sexta-feira, 5 de março de 2010

Xangai lança o primeiro centro de "internet de objetos"

Segundo nota do site China Daily, a cidade de Xangai inaugurou um centro de pesquisas de 170 mil metros quadrados para estudar tecnologias e padrões industriais para criar a "internet de objetos". O centro foi criado pelo governo local e pelo Shanghai Institute of Microsystem and Information Technology da Academia Chinesa de Ciências, com investimento de US$ 117,2 milhões.O conceito de "internet de objetos" é uma rede de objetos reais conectados à internet, que podem interagir através de vários sistemas e serviços. Tecnologias como RFIDs (etiquetas com microtransmissores de rádio), GIS (sistema de informações geográficas) e GPS (sistema de posicionamento global via satélite) podem ser combinadas com controles eletrônicas para fornecer informações em tempo real sobre um objeto.Na China, o conceito está sendo testado em sistemas de segurança, logística e transporte público. Em Wuxi, na província de Jiangsu, uma frota de "ônibus inteligentes" está em teste. Usando as tecnologias da internet de objetos, as pessoas podem saber todas as condições de um ônibus, como localização, velocidade, capacidade e condições de tráfego.O centro vai pesquisar várias aplicações para o conceito, especialmente em áreas como varejo e logística.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O homem por trás da Polishop

Na última edição da Isto É Dinheiro, o jornalista Carlos Sambrana assina uma reportagem excelente sobre a Polishop e seu proprietário, João Appolinário. O mote da reportagem é mostrar o sucesso extraordinário da Polishop, que tem vendas estimadas em 1 bilhão ao ano.
Peça chave desse sucesso é o investimento em publicidade na TV. Segundo a reportagem, são 114 horas diárias de anúncios. A empresa tem um canal próprio, que transmite anúncios o dia todo, e ainda compra 90 horas na grade comercial de dezenas de outros canais. A reportagem cita dados do Ibope Monitor, que diz que a Polishop investiu R$ 336,2 milhões na compra de espaços comerciais em 2009 – superando marcas como Kia Motors, Telefônica, Natura e Carrefour.
Carlos Sambrana observa que a Polishop deve concentrar seus anúncios na TV paga, porque na TV aberta é cada vez mais difícil concorrer com as igrejas evangélicas. O próprio João Appolinário vê as igrejas como suas principais concorrentes na compra de horários.
Leia o restante da matéria aqui.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carrefour começa a vender pela internet no Brasil

Reporta Cristiane Marsola, no Propaganda & Marketing, que o Grupo Carrefour iniciou, nesta segunda-feira (1º), a venda pela internet. O site do varejista aposta em conteúdo e serviços como os diferenciais frente aos concorrentes que já estão na rede, como Walmart e Grupo Pão de Açúcar. O plano é ser o quinto maior em comércio pela internet até 2011.
"Essa nova plataforma de negócio é muito mais que um canal de venda", disse Rodrigo Lacerda, diretor de marketing do Carrefour. O investimento na nova plataforma foi de R$ 50 milhões.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Revista 'Vogue' transforma anúncios em "portais" de compras

Segundo reporta Christina Binkley, no Wall Street Journal, a tecnologia móvel está criando novas soluções para o varejo. A 'Vogue' anunciou o lançamento de um aplicativo que transforma os anúncios da revista em uma ferramenta de estilo que funciona como guia de compras e conexão direta entre os anunciantes e os consumidores. Várias marcas de roupas e acessórios poderão turbinar suas vendas diretamente ao consumidor através dessa tecnologia.
O aplicativo, que funciona exclusivamente no iPhone da Apple, permite que os usuários acessem todos os anunciantes da revista, vejam sugestões de tendências e estilo, e possam comprar vários itens exibidos nas páginas da revista.
O aplicativo chama-se "Vogue Stylist", e permite ainda que o usuário tire uma foto de um anúncio da revista impressa, que é convertido automaticamente em um "portal" de compras para a marca.
O aplicativo pode ser usado para exibir peças e acessórios de várias marcas, mostrados na edição atual da revista. O usuário pode pesquisar as roupas e receber sugestões que combinem com seu guarda-roupa atual (com a ajuda de algoritmos computadorizados).

Fabricantes reagem ao crescimento dos rótulos do varejo

As grandes marcas de produto de consumo, como Procter & Gamble, Unilever e General Mills, estão preocupadas com uma tendência em franca expansão no varejo do mundo todo: os rótulos próprios de produtos.
As redes de varejo, em particular os supermercados, estão investindo cada vez mais em produtos com rótulo privado, em linhas de produtos que vão de higiene e limpeza a alimentos e enlatados. Segundo dados da publicação Supermarket News, os varejistas desse setor esperam aumentar de 1% para 5% a participação desses rótulos próprios em seu faturamento total.
Esse tipo de integração tem se mostrado vantajoso para os varejistas e tem registrado boa receptividade entre os consumidores. Os clientes compram produtos com a chancela do supermercado, que tem geralmente qualidade acima da média e bons preços.
Em uma recente conferência do Consumer Analyst Group em Nova York, esses grandes fabricantes (e mais Hershey, Kraft, Heinz, Frito-Lay e outros grupos) prometeram maiores investimentos em publicidade, promoções dentro das lojas, melhor sinalização nas gôndolas, cupons especiais e redesign de embalagens.
A Heinz, por exemplo, aumentou em 40% seus investimentos em marketing no último trimestre, e quase 60% nos últimos quatro anos. A fabricante de chocolates e confeitos Hershey aumentou em 50% seus investimentos, e anunciou um crescimento nesse orçamento entre 25% e 30% este ano, além dos 26% feitos em 2008. Além de novas ações de marketing, publicidade e promoções, a Hershey está fechando parcerias com algumas redes de mercearias e mercados nos EUA, para reformular corredores especificamente para promover seus produtos.
O presidente e CEO da Procter & Gamble, Bob McDonald, disse que a empresa vai aumentar significativamente sua presença na mídia dos EUA este ano, quase dobrando o valor do investimento feito ano passado. A empresa registrou uma queda de 13% no consumo mundial no ano passado, que atingiu US$ 7,6 bilhões. Para atacar esse problema, a P&G pretende lançar vários novos produtos nos próximos meses, como novas fraldas da marca Pampers, novas lâminas Gillette e uma nova linha de produtos para cabelo da marca Pantene. McDonald disse que somente a publicidade durante os Jogos Olímpicos de Vancouver deve gerar 4 bilhões de impressões.
Já a CEO da Kraft, Irene Rosenfeld, disse que a empresa está comprometida em aumentar progressivamente os investimentos de marketing no varejo. A executiva disse que a empresa investiu 6,7% do faturamento de vendas em marketing em 2008, e esse percentual saltou para 7,2% em 2009. O valor das vendas caiu nesses últimos anos, em boa parte devido às variações cambiais. Rosenfeld reforçou que o compromisso da empresa é investir mais em marketing nos pontos de venda, apesar da queda no consumo.
Os grupos General Mills e Kellog, que lideraram os investimentos em promoção de marcas nos últimos dois anos, estão anunciando investimentos mais modestos. Mesmo assim, as duas empresas se declararam comprometidas com mais investimentos em marketing. David MacKay, CEO da Kellog, disse que a empresa investe o dobro que a maioria de suas concorrentes em publicidade.
A Campbell, que recentemente anunciou novas embalagens de suas sopas baseadas em técnicas de neuromarketing, também está investindo no redesenho de gôndolas e comunicações internas de lojas para atrair a atenção dos consumidores. A empresa aposta suas fichas nas sopas instantâneas, com novos produtos com baixo teor de sódio e menos calorias. O marketing da Campbell quer oferecer substitutos para refeições prontas mais calóricas.

Wal-Mart anuncia compra empresa de vídeos online Vudu

Informa o site PAY-TV que a rede Wal-Mart anunciou na segunda-feira, 22, acordo para adquirir a Vudu, cuja tecnologia permite a distribuição de vídeo através da Internet diretamente para TVs e reprodutores de Blu-ray. Os valores financeiros do negócio não foram revelados.
Por meio de comunicado divulgado em seu site, a rede de varejo informou que a operação tende a ser concretizada nas próximas semanas. Com a aquisição da Vudu, o Wal-Mart, que já atua na distribuição de DVDs, deverá entrar no mercado de venda de vídeos on-line.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O sucesso de Tony Hsieh, que vendeu sua loja online por US$ 1,2 bilhão para a Amazon


Reporta Ralphe Manzoni Jr., na IstoÉ Dinheiro, que Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, loja de sapatos online, gosta de começar uma conversa com um interlocutor com uma pergunta inusitada. "Em uma escala de zero a dez, quanto você está feliz agora?" À primeira vista, pode parecer que estamos à frente de mais um guru de autoajuda. Mas não se iluda. Este jovem norte-americano de 36 anos, descendente de chineses, é um dos mais brilhantes e criativos empreendedores dos Estados Unidos. Em 1998, ele vendeu sua empresa de anúncios online LinkExchange por US$ 265 milhões para a Microsoft. No ano passado, o já lendário Jeff Bezos, fundador da Amazon, pagou US$ 1,2 bilhão em ações pela Zappos. Por trás desses negócios está a personalidade de Hsieh (pronuncia-se "xai"), que construiu obsessivamente uma empresa baseada na cultura de prestar o melhor atendimento ao consumidor e engajar os funcionários em um propósito maior. E mais uma vez: não se trata de autoajuda ou de conversa fiada. Quer um exemplo? Depois de contratar um funcionário e treiná-lo por um mês, ele oferece US$ 2 mil para que abandone o emprego. Com isso acredita que está economizando dinheiro, pois aqueles que aceitam a proposta não se encaixariam na cultura da Zappos e não teriam compromisso com a empresa.
Seriam demitidos mais na frente. Mais uma história? Os funcionários não têm roteiro para falar com os clientes por telefone, prática comum em qualquer call center, inclusive nos EUA. A ligação mais longa da Zappos teve duração de quatro horas e ajudou um consumidor que tinha problema de sensibilidade nos pés a escolher um tênis ideal.
Esquisito, não? Mas se você quiser trabalhar na Zappos.com ser um pouco estranho faz parte do ritual. E não há nada de errado nisso. "Não acho que a cultura da Zappos possa ser clonada", declarou Hsieh, em entrevista por e-mail à DINHEIRO.
"Mas acredito que a ideia de ser transparente e tocar o seu negócio baseado em valores, e não apenas em dinheiro e lucro, possa funcionar para qualquer organização."

veja o restante da reportagem aqui.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Walmart é a marca mais valiosa do mundo

Reporta Jonas Furtado, no M&M Online, que a rede Walmart foi considerada a marca mais valiosa do mundo segundo estudo da Brand Finance, consultoria independente com sede em Londres e escritórios em mais 17 países, incluindo o Brasil. A marca da rede varejista americana foi avaliada em US$ 41, 4 bilhões, um incremento de 1,8% em comparação a 2009.
A segunda colocação do ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo ficou com o Google. Avaliada em US$ 36,2 bilhões, a gigante da Internet ganhou três posições em relação a 2009, deixando para trás a Coca-Cola, a IBM e Microsoft, que completam o Top 5 da lista.
Outro destaque do ranking é o aumento de empresas brasileiras: são 8 em 2010, contra 6 em 2009. O Bradesco é a mais bem posicionado. O banco subiu da 75ª colocação para a 42ª, com sua marca avaliada em 13,2 bilhões. Também aparecem na lista o Banco Itaú (115º), o Banco do Brasil (117º lugar), a Petrobrás (147º), a Oi (196º), a Vivo (194º), a Gerdau (437 º) e a Vale (486º).

