sexta-feira, 23 de abril de 2010

O "tryversting" chega em peso a São Paulo

Reporta Paula Ganem, no Meio & Mensagem, que o conceito de "tryvertising", ou lojas de amostras grátis, está chegando com força ao Brasil, especificamente em São Paulo. Enquanto o Clube Amostra Grátis tem lançamento marcado para 11 de maio (em um espaço de 400 metros quadrados na Vila Madalena), a Sample Central deve abrir suas portas no fim de junho, na Rua Augusta, em um salão de 250 metros quadrados.
Possibilitar que a pessoa experimente o produto (daí o "try") e depois dê a sua opinião sobre ele é a engrenagem que move esse modelo. Como quem paga a conta são as empresas que expõem os artigos, o custo para o consumidor é quase nenhum. E não são só artigos simples que podem ser levados para casa, não. Em ambas as lojas há produtos de até R$ 100.
Franquia da Sample Lab, criada no Japão em 2007, a Sample Central tem investimentos de R$ 4 milhões e abrirá espaço para que qualquer pessoa acima de 16 anos torne-se sócia. Esse processo poderá ser feito através do site samplecentral.com.br - que a partir do fim do mês de abril aceitará os cadastros. O interessado paga R$ 15 por uma carteirinha, pode ir à loja uma vez por dia e escolher para chamar de seu até cinco produtos diferentes a cada visita. Artigos acima de R$ 100 só serão testados no próprio local, e os estoques, renovados de 15 em 15 dias.
Já o Clube Amostra Grátis é pilotado pelos empresários paulistanos Luiz Kajibata Gaeta e Denis Shimada. Embora não seja uma franquia, também se inspira em modelos internacionais, como a própria Sample Lab de Tóquio, Esloúltimo (da Espanha), SamplePlazza (da China) e o SampleU (dos Estados Unidos). Bebidas, energéticos, laticínios, sorvetes, vestuário e tecnologia - a loja contará com tudo isso. "Já estamos no projeto há nove meses e a maior dificuldade foi achar um local favorável para esse tipo de negócio. Escolhemos a Vila Madalena por ser um lugar onde tem muita gente antenada e ligada nas novidades", conta Gaeta.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

IPad deve revolucionar setor do varejo


Reporta Natalie Zmuda, no Advertising Age, que o impacto do iPad sobre o setor de varejo pode ser maior do que o inicialmente esperado. Desde catálogos de produtos a serviços complementares de compras, o novo aparelho da Apple pode causar uma grande influência no comércio nos próximos anos.
Neste primeiro momento, são poucos os varejistas dos EUA a abraçar o iPad -- mas muitos já criaram aplicativos específicos para o iPhone, que é o aparelho de maior sucesso da Apple. Gap, Gilt.com e eBay estão entre os pioneiros em criar aplicativos para o iPad, e a marca esportiva Puma deve usar iPads em suas lojas ainda este ano.
Para as empresas, as aplicações iniciais mais óbvias incluem comércio eletrônico e catálogos eletrônicos interativos. Mas o iPad também poderia ser usado como um assistente virtual de vendas pelos funcionários de lojas, permitindo o acesso rápido de outros acessórios e itens complementares à compra do cliente. Os vendedores de automóveis poderiam usar o aparelho para customizar um veículo, mostrando cores e opcionais para o cliente. O iPad pode significar também o fim de vários quiosques caros e displays que ocupam muito espaço.
Mesmo em grandes empresas dos EUA, o custo individual do iPad será um obstáculo inicial bastante considerável. É preciso ter uma estratégia muito bem definida para que o investimento em um equipamento que custa cerca US$ 800 por unidade valha a pena, e venha a representar ganho substancial em vendas e lucros.
Muitos executivos e analistas do setor acreditam que o uso "in-store" do iPad poderá levar aos melhores resultados. O aparelho da Apple é versátil e poderoso, e poderia substituir uma série de equipamentos separados que as redes de varejos usam atualmente. A plataforma é adaptável, e desenvolvedores não terão muita dificuldade em criar novos aplicativos específicos para o varejo. Kevin Ertell, vice-presidente de pesquisas de varfejo da Forsee Results, acredita que o iPad pode reunir várias necessidades do varejo de modo conveniente e relativamente mais barato (em comparação com vários aparelhos especializados em uma só função).
Em um primeiro momento, é possível destacar meia dúzia de usos importantes para o iPad no varejo:
1) Catálogos: versões online dos catálogos impressos nunca tiveram muito sucesso, mas catálogos criados para o iPad poderão ser um trunfo -- com vídeos, animações, botões interativos, mapas e outros elementos.
2) Customização de produtos: carros, móveis, roupas, calçados e outros produtos poderão ser customizados na própria loja com o auxílio do iPad, onde o consumidor poderá selecionar cores, tecidos, acabamentos e outros detalhes, e depois fazer seu pedido.
3) Assistente de vendas: o iPad será uma ótima ferramenta na mão dos vendedores, dando acesso instantâneo aos dados de produtos, dados sobre o cliente, avaliações de consumidores, além de permitir a transação financeira sem necessidade de passar pelo caixa.
4) Comprador pessoal: um cliente pode por exemplo comprar um casaco em um departamento da loja e receber recomendações instantâneas sobre outros itens em outros departamentos que combinam com o casaco.
5) Registros: o iPad pode permitir que os usuários criem registros completos dos estoques offline e online de um loja, facilitando a experiência de compras.
6) E-commerce: os consumidores já estão se acostumando a fazer compras com seus celulares 3G -- será apenas uma questão de tempo até que o iPad se tranforme em uma ferramenta de compras.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

