quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pão de Acúçar é escolhido o melhor varejo entre emergentes

Reporta Janaina Langsdorff, no Meio&Mensagem, que o Oracle World Retail Awards, uma das premiações mais renomadas do varejo mundial, acaba de eleger o Grupo Pão de Açúcar como a melhor empresa do setor com atuação em mercados emergentes. Anunciado nessa quarta-feira, 28, em Berlin, na Alemanha, o prêmio – que está em sua quinta edição - analisou também o desempenho de varejistas da Turquia, África do Sul e Emirados Árabes, principais concorrentes da rede brasileira na etapa final do julgamento.
Em cinco anos, o Grupo Pão de Açúcar triplicou seu faturamento, que passou de R$ 16 bilhões, em 2005, para R$ 44 bilhões, em 2010. Com ações listadas na Bovespa desde outubro de 1995 e na Bolsa de Nova York (ADR nível III) desde maio de 1997, a companhia somou vendas brutas de R$ 36.144,4 milhões em 2010, uma elevação de 37,9% em relação ao ano anterior.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O ocaso dos sites de ofertas?

A tendência dos sites de ofertas diárias, que cresceu vertiginosamente nos últimos dois anos, mostra agora sérios sinais de fadiga nos Estados Unidos. Os líderes Groupon e LivingSocial enfrentam problemas graves, e centenas de "clones" desse tipo de operação correm o risco de desaparecer.
Segundo o portal agregador de sites de ofertas Yipit.com, 170 dos 530 dos sites de ofertas nos Estados Unidos foram fechados ou vendidos este ano. Mesmo sites de peso como Facebook e Yelp (que em teoria poderiam lucrar com suas imensas bases de usuários) desistiram recentemente desse tipo de negócio.
O fundador do site Salesscoop, David Ambrose, classifica o atual momento do setor de compras coletivas como uma "corrida armamentista", com os sites investindo desesperadamente para contratar funcionários e atrair assinantes, e assim bloquear o crescimento dos concorrentes. O Salesscoop, que tinha 5.000 assinantes,  foi comprado no mês passado pelo rival BuyWithMe, por um valor não divulgado.
A maior ameaça para esse setor nos EUA é a mudança do cenário econômico. No começo, bastava criar um site, estabelecer relações com alguns comerciantes e distribuir alguns emails para criar uma rede de descontos. Mas a indústria amadureceu rapidamente, e os custos para criar uma operação de descontos online dispararam.
Acima de tudo, foi justamente o custo para conquistar usuários que mais cresceu nos últimos dois anos, segundo vários executivos dos sites. Quando os sites de ofertas eram novidade, o investimento de marketing era mínimo -- hoje custa cada vez mais atrair interessados, dentro de um mercado com centenas de concorrentes.
A título de comparação, o Groupon (líder do mercado), gastava cerca de US$ 7,99 para conquistar cada novo usuário no primeiro trimestre de 2009, segundos dados oficiais da empresa. No segundo trimestre de 2011, esse valor tinha saltado para US$ 23,46 -- quase três vezes mais.
O Groupon investiu US$ 387,7 milhões em campanhas de marketing no primeiro semestre de 2011, em comparação com US$ 35,5 milhões no mesmo período do ano passado. A grande maioria dos sites menores não têm a menor chance de concorrer em um ambiente tão hostil.
Ao mesmo tempo, os sites de ofertas são obrigados a contratar um número cada vez maior de vendedores para gerenciar as ofertas dos comerciantes locais. O Groupon tem atualmente uma equipe de quase 1.000 vendedores na América do Norte -- tinha apenas 201 no ano passado. O segundo maior site, LivingSocial, passou de 191 funcionários em 2010 para 700 este ano.
O Groupon paga salários anuais médios de US$ 35.000 aos funcionários nos EUA, valor que pode saltar para US$ 100.000 com as comissões, segundo fontes do setor. Os sites menores, que mantém equipes pequenas e funcionam basicamente com comissões de vendas, são muito pressionados para pagar valores competitivos.
A atual situação do Groupon é um indicador preocupante do setor como um todo. A empresa se preparou para lançar uma oferta pública de ações na bolsa de valores em junho, mas vários problemas adiaram -- e estão adiando -- esse passo.
A empresa foi forçada a revisar seus resultados financeiros, dados essenciais para a abertura do capital. As vendas de 2010 foram corrigidas de US$ 713 milhões para US$ 313 milhões, com a subtração da parcela paga aos varejistas que participam da rede. O Groupon também corrigiu as vendas de 2011, de US$ 1,52 bilhão para US$ 688 milhões. O Groupon disse em comunicado oficial que os dados haviam sido "erroneamente informados".

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ecológica, juta mira mercado de saco plástico

Reportam Toni Sciarretta e Jorge Araújo, na Folha.com, que os produtores de juta, fibra natural usada em sacos de cereais, querem se tornar o principal fornecedor de "ecobags" para suprir o vácuo das sacolinhas plásticas, que estão com os dias contados no país. São Paulo banirá os plásticos em janeiro.
Para isso, a indústria têxtil de juta da Amazônia veste uma roupagem ecológica e socialmente engajada --compra matéria-prima de 15 mil famílias ribeirinhas do Amazonas e do Pará.
Segundo os produtores, a juta é o único material totalmente biodegradável --que não depende de compostagem para decomposição como os plásticos biodegradáveis vendidos no comércio.
Com base nisso, a juta da Índia e de Bangladesh conquistaram o "ecomercado" dos EUA e da Europa.
No Brasil, os produtores apresentaram ao governo um projeto de financiamento de R$ 13,6 milhões para melhorar a genética das sementes e facilitar a agricultura familiar --a ideia é produzir uma juta mais leve, sedosa e resistente às pragas e ao clima.
Veja o restante da reportagem aqui.