Compra on-line via celulares movimentarão US$ 119 bilhões em 2015

Segundo informa o TI Inside Online, os gastos mundiais dos consumidores com a compra de produtos e serviços por meio de telefones celulares devem totalizar US$ 119 bilhões em 2015, cifra que responderá por 8% do total movimentado pelo comércio eletrônico naquele ano, estima estudo da ABI Research.
Segundo a empresa de pesquisas, as compras móveis on-line estão ganhando massa crítica e tendem a avançar rápido nos próximos anos. Apenas nos Estados Unidos, enfatizou a consultoria, as compras on-line por meio de celulares saltaram de US$ 396 milhões, em 2008, para US$ 1,2 bilhão no ano passado.

Lucro global do Carrefour cai 70%

Segundo nota do Meio & Mensagem, a rede Carrefour divulgou nesta sexta-feira, 19, o balanço de seu faturamento relativo ao ano de 2009, que aponta uma queda de 70% em seu lucro líquido.No ano passado, a companhia faturou um montante de € 385 milhões (US$ 523.215.000). Por conta da queda nos resultados, a rede - que ocupa a segunda posição entre as corporações supermercadistas no mundo, ficando atrás apenas do Walmart - declarou que o foco em 2010 será a geração de caixa e a redução dos estoques.
O Carrefour também anunciou que terá como prioridade expandir os seus negócios nos países emergentes, com destaque para o Brasil, China e Índia.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

E-commerce sofre primeira queda nos EUA

Segundo nota do Meio&Mensagem, a recessão norte-americana conseguiu uma proeza em 2009. Pela primeira vez desde que começou a ser mensurado, o e-commerce sofreu sua primeira queda. Os setores do varejo e do turismo online fecharam o ano passado com faturamento de US$ 209,6 bilhões, cerca de 2% menos que o obtido em 2008. O declínio, porém, foi menor que o varejo tradicional, com o aumento da participação virtual no share total do segmento nos EUA.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O iPad da Apple e o varejo -- parte 2

Apesar de algumas limitações, o iPad é um netbook perfeito, com diversas funções interessantes. Vejamos 10 motivos que podem tornar o iPad em um grande sucesso entre usuários comerciais:
1: Email. O aplicativo de email do iPad permite a conexão com o Microsoft Exchange, que é usado pela maioria das pequenas empresas em suas redes. Além disso, o email do iPad também é compatível com várias outras plataformas de email.
2: Internet. Os modelos básicos do iPad usam conexão sem fio no padrão 802.11 a/b/g/n. Há também modelos com conexão 3G, compatíveis com redes UMTS, HSDPA, GSM, e EDGE. Com isso, os usuários poderão acessar aplicativos em "cloud", email, VPNs e outros sistemas de dados. Isso torna o iPad bastante útil para equipes de vendas, consultores, empreiteiros, profissionais de saúde, engenheiros de campo, etc.
3: Facilidade de uso. A interface Multi-Touch do iPad permite o reconhecimento preciso de toques. É possível abrir pastas, dar zoom em imagens e textos, virar páginas e várias outras ações com gestos simples e intuitivos. O aparelho ainda está entre os netbooks mais finos e leves, e sua bateria pode aguentar até 10 horas entre recargas.
4: Teclado integrado. O iPad tem um teclado na própria tela (que tem 9,7 polegadas). Essa função torna prático o uso em vários ambientes, quando o usuário estiver em trânsito. Devido ao seu tamanho, o teclado na tela é bem mais fácil de usar que os teclados de celulares e smartphones. Para aqueles que preferem usar teclados reais, o Apple dispõe de conexão Bluetooth, assim é possível conectar o periférico sem cabos.
5: Aplicativos, muitos aplicativos. O valor de uma plataforma pode ser medido pelo número de aplicativos criados por terceiros. Programas criados para o iPhone também vão funcionar no iPad. A Apple também deve lançar um kit de desenvolvimento para o iPad, o que deve gerar uma grande quantidade de novos aplicativos específicos. Atualmente existem cerca de 140.000 aplicativos diferentes para o iPhone, com quase 3 bilhões de downloads.
6: iWork. O pacote iWork da Apple roda com facilidade no iPad. O conjunto de ferramentas inclui o Keynote para gerar apresentações, o Page para criar documentos e o Numbers que permite a criação de planilhas. E o iWork terá uma conexão com os programas do Microsoft Office, permitindo a conversão de formatos.
7: iBooks. O iPad vai mexer profundamente com o mercado de livros eletrônicos. Até agora, esse setor era dominado pelo Kindle da Amazon, com mais alguns aparelhos similares correndo por fora. O iPad tem o aplicativo iBook, que permite a compra e download de livros. Com a vantagem de exibir imagens em cores e com melhor iluminação.
8: Agenda e calendário. O iPad tem uma versão melhorada do programa Calendar. Como no iPhone, o programa organiza compromissos e eventos por dia, semana e mês. Mas no iPad, é possível abrir várias agendas ao mesmo tempo, o que permite o gerenciamento de tarefas para equipes.
9: Contatos. O aplicativo Contacts do iPad permite o gerenciamento simples de contatos e listas. A conexão sem fio facilita muito a sincronização de dados. E quando o usuário estiver procurando a localização de um cliente, um toque no endereço abre o aplicativo Maps -- algo útil para vendedores, corretores e outros profissionais em trânsito.
10: Preço. O iPad básico será vendido nos EUA por US$ 499. No Brasil ainda não previsão de preço, mas estima-se que fique bem mais salgado. Mas a tendência é de queda, quando forem lançadas novas versões do aparelho.

Varejo otimista no 1o. trimestre, aponta pesquisa

Reporta Aline Bellatti Küller, no Meio & Mensagem, que os resultados da "Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo", revelam que os consumidores seguem confiantes neste início do ano, com a expectativa de crescimento de 10,6% no primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado e um aumento de 0,2% no confronto com números do quarto trimestre 2009.
Segundo a pesquisa, os itens de Cine e Foto tiveram intenção de compra de 14%, seguido por Informática com 13,2% e Telefonia e Celulares com 12%, quando comparado os dados dessa categoria com o primeiro trimestres de 2009. Já quando os números traçam um paralelo com o último trimestre, a intenção de compras apresenta aumento para eletroportáteis (46,2%), material de construção (32,5%), automóveis (26,7%), telefonia e celulares (13,2%), móveis (6,4%), informática (3,1%) e linha branca (2%).
E-commerce
O estudo também analisou a "Intenção de Compras pela Internet", que mostrou 86% dos entrevistados afirmando que pretendem comprar pelo menos um item dos segmentos consultados. No ano passado, a linha branca foi a responsável por puxar o ticket médio do comércio eletrônico e continua com boas perspectivas para este ano. O ticket dos eletrodomésticos deve ficar em R$800,00.

Vendas pela internet cresce 3% nos EUA

A comScore, líder em mensuração digital no mundo, divulgou nesta terça-feira (09) o balanço do 4º trimestre de 2009 de vendas e-commerce nos EUA. No período, o país movimentou US$ 39 bilhões na modalidade, tendo um crescimento de 3% em consideração ao mesmo período do ano anterior.
Já durante o último ano, o valor de gastos com compras pela internet foi de US$ 129,8 bilhões, total ligeiramente abaixo do ano anterior, quando foram gastos US$ 130,1 bilhões.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

NEC cria display que identifica idade e gênero do consumidor

Reporta Roger Cheng, no Wall Street Journal, que a NEC lançou um painel eletrônico de publicidade que é capaz de identificar idade e sexo das pessoas que passam diante dele, o que permite uma avaliação mais precisa da audiência potencial do anúncio.
A NEC vende painéis de tela plana que exibem anúncios em ambientes como lojas, aeroportos e outras áreas de grande movimento. A empresa também produz softwares que gerenciam e distribuem os anúncios para esses painéis.
O novo sistema usa uma câmera embutida no monitor, que grava constantemente o fluxo de pessoas que passam diante do painel. O software calcula a idade aproximada das pessoas, com precisão de mais ou menos 10 anos. A tecnologia foi desenvolvida no Japão, onde a população tem aparência mais uniforme, facilitando o cálculo da idade. A empresa terá que aperfeiçoar o programa para fazê-lo funcionar corretamente em ambientes com diversas etnias.
Os consumidores também podem se ressentir de terem suas imagens sempre gravadas por painéis de propaganda, o que pode ser entendido como uma violação da privacidade. A NEC argumenta que o sistema foi criado para manter as pessoas anônimas, identificando apenas idade e gênero.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ponto Frio lança novo aplicativo no iPhone

Informa o site Adnews, que a DM9DDB criou um aplicativo para os consumidores do Ponto Frio usarem em seus iPhones.No site da APP da AppStore Brasil http://itunes.apple.com/us/app/ponto-frio/id352549967?mt=8, o consumidor faz o download gratuito do aplicativo. Via GPS, o aplicativo identifica a loja mais próxima do consumidor, oferece um desconto especial naquela unidade, e permite que o usuário faça uma ligação direta para a loja para uma compra virtual ou traça uma rota até a unidade.
Com este aplicativo, o Ponto Frio entra de vez na era da comunicação convergente em que diversas mídias e tecnologias são usadas em prol de oferecer serviço e conteúdo exclusivo para o consumidor.

