terça-feira, 30 de junho de 2009

Grandes fusões agitam varejo dos EUA

Segundo informa o portal Retail Information Technologies, enquanto 2008 será lembrado tristemente pelo fechamento de milhares de lojas e pela falência de muitas redes nos EUA, este ano tem se mostrado um período fértil para fusões e aquisições no setor. A recente compra da rede Tween Brands pela Dress Barn, por US$ 157 milhões, é o mais recente grande negócio nessa área. Unidas, as duas redes formarão um gigante no setor do vestuário.
Outros grandes negócios neste ano incluem a fusão das redes Syms e Filene's (por cerca de US$ 63 milhões); a união das lojas de brinquedos Toys "R" Us e FAO Schwarz; a aquisição das mercearias Giant Markets pela rede Weis Markets (criando uma grande rede nos estados de Pennsylvania, Maryland, New Jersey, New York e West Virginia); e a compra de rede de farmácias Drug Fair pela Walgreen, que vai remodelar totalmente as drogarias, com novos produtos e novas ofertas.
Além das fusões, outra tendência importante que afeta o setor é uma onda de consolidação entre as empresas de tecnologia. A Oracle anunciou a compra da Sun Microsystems em abril, e a DemandTec anunciou a aquisição da Connect3 Systems em fevereiro.

Consumo: Mais carne de porco, menos de boi e frango

Segundo nota do Supermercado Moderno, a pesquisa trimestral do IBGE de abate de animais mostra o crescimento da oferta de carne suína no mercado brasileiro, com aumento de 7,1% no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2008. Em números totais, foram abatidas 7,322 milhões de unidades de suínos pelos estabelecimentos industriais.No entanto, as outras duas principais proteínas animais, a carne de boi e a de frango, apresentaram queda no número de abates.

Os 25 "superstars" do varejo nos EUA


Um novo livro lançado nos EUA chamado "Retail Superstars" aborda 25 redes de varejo de grande sucesso no país, fora do circuito das mega-redes nacionais. Esses varejistas vendem de roupas a jóias, itens para o lar, móveis, eletrodomésticos, livros, verduras, brinquedos, etc. Algumas são de alto luxo, e outras são simples. As lojas variam entre 300 metros quadrados a 10.000 metros quadrados. O livro oferece insights sobre como essas redes são administradas por seus proprietários e executivos, relatando a história de seu crescimento.
As redes "estreladas" são:
1) A Southern Season
2) ABC Carpet & Home
3) Abt Electronics
4) Archie McPhee
5) Bering's
6) Bronner's Christmas Wonderland
7) Estes Ark
8) Gallery Furniture
9) Gump's
10) Hartville Hardware
11) In Celebration of Golf
12) Jungle Jim's International Market
13) Junkman's Daughter
14) Junkman's Daughter's Brother
15) LouisBoston
16) Nell Hill's
17) Powell's City of Books
18) Ron Jon Surf Shop
19) Rowena's
20) Smoky Mountain Knife Works
21) The Silver Queen
22) Toy House & Baby Too
23) Wanna Buy a Watch?
24) Wilkes Bashford
25) Zabar's

Starbucks procurar dar "cara local" às lojas


Reporta Greg Gilbert, no Seattle Times, que a rede de cafés Starbucks está investindo na reciclagem e elementos locais ao criar o design de suas novas lojas. A loja recém-inaugurada no University Village, em Seattle, usa lousas recicladas de uma escola secundária, luminárias reutilizadas de outras lojas e materiais locais na construção. Com isso, a rede reduz gastos com materais e reduz a poluição gerada pela produção e transporte. Os designers da Starbucks estão orientados a dar "cara local" às lojas, e criar ambientes mais aconchegantes e que durem mais.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Restaurante em uma caixa

Vem de Montreal, no Canadá, o conceito do Müvbox, o restaurante em uma caixa. Trata-se de um container de 7 por 2,5 metros, que se transforma em um restaurante chique com o toque de um botão. O Müvbox tem um cozinha completamente equipada, com capacidade para quatro funcionários. As paredes do container se expandem para criar um pátio coberto com área para servir 28 pessoas, no balcão e em pequenas mesinhas. O conceito é também ecológico: o restaurante móvel é criado a partir de um container usado, com algumas adaptações. O piso é feito de pneus reciclados e painéis solares no teto fornecem até 40% da energia necessária. O "restaurant-in-a-box" pode ser facilmente transportado por terra ou mar. Em Montreal, o conceito está sendo usado para servir pratos locais na área do porto, a maioria a base de frutos do mar.
Veja o vídeo:

