domingo, 31 de maio de 2009

Classe C vira grande vedete do consumo no Brasil

Reportam Ocimara Balmant e Rafael Balsemão, na Revista da Folha, que os trabalhadores com renda individual de até R$ 1.500 se tornaram a classe consumidora de maior destaque nos últimos anos. Esses "consumidores emergentes" gastam boa parte do salário com roupas, aparelhos tecnológicos e educação. Eles correspondem a 52,7% da população da Grande São Paulo (eram 42,5% em 2003) e estão na mira de empresas de diferentes segmentos e da publicidade.
Principalmente em tempos de crise, quando mantiveram o seu poder de compra, ao contrário das classes A e B, as mais afetadas pelos abalos na economia mundial. "A classe C está um pouco mais comedida, mas não deixou de comprar", afirma Marco Quintarelli, consultor especializado em varejo.
Para ser eficaz, a propaganda dirigida à classe C não deve usar termos em inglês e precisa focar os detalhes técnicos do produto. É um erro não caprichar na apresentação visual, mas nada de exagerar na sofisticação.
"Vender para a classe C não é simplificar o discurso", explica Mari Zampol, da CO.R Inovação, agência de tendências que "mapeou" o comportamento de consumo de famílias paulistanas com renda entre R$ 1.115 e R$ 4.807, universo que compõe a classe C, segundo parâmetros definidos pela FGV. "É preciso descobrir e respeitar seus valores."
O primeiro mito a ser derrubado: não é o mais barato que importa. Trata-se de um comprador informado, que sabe detectar o que é bom e investe pesado se julgar que compensa. Pode gastar em um produto até mais do que ganha.

Maior prestadora de serviços de alimentação da Espanha prepara chegada ao Brasil


Reporta Adriana Mattos, na IstoÉ DINHEIRO que o grupo espanhol Áreas decidiu abrir os seus primeiros restaurantes, cafeterias e pequenos supermercados no Brasil até meados de 2010. Existe a possibilidade de a companhia instalar pontos próprios ou fechar parcerias com empresas brasileiras que já operam no segmento varejista, em postos e aeroportos. Os primeiros contatos começaram a ser feitos três anos atrás, mas o projeto não avançou. Na época, a expansão no mercado norte-americano acabou tornando-se prioridade para a companhia, com 1.165 estabelecimentos em nove países e receita em 720 milhões de euros.
Neste momento, há uma boa probabilidade de fechamento de acordos com grupos de distribuição de combustíveis, como Ipiranga e Petrobras, apurou a DINHEIRO. A empresa não comenta. Ainda há um segundo caminho possível. A espanhola pretende abrir lojas ou restaurantes nos aeroportos, mas para isso são necessárias licenças concedidas pela Infraero, órgão do governo que administra a atividade aeroportuária.
No ano passado, a receita bruta da Áreas cresceu menos de 2% (contra uma média anual entre 9% e 10% desde 2002). E o quadro de funcionários teve a mais discreta expansão dos últimos dez anos. O pífio desempenho em mercados fortemente afetados pela crise global travou a operação. Em 2009, o grupo espera elevação de 10% na receita global.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Tablóides de ofertas são arma para o varejo

Reporta Fernando Salles, no Supermercado Moderno, que os tablóides de oferta são comuns em super e hipermercados de todo o Brasil. Bem trabalhados, eles cumprem perfeitamente sua função principal, a de atrair clientes à loja. “Para muitos supermercados, os jornais de oferta são a única forma de comunicação com o público fora da loja. Por isso, além de bonitos e bem diagramados, devem ser cuidadosamente planejados”, afirma José Carmo de Oliveira, consultor do Sebrae/SP. Por planejamento cuidadoso, entenda-se pesquisar as preferências do público-alvo, negociar corretamente com as indústrias os produtos ofertados e definir a periodicidade da publicação.