Casas Bahia tem sucesso com loja online

Segundo nota do Adnews, a loja virtual da Casas Bahia atingiu a meta traçada quando de seu lançamento, em fevereiro de 2009. O site responde, hoje, por 1,5% do faturamento total da rede, consolidado em R$ 13 bilhões em 2009. Com mais de 4 mil itens a venda, a loja virtual ocupa o 4º lugar em visitação entre as e-lojas de varejo segundo pesquisa realizada pela Hitwise e divulgada pela Serasa Experian em dezembro de 2009.
A posição foi alcançada pelo registro mensal de mais de 4,7 milhões de visitantes, o que resultou em mais de 52 milhões de acessos no ano, com mais de 500 milhões de pageviews. O crescimento exponencial dos visitantes também trouxe 300% de aumento no número de pedidos, durante o período.

Procter & Gamble vai vender produtos diretamente via internet

Reporta Adriana Mattos, na IstoÉ Dinheiro, que a Procter & Gamble vai começar a vender, a partir do final de fevereiro, seus produtos em uma página própria da internet. Significa que, em vez de ir a um supermercado para comprar itens como a lâmina de barbear Gillette, o sabão em pó Ariel e o xampu Pantene, o cliente entra no site www.pestore.com (marca registrada pela empresa e que deve ser o canal de vendas online da companhia) e faz ali o seu pedido. Depois, recebe a encomenda em casa, pelo Correio.
Segundo a companhia, o endereço eletrônico vai ao ar até o final de fevereiro. Por enquanto, apenas os americanos poderão usar o sistema para levar os artigos da P&G para casa, mas a ideia é ampliar o serviço para todos os mercados em que a corporação está presente, inclusive o Brasil. É a primeira vez que uma gigante que fabrica itens de consumo vai vender seus produtos diretamente pela internet. Se o projeto vingar, pode representar uma reviravolta no comércio varejista mundial.
Na prática, isso significas que a P&G deixa de ser apenas fornecedora para ser concorrente de grandes redes varejistas, como Walmart, Carrefour e, no caso brasileiro, também o Pão de Açúcar. Segundo especialistas do setor, as redes de supermercados ficarão incomodadas com o fato de a indústria se aproximar, com um olhar tão sequioso, da seara dos varejistas. "A Procter vai precisar de muito cuidado para não passar por cima e pisar nos calos dos varejistas", disse David Garfield, analista da consultoria AlixPartners.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O iPad da Apple e o varejo

Na semana passada, Steve Jobs, o todo-poderoso da Apple, apresentou o novo aparelho da empresa, o muito aguardado "tablet computer" iPad. Em resumo, trata-se de um computador de mão muito leve, com vários recursos multimídia e a chancela da marca Apple, que lançou produtos revolucionários como o Macintosh, o iPod e o iPhone. Além disso, o produto deve chegar ao mercado (dos EUA) por um preço relativamente baixo, entre US$ 500 e US$ 800. Analistas do setor de tecnologia estimam que a Apple poderá vender cerca de dois milhões de unidades do iPad em 2010, talvez mais com as possíveis reduções de preço no segundo semestre e para a temporada de final de ano. No próximo ano, as vendas podem superar cinco milhões de unidades.
Apesar de sofrer algumas críticas (como o fato de não ter uma câmera embutida), o iPad tem imenso potencial para transformar setores inteiros da economia. Em primeiro plano estão as empresas de mídia, que aguardavam o lançamento da Apple como um "Santo Graal", um gadget capaz de resolver o dilema de como faturar com conteúdos digitais. Se a loja de conteúdos iTunes for um bom indicador, as empresas de música e vídeo poderão ganhar um bom dinheiro fechando parcerias de conteúdo com o iPad.
Mas seria interessante examinar o impacto do iPad em outras indústrias, em particular o varejo. Nesse setor, o iPad pode ter aplicações extremamente interessantes e rentáveis, além de permitir grande economia em várias operações.
Se considerarmos o iPad como um "super-iPhone", um smartphone com mais recursos de software e tela maior (quase 10 polegadas), esse aparelho abre imensas possibilidades para ações no varejo, tanto na mão dos consumidores como dos próprios varejistas.
Smartphones como o iPhone e similares se tornaram o laboratório ideal de uma grande variedade de ações de marketing, promoções, parcerias, cupons digitais, pagamentos eletrônicos, etc. Uma das poucas desvantagens dos smartphones é que a tela é geralmente pequena, entre 3 e 5 polegadas. O iPad é um upgrade dessa plataforma móvel, que poderá ser carregado facilmente por consumidores em bolsas, pastas e mochilas. Com conexão sem fio à Internet e recursos já padronizados como GPS e Bluetooth, esses aparelhos poderão facilmente localizar ofertas especiais baseadas em localização e horário. Um consumidor que estiver próximo de uma loja poderá receber um cupom de desconto para uma liquidação relâmpago, ou uma promoção especial em um café ou restaurante. E do mesmo modo que ocorre com vários smartphones, o consumidor poderia usar o iPad para completar uma compra ou transação financeira.
Essa primeira versão do iPad pode não ter sensores de presença ou RFIDs, mas é lógico supor que as próximas versões vão incluir todas as comodidades que definem a chamada "internet de objetos". Com isso, os usuários do iPad poderão se cadastrar para receber promoções especiais quando estiverem próximos do estabelecimento comercial, comparar preços lendo códigos de barras e códigos QR e completar transações de cartão de crédito e débito simplesmente aproximando o aparelho do caixa.
Em ações de marketing, o iPad poderá aproveitar sua tela maior para exibir anúncios e cupons mais atraentes. Um dos grandes fatores de sucesso do iPhone é que terceiros podem desenvolver aplicativos ("apps") específicos para o aparelho, com funções específicas. Só esse setor de apps é responsável por uma explosão econômica.
Do outro lado do balcão, o iPad poderia substituir uma grande variedade de aparelhos atualmente usados pelo varejo. Aplicativos especialmente desenvolvidos poderiam transformar o iPad em uma ferramenta de back-office, para controle de estoques e gerenciamento de atividades administrativas. Também poderá ser usado como equipamento de atendimento ao cliente no espaço da loja, auxiliando funcionários na consulta rápida de itens e características de produtos, podendo até facilitar o fechamento de compras.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Entrega gratuita se torna estrela do e-commerce

Diante do excelente resultado do e-commerce no final de ano nos Estados Unidos, é possível identificar um fator decisivo para o grande volume de vendas: tiveram melhores resultados os sites que ofereceram entrega gratuita das compras, ou entregas a preços muito reduzidos. Os consumidores adoram entregas gratuitas, e não é para menos. Um novo estudo da Compete Online Shopper mostra que o custo de entrega não apenas é crítico na decisão de compras, como também causa um forte impacto na satisfação do consumidor.
A tendência do e-commerce oferecer entregas gratuitas já existe há alguns anos nos EUA, mas se fortaleceu muito com a crise de 2008-2009. O varejo foi um dos setores mais atingidos pela crise: a população com menos dinheiro devido a demissões e cortes nos salários passou a consumir com mais prudência e planejamento. Cada centavo passou ser importante nas compras. Em 2008, a temporada de final de ano no varejo (tanto tradicional como online) ficou muito abaixo das expectativas. Em 2009, o setor repensou suas estratégias e aproveitou os primeiros sinais de recuperação econômica para lançar campanhas promovendo a entrega gratuita como uma das principais vantagens. E funcionou muito bem: o período de compras de novembro a dezembro do ano passado foi um dos melhores da história do e-commerce, com mais de 15% de crescimento.
Em compras de valor pequeno, a taxa de entrega pode superar 25% do total da compra, o que causa uma reação negativa no consumidor. Oferecer entregas gratuitas ou com grandes descontos, por outro lado, faz a loja online ganhar muitos pontos positivos com o consumidor.
De acordo com a pesquisa, a maioria esmagadora dos compradores disse que a entrega gratuita é um fator decisivo na hora de escolher o site para compras. Para os lojistas online, oferecer entregas grátis pode significar milhões em novas vendas. Algumas conclusões do estudo da Compete Online Shopper:
• 93% dos entrevistados disseram que a entrega gratuita de mercadorias estimularia a comprar mais itens online.
• Dois em cada três consumidores disseram que comprariam mais se as trocas e devoluções também fossem gratuitas.
• Quando perguntados sobre as compras mais recentes via Internet, o índice geral de satisfação do cliente era 10 pontos menor para os sites que cobram a entrega, em comparação com aqueles que oferecem entregas gratuitas.
• Custo elevado de entrega foi apontado como a principal razão para a insatisfação com a experiência de compras em um site.
• 67% dos consumidores que pesquisam preços na web disseram que muitas vezes compram itens em lojas físicas para evitar os custos de entrega.
• 65% dos entrevistados disseram que procuram sites com a opção "retirar mercadoria na loja", pelo mesmo motivo.
Em resumo, a pesquisa detectou que os consumidores preferem comprar em sites de e-commerce que oferecem entregas grátis -- assim, os varejistas online com estrutura para oferecer essa vantagem estão em melhor posição. É claro que nem todos os varejistas online podem oferecer entregas gratuitas. Na verdade, mesmo nos Estados Unidos apenas algumas poucas empresas estão preparadas para oferecer essa vantagem ao consumidor sem ficar no prejuízo. Oferecer entrega gratuita de compras requer um alto investimento de tempo e dinheiro. Lojas que vendem produtos com pequena margem de lucro (como aparelhos eletrônicos) terão ainda mais dificuldade em implementar essa função.
Algumas lojas cobram uma taxa fixa (e relativamente baixa) em todas as compras. Outras oferecem entrega gratuita apenas quando a compra supera um determinado valor. Outro caminho é fazer uma parceria de marketing com um fornecedor, para dividir os custos da entrega. A pesquisa mostrou que muitos sites estão testando sistemas de entregas gratuitas agora, de olho em vendas melhores no final de 2010.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Retail Marketing aproveita ferramentas da era digital

