terça-feira, 11 de maio de 2010

Tecnologia móvel cria novo consumidor para o varejo

A explosão de novas tecnologias na nova geração de telefones móveis está transformando o consumidor do varejo em mercados como os EUA, a Europa e partes da Ásia. A conclusão é do estudo RIS/Gartner 2010 Retail Tech Trends Study, que avalia as novas tendências de consumo relacionadas com smartphones e outros aparelhos móveis.
Segundo Jeff Roster, analista da Gartner, o setor de tecnologias móveis está em transformação e evolução muito aceleradas. A combinação dessas tecnologias com o uso mais frequente de redes sociais nas decisões de compras (na forma de conselhos, indicações, índices, etc.) é crucial para determinar estratégias para o varejo. A resposta dos varejistas a essas transformações deve determinar as regras do futuro próximo, disse Roster.
De acordo com Joe Skorupa, da Retail Information Systems, o problema é que existe uma quantidade enorme de dados para os varejistas processarem. Skorupa menciona uma pesquisa recente da agência de marketing Merkle, que continha interessantes dados demográficos sobre os usuários de smartphones:
* Entre os usuários, os homens são mais numerosos que as mulheres (53% a 47%), devido ao fato de que três vezes mais homens usam os celulares para trabalhar.
* 70% dos usuários de smartphones têm entre 18 e 29 anos de idade, e a maioria usa os aparelhos para enviar e receber mensagens de texto. Mas o número de "texters" cai com a idade.
* 44% dos usuários de celulares com conexão à internet checam e-mail regularmente em seus aparelhos. Na verdade, esses usuários gastam no celular um quinto do tempo total dedicado à leitura de emails. Nessa categoria, a idade mais frequente é em torno de 30 anos.
* 26% dos usuários que enviam SMS recebem mensagens com opt-in de empresas. A média é de 3,2 empresas por usuário.
* A maior penetração dos aparelhos com conexão à internet não ocorre entre adolescentes, mas entre os usuários na casa dos 30 anos.
Esses dados já seriam um bom ponto de partida para que varejistas pudessem traçar algumas estratégias de marketing. Mas Skorupa alerta que não há tempo a perder, porque as transformações são muito velozes. Tanto que dados com mais de seis meses já são considerados como ultrapassados por muitas firmas de pesquisa e estratégia.
Pagamentos via celular
Uma das tecnologias mais promissoras possibilitadas pela nova geração de telefones móveis é o pagamento automático, que substitui dinheiro e cartões de débito e crédito. Chamada NFC (Near Field Communications, ou Comunicações de Curto Alcance), essa tecnologia permite transações financeiras no espaço da loja, bastando aproximar o celular de um equipamento de leitura. Estima-se que esse tipo de pagamento movimentará US$ 630 bilhões globalmente até 2014, em comparação com US$ 170 bilhões este ano. A previsão é de um estudo da Juniper Research, que aponta uma curva de adoção acelerada de smartphones pelos consumidores e o lançamento de novos aplicativos ("apps") criados especialmente para lojas.
Segundo a Juniper, os mercados em desenvolvimento devem ter a maior expansão mundial desse tipo de pagamento, com crescimento na casa dos 30% ao ano. As três principais regiões de uso dos pagamentos móveis (Extremo Oriente e China, Europa e América do Norte) vão representar quase 70% do total das transações até 2014.
Em vários mercados, os varejistas estão formando alianças com fabricantes, distribuidores, desenvolvedores de softwares, operadoras de telefonia e bancos, para criar uma oferta integrada e segura de serviços de pagamento por celular. O estudo completo “Mobile Payments Markets: Strategies & Forecasts 2010-2014” pode ser baixado de graça no site da Juniper Research.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Novas empresas transformam lixo em produtos atraentes