McDonald´s reduz sódio e açúcar no cardápio

Reporta Janaina Langsdorff, no Meio&Mensagem, que o McDonald´s acaba de anunciar uma série de mudanças para tornar o seu cardápio mais nutritivo. Lançamentos de produtos e reformulações de itens estão entre as novidades, que estarão disponíveis em todos os restaurantes da rede no Brasil a partir do dia primeiro de outubro.
A rede garante que o McLanche Feliz, por exemplo, terá mais vitaminas e minerais e menos sódio, açúcar e calorias. Além disso, oferecerá uma nova porção de frutas, começando pelas maçãs, como sobremesa. A porção de batas fritas terá apenas 100 calorias, menos da metade da versão anterior.
Todas as possíveis combinações de quatro itens (Hamburger, Cheeseburger ou McNuggets com McFritas ou Cenouritas com bebida e frutas) terão até 600 calorias, o que corresponde a menos de um terço da recomendação de ingestão diária proposta pela Organização Mundial de Saúde para crianças de 6 a 10 anos. Pães, McNuggets, queijo e ketchup também sofreram uma redução de cerca de 10% no volume de sódio. Já a quantidade de açúcar adicionado nas bebidas à base de frutas foi reduzida em quase 40%, passando a ter um limite de 5g por 100 ml.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

E-commerce deve faturar R$ 18,7 bilhões em 2011

O comércio eletrônico deve faturar R$ 18,7 bilhões em 2011, registrando um crescimento de 36% em relação ao ano passado, quando faturou R$ 14,8 bilhões. A estimativa foi feita pela Empresa de Inteligência e Comércio Eletrônico (Ebit), que divulgou nesta quinta-feira (22) um levantamento sobre o segmento, durante evento promovido pela Fecomercio, em São Paulo.
Eletrodomésticos e produtos de informática lideraram as vendas virtuais no primeiro semestre deste ano. Na sequencia, aparecem os produtos de informática, saúde, beleza e medicamentos, livros e assinaturas de jornais e revistas e eletrônicos.
 Dados apontam também que o Brasil é o quinto país com maior número de usuários de internet (80 milhões), com 27 milhões de consumidores eletrônicos. Somente esse ano, 4 milhões de pessoas fizeram sua primeira compra online, sendo que 61% pertenciam a classe C.
Para Pedro Eugênio, CEO e criador do Busca Descontos --  site que reúne cupons de descontos dos principais varejistas do Brasil e é hoje o 3º maior gerador de vendas do e-commerce brasileiro, os dados do e-commerce agradam as empresas do setor. “Os números mostram um mercado ascendente. O crescimento do poder aquisitivo da classe C, a popularização da internet e o grande quantidade de lojas virtuais são fatores que colaboram com esse crescimento”, conta.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

E-commerce registra faturamento de R$ 8,4 bilhões no primeiro semestre

Segundo a E-bit, empresa voltada ao fornecimento de informações sobre o e-commerce nacional, mais de quatro milhões de usuários fizeram a primeira compra pela internet no primeiro semestre deste ano, sendo que, durante o período, foram realizados 25 milhões de pedidos em toda rede de e-commerce do País, gerando faturamento de R$ 8,4 bilhões. Até o final do ano, segundo a E-bit, o varejo eletrônico deve alcançar cifras próximas a R$18,7 bilhões, com mais 54 milhões de pedidos feitos.