Site quer substituir supermercados na venda de utilidades domésticas

Detergente, papel higiênico e pasta de dentes são alguns itens que as pessoas não costumam comprar online, mas em mercados e supermercados. O site Alice.com, que acaba de ser lançado, quer mudar a relação entre fabricantes e consumidores finais, oferecendo uma nova plataforma de compras pela internet -- que inclui entregas gratuitas nos EUA.
O Alice.com oferece mais de 6.000 produtos diferenes, de centenas de fabricantes. Os itens são cerca de 20% a 30% mais baratos que em outras lojas online, e a entrega é sempre gratuita. O consumidor cria um cadastro, depois seleciona seus produtos favoritos e encomenda o que estiver precisando. Os itens comprados são reunidos em uma única caixa, que é entregue diretamente na casa do cliente. Ao mesmo tempo, o site organiza todos os produtos na lista do consumidor, encontra cupons e descontos para eles e até lembra o cliente de pedir novamente, estimando o tempo para consumir os itens.
O diferencial interessante do Alice.com em relação a outros varejistas online é que ele funciona como um outlet, colocando os fabricantes em contato direto com os consumidores. Ao dispensar os intermediários (leia-se os mercados e supermercados), o consumidor pode encontrar grandes descontos. Além disso, as marcas podem criar relacionamentos diretos com seus consumidores, através de cupons personalizados, amostras e programas de fidelidade. O site ainda mantém um blog e presença no Twitter, para estimular mais relações com os clientes.

domingo, 28 de junho de 2009

O sucesso do "e-money" no Japão

O Japão é famoso por sua infraestrutura altamente desenvolvida de dinheiro eletrônico, ou "e-money". Com a integração de RFIDs nos telefones celulares, tíquetes de transporte e até cartões de fidelidade, é possível fazer um grande número de transações comerciais sem usar dinheiro ou cartões de crédito. O e-money foi introduzido de forma sistemática no Japão, e foi amplamente aceito pela população. Os vídeos abaixo mostram que é possível realizar uma grande variedade de ações com e-money -- desde o uso de máquinas automáticas (que no Japão vendem praticamente tudo) até pagar por passagens aéreas e fazer check-in em hotéis.










Supermercados promovem alternativas para sacolas plásticas

Segundo nota da Associação Paulista de Supermercados, grandes redes como Carrefour e Pão de Açúcar estão empenhadas em reduzir o uso de sacolas plásticas.
O Carrefour implementou um programa de sacolas reutilizáveis há um ano, e vendeu 400 mil unidades nesse período. A iniciativa faz parte da política mundial da rede para a redução do uso de sacolas plásticas.
Já o Pão de Açúcar divulgou que seu programa de redução representou uma economia de 35% com sacolas plásticas -- a rede vendeu 600 mil ecobags em todas as suas bandeiras.

É oficial: Amazon rompe com afiliados na Carolina do Norte

Reporta Geofrrey A. Fowler, no Wall Street Journal, que a Amazon.com anunciou oficialmente o rompimento das relações com afiliados de marketing no estado da Carolina do Norte, para evitar a cobrança de um imposto que deve entrar em vigor nas próximas semanas.
Os afiliados representam uma fatia relativamente pequena do tráfego comercial da Amazon, e a decisão da empresa não deve causar grandes prejuízos comerciais para a varejista. Mas a decisão mostra o grau de tensão entre as empresas de e-commerce e o estados dos EUA, desesperados por novas fontes de arrecadação. A Amazon já ameaçou romper relações com afiliados na Califórnia, Havaí, Rhode Island e outros estados. Já outros estados, como Maryland, Minnesota e Tennessee rejeitaram propostas de impostos similares.