São Paulo terá loja de "tryvertising"


Uma das tendências mais interessantes do varejo atual é o "tryvertsing" -- amostras grátis de novos produtos, que funcionam como ação de marketing para as marcas. Essa tendência chega a São Paulo, com o lançamento do Clube Amostra Grátis, na Vila Madalena.
A inauguração da loja/clube está prevista para maio. Os consumidores interessados devem preencher um cadastro no site e pagar uma taxa anual de R$ 50. Depois, poderão escolher até cinco produtos por mês nas prateleiras do clube. Os membros do clube também poderão participar de atividades adicionais, como testes e pesquisas feitos na loja, que renderão pontos e outros benefícios.
Grandes cidades como Nova York, Tóquio, Xangai, San Diego, Barcelona e São Paulo são excelentes laboratórios para esse tipo de ação de marketing, por abrigarem consumidores sofisticados e exigentes. Para as empresas, é uma ótima oportunidade para avaliar o feedback em relação a novos produtos.

E-commerce deve disparar nos próximos anos em SP

Uma pesquisa inédita de mapeamento da Internet, realizada para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e concluída em janeiro de 2010, mediante 500 entrevistas com gestores de empresas de todos os segmentos, em São Paulo, mostra que quase 30% das empresas já compram ou vendem pela Internet, principalmente as da Indústria e do Atacado. A pesquisa teve como foco as micro e pequenas empresas.
Entrevistamos Sandra Turchi, superintendente de Marketing da ACSP, a respeito de algumas conclusões do estudo.

Pergunta: Você é otimista quanto ao ritmo de evolução do e-commerce nas empresas de S. Paulo? Demoramos 15 anos para que 30% das empresas da capital tenham presença online. Quanto tempo até que pelo menos 50% das empresas estejam fazendo negócios online?
Sandra Turchi: Sim, sou otimista. No início das operações de e-commerce do país em meados da década de 90, poucas empresas varejistas, de maior porte, apostaram nesse "novo desafio". Era uma aposta mesmo, pois não havia massa crítica ainda de pessoas navegando, muito menos comprando. Depois, veio a bolha, o que fez com que muitos se desestimulassem e mesmo declinassem desses investimentos. Com a retomada, novamente as grandes redes varejistas do mundo físico e os grandes investidores on-line foram os responsáveis pelo crescimento do e-commerce, já com outra configuração, pois o crescimento do acesso vinha ocorrendo de forma consistente.
As MPEs na verdade, em sua grande maioria, tem se atentado para a importância do e-commerce nos últimos dois ou três anos. E dada sua dificuldade, por falta de verba, de estrutura e de equipes, a evolução não é tão rápida. Mas daqui pra frente o crescimento se acelerará, sem dúvida, mas não temos como prever ainda um percentual.

Pergunta: Desinteresse, falta de informação, custo de implementação e falta de segurança nas transações: qual desses fatores é o maior problema para a adoção da web como plataforma comercial pelas micro e pequenas empresas em SP?
Sandra Turchi: Principalmente a falta de informação, pois ao tomar mais conhecimento ele encontra, inclusive, solução para os problemas de custos e de falta de segurança, pois hoje os fornecedores estão mais adaptados para atender as MPEs, tanto em termos de estrutura como de valores cobrados.

Pergunta: Fale mais sobre a criação de um "selo oficial" de confiabilidade online. A ideia parece excelente e poderia funcionar como um estímulo para que as empresas entrem na Web - e atraiam os consumidores anunciando segurança nas transações online. A ACSP pretende criar um grupo de trabalho específico para isso, em parceria com as empresas?
Sandra Turchi: Estamos estudando junto à Camara-e.net a criação de um selo de confiança para as MPEs. Esse selo seria concedido após uma auditoria, baseada em um conjunto de critérios, cinco ou seis, que determinarão o quanto aquela loja está preparada para oferecer um processo de venda mais seguro ao cliente. Essa medida contribuirá para o crescimento das MPEs no universo do e-commerce, tendo em vista que facilitará a escolha do cliente por uma loja/marca que ele ainda não conhece.

Pergunta: Na pesquisa, a "falta de necessidade" é o maior motivo apontado para a não-adoção do e-commerce. Não seria o caso de criar um sistema de informações de fácil acesso para esclarecer as empresas? Existe algum projeto no sentido de oferecer cursos ou palestras gratuitas sobre e-commerce para micro e pequenas empresas? Qual seria a melhor maneira de resolver o problema da falta de conhecimentos nessa área?
Sandra Turchi: Sim, a ACSP já tem investido desde 2008 na disseminação de conhecimento através de seminários gratuitos ao público-alvo. Além disso estamos montando uma grade com diversos cursos de capacitação dos nossos associados, em várias áreas, além de um caderno a ser veiculado no Diário do Comércio, para o qual estamos tentando captar patrocínios.