As redes de varejo se apóiam cada vez mais em softwares avançados e supercomputadores para obter insights sobre os hábitos e padrões de consumo de seus clientes. O varejo está funcionando como um laboratório para testar sistemas sofisticados que buscam informações relevantes em um mar de dados demográficos e econômicos.
Segundo uma reportagem do New York Times, grandes empresas como o Wal-Mart já usam esse tipo de abordagem há anos. As redes filtram dados de compras para melhor distribuir os produtos em suas lojas, o que representa uma grande economia em estoques e tráfego.
Mas agora, segundo especialistas do setor, a tendência está em transformação, devido a uma explosão no volume e nos tipos de dados disponíveis para os varejistas, e também devido à evolução das ferramentas de computação. Os dados digitais incluem fontes internas como vendas detalhadas das lojas, monitoramento do transporte de mercadorias, reposição de estoques e até consumo de energia e água. Outras fontes são dados demográficos públicos e serviços especializados. As empresas de varejo também podem captar dados a partir das visitas aos sites de e-commerce, de redes sociais como o Facebook e de celulares com acesso à web.
Os softwares mais avançados estão se tornando também mais baratos, e o mesmo ocorre com computadores de alto desempenho. Esses dois elementos juntos permitem que até as pequenas empresas aproveitem a chamada “business intelligence”, usando softwares analíticos para detectar padrões em seus dados brutos.
As empresas do setor usam cada vez mais programas que “mineram” grandes volumes de dados para auxiliar em decisões estratégicas, como preços, disposição de mercadorias nas prateleiras e ofertas. Segundo Thomas H. Davenport, professor de tecnologia da informação e administração do Babson College, o varejo está usando mais ciência em suas operações, criando um ecossistema de dados que podem ser explorados com grandes benefícios.
Mas os especialistas também reconhecem que nenhuma tecnologia é capaz de forçar o consumidor a gastar mais, especialmente em tempos de cinto apertado. Para a grande maioria dos varejistas nos EUA e Europa, essa temporada de final de ano foi um desafio. Mesmo os maiores defensores dessas ferramentas digitais admitem que elas são mais úteis para ajustes finos na cadeia de distribuição e controles de estoques, e não substituem os julgamentos mais básicos sobre quais mercadorias comprar e oferecer aos consumidores.
De acordo com Lori J. Schafer, especialista em varejo da firma SAS Institute, o marketing do varejo será sempre uma combinação entre ciência e arte. Segundo ela, as novas ferramentas eletrônicas permitem saber um pouco mais sobre os consumidores, o que é muito valioso.
Um bom exemplo é a loja Wet Seal (http://www.wetseal.com/home.jsp) que vende roupas e acessórios para adolescentes. A loja está no setor de “fast-fashion”, o que significa que as tendências de mercado mudam velozmente. A Wet Seal troca seus estoques com rapidez, depois que as coleções são definidas pelo departamento de compras. A maior parte das vendas ainda ocorre nas lojas físicas, mas a presença na web está crescendo rapidamente. Em 2009, a empresa lançou uma função chamada ‘Outfitter”, que permite que as clientes montem suas combinações de roupas online. Os looks são postados online, e outros usuários podem comentar e trocar opiniões. O aplicativo já foi usado para geral 30.000 looks diferentes, gerando milhões de pageviews. E a Wet Seal usa os dados desse aplicativo para detectar preferências e tendências favoritas entre os consumidores. Em outubro passado, a Wet Seal lançou o aplicativo iRunway para o iPhone. Com ele, um cliente escaneia um código de um produto na loja, e vê como essa peça de roupa foi usada nos modelos criados com o Outfitter no site da loja. A empresa prevê que o interesse dos consumidores deve causar aumentos nas vendas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Smarthones são os mais procurados no e-commerce

Reporta Juliana Welling, no Propaganda & Marketing, que o Mercado Livre apresentou, no início desde mês, um ranking dos produtos mais vendidos no site em 2009. Conforme o levantamento, os smartphones ocuparam a primeira colocação – preservando o lugar já conquistado em 2008 –, seguidos pelos acessórios para celulares e as câmeras digitais que, no ano retrasado, ocupavam a quarta colocação (veja tabela ao lado). Já a procura pelos MP3 e MP4 despencou da segunda posição, em 2008, para a quinta, no ano passado.
Conforme dados divulgados pelo MercadoLivre.com referentes ao terceiro trimestre de 2009, o site obteve receita de US$ 50,6 milhões – o que representa aumento de 25,7% em relação ao mesmo período de 2008 –, e lucro líquido de US$ 9,9 milhões, apresentando crescimento de 67,7%.
Os mais vendidos em 2009:
1º Smartphones
2º Acessórios para celulares
3º Câmeras digitais
4º Acessórios para veículos
5º MP3 e MP4
6º Pen-drives
7º Roupas masculinas
8º Consoles de games
9º Peças e acessórios para notebook
10º Perfumes e fragrâncias

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

E-commerce lidera recuperação do varejo nos EUA

Depois de um 2008 muito irregular, marcado pelo fechamento de centenas de lojas, o varejo dos Estados Unidos deu sinais de forte recuperação em 2009. A temporada de compras de final de ano registrou uma alta de 3,6% nas vendas entre 1º de novembro e 24 de dezembro, segundo dados da SpendingPulse. Em 2008, houve uma queda de 2,3% no mesmo período. As vendas de final de ano representam entre 25% e 40% do faturamento anual das grandes redes de varejo.
O comércio eletrônico liderou essa recuperação nos negócios, com alta expressiva de 15,5% no período. Outros setores também tiveram crescimento significativo. Eletrônicos: as vendas cresceram 5,9% em comparação com 2008; a rede Best Buy informou vendas excepcionais no final do ano.
Joalheria: as vendas cresceram 5,6%. Calçados: alta de 5% em comparação com o ano anterior. Vestuário masculino: alta de 3,9% nas vendas. Itens de luxo: crescimento de 0,8% (excluindo jóias).
Os maiores perdedores do varejo no país incluem roupas especiais e profissionais (queda de 0,4% nas vendas) e vestuário feminino (queda de 0,3%)
O estudo da SpendingPulse, que é uma divisão da MasterCard, avaliou 10 categorias de varejo. Duas categorias não tiveram suas estimativas informadas: lojas de departamentos e móveis e decoração.
Em 2009, a chamada "Black Friday" foi o dia de maior volume de vendas nos EUA, com US$ 10,66 bilhões. O segundo dia mais movimentado de compras foi 26 de dezembro, com os consumidores em busca de ofertas e promoções pós-Natal: as vendas atingiram US$ 7,9 bilhões, segundo dados da ShopperTrak. As vendas da semana encerrada em 26 de dezembro tiveram alta de 8,8%.
As vendas pela internet atingiram US$ 27 bilhões no período de novembro até o Natal. Com as baixas temperaturas, muitos consumidores preferiram fazer suas compras no conforto do lar. As vendas pela web registraram um crescimento de 15,5%. O aumento do marketing em redes de relacionamento e blogs especializados, campanhas agressivas de descontos e promoções e a oferta de entrega gratuita das compras atraíram os consumidores.
Segundo dados da comScore, os norte-americanos começaram a fazer suas compras pela internet mais cedo em 2009. No final de outubro e começo de novembro, as lojas online começaram a lançar promoções e descontos, oferecendo cupons para atrair os consumidores. A firma de pesquisa avalia que o clima muito frio do final do ano no país tenha sido um fator importante para esse grande foco no comércio eletrônico.
Temendo a repetição dos maus resultados de 2008, a maioria das lojas (tradicionais e online) investiu fortemente em promoções e descontos. Houve o temor de que essa estratégia acabasse prejudicando a margem de lucro das empresas, mas as vendas de US$ 27 bilhões mostraram que o resultado compensou a aposta.
As lojas online descobriram que oferecer entrega gratuita de mercadorias é um modo de atrair os clientes. Vários sites condicionam a entrega gratuita a um "piso" no valor das compras, assim o tíquete médio foi mais alto. No primeiro Natal pós-crise, o varejo eletrônico aprendeu lições valiosas sobre como conquistar o consumidor, especialmente o cliente mais arredio e escaldado pelos meses de cinto apertado.
Estudos de várias firmas indicam que as mudanças nos hábitos do consumidor dos EUA serão permanentes e não provisórias. Pelo menos nos próximos anos, a frugalidade e a prudência serão dominantes no consumo. Terão melhor resultado as empresas que conquistarem o cliente com boas ofertas e promoções relevantes.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"Loja-dentro-da-loja" é um conceito de sucesso nos EUA

Reporta M.S. Enkoji, no Sacramento Bee, que várias lojas dos EUA estão testando a idéia de abrir uma loja menor em seus espaços -- geralmente, com produtos complementares à oferta da loja maior. A idéia pode parecer contraprodutiva: abrir um café em uma loja com prateleiras cheias de cafés de várias origens, ou abrir um quiosque com cosméticos artesenais em uma loja cheia de marcas famosas de maquiagem.
Acontece que os varejistas estão descobrindo que quanto mais, melhor. Mais ofertas, mais produtos, mais escolhas e mais vendas.
Segundo analistas do setor, essas colaborações, ou "simbioses", vão aumentar rapidamente no futuro. Os varejistas precisam oferecer um diferencial em relação aos concorrentes, e fazer melhor uso do espaço físico, disse Marshal Cohen, analista do setor de varejo do NPD Group.
As mini-lojas são também uma oportunidade para marcas menores se lançarem no mercado, atreladas a nomes mais conhecidos e familiares para os consumidores.
E as marcas maiores podem testar a venda de produtos não oferecidos normalmente -- geralmente com um parceiro com maior conhecimento em outras linhas de mercadorias.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Home Depot investe US$ 60 milhões em assistentes digitais portáteis

Reporta Chris Burritt, no Seattle Times, que a rede Home Depot dos EUA vai investir US$ 60 milhões em mais de 10.000 aparelhos digitais portáteis para ajudar os funcionários a repor mercadorias nas prateleiras, checar estoques, fazer telefonemas para fornecedores e acompanhar os clientes em qualquer ponto da loja.
Os aparelhos, fabricados pela Motorola, são uma combinação de palmtop com celular e devem representar o maior investimento em tecnologia de vendas da rede em quase duas décadas. A Home Depot esperar usar os assistentes digitais para ganhar uma vantagem estratégica sobre seus concorrentes. Muitos deles, como a rede Lowe's, já usam aparelhos digitais com conexão sem fio desde a década de 90.
A atualização tecnológica da rede é parte do projeto mais amplo da Home Depot de envolver mais seus funcionários com as vendas. Com os aparelhos, os funcionários ficarão menos ocupados com tarefas burocráticas, e poderão atender melhor os clientes.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

51% dos consumidores usaram celulares nas compras de Natal

Segundo nota do Teletime News, uma pesquisa mundial encomendada pela Motorola revela o uso intenso do telefone celular por consumidores durante as compras de fim de ano. Mais da metade dos entrevistados (51,4%) informaram que fizeram uso do aparelho para auxiliá-los na compra de presentes. Entre os dias 25 de novembro e 20 de dezembro do ano passado foram entrevistadas 4.534 pessoas, de 18 a 64 anos de idade, em 11 países: EUA, Canadá, México, Brasil, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Índia e China.
Sobre o uso do celular nas compras de Natal, 30,8% dos entrevistados disseram que ligaram do telefone móvel para consultar alguém; 21,3% enviaram mensagens de texto para o mesmo fim; 16,3% mandaram do celular uma imagem do produto que queriam comprar; 14,2% acessaram a Internet pelo telefone móvel para comparar preços; 14,3% acessaram a Internet pelo celular para obter mais informações sobre um produto; 8,5% acessaram a Internet móvel para conseguir cupons de desconto; 6,9% realizaram uma compra diretamente pelo celular.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Faturamento do e-commerce no Natal dos EUA já beira US$ 30 bilhões