Fusão no varejo de brinquedos nos EUA

Reporta Yinka Adegoke, na Reuters, que a gigante do varejo de brinquedos Toys R US anunciou a compra das tradicionais lojas FAO Schwarz. O valor da negociação não foi revelado. A Toy R Us disse que vai manter a independência das operações da FAO Schwarz, nas lojas em Nova York e Las Vegas.
A FAO Schwartz, fundada em 1862, é considerada a mais antiga loja de brinquedos nos EUA. A Toys R Us opera 1.500 lojas em 33 países, além dos sites eToys.com, babyuniverse.com, Toys.com e ePregnancy.com.

Anunciantes usam menos direct mail nos EUA

Reporta Diego Vasquez, no Media Life Magazine, que o setor de direct mail é mais uma mídia de publicidade a sofrer com o impacto da internet nos EUA. Segundo estudo da Borrell Associates, o uso de mala direta como publicidade deve cair 39% nos próximos cinco anos, caindo de US$ 49,7 bilhões em 2008 para US$ 29,8 bilhões em 2013. O investimento dos anunciantes nesse tipo de meio publicitário ficará atrás da internet, TV aberta e jornais impressos. Em contrapartida, a publicidade por email (em campanhas cuidadosamente desenvolvidas para não serem confundidas com spam) deve crescer de US$ 12,1 bilhões em 2008 para US$ 15,7 bilhões este ano. A publicidade local via email deve atingir US$ 2 bilhões este ano.

E-commerce movimenta US$ 190 milhões no Brasil em 2008

Reporta Victor Hugo Cardoso Alves, no TI Inside, que no ano passado, o comércio eletrônico brasileiro movimentou aproximadamente US$ 190 milhões em transações financeiras, segundo dados da 11ª edição da Pesquisa de Comércio Eletrônico no mercado brasileiro, realizada pelo Centro de Tecnologia e Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV). Deste total, US$ 140 milhões foram provenientes de negócios entre empresas (B2B), o que representou um crescimento de 18% na comparação com 2007. Já as transações entre empresas e consumidores (B2C), totalizaram US$ 50 milhões, o que significou alta de 31%.
De acordo com o estudo, o valor transacionado no comércio eletrônico entre empresas representa cerca de 58,32% do mercado total, enquanto que os negócios entre empresas e consumidores respondem por 25,12%. Os números representam um incremento no e-commerce em relação a 2007, já que eram de cerca de 50% e de 20%, respectivamente.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Consumidores prontos para o consumo via celular

Reporta Mike Shields, no Mediaweek, que os consumidores dos EUA estão cada vez mais confortáveis com a idéia de comprar produtos através de aparelhos móveis como celulares e smartphones. Um estudo recente da Harris Interactive indica que os jovens e os homens são os consumidores mais inclinados a usar essa tecnologia para fazer compras.
A pesquisa foi encomeda pela empresa de segurança de cartões de crédito Billing Revolution. A Harris entrevistou 2.029 adultos no final de abril, dos quais 1.883 possuiam um telefone móvel (93%). Cerca de 45% dos consultados disseram que acham as compras via celular "relativamente seguras", enquanto 26% acham o meio "totalmente seguro".
Os jovens parecem mais dispostos a fazer compras pelo celular: 59% dos entrevistados na faixa entre 18 e 34 anos disseram achar seguras as compras por celular, comparado com apenas 34% da faixa acima de 55 anos. E 50% dos homens têm essa opinião, comparado com 39% das mulheres.
Os representantes da Billing Revolution acreditam que a pesquisa indica que o m-commerce deve crescer consideravelmente no futuro próximo, especialmente com a nova geração de smartphones (como o iPhone da Apple e outros).

terça-feira, 26 de maio de 2009

CircuitCity.com volta a funcionar

Segundo nota do Minneapolis/St. Paul Business Journal, a rede varejista Circuit City foi à falência no começo do ano, mas suas operações de comércio eletrônico vão voltar a existir. A Systemax Inc. anunciou a compra dos negócios de e-commerce da marca e planeja competir com outros varejistas online do setor de eletroeletrônicos. A Systemax também já havia comprado o TigerDirect.com e o CompUSA, o que torna a empresa uma das maiores do setor na internet.