Pergunta: Há na pesquisa da ACSP dados que mostrem os benefícios econômicos da adoção da Web como plataforma comercial?
Sandra Turchi: Nessa primeira pesquisa, que foi uma grande sondagem, obtivemos um dado interessante, que para aproximadamente 50% das empresas que estão fazendo vendas on-line, isso já representa 10% do seu faturamento.

sábado, 10 de abril de 2010

Apple vende 300.000 iPads no primeiro dia

Segundo informações da Apple Computer, mais de 300 mil unidades do aparelho iPad foram vendidas no sábado, primeiro dia oficial de vendas nos Estados Unidos. Segundo o comunicado da empresa, os usuários do iPad já baixaram mais de um milhão de aplicativos e mais de 250.000 livros eletrônicos a partir da loja online iBooks. Steve Jobs, CEO da Apple, declarou que o iPad vai mudar o cenário da mídia e do entretenimento.
Segundo uma reportagem do ‘Wall Street Journal’, o iPad teve um forte início de vendas no varejo dos EUA, e os consumidores que enfrentaram longas filas não ficaram decepcionados: na maioria das lojas os estoques eram suficientes para todos os interessados.
Nas maiores cidades dos EUA, longas filas de consumidores se formaram desde a madrugada de sábado. Segundo Gene Munster, analista da firma Piper Jaffray, a intensa promoção do aparelho na mídia ajudou nas vendas. Apesar disso, as previsões eram de que entre 600.000 e 700.000 iPads seriam vendidos no primeiro dia. Ainda assim, as filas foram mais longas do que se imaginava, segundo Munster.
A maioria das lojas da Apple fechou no domingo de Páscoa, mas as poucas que abriram informaram que os estoques do produto eram limitados. As lojas da Apple abertas em Nova York esgotaram a venda de alguns modelos, e em Los Angeles a maior loja ficou com apenas duas unidades disponíveis. Os modelos mais caros, com conexão 3G à internet chegarão às lojas dos EUA apenas no final do mês.
Gene Munster disse que a firma Piper Jaffray elevou a previsão de vendas em 2010 de 2,8 milhões de unidades para 5,5 milhões. Outros analistas foram ainda mais otimistas. Na sexta-feira, dia 2, a firma iSuppli Corp. previu que 7,1 milhões de iPads seriam vendidos este ano mundo todo, podendo superar 20 milhões de unidades em 2012. Outros foram pessimistas: a Forrester Research estimou que a Apple venderá apenas 3 milhões de iPads no primeiro ano.
Segundo a reportagem do WSJ, as diferenças nas previsões refletem o fato de que o iPad é um aparelho que muitas pessoas desejam, mas não necessitam de fato – em comparação com um celular de última linha, por exemplo. Munster prevê que o iPad responderá por apenas 7% das vendas da Apple em 2011, comparado com 44% do iPhone.
Na maioria das grandes lojas da Apple nos EUA, os estoques do aparelho não se esgotaram no sábado. Alguns consideram isso como um sinal de que o iPad não empolgou tanto os consumidores como lançamentos anteriores da Apple. Mas Gene Munster acredita que isso é um sinal positivo para a Apple, que parece ter resolvido o problema de adequar os estoques para o dia de lançamento do produto – a empresa enfrentou várias dificuldades com isso no passado.
Os primeiros modelos do iPad, com preços entre US$ 499 e US$ 699, oferecem apenas conexões Wi-Fi de curto alcance. Os aparelhos mais robustos, com estrutura de celular 3G, devem chegar às lojas no final do mês, com preço inicial de US$ 629, e pacotes de acesso à internet vendidos separadamente.
Com a abertura das vendas em lojas, também foram lançados mais de 3.000 novos aplicativos (“apps”) que aproveitam a tela de quase 10 polegadas do iPad. A maioria desses aplicativos é de mídia e entretenimento, incluindo jornais, revistas, quadrinhos e programas de TV. O iPad também roda programas que foram criados originalmente para o iPhone ou iPod Touch. Entre os destaques está um app da firma Netflix que permite assistir filmes em “streaming” e um aplicativo da rede de TV ABC que permite ver programas populares, como a série ‘Lost’.