Segundo nota do IDG Now!, o comércio eletrônico dos Estados Unidos movimentou 29,1 bilhões de dólares (aproximadamente 50,3 bilhões de reais) no período de novembro e dezembro de 2009, informou nesta quarta-feira (6/1) a empresa de pesquisas de mercado comScore. No Brasil, as vendas online no período do Natal (entre 15/11 e 24/12) chegou a 1,6 bilhão de reais, segundo a consultoria e-bit.O número da comScore representa um crescimento de 4% em relação ao apurado no período de festas do ano passado, e inclui desde as promoções do período do Dia de Ação de Graças e da Black Friday aos dias que antecedem o Natal.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Walmart vai unificar compras em 15 países

Reporta Jonathan Birchall, no Financial Times, que a rede Walmart, maior varejista do mundo, planeja explorar a sua imensa escala para unificar compras em vários países e cortar bilhões em custos. A empresa, que tem vendas anuais de mais de US$ 400 bilhões, quer combinar as operações de compras através de fronteiras nacionais, ampliando a globalização de seus negócios.
Eduardo Castro-Wright, diretor das lojas da rede nos EUA, disse que a empresa vai comprar mercadorias diretamente dos fabricantes, em um projeto que pode reduzir os custos entre 5% e 15% na cadeia de suprimentos nos próximos anos -- uma economia estimada entre US$ 4 e 12 bilhões.
Para unificar as compras nos 15 países onde opera, o Walmart estabeleceu quatro centros de mercadorias para produtos gerais e vestuário, incluindo um na Cidade do México focalizado em mercados emergentes.
Até o final deste ano, a varejista planeja comprar diretamente os lençóis e toalhas para as lojas nos EUA, Canadá e México, bem como as roupas para a linha Faded Glory e produtos licenciados com personagens da Disney.
A compra direta de produtos frescos, através de centros de compras em países produtores como Brasil, África do Sul, Nova Zelândia e Chile segue o modelo da subsidiária inglesa Asda, que reflete o uso maior de "direct sourcing" na Europa.

Saldões de Natal agora têm a concorrência das lojas virtuais

Reporta Márcia De Chiara, no Estado de S. Paulo, que o varejo tradicional tem um novo concorrente nas megaliquidações de começo de ano. Os descontos no preço oferecidos tanto pelas lojas físicas como pelos saldões online são de até 70%, com a vantagem de o consumidor não precisar ir até a loja e enfrentar multidões para obter barganhas.
Os saldões pela internet deixaram de ser movimentos isolados de algumas lojas. Pela primeira vez neste ano, mais de 40 redes varejistas se uniram para "queimar" as sobras do Natal . Lojas Marisa, Ricardo Eletro, Le Postiche, Bayard, por exemplo, fazem parte do site www.saldaonainternet.com.br. Coordenado pela empresa Braspag, especializada em soluções de pagamento na internet, a megaliquidação virtual ganhou uma proporção inesperada.
"A intenção inicial era reunir nesse site cerca de 100 produtos em liquidação e umas 15 lojas", afirma a gerente geral da Braspag, Verena Chopin Stukart. Mas, em razão do baixo custo da promoção, o site conseguiu reunir mais de 40 lojas e cerca de 200 produtos, explica a executiva. "Já estamos planejando o saldão do Dia das Mães pela internet", diz ela, que espera faturamento de R$ 15 milhões.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Varejo online cresce 28% no período de Natal

Segundo nota do Propaganda & Marketing, as vendas do comércio eletrônico brasileiro movimentaram R$ 1,6 bilhão em bens de consumo no período natalino deste ano, alta de 28% em relação ao ano anterior, de acordo com números divulgados pela empresa de pesquisa e-bit.
Segundo levantamento realizado para o período entre 15 de novembro e 24 de dezembro, as vendas representam novo recorde para o varejo online do País e um avanço sobre a marca de R$ 1,25 bilhão registrada um ano antes. O maior dia de vendas foi 16 de dezembro, no qual registraram-se 150 mil encomendas, cerca de 50% acima do volume de um dia normal.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Varejo dos EUA perde bilhões com furtos internos

Reporta Steven Greenhouse, no New York Times, que as fraudes e furtos praticados pelos funcionários do varejo nos Estados Unidos cresceram muito em 2009. O golpe mais frequente envolve o uso de "gift cards", os vale-presentes mais usados nas compras de final de ano. Segundo avaliação do setor, os furtos e fraudes representam US$ 36 bilhões anualmente, ou 1,51% das vendas do varejo no país. Durante a crise econômica, a queda nas vendas foi acompanhada por uma alta nos furtos e fraudes em todos os estados dos EUA.
Os cartões de presentes permitem uma grande variedade de fraudes, porque podem ser manipulados eletronicamente pelos funcionários. Um funcionário pode falsificar dados sobre o vale-presente ou alduterar o valor de um item devolvido ou trocado, e embolsar a diferença. Geralmente o valor fraudado é convertido em outro vale-presente, dificultando a detecção da fraude pela contabilidade da empresa.
Os especialistas dizem que podem fazer apenas avaliações superficiais do volume de perdas causadas pelos funcionários. O estudo "National Retail Security Survey", de 2008, indica que os furtos feitos por funcionários atingiram quase US$ 15,5 bilhões naquele ano. A pesquisa foi feita com 106 grandes redes de varejo, que apontaram que os funcionários seriam responsáveis por 43% das perdas de estoque não explicadas, comparado com 36% de furtos pelos clientes.

Satisfação dos consumidores online cresce 7% nos EUA

Reporta Adrianne Pasquarelli, no Crain's New York Business, que os consumidores dos EUA se mostraram mais satisfeitos com as compras online em 2009, segundo uma pesquisa da firma ForSee Results, divulgado na quarta-feira, dia 30 de dezembro. O estudo anual entrevistou 10.000 consumidores dos 40 maiores sites de e-commerce, durante a temporada de festas.
Segundo a pesquisa, o índice médio de satisfação subiu 7%, na escala de 100 pontos adotada pela ForSee. A loja Macy's subiu 12,9%, atingindo 79 pontos; a floricultura online 1-800-Flowers.com subiu mais de 8% e atingiu 78 pontos. O site da marca de cosméticos Avon teve crescimento de 5,2% e chegou a 82 pontos. A loja de brinquedos Toys R Us, que não apareceu entre os 40 maiores sites em 2008, entrou na lista em 2009 e atingiu 75 pontos.
O varejista com pontuação mais alta foi a Amazon.com, com 87 pontos na escala de satisfação dos consumidores. Em seguida, estão a Netflix (86 pontos), QVC (83) e o site da Apple (82).

sábado, 2 de janeiro de 2010

Smartphones revolucionam as compras no varejo

A nova geração de celulares, apelidados de smartphones, está mudando a relação dos consumidores com o varejo. Esses poderosos aparelhos permitem acesso à Web em qualquer lugar, tiram fotos, escaneiam códigos de barras, leem códigos QR, são equipados com GPS e comportam centenas de aplicativos que facilitam as compras: comparações de preços, mapas para localizar lojas, promoções, cupons virtuais de descontos e até compras feitas diretamente através do celular, com débito direto na conta ou cartão de crédito do usuário.
Se por um lado os smartphones dão um grande poder para os consumidores, por outro os varejistas precisam fazer malabarismos para se adaptarem à nova realidade tecnológica. A facilidade cada vez maior de fazer comparações de preços em movimento, através da tela do celular, força as lojas a reduzir seus preços para não perder clientes. O varejista que não se adaptar a essa tendência corre o risco de perder vendas para um concorrente – enquanto o consumidor ainda está em sua própria loja.
Por exemplo, uma consumidora nos EUA encontrou um acessório para laptop na loja de departamentos Kohl’s, por US$ 40. Usando o smartphone, ela escaneou o código de barras do produto e usou um aplicativo chamado ShopSavvy para localizar o mesmo produto em oferta por US$ 25 na loja online Amazon.com. Enquanto ainda estava na loja da Kohl’s, a consumidora usou o celular para comprar o item.
A recente crise econômica reorientou a “bússola” do consumidor dos Estados Unidos para promoções e descontos. Os sites especializados em descontos e promoções tiveram uma alta de 6% entre outubro e novembro deste ano, atingindo 70,4 milhões de visitantes segundo dados da Nielsen.
Os lojistas, que já enfrentam dificuldades com quedas nas vendas e uma temporada de final de ano abaixo das expectativas, não têm alternativa senão se adaptarem a essas mudanças. Lojas tradicionais como a Macy’s e a Gap estão pagando (caro) para incluir suas promoções em sites especializados em ofertas.
Segundo David Bassuk, diretor da consultoria AlixPartners, os varejistas estão muito ansiosos no momento, e isso dá mais poder ao consumidor.
De acordo com Loren Bendele, CEO do site de descontos savings.com, as vendas feitas através do site devem atingir US$ 200 milhões este ano, o dobro do ano passado. Segundo Bendele, os consumidores estão cada vez mais acostumados com essas facilidades, com sites e aplicativos que facilitam o processo de compras, mesmo em lojas tradicionais. Segundo avaliação da Nielsen, cerca de 18% dos celulares atualmente em uso nos EUA são smartphones e a previsão é de que sejam a maioria dos aparelhos até 2011.
Por exemplo, o CouponSherpa usa o GPS para estabelecer a posição do usuário e localizar lojas nas redondezas que oferecem cupons – nem é preciso imprimir o cupom, basta aproximar o celular da caixa registradora. O ShopSavvy escaneia os códigos de barra com a câmera do celular e faz uma pesquisa de preços online. O Pricegrabber.com tem um aplicativo para iPhone que permite os consumidores comparem preços e comprem em lojas online a partir de qualquer local.
Os smartphones estão causando fortes mudanças no comportamento dos compradores. Mais importante, esses aparelhos estão borrando as fronteiras entre as lojas convencionais e as lojas online. O consumidor pode estar em uma loja física, encontrar um produto desejado e checar no smartphone para saber se há um cupom de desconto online para ele. Ou então, se achar o preço alto demais, o consumidor pode pesquisar por ofertas do mesmo produto – e até comprar o item pelo celular, sem sair da loja.
Essa tecnologia representa um grande desafio para o varejo nos próximos anos. E, claro, um grande número de novas oportunidades para conquistar os clientes.