Wal-Mart gera economia de R$ 22 milhões em genéricos

Segundo nota do portal APAS, o programa de medicamentos genéricos do Wal-Mart Brasil completa em junho dois anos de atuação, registrando economia de R$ 22 milhões aos consumidores, nas 183 farmácias da rede espalhadas pelo País. Mais de 500 medicamentos são oferecidos ao preço máximo de R$ 9,90. Segundo dados da Pró Genéricos - Associação das Indústrias de Medicamentos Genéricos, o mercado apresentou incremento nas vendas de 19% no primeiro trimestre deste ano, ante o mesmo período de 2008. Nas drogarias do Wal-Mart, a alta foi de 40% em todo o Brasil. A Região Sudeste foi a que registrou o melhor desempenho, com vendas 152% superiores às de 2008, seguido pela Região Sul, com 50%, e o Nordeste, com 37%.

Feira de setor de supermercados cresce, apesar da crise

Reporta Cristiane Marsola, no Propaganda & Marketing, que o 25º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, a Apas 2009, recebeu um público de 70,5 mil pessoas, o que representa um aumento de 12,8% em relação à edição anterior, no ano passado. A feira aconteceu no Expo Center Norte, em São Paulo, entre os dias 18 e 21 de maio, em uma área de 68 mil metros quadrados, 6 mil metros quadrados a mais que a área usada em 2008. “Conseguimos superar todos os resultados do ano passado, apesar da crise. A Apas cresceu em qualidade, principalmente”, disse João Sanzovo Neto, presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados).
Entre os atributos procurados em uma loja pelos consumidores, segundo pesquisa da Latin Panel, estão a limpeza (100%), organização (98%), atendimento (98%), oferta de produtos (97%), sinalização de preço (98%) e rapidez no caixa (95%). No entanto, apenas 19% estão muito satisfeitos com a limpeza das lojas que frequentam, 13% com a organização, 16% com o atendimento e com a oferta de produtos, 11% com sinalização de preço e 12% com a rapidez no caixa.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sharp pode voltar a fabricar eletrônicos no Brasil


Informa Roberta Namour, na IstoÉ Dinheiro, que depois de muitos tropeços e nove anos ausente das prateleiras, a Sharp do Brasil quer (e precisa) voltar. Foram três diferentes tentativas de reiniciar a produção local e finalmente os primeiros equipamentos produzidos no Brasil começam a reaparecer no varejo. A princípio, empresas terceirizadas são responsáveis pela fabricação, mas a primeira unidade, possivelmente na Zona Franca de Manaus, pode ser inaugurada em breve. "De acordo com a demanda do mercado nacional, a companhia estudará a implantação de uma fábrica própria", disse Guilherme Coletti, diretor-executivo da Divisão de Produtos de Consumo da Sharp. A responsável pelo retorno da Sharp ao Brasil é a MPE, uma empresa criada pela japonesa Mitsui & Co Ltda. (80%) e pela Mitsui Brasileira Importação e Exportação S.A. (20%), que obtiveram da Sharp Corporation a representação da marca no País.