terça-feira, 6 de abril de 2010

82% dos brasileiros não compram via web

Reporta Juliana Welling, no Propaganda & Marketing, que o dado é parte da pesquisa Observador Brasil 2010, realizada pela Cetelem. A Cetelem é a firma financeira do grupo francês BNP Paribas e realizou o estudo em conjunto com a Ipsos. Apesar dessa grande maioria que usa o e-commerce, o estudo indica que o nosso País está mais propenso às aquisições de produtos via web, principalmente devido ao aumento do acesso em casa e crescimento da renda familiar média dos usuários.
Segundo o levantamento, 37% dos entrevistados têm acesso à internet, independentemente do local de uso. Já 63% dos bresileiros contemplados pela pesquisa ainda não possuem acesso à web. Em 2008, esse índice era de 71%. “Mesmo que haja um consistente aumento de usuários no Brasil, o segmento ainda oferece grande potencial de crescimento” destacou Marcos Etchegoyen, diretor-geral da Cetelem Brasil.
Em relação ao uso da internet como fonte de informação para compra, 22% dos entrevistados utilizam a web para pesquisar produtos e serviços relacionados ao segmentos de eletrodomésticos e viagens. Em seguida estão os produtos culturais (10%), móveis (7%), e carros novos (6%). Sobre o que os brasileiros valorizam quando decidem escolher entre a loja de rua e virtual, o fator preço aparece em destaque com 66%. Já a comodidade de comprar sem sair de casa vem em seguida. (62%)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sistema distribui luz do Sol pelo interior de edifícios

A Sunlight Direct é uma empresa da Califórnia (EUA) especializada em sistemas de iluminação com luz solar. A Sunlight criou o Hybrid Solar Lighting (HSL), um sistema que usa espelhos côncavos que captam e concentram a luz do Sol no telhado de prédios, e distribui essa luz natural por fibra óptica por toda a área interna, usando spots de diversos tipos. Os espelhos acompanham o movimento do sol pelo céu. Em complemento aos sistemas convencionais de iluminação, o HSL permite uma grande economia de energia durante o dia. Mais informações e contato podem ser obtidos no site da empresa.
Veja abaixo um vídeo sobre o funcionamento do HSL:

Serviço ajuda empreendedor a licenciar empresa pela web em SP

Segundo nota do Computerworld, um portal apresentado na última terça-feira (30/3) pelo governo do Estado de São Paulo promete dar rapidez ao trâmite de abertura de empresas. Com o Sistema Integrado de Licenciamento associado ao Portal Poupatempo do Empreendedor, o empresário poderá solicitar as principais licenças de forma imediata.O serviço beneficia empreendedores em atividades de baixo risco - que, segundo o governo, responde por 75% dos casos. Os órgãos públicos participantes do Sistema Integrado de Licenciamento incluem Centro de Vigilância Sanitária, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Corpo de Bombeiros da Policia Militar e Prefeitura.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Serviço Peixe Urbano lista ofertas para compras coletivas

Segundo o IDG Now!, o o serviço Peixe Urbano entrou no ar para oferecer promoções diárias de produtos no Rio de Janeiro. O serviço, que trabalha em conjunto com estabelecimentos da cidade, negocia promoções para produtos, que só serão válidas caso certo número de compradores demonstrarem interesse neles.
Ele funciona da seguinte maneira: depois de realizar o cadastro e informar a cidade onde mora, o usuário passará a receber e-mails diários com as ofertas, que podem ser de bares, shows, cursos, spas ou outros estabelecimentos locais. A plataforma também pode ser atrativa para comerciantes, que podem divulgar produtos e serviços e atrair um grande número de consumidores com as promoções.
Como exemplo, pense que um restaurante cria uma promoção para oferecer um desconto de 20% em uma refeição. O estabelecimento estipula, no entanto, que a oferta só será válida quando dez consumidores demonstrarem interesse na proposta. Dessa forma, é possível incentivar a participação da pessoas. O serviço deve se expandir para outras capitais em breve.

terça-feira, 30 de março de 2010

Ação da Best Buy em mídias sociais eleva vendas em 20%

Segundo nota do site Retail Infosystems News, a rede de produtos eletrônicos Best Buy anunciou um crescimento de 20% nas vendas em 12 meses, atingindo um valor de cerca de US$ 2 bilhões. A empresa conseguiu esse crescimento dobrando seus investimentos no atendimento ao consumidor, aperfeiçoando seu website e apostando em sites sociais como Facebook e Twitter para atrair clientes.
Segundo Brian Dunn, CEO da rede varejista, a empresa expandiu sua presença nas mídias sociais para envolver os clientes em espaços virtuais onde eles passam boa parte do tempo. Dunn disse que a retirada nas lojas de mercadorias compradas pela internet atingiu 40% do total de vendas online. Para o executivo, esse crescimento indica que a combinação de lojas físicas com a web está transformando a Best Buy em uma empresa multi-canal de vendas.
Além disso, a empresa afirma que a melhora no atendimento online aos clientes reduziu em 18% o número de reclamações. Essas iniciativas aumentaram a interação com o consumidor e levaram a mais vendas, segundo Dunn.
Além de apostar em seu modelo "big-box" (superlojas), a Best Buy está investindo em sua expansão global. Segundo o CEO, a rede está evoluindo de uma operação totalmente norte-americana para uma rede varejista mundial e integrada, com economias de escala e estratégias distribuídas em vários países. Em 2011, a empresa planeja aumentar sua presença na Europa e avalia oportunidades no México, China e Turquia.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Varejistas dos EUA apostam nos "apps" para turbinar vendas