2010: O ano em que faremos contato

Na área de tecnologia de varejo, 2009 foi um ano marcado por transformações notáveis, quebra de vários recordes e consolidação de tendências que surgiram no início da década. Apesar da crise financeira dos EUA e Europa, a sofisticação tecnológica do comércio não mostrou sinais de desaceleração. Várias tendências se fortaleceram ao longo do ano: maior interatividade com os consumidores; maior personalização de produtos e serviços; a explosão de produtos e lojas de nicho; a adoção generalizada de sistemas que agilizam as compras; um foco maior no consumo consciente e sócio-ambientalmente responsável. Com o final da depressão nos mercados mais ricos, tudo indica que essas tendências devem se fortalecer em 2010 no mundo todo.
A explosão de equipamentos móveis como palmtops e celulares de terceira geração (os chamados “smartphones”, como o iPhone da Apple e seus concorrentes) abriu caminho para uma revolução ainda maior no varejo. Esses aparelhos estão dissolvendo as barreiras entre as lojas físicas e virtuais, porque permitem a mobilidade do consumidor entre os dois universos. Um consumidor pode, por exemplo, entrar em uma loja tradicional em busca de um produto, e diante de uma oferta pouco atraente pode checar em tempo real outros preços e promoções referentes ao mesmo item. É hoje possível que o consumidor realize a compra em um concorrente usando o celular, enquanto ainda está dentro do espaço da loja.
Outra tendência que deve crescer enormemente nos próximos anos é o consumo com responsabilidade social e ambiental. Grandes redes como Walmart e Pão de Açúcar já perceberam essa corrente, e anunciaram iniciativas de consumo sustentável, que podem afetar toda a cadeia de produção e distribuição. Reduzir as emissões de carbono, o consumo de energia e de água são algumas metas dessas empresas. Além das grandes redes, um grande número de redes médias está implementando programas de economia de energia (com uso ostensivo de painéis solares e moinhos de vento) reuso de água, economia de recursos e venda de produtos orgânicos e com certificados ambientais.
Outro fator com grande possibilidade de crescimento é a integração entre varejista e consumidor. As redes de relacionamento online criaram um canal de colaboração entre fabricantes, comerciantes e consumidores. Nos últimos anos, várias empresas decidiram consultar primeiro os consumidores antes de lançar um novo produto, mudar o layout da loja ou oferecer promoções. Essa relação mais democrática aumenta a confiança do consumidor, que passa a se sentir como participante das ações da empresa.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Walmart planeja investir até R$ 2,2 bi no Brasil em 2010

Segundo nota da Reuters, o Walmart pretende investir de R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhões no Brasil em 2010, anunciou nesta segunda-feira o presidente da unidade no país da maior rede varejista do mundo, Héctor Nuñez. Segundo a empresa, trata-se do maior investimento no país desde o início das operações da varejista no Brasil há 14 anos. O valor também é cerca de 40% maior que os investimentos deste ano, de R$ 1,6 bilhão.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Brasileiros podem ter insenção de imposto em compras online no exterior

Segundo notícia do IDG Now!, Importações cuja combinação de custo e frete não passam de 50 dólares não são taxadas, desde que enviadas pelos Correios. Para ter direito à isenção, contudo, tanto o remetente quanto o destinatário devem ser pessoa física. A prática faz parte das regras do Regime de Tributação Simplificada, que prevê como norma geral a cobrança de 60% de imposto sobre o valor da importação (custo mais frete). Se o valor da compra mais o frete for menor que 500 dólares, o comprador pagará 60% desse valor a título de imposto, mas sem burocracia. Se for utilizado o serviço dos Correios, a taxa deverá ser paga numa agência postal.
Caso seja utilizado uma transportadora porta-a-porta, é ela que recolhe o imposto – o comprador terá, portanto, que reembolsar a empresa que trouxe o pacote. A isenção fica para os bens cujo valor (custo mais frete) não ultrapasse 50 dólares, e desde que tenha sido enviada por uma pessoa física a outra pessoa física.Como, então, comprar itens de pequeno valor em lojas de comércio eletrônico no exterior? É aqui que entram os parentes e amigos do exterior, que podem comprar ou receber a encomenda por você e despachar, depois, para seu endereço no Brasil.Em primeiro lugar, é preciso considerar os custos do transporte do item até aqui. As remessas internacionais de objetos via USPS, o correio americano, por exemplo, devem ser despachadas por um dos dois serviços: First Class International e Priority International.
Já o volume é calculado pelo correio americano somando-se o comprimento, a largura e a altura do pacote. Para ser despachado como First Class International, essa conta não pode superar 36 polegadas (91 cm). Além disso, o comprimento não pode exceder 24 polegadas (60 cm), o que deixa de fora muitos brinquedos – bonecas maiores, por exemplo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Farmácia inglesa usa robô para gerenciar medicamentos

Segundo nota da BBC, os proprietários de uma farmácia em Denbigshire, na Inglaterra, instalaram um robô de US$ 350.000 para ajudar a organizar e entregar os medicamentos corretos para os clientes. O doutor Fraser Campbell e sua esposa Jacqui, proprietários da farmácia, disseram fizeram uma reforma no estoque para instalar a máquina robotizada, que é capaz de comportar 12.000 itens -- mais de 90% dos estoques da farmácia.
O sistema lê as receitas dos clientes e entrega os medicamentos por uma janela especial. O robô também é capaz de repor os produtos das prateleiras durante a noite.
Segundo Jacqui Campbell, o robô tornou o atendimento mais eficiente, mais rápido e mais seguro para pacientes e clientes. Ela e o marido estão fazendo "noites de demonstração" em dezembro para mostrar as capacidades do robô para profissionais de saúde.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Rede Target é campeã de "bugs" no e-commerce dos EUA


Segundo nota da Retail Information Systems, uma análise feita pela firma uTest entre os maiores varejistas online dos EUA (Amazon, Walmart e Target) indicou que o site da Target lidera no número de "bugs", ou defeitos de acesso. A pesquisa detectou mais de 500 bugs nos sites da três maiores redes.
O estudo também avaliou itens como preços, facilidade de uso, resenhas e notas, ferramentas de comparação de preços e usabilidade. A Amazon.com se destaca como líder, com o menor número de bugs e melhor índice de usabilidade. O Walmart.com vem em segundo lugar, e a Target.com está bem abaixo em terceiro. O estudo detectou 261 bugs no site da Target, 150 no site do Walmart e 94 no site da Amazon.

Furtos aumentam no final do ano nos EUA

Reporta Parija B. Kavilanz, na CNNMoney.com, que o varejo dos EUA enfrenta uma grande onda de furtos neste final de ano. Segundo analistas, a tendência é um efeito negativo da recessão que afetou o país nos últimos 12 meses. Segundo Lee Pernice, especialista em segurança no varejo da ADT Security Services, os varejistas dos EUA contrataram menos seguranças para a temporada de festas, o que aumenta o risco de furtos nas lojas. A redução nas contratações de pessoal extra para a temporada chega a 62%, segundo dados do setor. Como consequência, os furtos em lojas aumentaram pela primeira vez em seis anos, chegando a US$ 36,3 bilhões em perdas -- ou 1,5% do total de vendas do setor.
Segundo Pernice, aumentaram os casos de "pushouts", quando as pessoas literalmente "fogem" com os carrinhos de compras pela porta da loja, sem pagar. E como a maioria das lojas tem um política de não perseguir clientes que furtam (por razões de segurança), os varejistas acabaram absorvendo os custos dos "pushouts".
Nas lojas de departamentos, os produtos mais vulneráveis são roupas de grife. As mercadorias de marcas famosas são muito desejadas, tanto por indivíduos que furtam para si mesmos como para quadrilhas organizadas que atacam as lojas de modo sistemático, com a intenção de revender os produtos depois. Analistas do setor dizem que as quadrilhas se concentram em mercadorias que podem ser facilmente revendidas em mercados populares ou pela internet.
Nos supermercados e farmácias, os produtos mais visados para furtos são carnes, alimentos para bebês e medicamentos. Em lojas de ferramentas, furadeiras e outras ferramentas elétricas lideram a lista. Pernice diz que esse tipo de equipamento encontra compradores com facilidade.
Nas lojas de produtos eletrônicos, os itens mais furtados são consoles de videogames e TVs de tela plana. No caso de aparelhos mais volumosos, quase sempre há um funcionário da loja como cúmplice.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

7-Eleven oferece bananas embaladas para manter o frescor














A rede de lojas de conveniência 7-Eleven anunciou a venda de bananas em embalagens plásticas para aumentar a vida útil das frutas nas prateleiras. O consumidor norte-americano tende a recusar bananas que tenham qualquer mancha escura, assim a rede pode manter o produto intacto por mais tempo, reduzindo as perdas. As embalagens são produzidas pela Del Monte, uma grande distribuidora de frutas nos EUA. A 7-Eleven vai testar as bananas embaladas em 27 lojas da área de Dallas. Se os testes forem bem sucedidos, a empresa pode distribuir as bananas embaladas para a maioria das 5.787 lojas da rede em 2010.
As embalagens de plástico despertaram críticas por serem pouco ecológicas. A Del Monte está procurando desenvolver embalagens biodegradáveis, mas diz que o uso das embalagens plásticas reduz a pegada de carbono ao permitir uma redução no número de entregas de frutas. A Del Monte também está lançando bananas embaladas para serem vendidas em máquinas automáticas.

Google amplia relação entre lojas tradicionais e a web

Um novo serviço chamado Favorite Places on Google ajuda os consumidores a encontrarem as lojas mais procuraradas do sistema de busca. O Google identificou mais 100.000 estabelecimentos comerciais espalhados pelos EUA, que lideram as pesquisas no site. Esses pontos incluem restaurantes, lojas e outras atividades em mais de 9.000 cidades. Cada um desses estabelecimentos receberá um adesivo com um código QR escaneável para ser colocado na janela. Os clientes e outros passantes podem escanear o código com aparelhos móveis mais sofisticados, como iPhones, celulares que rodam o sistema Android e BlackBerry. O código abre imediatamente a página do estabelecimento no aparelho do usuário. Lá, ele pode encontrar resenhas e cupons de desconto, e pode dar uma "estrela" ao local, como uma nota para voltar em outra ocasião. Em breve, os próprios clientes poderão incluir suas opiniões no site do ponto comercial.
O Google ainda planeja lançar novos adesivos para qualificar os estabelecimentos de forma mais precisa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Zappos.com testa vendas com catálogos impressos

Reporta Stuart Elliot, no New York Times, que a Zappos.com, que vende calçados pela internet, está enviando 750.000 catálogos impressos para seus consumidores. A loja foi comprada recentemente pela Amazon.com. Os catálogos foram criados para aproveitar a temporada de compras do fim de ano e oferecem produtos como bolsas, jóias, roupas e perfumes, além dos calçados que são os principais produtos da varejista. Entre as marcas no catálogo estão Cole Haan, Guess, Calvin Klein, Lucky, Stila, True Religion e Stuart Weitzman. Os produtos podem ser comprados pelo site ou por um número 0800.
Aaron Magness, diretor de marketing de marcas e desenvolvimento de negócios da Zappos, diz que a empresa já lançou dois catálogos antes deste no ano. Os dois primeiros serviram para testar a idéia de que "consumidores diferentes reagem a diferentes mídias". A empresa está avaliando cuidadosamente cada aspecto desse experimento, incluindo o número de páginas (48 nesta edição) e o peso do papel. Segundo análises de mercado, um catálogo com tiragem entre 500.000 e 1 milhão de exemplares pode custar entre US$ 400.000 e US$ 900.000, incluindo impressão e distribuição.