Grandes embalagens atraem o consumidor

Segundo nota publicado no Supermercado Moderno, está cada vez mais comum encontrar produtos em versões maiores que as usuais nos supermercados. Um estudo da Nielsen mostra que no primeiro trimestre deste ano, os pacotes de cerveja em lata com 18 unidades (seis a mais que o regular) tiveram 33% de aumento nas vendas. Os pacotes com 15 latas venderam 9% a mais e os com 24 unidades, 15%. Já os regulares, com 12 latas, permaneceram estáveis.
Acompanhando a nova tendência, a AmBev vem lançando uma série de embalagens econômicas, como a Skol e a Brahma de 1 litro. Nos refrigerantes, a companhia colocou no mercado as versões Guaraná Antarctica e Pepsi em garrafas de 3,3 litros. Já a Danone está ampliando a oferta de iogurtes em potes de 900 ml e também em bandejas com oito unidades. A Química Amparo, dona da marca Ypê, lançou recentemente seu detergente no garrafão de 5 litros, assim como o amaciante de roupas e o sabão em pó no pacote de 5 quilos. A Reckitt Benckiser também aderiu à onda da embalagem econômica. Há menos de um mês lançou o alvejante Vanish Líquido em frasco de 3 litros. Enquanto a embalagem tradicional, de 500 ml custa em média R$ 5, a nova sai por cerca de R$ 19. Para o consumidor, com o frasco maior, cada 500 ml do produto custaria R$ 3,16, com 36% de economia. (Fonte: Valor Econômico)

domingo, 24 de maio de 2009

Um caso exemplar do e-commerce


Na semana passada, ocorreu um interessante fenômeno na Amazon.com. Uma camiseta aparentemente ordinária, com uma estampa de três lobos uivando para a lua, chegou ao topo da lista de roupas mais vendidas pelo site, vencendo os tradicionais jeans e calçados esportivos.
O ponto de partida foi um comentário engraçado a respeito da estampa no site humorístico CollegeHumor.com, que se espalhou rapidamente pela Internet e levou centenas de pessoas a deixarem comentários na página da camiseta na Amazon.com. Os usuários começaram a dizer que a camiseta tinha mudado suas vidas, atraído sorte e mulheres, curado doenças e outros exageros cômicos. Os usuários podem votar nos produtos da Amazon.com e, em poucos dias, a camiseta (que custa entre US$ 7,65 e US$ 17,93) se tornou um absoluto hit de vendas. Na página, os comentários engraçados já são mais de 600.
E não parou por aí. Como legítimo fenômeno de Internet, a piada se expandiu e sofreu mutações. Montagens em photoshop começaram a pipocar em vários sites, com inúmeras variações dos lobos uivando para a lua. Assim, uma simples camiseta com uma estampa de gosto duvidoso se tornou um "hit", um item de colecionador para um determinado grupo demográfico. E nesse meio tempo, a Amazon.com fatura com as vendas.
Varejistas, publicitários, empresas de mídia e até órgãos públicos quebram a cabeça para conseguir se conectar de modo efetivo com o público online. A lição aqui é clara: qualquer pessoa ou grupo, usando apenas um computador com acesso à Web, pode alterar o equilíbrio do jogo e manipular o mercado, em sites onde o feedback dos usuários é determinante. E isso pode ocorrer tanto por lucro, como por diversão -- como parece ser este caso.
Segundo Tim Hwang, que organiza o ROLFcon, um evento e site dedicado a "memes" e fenômenos da Internet, esse tipo de ação cômica está crescendo cada vez mais. E os sites onde os usuários são convidados a votar ou dar notas são os alvo mais frequentes dessas brincadeiras. Às vezes, com resultados positivos para o varejista ou dono da marca. Outras nem tanto.
Segundo Josh Abramson, co-fundador do CollegeHumor, o sucesso da camiseta dos lobos é que ela é tão cafona que passa a ser considerada "cool". Um grande número de "hard users" de Internet tem atração especial por esse tipo de itens. O próprio CollegeHumor mantém uma loja online onde vende centenas de camisetas com frases e desenhos irônicos, que pode ser visitado no BustedTees.com. Detalhe: nenhuma das camisetas à venda no site faz tanto sucesso quanto os lobos uivando para a lua.
A camiseta é feita por uma empresa de New Hampshire, que diz não se importar com o fato de seu produto ter se tornado uma piada na Internet. Michael McGloin, diretor da confecção, diz que é "importante saber rir de si mesmo". Ele certamente está rindo com a explosão de vendas do item. A "Three Wolf Moon" está esgotada, e empresa se apressa para produzir um novo lote, além de novos motivos com lobos. McGloin diz que os lobos já estavam fazendo sucesso antes do fenômeno em si. "Talvez seja o ano do lobo", arrisca ele.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Nos EUA, o novo mantra são os "produtos de um dólar"