PayPal quer oferecer pagamentos móveis

A empresa de pagamentos online PayPal anunciou na semana passada que vai entrar no mercado de pagamentos móveis, com uma iniciativa de "carteira virtual". O comunicado no blog da empresa não dá muitos detalhes, mas é possível especular sobre sua estratégia.
O porta-voz da PayPal disse que a empresa está atenta à convergência entre smartphones, mídias sociais e compras online e offline. A empresa disse que a empresa está procurando aperfeiçoar as experiências de compra e venda, tanto para os consumidores como para os varejistas.
Segundo a empresa, o objetivo é criar um sistema "one-stop", que envolva os comerciantes e os consumidores em todas as fases das compras, incluindo a conquista de clientes através de ofertas localizadas geograficamente, e permitindo pagamentos através de qualquer aparelho móvel -- não apenas celulares.
Segundo Scott Thompson, presidente da PayPal, a ideia não é "embutir" um cartão de crédito no celular. Thompson disse que a empresa está reinventando o conceito de dinheiro para compras, para consumidores e comerciantes. O executivo disse que a solução da empresa terá grande flexibilidade nos modos de pagamento, à vista ou a prazo.
A PayPal quer manter sua posição de liderança como meio alternativo de pagamentos no mundo digital, e sua estratégia inclui serviços adicionais como pagamentos móveis no espaço da loja (usando tecnologias como o NFC, "near field communications"), programas de fidelidade e uma série de funções, como escaneamento de códigos de barras e QR codes, publicidade direcionada por GPS, consulta de estoques em tempo real, pagamentos no ponto de venda -- tudo isso reunido em uma "carteira virtual" de pagamentos.
Analistas do setor veem com bons olhos os planos da PayPal, como um concorrente independente das marcas tradicionais, como bancos, operadoras de cartões e empresas de tecnologia.
Mas fica a questão de como os consumidores vão aceitar esse tipo de serviço, e se vão adotar as transações totalmente eletrônicas no espaço das lojas, usando apenas o celular ou outro aparelho móvel.
O Google concorre com a PayPal no conceito de "carteira virtual", usando a tecnologia NFC -- mas no sistema do Google, os dados são arquivados no telefone e não necessitam de uma conexão de internet para completar o pagamento.
Ainda não está claro se a PayPal será capaz de oferecer um sistema similar, que possa vencer o Google em mercados importantes.
Em seu comunicado, a PayPal também promete que sua solução será muito mais ampla que uma mera "carteira móvel", mas não dá detalhes de como funcionará a carteira virtual abrangente.
O  porta-voz da empresa diz, no entanto, que a carteira virtual da PayPal funcionará em todos os espaços, e não apenas em lojas e outros estabelecimentos comerciais. Mesmo quando o usuário estiver em casa, ele poderá acessar o sistema da PayPal e usar todas as funções e facilidades previstas.
A PayPal disse que está realizando vários testes com varejistas na América do Norte, para avaliar as necessidades dos comerciantes e oferecer as melhores vantagens para os consumidores. Uma grande dificuldade para a PayPal é vencer a resistência dos varejistas, e se afirmar como concorrente válido de marcas consagradas como Visa ou MasterCard.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sistema de pagamento móvel do Google está disponível

O Google Wallet, sistema do Google de pagamento móvel, está agora disponível ao público. As pessoas que usam telefones Sprint Nexus S 4G e Citi MasterCards podem conferir o serviço construído sobre uma plataforma aberta que combina vários cartões de crédito e programas de fidelidade.
O pagamento é realizado ao passar o smartphone no checkout. Em resumo, o Google está tranformando o telefone celular em carteira. Para utilizar o serviço é necessário ter uma conta no Google e possui o aplicativo “Wallet”. O sistema passa a ser válido no mercado norte-americano.

Veja os vídeos:

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Walmart cria laboratório de tecnologias de varejo

O Walmart vive um dilema nos EUA. Segundo uma reportagem da Advertising Age, a estratégia da empresa de oferecer os preços mais baixos é cada vez mais ameaçada pelos concorrentes, que se especializaram para igualar e até superar as ofertas da gigante do varejo. A empresa usa há anos o sistema de dados de vendas Retail Link para analisar o conteúdo dos carrinhos de compras dos clientes e identificar tendências -- que são transformadas em ofertas. Porém, os concorrentes também aprenderam a usar esse tipo de análise. Hoje são comuns os programas de fidelidade que geram descontos nos produtos mais comprados pelos consumidores.
Ao entrar no terceiro ano seguido de quedas nas vendas, o Walmart decidiu investir mais em tecnologia, criando o @Walmartlabs. No primeiro semestre deste ano, o Walmart gastou US$ 300 milhões para comprar a firma de tecnologia Kosmix, que ficou conhecida por criar um aplicativo que personaliza o conteúdo do Twitter. O aplicativo, chamado Tweetbeat, não está mais em funcionamento, mas o Walmart justifica seu alto investimento em pesquisa e desenvolvimento em varejo, marketing e mídias sociais. Os fundadores do Kosmix, Venky Harinarayan e Anand Rajaraman, se tornaram os diretores do @Wallmartlabs, que conta com uma equipe de 70 pessoas, e também são vice-presidentes de e-commerce do Walmart.
Antes da compra do Kosmix pelo Walmart, Harinarayan e Rajaraman tiveram uma história de sucesso com a Amazon.com. Eles criaram o sistema Junglee e o venderam para o varejista online em 1998, onde ele se tornou o Amazon Marketplace, que reúne os vendedores terceirizados da empresa e gera 30% das vendas atuais da Amazon. Os cientistas também criaram o Amazon Mechanical Turk, um site de "crowdsourcing" onde as pessoas se inscrevem para fazer pequenos serviços em troca de pequenos pagamentos.
Com o @Walmartlabs, os dois devem trilhar um caminho mais ambicioso. Mídias sociais e aparelhos móveis (smartphones e tablets) devem receber a maior atenção do laboratório. Rajamaran disse que essas tecnologias devem ter um impacto muito profundo no varejo do século XXI, comparável à importância do transporte por rodovias no século XX.
No momento, o laboratório do Walmart está se dedicando a criar uma série de soluções voltadas especificamente para o comércio eletrônico, uma área onde a Amazon vende seis vezes mais que o Walmart. Reduzir essa diferença não seria a solução para todos os problemas do Walmart, mas aumentaria as vendas em pelo menos 5%.
Harinarayan disse que @Walmartlabs está pesquisando a nova geração de sistemas de buscas e auxiliando o marketing dos sites globais do Walmart. Já os estudos com a aplicação de mídias sociais no varejo devem começar a surgir em prazos mais longos. O objetivo é melhorar a experiência de compras dos consumidores, tanto online como offline.
O laboratório deve aproveitar a temporada de compras do final de ano para testar o aplicativo Shopycat, que vai funcionar na web e no Facebook. O app vai usar os perfis e comentários dos usuários do site social para gerar sugestões de presentes. Harinarayan disse que a maioria dos sistemas de recomendações de compras existentes é baseada no histórico de compras anteriores. Ele acredita que os interesses do usuário (e de seus amigos) são mais eficientes para prever tendências do que as compras feitas no passado.
Mas o @Walmartlabs pode ter seu maior trunfo ao ajudar o Walmart a criar um programa de fidelidade que seja eficiente contra os concorrentes. Há tempos, a rede abandonou os tradicionais cartões de fidelidade porque eram incompatíveis com a filosofia de vendas. É possível que o laboratório crie agora um programa mais sintonizado com as tecnologias móveis, para criar um amplo programa de descontos e ofertas, possivelmente em parceria com os fabricantes e marcas.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Compras sociais perdem fôlego nos EUA