Segundo reportagem do NorthJersey.com, o varejo dos EUA está se preocupando menos com a carteira do consumidor e mais com o seu celular -- especialmente os modelos mais sofisticados, apelidados de "smartphones". Os varejistas estão formando parcerias com uma grande variedade de novas empresas de tecnologia para criar aplicativos (ou "apps") que permitem que os consumidores comparem preços de produtos, gerem cupons automáticos de descontos e promoções, comprem ingressos para cinema, teatro e shows com um único toque, façam reservas em restaurantes e até localizem o banheiro mais próximo em um shopping center.
O varejo móvel é a grande onda do momento e atualmente seu foco é centrado em marketing e promoções, e não tanto em vendas e atividades diretamente comerciais. Mas as empresas de tecnologia acreditam que em breve os clientes poderão fazer compras simplesmente aproximando seu celular do caixa em supermercados, lojas de departamentos, restaurantes e cinemas.
Conrad Sheenan, fundador da empresa mPayy, de Chicago, observa que a pessoas elegeram o celular como seu aparelho favorito -- em boa parte devido à extraordinária evolução tecnológica dos telefones móveis nos últimos anos. A mPayy está desenvolvendo um sistema de pagamento móvel que poderá substituir os cartões de crédito e débito nas compras.
No natal passado, a loja de brinquedos Toys "R" Us criou uma versão de seu catálogo para smartphones, que poderia ser facilmente convertida em uma "lista de desejos" através de um aplicativo para o iPhone. A loja também lançou um sistema de m-commerce em novembro, permitindo que os consumidores fizessem compras com os celulares -- outro aplicativo da loja permitia ver avaliações de produtos mais populares feitas por outros consumidores e descobrir se um item esgotado em uma loja da rede estava disponível em outra loja.
Já a redes de fast food como Pizza Huy e Chipotle Mexican Grill estão vendendo refeições para viagem encomendas via celular.
Segundo Abe Kasbo, CEO da fima Verasoni Marketing, o mercado dos apps para celulares está no ponto onde a internet estava há 15 anos -- ainda é muito jovem e cheio de potencial. Kasbo não tem dúvida que esse é o caminho do futuro para o varejo, um complemento tão importante para as empresas como um website.
Para indicar a importância dessa tendência, a Federação Nacional do Varejo dos EUA (NRF) promoveu um evento sobre o tema no começo de março, com 160 executivos do país todo reunidos em San Francisco para discutir estratégias de m-commerce. Segundo Ellen Davis, vice-presidente da NRF, as empresas de varejo do país estão em vários estágicos de adoção de soluções com m-commerce. A executiva diz que a maioria dos varejistas já percebeu a importância dos celulares e smartphones para o consumidor de hoje, e estão tentando desenvolver sistemas que aproveitem essa situação. Mas como começar parece ainda ser o principal obstáculo. A NRF pretende lançar uma iniciativa de varejo móvel em abril para estudar questões relacionadas com as compras por celular e aplicativos específicos para o varejo.

Insinuante e Ricardo Eletro se unem em holding de R$ 5 bilhões

Segundo informa o Meio & Mensagem, a rede Insinuante, nascida na Bahia, e a Ricardo Eletro, de origem mineira, anunciaram nesta segunda-feira, 29, a união de suas operações, configurando assim mais uma gigante do varejo. A holding que surge desse acordo se chama Máquina de Vendas. O negócio surge quase quatro meses depois do acordo feito entre o Grupo de Pão de Açúcar e as Casas Bahia.
A nova empresa soma 528 lojas presentes em 17 estados. O faturamento anual é de aproximadamente R$ 5 bilhões, como é informado no comunicado oficial da operação. Com isso, a companhia supera o Magazine Luiza, que, com R$ 3,8 bilhões, passaria ao terceiro lugar no setor. As redes detêm 50% do novo negócio, cada uma. A meta da holding para daqui a quatro anos é chegar a mil lojas e atingir um faturamento de R$ 10 bilhões. O número de funcionários deve dobrar, segundo o comunicado: de 15 mil funcionários para 30 mil.
O comando da companhia deve ficar com Ricardo Nunes, da presidente e fundador Ricardo Eletro. Luís Carlos Batista, presidente da Insinuante, ficaria no conselho de administração da nova empresa.