Reporta Theresa Howard, no USA TODAY, que as empresas de alimentos e varejistas dos EUA estão copiando uma lição das redes de fast-food para oferecer o maior número possível de itens que custam no máximo um dólar. Em um momento de recessão e controle de gastos, o Wal-Mart, a Kraft, Unilever e a Campbell estão usando o valor simbólico de US$ 1,00 como meio de atrair os consumidores.
Segundo Tom Vierhile, diretor de pesquisas da firma Datamonitor, esse valor tem forte apelo entre os consumidores, e a empresas estão criando um setor inteiro de consumo ao redor dele. Já Phil Lempert, especialista no setor de supermercados, observa que com produtos que custam no máximo um dólar é possível encher um carrinho de compras com pouco dinheiro, e isso tem um enorme efeito psicológico.
Cada empresa tem sua estratégia. A Kraft criou uma linha para "solteiros", onde vários produtos e refeições custam US$ 1. A Unilever está distribuindo milhões de cupons de descontos para seus produtos, que reduzem o preço de alguns itens para 85 cents. O Wal-Mart promove dezenas de itens alimentícios que custam cerca de um dólar, e são apresentados como "alternativa saudável" aos lanches. A Campbell está testando uma linha de sopas condensadas que custam US$ 1, em vez dos tradicionais US$ 1,59.

McDonald's vai testar ovos de galinhas criadas sem gaiola


Reporta David Sterrett, no Chicago Business, que a rede americana de lanchonetes McDonald's vai testar o uso de ovos de galinhas criadas em condições mais abertas do que as tradicionais granjas. Seriam os nossos populares "ovos caipiras". A Humane Society, equivalente americana da Sociedade Protetora dos Animais, está fazendo campanha junto aos acionistas do McDonald's para que eles votem a favor de ovos que venham de criações onde as galinhas não fiquem confinadas em gaiolas minúsculas, como é o padrão industrial nos EUA. A organização ressalta que o concorrente Burger King já usa ovos caipiras há dois anos, e outras grandes redes de restaurantes também adotaram essa postura. A Humane Society defende que os ovos de galinhas criadas mais livremente são mais saudáveis para o consumo.
O McDonald's informou que vai realizar testes sobre o uso desses ovos em parceria com acadêmicos, com a corporação Cargill e com a Associação de Medicina Veterinária dos EUA.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Fecomercio-SP e ACSP discordam sobre cadastro positivo

Reporta Gladys Ferraz Magalhães, no InfoMoney, que as principais instituições de representatividade do comércio paulista não avaliam da mesma forma o texto sobre o Cadastro Positivo, aprovado na última terça-feira (19) pela Câmara dos Deputados. Para a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), o projeto aprovado pela Câmara tem diversos pontos negativos."É lamentável que, depois de mais de um ano de discussões, seja aprovado um texto como este, cheio de absurdos. Caso eles sejam retirados pelo Senado, aí sim, será uma ferramenta importante", avalia o economista chefe e superintendente institucional da Associação, Marcel Solimeo.
Um dos pontos mais criticados pelo economista é a necessidade, quando da inclusão de dados sobre inadimplência, de comunicação prévia, por escrito e com aviso de recebimento, ao consumidor, se a transação for com o setor privado. Solimeo acredita que a medida estaria, na realidade, inviabilizando o cadastro negativo, em vez de criar um cadastro positivo.
Já o economista da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado do São Paulo), Fábio Pina, acredita que é melhor ter um cadastro positivo nestas condições do que nenhum. Na visão dele, a não inclusão das contas públicas e dos débitos menores do que R$ 60 farão falta, mas não são imprescindíveis.
Para entrar em vigor, o Cadastro Positivo ainda precisa ser analisado pelo Senado e, se não houver mudanças, deve aguardar ser sancionado pelo Presidente da República.