Nos EUA, os sites de compras sociais estão mostrando sinais de fadiga. Segundo uma pesquisa da firma Experian Hitwise, as visitas aos principais sites de ofertas caíram 25% de junho a agosto deste ano. E a empresa de análise Compete indica que o líder Groupon teve a primeira queda no tráfego de um mês a outro. A comScore registrou que o Groupon e o LivingSocial registraram quedas no tráfego em junho.
Apesar dos números, a notícia não é exatamente uma surpresa. A tendência dos sites de ofertas e descontos para compras em grupo teve imenso crescimento nos últimos 12 meses, com uma explosão de novos sites. Agora, o consumidor está ficando saturado com tantas opções.
As firmas que medem o tráfego online exibem números diferentes para os dois líderes do setor, o Groupon e o LivingSocial. Segundo a Experian, as visitas ao Groupon caíram 50% na semana passada em comparação com a segunda semana de junho, enquanto o LivingSocial teve aumento de 27% no tráfego nesse período.
A Compete diz que o Groupon teve uma queda de apenas 8,9% nas visitas em julho, enquanto o LivingSocial sofreu um declínio muito maior, de 28%.
Já a comScore calcula que os visitantes únicos do Groupon caíram 22% na semana passada, em comparação com o pico de visitas na semana de 12 de junho, enquanto o LivingSocial teria perdido 54% das visitas no mesmo período.
O líder Groupon, com 46% do total de visitas nos EUA, não comentou os números. O site está se preparando para abrir o capital na bolsa de valores em breve.
O porta-voz do LivingSocial disse que os números de tráfego não são o indicador mais relevante. A empresa diz que está mais preocupada com a satisfação das empresas participantes e consumidores, e que esses indicadores permanecem bastante fortes.
Segundo analistas do setor, a "sazonalidade" pode ser o principal fator para a queda no tráfego. O verão é o período de férias e viagens, e ofertas locais deixam de ser relevantes para pessoas em trânsito. Por outro lado, há aqueles que só usam sites de compras sociais quando viajam: moradores de pequenas cidades fazem mais uso de ofertas quando visitam grandes metrópoles.
Atualmente, existem centenas de sites de ofertas diárias e promoções, e muitos mais oferecendo cupons e barganhas de todos os tipos. O analista da Experian Bill Tancer criou o termo "fadiga de in-box" para explicar o fenômeno: as caixas de entrada de emails entupidas de mensagens e alertas sobre promoções e ofertas acabando cansando o consumidor.
Um problema mais profundo é apontado pelo consultor John Long, da filma Kurt Salmon: o número de sites de ofertas provavelmente já superou o mercado disponível para esse tipo de serviço.
Apesar desse cenário, os sites de ofertas continuam exibindo bons resultados. A Experian comparou o tráfego dos principais sites entre agosto de 2010 e agosto deste ano, e concluiu que as visitas de usuários americanos cresceram 163% em média. O LivingSocial teve aumento de 358% nas visitas em um ano, enquanto o Groupon registrou alta de 179%.
O porta-voz da comScore observou que sempre existe volatilidade nos mercados de varejo online, mas os sites de compras coletivas estão em uma trajetória geral de alta.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Walmart acerta com vídeos online