quinta-feira, 25 de março de 2010

FreshDirect atinge lucro vendendo produtos de mercearia online


Reporta Peter Cohan, no Daily Finance, que o setor de mercearias na Web sempre foi marcado por estrondosos fracassos, e não por sucessos. No auge da bolha pontocom, em 1999, um serviço chamado Webvan captou US$ 375 milhões com uma oferta de ações e chegou a valer US$ 1,2 bilhão na bolsa. A empresa anunciou planos ambiciosos para atender consumidores em 26 cidades dos EUA, e fechou um contrato bilionário para construir armazéns e centros de distribuição. Em 2001, a Webvan foi à falência depois que as ações perderam quase todo seu valor.
Como a Webvan, vários serviços que apostaram na venda de produtos frescos pela internet sofreram problemas e muitos prejuízos.
Uma década depois, a FreshDirect parece ter descoberto como ter sucesso nesse setor. Um dos segredos é não tentar ficar grande demais depressa demais. A empresa foi criada há 6 anos em Nova York e está conseguindo crescer com lucro. Segundo o CEO Rick Braddock, a empresa teve faturamento de mais de US$ 250 milhões em 2009. O executivo disse que a FreshDirect começou a dar lucro em 2008 e repetiu a dose em 2009 -- e isso em plena crise econômica nos EUA. Braddock diz que a empresa investiu fortemente na criação de um banco de dados muito eficiente sobre seus clientes, para atendê-los melhor e reduzir perdas e desperdícios. O sistema da FreshDirect registra os pedidos dos clientes e faz referências cruzadas para sugerir itens adicionais. Por exemplo, se um cliente encomendou filé mignon e batatas e vagens para acompanhar, se ele pedir apenas a carne em uma outra compra o site vai lembrá-lo da compra anterior. Esse "lembrete" tem funcionado bem para a empresa, fazendo com que os consumidores aumentem suas compras. O FreshDirect também mantêm um controle sobre o frescor do produtos, que são checados diariamente por uma equipe que avaliar cor, sabor, firmeza e ponto de maturação. Cada item recebe "estrelas", numa escala de 1 a 5.
Os consumidores de Nova York são famosos por serem exigentes e detalhistas, o que torna a cidade o laboratório ideal para testar serviços e aperfeiçoar os sistemas. Os novaiorquinos adoram o FreshDirect, o que torna sua expansão para outras cidades uma ação mais segura.

quarta-feira, 24 de março de 2010

“Location marketing” pode revolucionar o varejo

A combinação entre o que há de mais avançado na publicidade online, aparelhos móveis como smartphones, notebooks e e-readers (leitores de livros eletrônicos), sistemas de localização por satélite como GPS e sensores de presença instalados em diversos locais públicos está causando uma revolução silenciosa nos hábitos de consumo e no conforto das pessoas.
Imagine um consumidor lendo um jornal digital em um aparelho e-reader de manhã, e vendo na página um anúncio de um café que fica apenas a apenas um quarteirão de distância. Ou um usuário de um smartphone, que tem um programa de fidelidade com uma rede de hotéis, e assim que ele entra no quarto os sensores de presença ajustam o ar-condicionado para a temperatura favorita do hóspede e ligam a TV no canal pré-selecionado. Um sistema similar pode localizar um restaurante ideal em uma cidade desconhecida, ou identificar qual loja mais próxima tem o produto desejado, ou encomendar automaticamente carnes e verduras em um mercado.
Essa integração cada vez maior entre o mundo físico e o mundo digital está encurtando e até eliminando as fronteiras entre as empresas e consumidores, entre anunciantes e pontos de venda. E essa tendência pode ser resumida em uma palavra: mobilidade. O surgimento de aparelhos portáteis cada vez mais leves, poderosos e com conexões velozes à internet liberou o consumidor das restrições das máquinas de mesa. E quem comemora são as empresas e os anunciantes.
Saber onde o consumidor está (e quando) é uma informação crucial para as novas estratégias de marketing. As empresas que souberem ser criativas e respeitarem a vida privada dos clientes conseguirão ótimos resultados nesse cenário de convergência tecnológica.
Há nessa tendência espaço para um grande número de parcerias entre empresas de diferentes áreas. Empresas que sempre trabalharam com localização de empresas e serviços (jornais, catálogos, páginas amarelas, diretórios online) estão em posição vantajosa para oferecer essa organização de informações para terceiros, e também para agir como intermediárias entre os novos serviços e os consumidores finais.
Segundo Paul Feng, gerente da área de anúncios móveis do Google, cerca de um terço das buscas feitas em aparelhos móveis são relacionadas com a área onde o usuário está. A partir desse dado, o Google passou a permitir que os anunciantes incluíssem números de telefone de seus estabelecimentos nos anúncios, que podem ser clicados para acesso rápido. Feng acredita que novos formatos baseados nessa tendência deverão amadurecer nos próximos meses, oferecendo várias opções de acesso e interação, como mapas e navegação (até para usuários a pé). O sistema de busca Bing da Microsoft (concorrente direto do Google) também está desenvolvendo novas ferramentas de navegação e mapas para os anunciantes, e ampliando rapidamente os diretórios locais.
A firma de pesquisas Borrell Associates prevê que o location marketing poderá movimentar até US$ 4 bilhões em 2015, comparado com apenas US$ 34 milhões em 2009. Esse total inclui investimentos com promoções, eventos e pesquisas. A Borrell avalia que nos próximos anos, o marketing móvel vai dominar o setor de publicidade interativa dos EUA até 2014, com 70% do mercado de US$ 56 bilhões.
Com o crescimento explosivo do acesso à internet em aparelhos móveis, os investimentos em publicidade eletrônica voltada para PCs e outros dispositivos fixos vão ser direcionados para esses novos equipamentos. As agências de publicidade já estão criando novos conceitos de marketing a pleno vapor dentro dessa tendência, o que pode mudar para sempre o triângulo varejo-publicidade-consumidor. O sucesso estrondoso de algumas estratégias sinaliza que os três sairão ganhando com esse novo cenário.