Criar novos produtos a partir de sobras e materiais descartados oferece três benefícios importantes para as empresas: dá acesso a materiais por custo muito baixo ou até zero, permite a criação de produtos com uma "aura" de sustentabilidade e também gera uma cultura que os varejistas podem partilhar com seus consumidores, e estes com seus amigos. Cinco bons exemplos de empresas que investem nessa tendência:
1. NARWAHL — A empresa sediada na Califórnia recicla gravatas antigas na forma de novos produtos: carteiras, porta-cartões, capas para passaportes e pulseiras, com preços entre US$ 10 e US$ 25. Os itens são exclusivos, e podem ser comprados pelo site e em várias lojas nos EUA.
2. HELLO REWIND — Outra empresa que cria novos produtos a partir de peças de roupa. A Hello Rewind convida os consumidores a enviar suas velhas camisetas para a empresa, que transforma a peça em uma bolsa para laptop. A empresa apóia a ONG RestoreNYC, que ajuda vítimas de tráfico sexual.
3. RECYCLING ZYCHAL — Essa empresa da Filadélfia transforma guarda-chuvas velhos em capuzes, roupas para cães e brinquedos para gatos. As capas para cães são feitas sob encomenda, dependendo do tamanho do animal. A Recycling Zychal convida as pessoas a doarem seus guarda-chuvas velhos, e fazem uma doação para um abrigo de animais abandonados a cada guarda-chuva recebido.
4. ESCAMA STUDIO — uma colaboração de profissionais no Brasil e na Califórnia produz acessórios de moda usando técnicas tradicionais, a partir de materiais reciclados. Os produtos em destaque são sacolas, bolsas, acessórios e bijuterias feitos com centenas de anéis de latinhas de alumínio. Cada item é assinado pelo designer que o confeccionou. O site mostra o histórico de cada artesão e convida os consumidores a enviarem mensagens pessoais.
5. EMECO — A empresa produz cadeiras com 80% de alumínio reciclado. Em colaboração com a Coca-Cola, a Emeco passou a incluir um novo material: as cadeiras da linha 111 Navy Chair usam 111 garrafas PET recicladas. A Emeco faz uma campanha para encorajar a reciclagem doméstica de plástico e alumínio, mostrando que esse "lixo" pode ser usado para produzir itens funcionais e elegantes.

domingo, 9 de maio de 2010

Varejo é cada vez mais online dos EUA, diz estudo

Segundo nota do site InternetRetailer, a crise econômica do ano passado nos Estados Unidos teve um efeito catastrófico sobre as lojas tradicionais do país, que perderam dinheiro e estoques. Mas o efeito mais notável foi no comportamentos dos consumidores: um número cada vez maior prefere gastar com compras online.
Segundo o estudo Retailer Top 500 Guide, o crescimento do e-commerce nos EUA foi relativamente modesto em 2009, mas ainda assim é a área de maior expansão no setor de varejo do país. As vendas online cresceram 2% ano passado, atingindo US$ 134,9 bilhões -- enquanto o varejo como um todo teve queda de 3%, de US$ 2,13 trilhões para US$ 2,07 trilhões, segundo dados do Departamento de Comércio.
O Top 500 Guide indica várias tendências que mostram que os consumidores estão migrando cada vez mais para para o ambiente de compras online. Entre os principais destaques:
* A vendas dos 500 maiores varejistas online cresceram 8,7%, passando de US$ 116,28 bilhões em 2008 para US$ 126,38 bilhões em 2009.
* O tráfico total dos Top 500 aumentou 22,9%, atingindo 2,58 bilhões de visitas em 2009 (comparado com 2,10 bilhões de visitas em 2008)
* As vendas online já representam 6,5% do total do varejo, em comparação com 6,2% no anterior. As vendas incluem mercadorias gerais, mas não incluem restaurantes, lojas de conveniência e postos de gasolina.
* As operações online foram as únicas a registrar crescimento na maioria das grandes redes varejistas. Para 26 das 50 maiores redes, as vendas online cresceram enquanto as vendas em lojas tradicionais caíram.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Classe C compra mais pela internet

Reporta Maria Fernanda Malozzi, no Propaganda & Marketing, que a classe C está cada vez mais conectada à internet. O fato de 66,7% terem cartão de crédito próprio ou de alguém próximo, facilita a compra virtual. “Dois terços das pessoas que acessam a internet têm disponibilidade de uso de cartão de crédito pessoal ou da família. Isso pode ser a porta de entrada a ser explorada no comércio eletrônico”, disse Alexandre Crivellaro, diretor de inovação do Ibope Media, durante sua apresentação nesta tarde (6) no E-commerce Summit, em São Paulo.
A relação entre compras online e comerciais de TV é um comportamento comum entre o consumidor classe C e por isso, a comunicação integrada seja mais eficaz. O uso de celebridades nas campanhas é outro fator que chama a atenção dessas pessoas. “A classe C confia muito na propaganda e por isso ela tem que ser bem feita. Além disso, eles também confiam nas celebridades. Isso tende a levar o consumidor da classe C a ir com mais facilidade para dentro da loja”, observou Crivellaro.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Varejistas reduzem uso de sacolas plásticas

