, teatro e shows com um único toque, façam reservas em restaurantes e até localizem o banheiro mais próximo em um shopping center.
O varejo móvel é a grande onda do momento e atualmente seu foco é centrado em marketing e promoções, e não tanto em vendas e atividades diretamente comerciais. Mas as empresas de tecnologia acreditam que em breve os clientes poderão fazer compras simplesmente aproximando seu celular do caixa em supermercados, lojas de departamentos, restaurantes e cinemas.
Conrad Sheenan, fundador da empresa mPayy, de Chicago, observa que a pessoas elegeram o celular como seu aparelho favorito -- em boa parte devido à extraordinária evolução tecnológica dos telefones móveis nos últimos anos. A mPayy está desenvolvendo um sistema de pagamento móvel que poderá substituir os cartões de crédito e débito nas compras.
No natal passado, a loja de brinquedos Toys "R" Us criou uma versão de seu catálogo para smartphones, que poderia ser facilmente convertida em uma "lista de desejos" através de um aplicativo para o iPhone. A loja também lançou um sistema de m-commerce em novembro, permitindo que os consumidores fizessem compras com os celulares -- outro aplicativo da loja permitia ver avaliações de produtos mais populares feitas por outros consumidores e descobrir se um item esgotado em uma loja da rede estava disponível em outra loja.
Já a redes de fast food como Pizza Huy e Chipotle Mexican Grill estão vendendo refeições para viagem encomendas via celular.
Segundo Abe Kasbo, CEO da fima Verasoni Marketing, o mercado dos apps para celulares está no ponto onde a internet estava há 15 anos -- ainda é muito jovem e cheio de potencial. Kasbo não tem dúvida que esse é o caminho do futuro para o varejo, um complemento tão importante para as empresas como um website.
Para indicar a importância dessa tendência, a Federação Nacional do Varejo dos EUA (NRF) promoveu um evento sobre o tema no começo de março, com 160 executivos do país todo reunidos em San Francisco para discutir estratégias de m-commerce. Segundo Ellen Davis, vice-presidente da NRF, as empresas de varejo do país estão em vários estágicos de adoção de soluções com m-commerce. A executiva diz que a maioria dos varejistas já percebeu a importância dos celulares e smartphones para o consumidor de hoje, e estão tentando desenvolver sistemas que aproveitem essa situação. Mas como começar parece ainda ser o principal obstáculo. A NRF pretende lançar uma iniciativa de varejo móvel em abril para estudar questões relacionadas com as compras por celular e aplicativos específicos para o varejo.

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