sábado, 20 de março de 2010

Crise dos EUA muda paisagem do varejo

Na década de 90, as redes de varejo se espalharam pelos Estados Unidos e as lojas se tornaram espaços imensos, que dominavam a paisagem. Especialmente as lojas de roupas, que se tornaram as maiores lojas de qualquer shopping center. Agora, reporta Elizabeth Holmes, no Wall Street Journal, tudo está mudando. Marcas famosas como Gap e AnnTaylor Stores estão avaliando cuidadosamente seus imóveis e buscando reduzir o tamanho das lojas. Desde o início da crise em 2008, os consumidores fecharam as carteiras e as vendas caíram dramaticamente no varejo, o que levou a cortes de pessoal, reduções de estoques e fechamento de lojas. Só este ano foram fechadas 437 lojas de grandes redes varejistas no país (veja aqui).
As redes agora buscam encolher a metragem das lojas. A produtividade média por metro quadrado de loja nos EUA caiu muito nos últimos dois anos, de US$ 454 em 2007 para US$ 401 em 2009. No caso da Gap, a queda foi ainda maior -- atingiu US$ 329 em 2009, uma redução de 40% em comparação com 1999.
As marcas buscam manter (e aumentar) a produtividade com lojas menores, investindo em experiências de compras mais "íntimas". E lojas menores exigem menos funcionários e estoques menores.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sears e Kmart anunciam 7.000 vagas de emprego pelo Twitter

Reporta Alejandra Cancino, no Chicago Tribune, que a rede Sears está usando o microblog Twitter para anunciar mais de 7.000 vagas de emprego nas lojas do grupo, que inclui também o Kmart. Analista do setor de varejo consideram a ação como uma estratégia para atingir o público jovem, entre 18 e 34 anos. As vagas serão postadas através do serviço TweetMyJobs.com, que também posta vagas de empregos do McDonald's (1.300 vagas) e Motorola (mais de 300 posições), entre outras empresas. O TweetMyJobs cobra entre US$ 4.000 e US$ 8.000 para incluir as vagas de empresas, segundo o fundador do site, Rich Trombetta. O serviço permite que a empresa que posta vagas de emprego monitore o número de cliques. Trombetta diz que o site só aceita incluir vagas de empresas reconhecidas e de boa reputação, para evitar "spam" e golpes online.
Segundo Lance Broline, diretor de operações de capital humano da Sears, a empresa quer avaliar como as mídias sociais podem ser úteis na localização e recrutamento de novos funcionários e direcionar as mensagens adequadas para os candidatos certos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lojas online se transformam em centrais de anúncios

Uma tendência surpreendente no e-commerce dos EUA: para aumentar o faturamento com a publicidade online, algumas lojas online estão se transformando em centrais de mídia, onde podem ser vistos até anúncios de concorrentes.
Segundo reportagem da revista Advertising Age, os sites de e-commerce sempre ficaram à margem da publicidade online. Seu negócio principal é vender produtos, e anúncios de concorrentes poderiam direcionar o consumidor para esses competidores. Links bem posicionados (especialmente quando associados com os resultados de um busca) vão competir com as ofertas na própria página da loja online.
Mas nos últimos tempos o varejo tem enfrentado muitas dificuldades nos EUA, e um número crescente de lojas e redes estão procurando alternativas que aumentem o faturamento. Grandes varejistas, como Walmart, Target e CSN Stores, fecharam acordos com o Google para exibir links patrocinados em suas páginas. O programa Google AdSense, que é líder mundial nesse setor, não revela os nomes dos varejistas que participam do programa, mas informa que um número cada vez maior de lojas está participando.
Segundo Chris O’Neill, diretor de operações de varejo do Google, os varejistas estão começando a perceber o enorme valor de suas propriedades online em termos de mídia. Um site muito visitado como o Walmart.com pode realmente aumentar seu faturamento com links patrocinados, porque tem milhões de visitantes que clicam efetivamente nos links. A média mensal de visitantes do Walmart.com é superior a 31 milhões de usuários únicos, segundo dados da ComScore. Isso posiciona o varejista em 24º lugar entre os sites mais visitados nos EUA, e no mesmo patamar de grandes sites de mídia como o Disney.com (32 milhões de visitantes únicos), que ganham um dinheiro respeitável com publicidade online.
A CSN Stores, terceira maior rede de produtos para o lar nos EUA, começou a testar o AdSense em janeiro em seu site e agora está ampliando sua utilização. A empresa diz que está usando o programa como uma fonte adicional de faturamento. Segundo Sean Anderson, analista de marketing da CSN Stores, ainda é muito cedo para avaliar o faturamento dessa iniciativa, mas os resultados iniciais se mostraram encorajadores. Anderson disse que os links patrocinados são úteis para os consumidores, que podem ser direcionados a outros sites quando não encontram o que estão procurando. O analista revela que os links externos estão sendo clicados por usuários que não fariam de fato uma compra na CSN.
Os varejistas também têm a opção de bloquear certos links. A rede Target, por exemplo, pode impedir que links do Walmart apareçam em sua página. Uma busca por roupas infantis no site da Target retornou links patrocinados pela Ralph Lauren, Children’s Place e Aeropostale – todas lojas mais caras que a Target. E mesmo que sejam concorrentes, não vão conquistar uma mãe à procura de barganhas na Target.
Segundo Mike Gatti, diretor executivo da Retail Advertising and Marketing Association, a iniciativa é comparável a um shopping center cheio de lojas. O risco de perder clientes seria o mesmo de um shopping, onde os consumidores estão expostos a um grande número de marcas. Gatti argumenta que dar mais opções aos clientes (e ganhar dinheiro com isso) pode ser inteligente que “prender” o consumidor em seu site.