Se depender de alguns dos maiores varejistas do mundo, as sacolas plásticas descartáveis usadas para embalar mercadorias estão com os dias contados.
Nos EUA, a rede Wal-Mart anunciou que pretende reduzir seu uso de sacolas plásticas em 33% até 2013 -- impressionantes 9 bilhões de sacolas por ano. A empresa iniciou este ano um teste com três lojas sem sacolas plásticas na Califórnia. Já a loja de móveis sueca IKEA e a rede de mercearias Whole Food Market baniram o uso de sacolas em suas lojas desde 2008.
Um número crescente de lojas encoraja os consumidores a trazerem suas próprias sacolas de compras. Isso está fazendo surgir um novo nicho de produtos: sacolas de compras feitas a partir de materiais reciclados, como garrafas plásticas e retalhos de tecido ou borracha.
Segundo Dan Sabbah, presidente da Global Design Concepts em Nova York, as sacolas descartáveis são um artigo em extinção. Sua empresa formou recentemente uma parceria com uma empresa canadense para produzir sacolas de compras a partir de garrafas plásticas. A nova empresa, chamada Global Way, vendeu centenas de milhares dessas sacolas para grandes varejistas como Stop & Shop, CVS e Walgreen's, em promoções relacionadas com o Dia da Terra. Sabbah acredita que os varejistas estão na vanguarda dessa mudança, respondendo rapidamente às novas normas públicas sobre lixo e reciclagem de várias cidades.
Já para a Progressive Bag Affiliates (PBA), uma associação que reúne os maiores fabricantes de sacolas plásticas nos Estados Unidos, as sacolas não estão a caminho das extinção. Em vez disso, serão cada vez mais recicladas. Shari Jackson, diretora da PBA, aponta que a reciclagem é cada vez mais intensa na produção de sacolas. A PBA estabeleceu uma meta de 40% de reciclagem total na fabricação até 2015. Segundo Jackson, mais de 400 milhões de quilos de sacolas e películas plásticas foram reciclados em 2008. As sacolas foram reutilizadas na produção de uma grande variedade de itens, incluindo pisos, cercas, carrinhos de compras e novas sacolas. A executiva diz que a maioria dos grandes supermercados já tem coletores específicos para o descarte de sacolas plásticas, o que facilita o processo de reciclagem.
A maioria dos varejistas nos EUA cobra pelas sacolas reutilizáveis. Mas o preço está caindo. A média era de US$ 1 por sacola, mas em 2007 o Wal-Mart passou a cobrar 50 centavos de dólar. Os usuários das sacolas reutilizáveis dizem que elas são muito mais resistentes que as sacolas comuns, e têm maior espaço para mercadorias. E como a maioria é feita de plástico PET reciclado, elas podem descartadas nos coletores de plástico para nova reciclagem.
Kory Lundberg, gerente de comunicações sobre sustentabilidade, disse que a empresa quer se tornar a líder mundial em sacolas reutilizáveis de baixo custo. A Global Way, que está vendendo suas sacolas feitas de PET reciclado para a loja de brinquedos Toys 'R' Us, acredita que os consumidores mais jovens vão liderar a demanda por sacolas reutilizáveis. A empresa tem acordos de licenciamento para estampar personagens da Disney e de desenhos animados populares nas sacolas. Isso estimularia as crianças a lembrarem os pais de levar a sacola do Bob Esponja ou da sereia Ariel quando a família for às compras. Segundo Dan Sabbah, as crianças têm um grande papel na adoção de sacolas recicladas -- um grande número de campanhas públicas sobre o tema são voltadas para crianças em idade escolar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Consumidores rejeitam falsos produtos “verdes”