A rede varejista Walmart tem um histórico acidentado com o comércio eletrônico. Nos últimos anos, o desempenho da maior varejista mundial na web foi irregular, com resultados abaixo do esperado, tanto pela direção da empresa como do público. Mas recentemente, o Walmart acertou em cheio, ao oferecer downloads de filmes online.
Um ano depois de comprar o serviço de “streaming” de vídeos Vudu, que permite a compra ou locação de filmes de Hollywood, o site se tornou o terceiro mais popular em sua categoria nos Estados Unidos, segundo dados da firma IHS. O serviço aparece na frente das ofertas da Amazon.com e Sony.
Com 5,3% de participação no mercado de vídeos online nos EUA, o Vudu só perde para o iTunes da Apple (que tem 65,8%) e do Zune Video Marketplace da Microsoft (com 16,2%). Uma reportagem do Wall Street Journal aponta que o Vudu dá grande visibilidade para o Walmart na internet, mas analistas questionam a capacidade da empresa de conquistar sua clientela tradicional com o serviço.
No começo de agosto, o Walmart anunciou que iria encerrar a venda de músicas em MP3 pela web, depois de anos tentando lucrar com esse serviço. A empresa também anunciou uma grande dança das cadeiras no setor de varejo eletrônico, com a saída de dois altos executivos do grupo. A grande preocupação do Walmart é a crescente competição com a Amazon, que abocanha grandes fatias de consumidores em vários segmentos de mercado.
Mas o Vudu oferece um alto potencial estratégico. Segundo Edward Lichty, diretor geral do serviço, o fato do Vudu oferecer filmes recentes em seu catálogo é um grande chamariz – as vendas triplicaram neste ano, e isso em meio a uma severa crise econômica nos EUA. Lichty disse que o Vudu está se tornando cada vez mais significativo para os estúdios de Hollywood que são parceiros do empreendimento.
O Vudu começou com um passo errado: inicialmente, os filmes seriam baixados através de um conversor próprio, mas a empresa reconheceu rapidamente que isso não funcionaria. O modelo do Vudu é diferente do Netflix, que cobra uma tarifa mensal dos consumidores por acesso ilimitado a uma ampla cinemateca de filmes em DVD e streaming (para ver em tempo real), mas não oferece a opção de compra de downloads.
Os preços do Vudu variam de acordo com o filme. Por exemplo, a animação “Rio”, do diretor Carlos Saldanha, custa US$ 3,99 para alugar e US$ 14,99 pelo download permanente. A versão em alta definição do filme custa US$ 4,99 na locação e US$ 19,99 na venda. Os preços são considerados competitivos no mercado.
O Walmart comprou o Vudu em 2010 por cerca de US$ 100 milhões, o que pode ser considerado uma pechincha em comparação com o valor atingido por algumas empresas do Vale do Silício este ano.
Há algumas semana, o Walmart integrou o Vudu ao site Walmart.com, mas manteve o site Vudu.com ativo. O varejista também lançou um formato que permite que usuários de tablets possam assistir filmes de modo fácil. De quebra, o sistema do Walmart permite que a empresa contorne a taxa de 30% que a Apple cobra pelos serviços vendidos através da App Store.
Analistas dizem que agora o Walmart precisa buscar novos meios para atrair os consumidores gerais da rede para o serviço – uma boa maneira seria oferecer grandes descontos. A O Walmart já teve grande sucesso com essa estratégia na venda de DVDs no passado.

Facebook fracassa nas compras coletivas

Segundo nota na Adnews, não vingou a investida do Facebook no mundo das compras coletivas. A rede social dona de 700 milhões de usuários decidiu encerrar o Deals, serviço que há quatro meses mantinha para tentar ser bem-sucedida também neste ramo. A desistência dá mais força aos já consolidados Groupon e similares.
 Por meio de nota, um porta-voz do Facebook informou a Reuters na sexta-feira sobre a decisão. "Aprendemos muito com o nosso teste e continuaremos a avaliar como atender melhor os negócios locais", disse.
"Acreditamos que uma abordagem social para levar as pessoas ao comércio local tem bastante força", acrescentou o Facebook sem confirmar se esforços adicionais nesta área serão testados.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Comércio virtual deve faturar R$ 18,7 bilhões neste ano

Segundo nota da Folha.com, o e-commerce deve faturar R$ 18,7 bilhões, resultado que não contabiliza a movimentação gerada pelas compras coletivas.
Essa é a estimativa divulgada durante seminário da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) com especialistas do setor realizado na manhã desta quinta-feira.
Entre os anos de 2001 e 2009, as compras utilizando a rede registraram expansão de 2080% em comparação com os 293% apresentados pelo comércio tradicional.
O presidente do Conselho de TI para assuntos de e-commerce da Fecomercio, Pedro Guasti, disse que "quatro milhões de pessoas fizeram a primeira compra on-line" em 2011 e destacou que 61% delas são da classe C.
O crescimento dos chamados "e-consumidores" continua sua trajetória ascendente no Brasil. Entre os anos de 2007 e 2010, a quantidade de compradores virtuais saltou de 9,5 milhões para 23 milhões, sendo que a expectativa para este ano é chegar aos 32 milhões de clientes virtuais.
Outra atividade que colaborou para a impulsão das transações virtuais foram as compras coletivas. O primeiro site do segmento começou a operar em março de 2010, e, menos de um ano e meio após a chegada do serviço, os resultados foram surpreendentes.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Códigos 2D fazem sucesso na mídia impressa