Uso do código de barras no varejo completa 35 anos

Reporta Gerry C. Shih, no New York Times, que em junho de 1974, o primeiro produto com código de barras chegou às prateleiras do varejo -- era uma embalagem do chiclete Fruit Gun, que custava 67 cents. De lá para cá, a tecnologia explodiu ao redor do mundo, se tornando o padrão global de identificação para uma infinidade de produtos. Além de identificar mercadorias em lojas, o código com 59 barras pretas e brancas é usado, por exemplo, em cartões de embarque de aviões, na monitoração de encomendas e entregas, no controle de dosagens de medicamentos, e em muitas pesquisas científicas.
Hoje, os códigos de barras são escaneados mais de 10 bilhões de vezes todos os dias, ao redor do mundo.
George J. Laurer, um engenheiro da IBM que liderou o projeto de criação do sistema nos anos 70, declarou que o enorme sucesso da tecnologia se deve a três aspectos: é simples, barata e confiável.
Agora, o código de barras está ameaçado por novas tecnologias, como os RFIDs (etiquetas com microtransmissores de rádio). Mas enquanto um código de barras custa menos de meio cent de dólar, as etiquetas eletrônicas custam mais de 5 cents. Essa barreira de preço é o principal obstáculo para a adoção em massa dos RFIDs.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Depois da falência, Woolworths renasce na web

Reporta Lilly Vitorovich, no Wall Street Journal, que a rede de varejo Woolworths, uma das grandes vítimas da recessão na Inglaterra, voltou a operar como uma loja exclusivamente online, vendendo roupas infantis, brinquedos e artigos para festas.
A "reencarnação" da rede na web aposta em itens de grande sucesso, como a linha "pick 'n' mix" de doces -- agora rebatizada "click 'n' mix". A loja online também em novos itens como aparelhos de TV, celulares e aparelhos de MP3.
A rede física fechou suas 807 lojas em janeiro deste ano, causando a demissão de 27.000 funcionários, após 99 anos de existência.

Wal-Mart e MMA lançam campanha contra sacos plásticos

O Ministério do Meio Ambiente está veiculando em parceria com o Wal-Mart duas peças contra o excesso de sacos plásticos, e os males causados por seu acúmulo nas cidades:




quinta-feira, 25 de junho de 2009

Crise não afeta e-commerce nos EUA

Reporta Mariana Amaro, no INFO Online, que uma pesquisa da eMarketer indica que o e-commerce americano não foi tão afetado pela crise. Espera-se que o setor movimente 131,9 bilhões de dólares, apenas 0,4% menos que no ano passado.
Se, como preveem os economistas, a recessão dos Estados Unidos terminar esse ano, as vendas online de 2010 poderão crescer até quase 10%, acumulando 144,7 bilhões de dólares. A eMarketer indica ainda um crescimento superior a 10% ao ano a partir de 2011, até 2013.

Rede dos EUA testa sistema de energia solar

Reporta Brian Gaar, no American-Statesman, que a rede de mercearias H-E-B, que tem mais de 300 lojas nos EUA, está iniciando testes com painéis solares para gerar energia. O primeiro sistema foi instalado em uma loja da rede em Austin, Texas. Os painéis cobrem todo o telhado da loja, e custaram cerca de US$ 195.000. A rede estima que os painéis vão gerar 31.000 kilowatts/hora -- ainda uma fração pequena do consumo total da loja. Este não é o primeiro projeto de energia renovável da H-E-B: a empresa já usa uma turbina de vento em seu centro de distribução no estado.

Firma de hospedagem de sites cria "loja virtual em 10 minutos"

O datacenter MaxiHost anunciou o lançamento de um programa de sites de comércio eletrônico a partir de R$ 39,90. Segundo a empresa, o sistema é voltado para micro e pequenas empresas, que ainda enfrentam dificuldades na hora de montar uma loja na internet, especialmente na implementação de meios de pagamento com cartões de crédito, débitos e boletos. A MaxiHost diz que seu sistema permitirá a ativação imediata de todas as funções de compras pela internet, com várias ferramentas para facilitar o uso pelas empresas.
A MaxiHost oferece dois planos, um de R$ 39,90 e outro de R$ 49,90, com descontos de 10% para pacotes semestrais e de 20% para os anuais. Além disso, o domínio e hospedagem são gratuitos.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Amazon.com envia ameaça contra proposta de imposto na Califórnia

Reporta Geoffrey A. Fowler, no Wall Street Journal, que a varejista online Amazon.com enviou uma carta aos legisladores do estado da Califórnia, ameaçando encerrar as atividades com parceiros comerciais no estado se for aprovado um imposto sobre as transações comerciais online. A carta tem o mesmo tom de comunicações similares enviadas aos legisladores nos estados da Carolina do Norte e Havaí, onde impostos similares sobre o e-commerce estão prestes a serem aprovados. A Amazon conta com uma grande rede de afiliados de marketing espalhados pelos EUA, pessoas que ganham comissão por inserirem links da Amazon em seus próprios sites ou blogs -- mas a empresa não revela o número de afiliados ou quanto eles ganham pelo serviço.