É uma disputa de grande peso: de olho em um mercado cada vez mais promissor, muitas empresas de produtos de consumo estão se declarando ambientalmente responsáveis – e em vários casos, essa afirmação é falsa. Na outra ponta, os consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos ecologicamente corretos, mas não admitem ser enganados por empresas que não cumprem o que anunciam.
Segundo uma pesquisa do Boston Consulting Group, cerca de 17% dos consumidores americanos disseram que concordariam em pagar mais caro por produtos ecologicamente corretos, um crescimento significativo em relação aos 13% de 2008 e 10% em 2009. A melhora nesse percentual é um reflexo da recuperação econômica, segundo a empresa.
Porém, de acordo com uma reportagem recente do Wall Street Journal, os consumidores dos EUA estão cada vez mais sensíveis ao que se chama de “greenwashing” ("branqueamento ecológico"), termo usado para indicar ações de marketing que alegam responsabilidade ambiental da empresa ou produto, mas escondem as ações poluidoras para enganar o comprador.
Uma das práticas mais comuns de “greenwashing” é a criação de selos “verdes” pela própria empresa, que simulam selos de aprovação de órgãos independentes. Aplicados em itens como produtos de limpeza, alimentos e tecidos, esses rótulos de “auto-aprovação” têm sido o pivô de muitos processos movidos por consumidores contra as empresas.
Nos Estados Unidos e na Europa, cresce a pressão para a criação de normas mais rigorosas sobre o marketing ambiental das empresas de consumo e do varejo, para coibir falsas alegações e campanhas publicitárias enganosas.
As empresas são acusadas, entre outras coisas, de criar selos próprios que dão a falsa impressão de aprovação oficial de suas práticas ambientais; afirmar que um produto é “biodegradável” quando na verdade o material é altamente poluente; e etiquetar incorretamente um produto, passando a falsa impressão de responsabilidade ambiental.
Desde 2007, pelo menos quatro grandes ações coletivas de consumidores nos EUA acusaram empresas de propaganda enganosa a respeito do impacto ambiental de seus produtos. Além disso, foram movidas nos últimos 18 meses várias ações de fiscalização federal e dos órgãos de auto-regulamentação da indústria e varejo.
Em fevereiro deste ano, a Comissão Federal de Comércio dos EUA enviou advertências a 78 varejistas, referentes a uma grande variedade de queixas. Uma das empresas advertidas alegava que seus tecidos eram feitos a partir de fibras de bambu, quando na verdade eram feitos de rayon, que é produzido a partir de polímeros de petróleo (extremamente poluentes).
Eis aqui o cerne dessa disputa acirrada: consumidores conscientes se oferecem para pagar mais caro por produtos menos agressivos ao meio ambiente, mas não admitem ser enganados por empresas ambiciosas que apostam justamente na falta de consciência e atenção dos novos consumidores. Essa tentativa de enganar o cliente configura um erro fatal para as empresas.
As empresas que realmente forem responsáveis em termos sociais e ambientais serão premiadas a médio e longo prazo, mostrando legítima sensibilidade a uma mudança no comportamento dos consumidores. Fabricantes e varejistas que decidirem tratar a questão como um efeito especial para iludir a audiência correm o risco de perder negócios e até irem à falência.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O "tryversting" chega em peso a São Paulo

Reporta Paula Ganem, no Meio & Mensagem, que o conceito de "tryvertising", ou lojas de amostras grátis, está chegando com força ao Brasil, especificamente em São Paulo. Enquanto o Clube Amostra Grátis tem lançamento marcado para 11 de maio (em um espaço de 400 metros quadrados na Vila Madalena), a Sample Central deve abrir suas portas no fim de junho, na Rua Augusta, em um salão de 250 metros quadrados.
Possibilitar que a pessoa experimente o produto (daí o "try") e depois dê a sua opinião sobre ele é a engrenagem que move esse modelo. Como quem paga a conta são as empresas que expõem os artigos, o custo para o consumidor é quase nenhum. E não são só artigos simples que podem ser levados para casa, não. Em ambas as lojas há produtos de até R$ 100.
Franquia da Sample Lab, criada no Japão em 2007, a Sample Central tem investimentos de R$ 4 milhões e abrirá espaço para que qualquer pessoa acima de 16 anos torne-se sócia. Esse processo poderá ser feito através do site samplecentral.com.br - que a partir do fim do mês de abril aceitará os cadastros. O interessado paga R$ 15 por uma carteirinha, pode ir à loja uma vez por dia e escolher para chamar de seu até cinco produtos diferentes a cada visita. Artigos acima de R$ 100 só serão testados no próprio local, e os estoques, renovados de 15 em 15 dias.
Já o Clube Amostra Grátis é pilotado pelos empresários paulistanos Luiz Kajibata Gaeta e Denis Shimada. Embora não seja uma franquia, também se inspira em modelos internacionais, como a própria Sample Lab de Tóquio, Esloúltimo (da Espanha), SamplePlazza (da China) e o SampleU (dos Estados Unidos). Bebidas, energéticos, laticínios, sorvetes, vestuário e tecnologia - a loja contará com tudo isso. "Já estamos no projeto há nove meses e a maior dificuldade foi achar um local favorável para esse tipo de negócio. Escolhemos a Vila Madalena por ser um lugar onde tem muita gente antenada e ligada nas novidades", conta Gaeta.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