Apesar do baixo volume, está aumentando o uso de códigos 2D em publicações, que podem ser lidos por smartphones. Essa é a conclusão de uma pesquisa da GfK MRI Starch Advertising Research, que mapeou a percepção dos consumidores em relação aos códigos que aparecem nas páginas de jornais e revistas dos EUA.
Esses códigos 2D combinam barras e símbolos, e permitem que o leitor participe de promoções ao fotografar o anúncio com o celular. Diversos aplicativos leem os códigos e completam ações, como "curtir" o anunciante no Facebook e receber descontos, cupons ou ofertas especiais.
A tecnologia ainda tem baixa penetração: segundo o estudo, apenas 4% dos leitores de revistas que notaram os códigos 2D nas páginas usaram seus celulares para fotografar o código e completar a promoção.
Mas existem casos de sucesso. Na edição "Free Stuff" da revista Allure, os leitores escanearam os códigos da Microsoft Tags mais de 200.000 vezes em apenas três dias. Um anúncio da Porsche no Men's Journal, um da Microsoft na Working Mother e uma promoção de roupas de cama na revista de bordo Hemispheres também surgem como destaques na pesquisa da GfK MRI. Entre os leitores que viram o anúncio da Porsche na revista Men's Journal,  17% tiraram uma foto do código 2D.
Os anunciantes e varejistas ainda não estão ganhando tração com a tecnologia. A pesquisa mostra que 14% dos leitores que notaram qualquer anúncio em revistas no primeiro semestre deste ano preferiram visitar o site do anunciante, usando caminhos tradicionais como sites de busca.
Homens e jovens são mais receptivos a essa tecnologia. A pesquisa indica que 6% dos homens que notaram anúncios com códigos 2D tiraram fotos com seus celulares, comparado com 4% de mulheres. Na faixa entre 18 e 34 anos, 6% dos leitores fotografaram os anúncios, comparado com 3% na faixa acima dos 35 anos.
Apesar da penetração total ser de 4%, esse volume é bastante significativo no mercado. Segundo Garrick Schmitt, diretor de plataformas da agência Razorfish, é um número impressionante para uma nova tecnologia, que simplesmente não existia há um ano.
Schmitt disse que as empresas devem continuar experimentando e explorando os códigos 2D. A pesquisa da GfK MRI é um bom ponto de partida para análises mais detalhadas. Nicole Skogg, CEO da SpyderLynk, diz que serão necessárias mais pesquisas para adequar melhor a tecnologia. A SpyderLynk é a criadora dos códigos SnapTags, e do aplicativo que permite a leitura.
Skogg diz que a diferença no uso da tecnologia entre homens e mulheres pode ser mais um problema na formulação dos anúncios do que um reflexo da diferença entre gêneros. A executiva acredita que a maioria dos anúncios com códigos 2D ainda é voltada para o público masculino. Mas ela observa que a SpyderLynk está se focalizando em campanhas voltadas para mulheres, que tiveram resultados muito bons.
O estudo da GfK MRI pode ser um complemento ao estudo da comScore, divulgado na última semana, que mostra que 6,2% dos usuários de celulares nos EUA ativaram um código impresso em junho. Publicações e embalagens são os locais mais clicados pelos celulares.
O painel da GfK MRI inclui 720.000 participantes nos Estados Unidos, para avaliar anúncios impressos e novas tecnologias em 193 publicações.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Neoconsumidor do Brasil é destaque em estudo

De acordo com o 2º Estudo Global Neoconsumidor, realizado pela GS&MD-Gouvêa de Souza em parceria com o Grupo Ebeltoft, os internautas brasileiros estão entre os que mais têm explorado as novas tecnologias para realizar suas compras. Do total de 700 entrevistados no País, 96% deles já realizaram compras pela Internet, contra uma média mundial de 90%.
A pesquisa foi concentrada no consumidor que tem acesso a diversos canais, inclusive aos digitais – Internet , celular e TV interativa – que permitem a realização de compras, comparações e pesquisas online.
Dentro da amostra, 69% dos participantes eram das classes A-B, 23% da classe C e 8% das classes D-E. Ao todo, a pesquisa ouviu 10 500 pessoas em 15 países (Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, México, Portugal, Reino Unido, Romênia e Turquia).
Os brasileiros também mostram utilizam mais os sites de compras coletivas. Mais da metade (51%) dos entrevistados no País já adquiriram produtos ou serviços desta maneira. A média global ficou em 28%.
Outro destaque nacional: entre 2009, data da primeira edição do estudo, e 2011, saltou de 49% para 84% o índice de internautas que buscam na Internet as informações sobre os produtos antes de efetuarem as compras nos pontos de vendas físicos.
Em contrapartida, quando o canal é o celular, o consumidor brasileiro ainda demonstra resistência. O índice de pessoas dispostas a receber propaganda pelo celular caiu de 42% para 37%. Mais: apesar de 35% dos entrevistados afirmarem que o pagamento móvel fará parte do futuro, 22% acreditam que o método não funciona no Brasil.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Auto-pagamento valorizado por consumidores dos EUA