Fusão do Pão de Açúcar com Casas Bahia acirra disputa no e-commerce

Segundo nota do TI Inside, o anúncio da fusão do grupo Pão de Açúcar com as Casas Bahia, além de aumentar o número de lojas físicas das redes varejistas, vai acirrar a disputa no mercado de comércio eletrônico com a líder no ranking B2W, empresa de varejo on-line que engloba os sites Submarino, Americanas.com, Shoptime e Ingresso.com. Com o negócio, as operações de e-commerce do Extra, Ponto Frio e Casas Bahia, que iniciou em fevereiro as vendas pela internet, serão integradas em uma única empresa, denominada de Nova PontoCom. Com isso, as Casas Bahia passa a ter participação de 17% no capital social da Nova PontoCom.
A expectativa do Pão de Açúcar é que as operações de e-commerce atinjam faturamento de R$ 2 bilhões já em 2010, o que, se confirmado, consolidará a empresa como a segunda maior do segmento de comércio eletrônico, atrás apenas da B2W.No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o conglomerado registrou faturamento de R$ 3,6 bilhões com comércio eletrônico. Em 2008, a B2W obteve faturamento de R$ 4,4 bilhões.
O primeiro reflexo da ameaça para o negócio à B2W já apareceu no desempeno das ações da companhia, que registraram queda de 4,77% no pregão da Bovespa desta sexta-feira, 4.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Terra lança canal de compras pelo celular

Segundo nota do Propaganda & Marketing, o portal Terra lançou esta semana no Terra Mobile (m.terra.com.br) um canal para compras pelo celular, o Terra Ofertas Mobile. O serviço é o primeiro no mercado brasileiro que permite ao consumidor pesquisar e finalizar a compra por meio do aparelho celular. Na home do Terra Mobile o usuário encontra promoções dos principais varejistas do país. Ao realizar a busca pelo produto escolhido, é possível ver a descrição do objeto, além do preço e avaliações sobre a loja. Entre os varejistas que já estão no Terra Oferta Mobile estão: Dell, Wal Mart, Extra, Fast Shop, Saraiva.com.br, Ponto Frio, Magazine Luiza e Americanas.com, além de Centauro.com.br, Colombo.com.br, Commcenter, Comprafacil.com, COMPRETUDOAKI, E-Fácil, ITAUTEC Brasil, Kalunga.com, Mania Virtual, Marisa, Meu Carro Novo, MOTO.com.br, Nokia, Obabox, Passarela, Polishop, Sacks , Safari Shop , SexToy SexShop, Shoptime, Submarino, Ultrafarma, Videolar.com ,WebMotors e Zap Internet.

Varejistas online turbinaram ofertas na 'Cyber Monday' dos EUA


Reporta Mae Anderson, no Seattle Times, que as lojas online dos Estados Unidos dispararam uma verdadeira guerra de ofertas e promoções durante a chamada "Cyber Monday" -- a primeira segunda-feira depois do Dia de Ação de Graças, e que rapidamente está se tornando o equivalente online da 'Black Friday', com as grandes liquidações do varejo tradicional. Apesar da web ainda representar apenas 10% das vendas de fim de ano no varejo americano, é o setor de maior crescimento este ano -- um sinal positivo em comparação com a queda nas vendas do ano passado. Segundo dados da Coremetrics, as vendas este ano pela web foram 19,6% maiores do que em 2008. De acordo com uma pesquisa da BIGresearch divulgada na semana passada, a previsão era que 100 milhões de consumidores americanos fariam suas compras de fim de ano na segunda-feira pela web. Os resultados da 'Black Friday', das lojas tradicionais, não foram tão bons quanto o esperado -- os consumidores compraram muitos itens, mas de menor valor.
A web brilha tanto como plataforma de varejo que os investidores reagiram rapidamente. As ações da Amazon.com subiram 3,2%, a maior alta de sua história em um único dia.
O termo 'Cyber Monday' foi criado em 2005 pela National Retail Federation para descrever a segunda pós-feriado de Ação de Graças. A idéia era que as pessoas que não tinham banda larga em casa esperariam o retorno ao trabalho na segunda para ver ofertas no computador do escritório. Hoje, com boa parte das residências já tem conexões rápidas, a razão para o nome deixou de existir -- mas a tradição se firmou. É interessante notar que a 'Cyber Monday' não é o dia mais movimentado de compras na web dos EUA, mas está entre os 10 maiores.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Site ajuda usuários a comprar em lojas tradicionais



Reporta Claire Cain Miller, no New York Times, que o site Milo lançou um conceito interessante nos EUA. Em vez de promover as compras pela internet, o site ajuda as pessoas a encontrarem o que desejam nas lojas tradicionais de cimento e tijolo. Os usuários acessam o Milo, realizam uma busca por um item e incluem um endereço ou código postal. O site então apresenta descrições e resenhas dos produtos pesquisados, e uma lista de varejistas locais que têm os itens em estoque -- incluindo tamanhos, cores e modelos.
Segundo Jack Abraham, o fundador de 23 anos do Milo, o site é um "anti-Amazon.com", e realiza pesquisas em tempo real nas lojas mais próximas do cliente.
O conceito atraiu o interesse de alguns investidores de peso. Esta semana, a empresa anunciou que conseguiu um investimento de US$ 4 milhões da firma True Ventures e de investidores do Vale do Silício como Ron Conway (um dos primeiros a investir no Google) e Keith Rabois, que foi pioneiro ao investir no YouTube.
Se o sucesso de sites com Amazon.com se deve ao fato de que as pessoas acham cômodo fazer compras sem sair de casa, Abraham diz que as pessoas na verdade preferem tocar um produto antes de comprá-lo, e gostam de levá-lo para casa imediatamente após pagar por ele. Além disso, fazer compras localmente é uma forte atual tendência nos EUA -- é mais ecológico e em muitas ocasiões é mais barato.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

McDonald's muda de cor para passar imagem mais ecológica

Segundo nota do Propaganda & Marketing, o McDonald's trocou o tradicional fundo vermelho de sua marca pelo verde. A mudança reflete a tentativa da empresa de promover uma imagem mais "eco-friendly" na Europa. Cerca de 100 restaurantes da rede na Alemanha farão a mudança até o final de 2009, informou a empresa. Algumas franquias na Grã-Bretanha e França também já estão utilizando o novo padrão.
A franquia que possui mais de 32 mil restaurantes em 118 países tem sido alvo de ativistas que alegam que as atividades da rede são prejudiciais ao meio ambiente. Por causa disso, a rede está tentando adotar práticas "verdes", convertendo o óleo usado nos restaurantes em biodiesel, por exemplo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Estratégia do eBay para aumentar tráfego causa colapso do site

Reporta David Gelles, no Financial Times, que o eBay, um dos sites mais visitados do mundo, ficou paralisado por quase todo o fim de semana, devido ao fracasso de uma estratégia para aumentar sua capacidade de tráfego. As vendas caíram praticamente a zero, em uma época especialmente sensível (véspera do feriado de Ação de Graças nos EUA e pouco mais de um mês antes do Natal).
Aparentemente, a tentativa da empresa de atrair grandes varejistas e atacadistas para seu mercado eletrônico não deu certo -- ou deu certo demais: o site registrou cerca de 200 milhões de ofertas, um aumento de 33% em comparação com o mesmo período no ano passado. Ina Steiner, diretora do AuctionBytes (que monitora o desempenho do eBay), disse que o apagão online do fim de semana mostra que o site da empresa não comporta esse crescimento súbito, o que é motivo de grande preocupação. Em tese, a estratégia seria uma arma para recuperar compradores e vendedores que migraram para concorrentes como Amazon.com e Craiglist. Mas os problemas revelaram que a arquitetura do site não estava preparada para essa mudança no volume. Analistas preveem que o apagão pode custar caro para o eBay em termos de faturamento. A empresa já anunciou que deve compensar os vendedores e compradores que foram afetados pelo problema. E o caso pode ainda espantar os consumidores, justamente na época de comprar presentes para as festas do final de ano.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

E-commerce deve crescer 30% neste Natal

Reporta Kelly Dores, no Propaganda & Marketing, que as vendas de Natal no comércio eletrônico também devem crescer e impulsionar o faturamento das lojas na internet. Estimativas da e-bit apontam que as vendas no período de festas devem resultar em um faturamento de R$ 1,63 bilhão, um crescimento nominal de 30% em relação a 2008, quando o setor atingiu R$ 1,25 bilhão em vendas no Natal. A aposta do Magazine Luiza para o e-commerce é ainda maior: 80% de expansão. A rede também está com campanha online da Ogilvy para anunciar promoção “Agarre o Que Puder”.
Acompanhando o ritmo, os investimentos online também cresceram cerca de 30% neste final de ano. A F.Biz, que abriu este ano uma área de e-commerce com 20 pessoas, informa que na agência o investimento em mídia quase que dobrou em relação ao mesmo período do ano passado. Na F.Biz, a estratégia online é baseada em links patrocinados, ações de e-mail marketing, serviços e muita segmentação.
“Acreditamos que o consumidor online cada ano fica mais exigente, além de buscar melhor produto, preços e boas oportunidades, ele quer entrega garantida e boas opções de pagamento”, disse Pedro Reis, sócio-diretor da F. Biz. Segundo o executivo, o resultado do e-commerce depende muito da capacidade de entrega de pedidos da marca.
Reis diz que os serviços são diferenciais importantes para uma marca se destacar no e-commerce. Ele cita o case do Netshoes.com.br, que vende artigos esportivos na rede e que passou a oferecer ferramenta em que os usuários conseguem avaliar produtos e trocar impressões com outros compradores. Rede Ipiranga, Cobasi e Le Postiche também são clientes da F.Biz com e-commerce.
Fernando Taralli, presidente da Energy, ressalta que o crescimento na internet é contínuo. Entre os clientes da agência que possuem e-commerce estão Casas Bahia, Tenda e Hoteis.com. “Os três negócios estão indo muito bem neste final de ano”, comentou.
Vale lembrar que este será o primeiro ano de Casas Bahia no e-commerce. Taralli comenta que o fato da Casas Bahia ter inaugurado o portal em fevereiro deste ano reforça a importância da internet nas estratégias da maior rede de varejo nacional. “O portal é um reflexo dos produtos na loja física. Tem sido muito interessante acompanhar o quanto esse negócio complementa a bem-sucedida atuação da rede”, falou.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vendas online de Natal devem ser 30% maiores do que em 2008