Mercearia faz parte de shopping "verde" na Carolina do Sul

Reporta Warren Wise, no The Post and Courier de Charleston, que a mercearia da rede Harris Teeter em Mount Pleasant será um modelo de construção eco-amigável. A loja faz parte do primeiro shopping center no estado da Carolina do Sul a ser certificado pelo programa Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) do Green Building Council.
A loja da Harris Teeter foi construída com materiais reciclados, tem privadas de baixo consumo de água, iluminação econômica e novos métodos de refrigeração.
O shopping terá um amplo acompanhamento de itens de sustentabilidade, incluindo o paisagismo, prevenção à poluição, controle de qualidade do ar, eficiência energética, reciclagem e uso de materiais renováveis.

Pequeno varejo cresce na web brasileira, diz estudo

Segundo nota do Advillage, o último levantamento da e-bit aponta que o comércio eletrônico nacional faturou R$ 2,3 bilhões no 1° trimestre de 2009, um crescimento nominal de 25% em comparação ao mesmo período de 2008.
Levantamento comparativo sobre a participação no mercado do 1° trimestre de 2009 em relação ao 1° trimestre de 2008 aponta que os dez maiores varejistas perderam 6,45 pontos percentuais. Em contrapartida, o “long tail”, que engloba pequenas e médias varejistas, ganhou 1,62% de participação.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Compras virtuais, resultados reais

Reporta Todd Wasserman, no BrandWeek, que os varejistas e fornecedores estão usando cada vez mais aplicativos de realidade virtual para testar os ambientes de compras e o comportamento dos consumidores. Há anos, empresas como Procter & Gamble, Frito-Lay e ConAgra usam simulações de lojas para avaliar hábitos de compras.
Agora, com a queda no custo dessas tecnologias de realidade virtual, empresas menores também estão usando simulações de lojas e supermercados em seus estudos sobre consumo.
A firma de pesquisas IRI, sediada em Chicago, contratou a empresa de software Vision Critical para criar uma representação muito aproximada do interior de uma loja do Wal-Mart, com produtos específicos nos corredores e seções. A IRI usou um painel de cerca de 60.000 participantes para avaliar o que chama a atenção dos consumidores nas gôndolas e prateleiras. A simulação permite o registro de cliques, que podem contados depois, e a indicação de "áreas quentes" na loja. A simulação ajuda a melhorar a disposição de mercadorias e a planejar promoções. Fazer testes de produtos numa loja de verdade seria muito caro e consumiria muito tempo. Já o preço de uma simulação em realidade virtual pode variar entre US$ 30.000 a cerca de US$ 1 milhão. Mas os dados podem representar uma economia muito maior para os fornecedores e para os varejistas.

50% dos consumidores online cancelam compra se meio preferido de pagamento não estiver disponível

Segundo o Retail Technology Review, várias lojas online estão perdendo negócios por não oferece uma variedade suficientemente ampla de meios de de pagamentos aos clientes. A conclusão é de um novo estudo da ClickandBuy, uma empresa de pagamentos online.
A pesquisa foi conduzida pela firma YouGov, que entrevistou 2.000 consumidores adultos no Reino Unido. 50% dos entrevistados disseram que se o site de compras não oferecer seu sistema preferido de pagamento, eles abandonam as compras. 40% dos entrevistados disseram que se sentem mais confortáveis comprando em sites de e-commerce que ofereçam uma ampla variedade de meios de pagamento, em vez daqueles que ofereçam apenas um sistema.