Uma nova pesquisa realizada pela firma Empathica apontou as tecnologias mais valorizadas pelos consumidores em lojas dos EUA e Canadá. As máquinas de auto-pagamento aparecem em primeiro lugar na lista, valorizadas por facilitar a experiência de compras. Sites de e-commerce de uso prático e simples aparecem em segundo lugar, e os quiosques oferecendo informações, cupons e receitas estão em terceiro. Em quarto lugar, estão ofertas e promoções enviadas por email ou celular. Em quinto, o acesso wireless à internet no espaço da loja.
A Empathica entrevistou mais de 16.000 consumidores na América do Norte para gerar o relatório 2011 Consumer Insights Panel. A Empathica tem alguns dos maiores varejistas dos EUA como clientes.
A pesquisa mostra diferenças entre os consumidores dos EUA e Canadá. Enquanto 65% dos consumidores americanos consideram as máquinas de auto-pagamento importantes, apenas 54% dos canadenses pensam assim. Na verdade, mais da metade dos canadenses entrevistados disseram que não encontraram esse tipo de equipamento nos mercados, indicando que a tecnologia não é tão comum no Canadá como é nos EUA.
Segundo Brian Jones, vice-presidente de mercados e produtos industrializados da Empathica, as marcas têm a chance de se diferenciar dos concorrentes ao implementar tecnologias desejadas pelos clientes. O executivo disse que em um ambiente de contínua evolução tecnológica, as lojas precisam avaliar estrategicamente as novas tecnologias, e como elas podem atrair mais consumidores para as lojas.
A pesquisa também apontou diferenças entre homens e mulheres, no que se refere às tecnologias usadas pelas lojas. Cerca de 51% das mulheres avaliaram positivamente as promoções enviadas por email ou celular, em comparação com 46% dos homens. Além de aprovar as ofertas enviadas eletronicamente, a maioria das mulheres (57%) afirmou que um site fácil de usar é essencial para a experiência de compras. Entre os homens, 51% acham que um site fácil de usar é importante.
O estudo mostrou que a tecnologia é um fator cada vez mais importante na experiência de compras, segundo Jones. Ele observa que os varejistas devem avaliar cuidadosamente as tecnologias mais visíveis para o consumidor, com especial atenção para a segmentação da clientela. Essa atenção é essencial, porque o varejista corre o risco de perder consumidores se não souber dosar o uso de novas tecnologias na loja -- levando em conta que há muitos consumidores que rejeitam (ou têm medo) do excesso de máquinas nas lojas.
O Insights Panel revelou ainda que 80% dos consumidores entre 18 e 24 anos acreditam que a tecnologia nas lojas é um fator importante na experiência de compras. Esse percentual cai significativamente em função da idade: apenas 44,5% dos clientes acima de 65 anos concordam com essa afirmação.
Jones disse que à medida em que as gerações atuais se tornam mais velhas, a pressão deve aumentar sobre os varejistas para a implementação de mais tecnologias de serviço. A vantagem para as empresas que investirem em tecnologia será uma base maior de clientes.
Uma pesquisa realizada pela Empathica em 2010 indicou que 78% dos norte-americanos consideravam os supermercados e mercearias como as empresas que mais bem implementaram novas tecnologias. Ganham avaliação negativa nessa pesquisa as redes de fast food, restaurantes populares, lojas de departamentos e hotéis.
O estudo completo pode ser visto no site www.empathica.com/insights.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Comércio eletrônico fatura R$ 8,4 bilhões no semestre e bate recorde

Reporta Felipe Vanini Bruning, na Foha.com, que o comércio on-line brasileiro cresceu 24% no primeiro semestre e alcançou um faturamento recorde de R$ 8,4 bilhões, de acordo com os dados da consultoria e-bit divulgados nesta terça-feira.
Até o fim do ano, a expectativa é que as vendas on-line atinjam R$ 18,7 bilhões de faturamento, um aumento de 18% em relação aos R$ 148 bilhões de receita obtidos em 2010.
O crescimento percentual, porém, é menor do que os 40% contabilizados no ano passado. De acordo com Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit, a redução tem conexão com o perfil de vendas de 2010, quando a venda de televisores, que tem maior valor, foi impulsionada pela Copa do Mundo.
"O aumento da taxa de juros e o cenário de instabilidade também motivaram o crescimento menor, embora as vendas on-line ainda tenham crescido bastante", disse Guasti na divulgação da 24ª do relatório Webshoppers.
Os eletroeletrônicos foram a categoria mais vendida, com 13% do volume total de pedidos. Na segunda posição, vieram os produtos de informática, respondendo por 12% das vendas, seguidos por itens de saúde, beleza e medicamentos.
Já a categoria livros, assinaturas de revistas e jornais, que lideraram o ranking em edições anteriores, ficaram em 4º lugar.
Segundo a pesquisa, 61% dos novos entrantes no comércio on-line tinham renda de até R$ 3.000.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Comércio eletrônico espera faturar R$ 625 milhões

O crescimento da renda, principalmente dos jovens que estão no mercado de trabalho, é um dos fatores para o aumento das vendas
São Paulo - Segundo dados do E-bit, empresa especializada em informações do setor de comércio eletrônico, o Dia dos Pais irá movimentar R$ 625 milhões, aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
O crescimento da renda, principalmente dos jovens que estão no mercado de trabalho, é um dos fatores para o aumento das vendas. Além disso, os jovens procuram produtos com alto valor agregado como MP3 players, câmeras digitais, barbeadores, games etc.
A expectativa para o ano todo é que o e-commerce brasileiro movimente R$ 20 bilhões até o final de 2011, 30% a mais do que em relação a 2010.
Shoppings
Apesar da instabilidade econômica dos últimos dias e das restrições de crédito, o paulistano está saindo às compras para presentear no Dia dos Pais. Os shoppings centers da cidade estão lotados. De acordo com a Alshop, a venda nos shoppings do Brasil representa cerca de 16% do volume de vendas do mercado de varejo nacional.
A capital paulista tem mais de 70 shoppings centers. Um dos mais movimentados de São Paulo, o shopping Ibirapuera, que recebe todo o mês cerca de 2 milhões de visitantes, espera um crescimento de 11% nas vendas (comparados ao ano passado).
Eletrônicos, calçados, vestuário e até mesmo itens colecionáveis. De acordo com a assessoria do shopping, deverá haver um aumento de 8% no fluxo de clientes em suas 435 lojas.
No Shopping Eldorado, além do movimento habitual do Dia dos Pais, acontece a Mostra Piauí Sampa 2011, realizada pelo Sebrae com apoio do governo do Piauí e da prefeitura de Teresina. Centenas de pessoas visitam por dia o evento, que termina exatamente no próximo domingo.
“Estamos vendendo muito para as mães e filhas, que chegam aqui e não resistem também em comprar um presente para si mesma ou então presentear mais alguém”, diz a empresária Lenilce Chaves Bittencourt, que produz biojóias.
O shopping Eldorado prevê aumento de 15% nas vendas e 12% no movimento de público durante toda a semana. As previsões de aumento nas vendas variam de 2% a 3% (Fecomercio) até 12% (Câmara de Dirigentes Lojistas).