600 mil sacolas plásticas a menos no RS

Segundo nota do portal da Associação Paulista de Supermercados, em apenas um mês de funcionamento do projeto “Cliente Consciente Merece Desconto” no Rio Grande do Sul, a rede de hipermercados Big – uma das bandeiras do grupo Wal-Mart – reduziu em 600 mil o número de sacolas plásticas solicitadas pelos clientes para embalar compras, o que significa R$ 18 mil em descontos concedidos no check-out das lojas. O programa concede desconto nas compras dos clientes que não utilizarem embalagens plásticas. Lançado também em Santa Catarina e no Paraná, o programa em todo o Sul alcançou, no período, a diminuição de um milhão de sacolas plásticas, e uma economia nas compras, para os clientes, de R$ 31 mil. No Nordeste, onde a ação existe desde o final do ano passado, o desconto já chegou a R$ 113 mil e a redução de uso de sacolas a 3,5 milhões de unidades. O objetivo da empresa é reduzir em 50% o uso de sacolas plásticas em suas lojas até 2013 e incentivar o uso de sacolas retornáveis.

Classes C e D elevam vendas no cartão

Segundo informa o site InfoMoney, o número de cartões de crédito e débito cresceu em torno de 300% no Brasil entre 2000 e 2008, segundo levantamento da Abecs (Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços). O valor total das transações com estes meios de pagamento também aumentou exponencialmente: pulou de R$ 1,4 bilhão em 2002 para R$ 3,9 bilhões no ano de 2007, de acordo com relatório apresentado pelo Banco Central. A Abecs atribui ambos os resultados à crescente utilização dos cartões por consumidores das classes C e D, uma vez que pessoas com maior poder aquisitivo já possuem amplo acesso ao “dinheiro de plástico”.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Wal-Mart Brasil lança Pacto pela Sustentabilidade

Reporta Andrea Martins, no Meio & Mensagem Online, que a rede Wal-Mart está promovendo esta semana uma série de ações para o lançamento do Pacto pela Sustentabilidade, com o objetivo de propor que a empresa, especialistas e fornecedores trabalhem com o foco na preservação do meio ambiente. Para marcar o início deste "pacto", o consultor norte-americano Andrew Winston, autor do livro "O Verde que Vale Ouro", falou à imprensa sobre as demandas e os desafios ambientais que as companhias enfrentam em tempos de crise. O encontro aconteceu na loja ecoeficiente do Wal-Mart, no Bairro do Morumbi, em São Paulo. Segundo o especialista, que fez centenas de entrevistas com executivos em todo mundo para escrever a obra, "tornar-se verde? não é um gasto para as empresas. É muito bom em tempos de crise investir em sustentabilidade porque reduz custos, economiza petróleo, energia e dinheiro. Sem contar que cria um valor para a marca e vende mais", destacou Winston.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Toronto cria taxa sobre o uso de sacolas plásticas

Reporta Leslie Scrivener, no Toronto Star, que a cidade canadense aprovou no início de junho um lei que estabelece uma taxa de 5 cents pelo uso de sacolas plásticas nas compras. A taxa causou uma onda de reações na cidade, tanto positivas como negativas. O fato que é a cobrança da taxa mudou a maneira como as pessoas compram na cidade -- muitos consumidores saem das lojas carregando as compras nas mãos, recusando-se a pagar os 5 cents por sacola.
Várias lojas já registram uma queda acentuada no uso de sacolas plásticas pelos clientes. A rede de mercearias Loblaw Companies informou uma queda de 75% no uso de plástico desde o início de seu programa nacional de redução em abril.
A Loblaws pretende doar 1 milhão de dólares canadenses para o World Wildlife Fund-Canada nos próximos 3 anos. Outros varejistas canadenses também anunciaram doações para programas ambientais.