Segundo nota do Meio&Mensagem, o natal de 2009 deverá aquecer o setor de comércio online. De acordo com previsões divulgadas nessa última quarta-feira, 11, pela empresa de monitoramento e-bit, o volume de negócios gerados pelas vendas de e-commerce neste ano poderá atingir o patamar de R$ 1,63 bilhão. Caso a estimativa do e-bit se cumpra, as vendas pela internet realizadas entre o período de 15 de novembro e 24 de novembro serão 30% maior do que as de 2008, quando o setor de comércio online movimentou a quantia de R$ 1,25 bilhão. Até o dia 31 de dezembro, estima-se que o País fature R$ 10,5 bilhões com as transações efetuadas via internet, o que configura um crescimento de 28% em relação ao faturamento do ano passado.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Varejo dos EUA tem primeiro trimestre positivo em 2 anos

Reporta Andria Cheng, no Wall Street Journal, que o setor de varejo dos Estados Unidos deve informar o primeiro resultado financeiro positivo no trimestre em mais de dois anos. Os bons números se devem a sistemas mais eficientes de comparação de preços, controle maior de estoques e aumento no consumo. Um resultado positivo vai separar o varejo de outros setores da economia dos EUA, onde o trimestre deve ainda ser de prejuízos.
O grupo dos 122 maiores varejistas do país, liderado pela rede Walmart, deve ter crescimento médio de 2,1% no 3o. trimestre, segundo dados da Retail Metrics. Sem o Wamart, o setor indicaria crescimento de apenas 0,6%.
O número positivo surge ao mesmo tempo em que o desemprego nos EUA chega a 10,2% da população. O varejo está conseguindo superar as dificuldades oferecendo descontos e pechinchas -- que atraem novos consumidores e clientes de renda mais alta. Com a proximidade do final do ano, o Walmart lançou várias guerras de preços de produtos como livros, DVDs, eletrônicos e brinquedos, contra rivais como Target, Amazon.com, Best Buy e Toys "R" Us.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Pão de Açúcar planeja operadora de telefonia celular

Segundo nota do Propaganda & Marketing, o Grupo Pão de Açúcar estaria se preparando para lançar uma operadora de telefonia celular. A empresa aguarda apenas a autorização da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para dar início ao projeto. Consultado pela reportagem da Folha, o Pão de Açúcar confirmou que tem interesse no negócio, afirmando que "no momento certo e condições adequadas poderá iniciar o projeto". A ideia da rede é atrair, em um primeiro momento, os clientes do cartão Mais. O Carrefour também teria feito consultas a fornecedores para saber sobre a viabilidade de negócio semelhante no Brasil.

A Mesbla está de volta...na internet

Reporta Alexandre Zaghi Lemos, no Meio & Mensagem, que a Mesbla sua volta à ativa. Está prevista para ser lançada em abril a operação de e-commerce da Mesbla, que terá foco em artigos femininos. O endereço mesbla.com.br já exibe um site teaser. Ainda neste mês passará a atender em circuito fechado, para cerca de 75 mil consumidores convidados a testá-lo. O projeto é tocado pela Mercantil Brasileira, que assinou contrato de cessão com o empresário Ricardo Mansur, dono da marca Mesbla. A agência J3P foi contratada para cuidar do conceito do site de compras e da estratégia de comunicação do relançamento da Mesbla.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Setor tecnológico lança produtos estratégicos para vendas no Natal

Reporta Paula Gil, na Folha Online, que as últimas novidades em livros eletrônicos, smartphones e aparelhos utilizados para "twittar" fazem parte das estratégias do setor tecnológico para aumentar suas vendas com a chegada do Natal, depois de duas campanhas desfavoráveis.
Não será uma tarefa fácil, contudo. Segundo a última enquete da organização Consumer Reports, 65% dos americanos planejam gastar menos este ano em presentes, viagens e entretenimento.
No entanto, o estudo também mostra que os artigos eletrônicos sairão melhor parados que outras opções e produtos como computadores portáteis, netbooks, celulares, videogames e sistemas GPS ao menos manterão seu nível de vendas.
No Natal, o saco do Papai Noel possivelmente estará cheio de livros eletrônicos, um produto cada vez mais popular e cujo preço caiu consideravelmente no último ano.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Google quer lucrar com varejo na web

Segundo nota do AD News, para tentar ampliar as receitas junto ao mercado de varejo on-line, o Google está comercializando um produto especial de busca. O produto foi anunciado na última quarta-feira com o nome de Google Commerce Search, colocado à venda pelo valor inicial de US$ 50 mil por ano. A experiência do Google como buscador atribui ao site de varejo uma qualidade especial: a capacidade do consumidor para localizar os produtos e serviços. Para isso, o buscador quer usar um canal de dados para os catálogos de cada grupo de varejo.
"Os varejistas me convenceram de que existia a necessidade de um produto desse tipo,", disse Nitin Mangtani (gerente de produtos de busca para empresas do Google) para a Reuters. “O desempenho lento de buscas em sites de varejo poderia enviar os usuários a outros sites, prejudicando os índices de conversão de uma loja” - acrescenta.

Loja Barnes & Noble é processada por plágio de e-reader

Segundo nota da Folha Online, a empresa Spring Design, da Califórnia, processou a livraria norte-americana Barnes & Noble, afirmando que esta copiou recursos e ideias fundamentais de seu próprio e-reader, divulgou o jornal britânico "The Daily Telegraph" nesta quarta-feira (4). O plágio teria sido feito sobre o e-reader de tela dupla Alex, da Spring, em benefício do Nook, da Barnes, lançado em outubro.
"Nós mostramos o design do e-book Alex para a Barnes & Noble com a intenção de trabalharmos juntos para fornecer um produto de tela dupla superior para o mercado", diz Eric Kmiec, vice-presidente de vendas da Spring Design.
O objetivo da parceria anterior entre as duas empresas era lançar um produto para competir com o Kindle, da Amazon. No entanto, ele diz que foi uma "completa surpresa" quando a Barnes & Noble anunciou o Nook.

Walmart vai testar venda pela TV paga

Segundo nota do Valor Econômico, o Walmart vai testar no Brasil a venda de produtos pela TV, algo que não faz nem nos Estados Unidos. No fim do ano, a varejista vai comprar espaços publicitários de um minuto em canais de TV por assinatura. Mas, em vez de anúncios, a rede fará a venda por telefone de alguns itens, no mesmo estilo da Polishop.
O Brasil tem se mostrado um fértil campo de experiências para o Walmart. A loja pontocom do grupo no país superou com folga todas as expectativas da multinacional, que só vendia, até então, bens duráveis pela internet nos Estados Unidos e Reino Unido.
Lançado há um ano, o site do Walmart já está as cinco maiores operações brasileiras de varejo on-line. A pontocom, que recebia menos de 50 mil visitações diárias nos primeiros meses, já atinge hoje 200 mil acessos por dia e possui 1 milhão de clientes cadastrados como "opt-in" - aqueles que aceitam receber propaganda por e-mail.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rede 7-Eleven lança rede interna de televisão


Segundo um press release das lojas 7-Eleven, a rede fechou um acordo com a Digital Display Networks para criar uma rede própria de TV, que terá programas exibidos em mais de 6.200 lojas nos EUA e Canadá.
Quando a instalação estiver completa, a 7-Eleven TV espera atingir 190 milhões de espectadores por mês. A programação da rede será 24 horas por dia, com entretenimento e notícias locais, e programas criados exclusivamente para os clientes das lojas. A TV exibirá anúncios com a marca 7-Eleven e de outras empresas, e dará destaque para as promoções da rede. A grade será dividida para promover itens específicos, nos horários em que são mais relevantes para os consumidores.
A programação será exibida em aparelhos LCD de alta definição, com áudio direcional -- só será ouvido pelas pessoas que estiveram em frente aos televisores.

Best Buy quer criar serviço de download de filmes

Informa a Reuters que a varejista norte-americana de eletrônicos Best Buy planeja abrir um serviço on-line para compra, locação e download de filmes e séries de televisão. O sistema, baseado na plataforma do serviço Roxia CinemaNow, da Sonic Solutions, será integrado aos aparelhos vendidos nas lojas da rede varejista, incluindo televisores, tocadores de música, computadores e celulares, entre outros, de diversos fabricantes diferentes. A empresa espera poder dar acesso a filmes novos e independentes, além de filmes de catálogo mais antigos, disponibilizando alguns títulos novos no mesmo dia que a versão em DVD chegar às prateleiras.

Apple atinge 100 mil aplicativos disponíveis na loja virtual

Segundo nota da Folha Online, a Apple anunciou que a loja virtual ultrapassou 100 mil aplicativos disponíveis, a partir desta quarta-feira (4). Em nota, a empresa informou que os consumidores que detêm o iPhone e o iPod Touch em 77 países podem escolher em uma gama de 20 categorias, incluindo jogos, negócios, notícias, esporte, saúde, informação e viagens. O total de downloads de aplicativos na App Store ultrapassa os 2 bilhões, em uma média de 10 mil downloads diários.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Rede Kohl's conquista 720.000 fãs no Facebook

Reporta Doris Hajewski, no Journal Sentinel de Milwaukee, que a rede de varejo Kohl's conquistou um grande fã-clube no site de relacionamentos Facebook. Isso porque o varejista descobriu como atrair o interesse de seus consumidores: oferecendo promoções e entregas gratuitas de compras.
Com essa isca atraente, a rede conquistou mais de 720.000 fãs em sua página no site.
A Kohl's aparece em terceiro lugar em número de fãs entre os varejistas dos EUA, só perdendo para a rede de cafés Starbucks (que reina soberana com 4,6 milhões de fãs no Facebook) e a Best Buy (com 843.000 fãs).
Segundo a vice-presidente de relações públicas da Kohl's, a página no Facebook criou um espaço onde os consumidores podem interagir, trocar experiências e aproveitar as promoções da rede.
A empresa mantém uma equipe específica no departamento de marketing para monitorar a página no Facebook e responder aos clientes. Em alguns casos, a equipe atende ou encaminha reclamações.