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Groupon tem prejuízo de US$102,7 milhões

Reporta Alistair Barr, na Reuters, que o prejuízo do Groupon no segundo trimestre mais que dobrou, depois que a empresa contratou mais de mil funcionários novos. No mesmo período, entretanto, a companhia de cupons de desconto via Internet reduziu seus custos de marketing.
O faturamento do Groupon subiu a 878 milhões de dólares no segundo trimestre, ante 644,7 milhões de dólares no primeiro trimestre e 87,3 milhões de dólares no mesmo período em 2010.
Os números mostram que o ritmo de crescimento da companhia desacelerou. A receita cresceu 36 por cento no segundo trimestre, enquanto no primeiro havia saltado 63 por cento.
O prejuízo líquido do período foi de 102,7 milhões de dólares, em linha com o do primeiro trimestre e mais que o dobro dos 36,8 milhões de dólares apurados no segundo trimestre de 2010.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O botão de US$ 300 milhões

O caso não é exatamente novo. Ocorreu em 2009, e quem narra é Jared Spool, um dos mais renomados especialistas mundiais em interfaces e usabilidade, e fundador da User Interface Engineering.  
Spool foi consultado por Luke Wroblewski, autor de "Web Form Design: Filling in the Blanks" ("Design de Formulários na Web: Preenchendo os Espaços", em tradução livre. O livro está disponível na Amazon.com por US$ 39,00). Wroblewski queria um exemplo de uma mudança no design de um formulário online que tivesse causado impacto significativo nos negócios. Spool perguntou a Wroblewski: "que tal uma modificação que causou um aumento de US$ 300 milhões no faturamento?"
No artigo que Spool escreveu para o livro de Wroblewski, ele fala sobre um grande varejista online que tinha um problema com o cadastro de clientes -- ele simplesmente não funcionava para aumentar as vendas. No site, havia um formulário muito simples para os usuários. Dois campos, Endereço de Email e Senha. E dois botões, Login e Register. Esse modelo é o formulário de registro mais comum nos sites de comércio.
O problema não era no layout, mas na relação dos usuários com esse cadastro. O cliente se depararia com o formulário logo depois de encher o carrinho de compras, antes de concluir o pagamento.
Os designers acharam que esse cadastro facilitaria a vida dos clientes, tornando mais rápidas as compras dos clientes frequentes. Os compradores de primeira visita não se incomodariam em perder alguns instantes preenchendo o cadastro, porque isso facilitaria a compras futuras, e todos ganhariam. Mas eles estavam errados.
Spool disse que realizou testes de usabilidade com pessoas que queriam comprar produtos do varejista. Os voluntários forneceram suas listas de compras e a firma de Spool deu o dinheiro para eles comprarem os produtos. Eles deveriam relatar todas suas impressões sobre a experiência de compras no site. A primeira conclusão: os compradores de primeira viagem no site se incomodavam com o cadastro. O formulário, embora simples, era um incômodo. Um usuário disse: "não entrei no site para criar um relacionamento, mas para comprar um produto".
Outros usuários não conseguiam lembrar se era a primeira vez que visitavam o site, e se frustravam quando as combinações de email e senha não davam acesso.  Muitos reclamaram que aquele cadastro era inútil, que só servia para que o varejista entupisse suas caixas postais com mensagens e promoções indesejadas. Outros suspeitavam de coisas piores, como invasão de privacidade e venda de dados pessoais para terceiros.
Os clientes regulares também não estavam contentes. Poucos se lembravam da combinação entre email e senha. Muitos tinham vários endereços de email, e não lembravam qual tinham usado no cadastro. O botão "esqueceu a senha?" não era de muita ajuda, quando o usuário não lembrava para qual email a senha foi enviada. A empresa de Spool descobriu que 45% dos clientes do site tinham vários cadastro no sistema, alguns até com 10 registros diferentes. Em vez de facilitar as compras, esse cadastro fazia o varejista perder milhões em vendas.
A solução foi simples. Os designers eliminaram o botão de Registro. Em seu lugar, colocaram um botão de "Continuar", informando ao cliente que não era preciso criar uma conta antes de completar as compras no site. Se o cliente desejasse, ele poderia criar um cadastro DEPOIS das compras.
O resultado: em pouco tempo, o número de clientes subiu 45%. As vendas extras chegaram a US$ 15 milhões no primeiro mês. Em um ano, o valor atingiu US$ 300.000.000. Tudo por conta da troca de um botão.