Feira em Las Vegas mostra tendências para a comunicação no varejo

Reporta Leonardo Lanzetta, no Meio & Mensagem, que a feira Globalshop começou esta semana em Las Vegas com grande número de visitantes e expositores interessados em novas tendências de comunicação no varejo. A feira é considerada uma das maiores do mundo, com grande influência sobre o mercado mundial. Um dos temas mais aguardados talvez seja o RORI (Return on Retail investment), que mede o retorno dos investimentos em ações no ponto de venda. Outro tema de destaque é o uso do papelão de forma criativa na comunicação comercial. Esse material já vinha sendo usado nesta comunicação, mas agora chega com força total. Ele está presente em ilhas promocionais, em pontas de gôndola, em displays de produtos pesados e em todo tipo de decoração. Casado com inovações tecnológicas como TVs de LCD, ou com materiais mais convencionais, como o plástico, o papelão promete ser a "bola da vez", com conjugações cada vez mais originais.
Outros temas bastante esperados, e que prometem trazer ainda mais tendências, é a premiação das melhores lojas do ano pela ARE (Association for Retail Environments) e as novidades nas áreas de visual merchandising e digital, que passam a ser apresentadas hoje. Os principais temas do evento podem ser vistos no site www.globalshop.org.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Pequenos e médios alavancam comércio eletrônico no Brasil

Reporta Mariana Ditolvo, no Meio & Mensagem, que as empresas de pequeno e médio portes que operam com vendas na internet têm sido as grandes responsáveis pelos números apresentados pelo comércio eletrônico nacional, com crescimento expressivo de 75% ao ano. Pelo menos é isso o que aponta um levantamento da empresa de pagamentos online Moip.Durante apresentação no II Digitalks, evento de marketing digital que aconteceu nesta terça-feira, 9, em São Paulo, Igor Senra, diretor da empresa, chamou a atenção ainda para a entrada de grandes players do varejo na internet. "O avanço das empresas menores unido à chegada de nomes como Carrefour, Wal Mart e Casa Bahia, é que tem colaborado para a média de 35% de crescimento do comércio eletrônico no País", disse Senra. "O importante é que as empresas tenham consciência de que não basta gerar tráfego. É preciso ter uma política séria de gestão de riscos e comunicação bem trabalhada para que se tenha sucesso", acrescentou.

E-commerce nos EUA desacelera, mas ainda supera varejo tradicional

Reporta Geoffrey A. Fowler, no Wall Street Journal, que o e-commerce conseguiu crescer 11% nos EUA em 2009, atingindo US$ 155,2 bilhões apesar da recessão econômica. Segundo projeção da firma de pesquisas Forrester Research, o setor deve crescer outros 11% este ano no país. Mas há poucos anos (antes de 2008), o comércio eletrônico crescia a uma taxa de 20% ao ano nos Estados Unidos. Hoje, esse crescimento está se estabilizando, em parte devido à crise e em parte devido à consolidação do hábito de compras online para uma grande variedade de produtos. Segundo a pesquisa, 52% de todas as compras de hardware, softwares e periféricos de computadores já são feitas exclusivamente online. Em 2010, o e-commerce deve representar 7% de todas as vendas do varejo nos EUA, excluindo automóveis, viagens e remédios com receita médica. Esse percentual pode atingir 20% no futuro próximo, com a chegada à idade adulta de uma geração que sempre conviveu com a internet. No momento, o crescimento do comércio online é alimentado por setores como aparelhos eletrônicos, roupas e calçados, e em menor escala por lojas de móveis, produtos de beleza e alimentos.
Um nova área de foco importante não está nas compras em si: os consumidores estão usando a internet e a tecnologia móvel para influenciar o que ocorre nas lojas físicas. A combinação de grupos de discussão, blogs, críticas online com serviços móveis vai influenciar o equivalente a US$ 200 bilhões em compras. E esse valor deve crescer 53% até 2014.
No futuro, a linha divisória entre varejo online e offline se tornará cada vez menos definida. A combinação de várias tecnologias móveis, internet e sistemas nas próprias lojas deve integrar as compras de modo nunca antes visto.