IPad deve revolucionar setor do varejo


Reporta Natalie Zmuda, no Advertising Age, que o impacto do iPad sobre o setor de varejo pode ser maior do que o inicialmente esperado. Desde catálogos de produtos a serviços complementares de compras, o novo aparelho da Apple pode causar uma grande influência no comércio nos próximos anos.
Neste primeiro momento, são poucos os varejistas dos EUA a abraçar o iPad -- mas muitos já criaram aplicativos específicos para o iPhone, que é o aparelho de maior sucesso da Apple. Gap, Gilt.com e eBay estão entre os pioneiros em criar aplicativos para o iPad, e a marca esportiva Puma deve usar iPads em suas lojas ainda este ano.
Para as empresas, as aplicações iniciais mais óbvias incluem comércio eletrônico e catálogos eletrônicos interativos. Mas o iPad também poderia ser usado como um assistente virtual de vendas pelos funcionários de lojas, permitindo o acesso rápido de outros acessórios e itens complementares à compra do cliente. Os vendedores de automóveis poderiam usar o aparelho para customizar um veículo, mostrando cores e opcionais para o cliente. O iPad pode significar também o fim de vários quiosques caros e displays que ocupam muito espaço.
Mesmo em grandes empresas dos EUA, o custo individual do iPad será um obstáculo inicial bastante considerável. É preciso ter uma estratégia muito bem definida para que o investimento em um equipamento que custa cerca US$ 800 por unidade valha a pena, e venha a representar ganho substancial em vendas e lucros.
Muitos executivos e analistas do setor acreditam que o uso "in-store" do iPad poderá levar aos melhores resultados. O aparelho da Apple é versátil e poderoso, e poderia substituir uma série de equipamentos separados que as redes de varejos usam atualmente. A plataforma é adaptável, e desenvolvedores não terão muita dificuldade em criar novos aplicativos específicos para o varejo. Kevin Ertell, vice-presidente de pesquisas de varfejo da Forsee Results, acredita que o iPad pode reunir várias necessidades do varejo de modo conveniente e relativamente mais barato (em comparação com vários aparelhos especializados em uma só função).
Em um primeiro momento, é possível destacar meia dúzia de usos importantes para o iPad no varejo:
1) Catálogos: versões online dos catálogos impressos nunca tiveram muito sucesso, mas catálogos criados para o iPad poderão ser um trunfo -- com vídeos, animações, botões interativos, mapas e outros elementos.
2) Customização de produtos: carros, móveis, roupas, calçados e outros produtos poderão ser customizados na própria loja com o auxílio do iPad, onde o consumidor poderá selecionar cores, tecidos, acabamentos e outros detalhes, e depois fazer seu pedido.
3) Assistente de vendas: o iPad será uma ótima ferramenta na mão dos vendedores, dando acesso instantâneo aos dados de produtos, dados sobre o cliente, avaliações de consumidores, além de permitir a transação financeira sem necessidade de passar pelo caixa.
4) Comprador pessoal: um cliente pode por exemplo comprar um casaco em um departamento da loja e receber recomendações instantâneas sobre outros itens em outros departamentos que combinam com o casaco.
5) Registros: o iPad pode permitir que os usuários criem registros completos dos estoques offline e online de um loja, facilitando a experiência de compras.
6) E-commerce: os consumidores já estão se acostumando a fazer compras com seus celulares 3G -- será apenas uma questão de tempo até que o iPad se tranforme em uma ferramenta de compras.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

São Paulo terá loja de "tryvertising"


Uma das tendências mais interessantes do varejo atual é o "tryvertsing" -- amostras grátis de novos produtos, que funcionam como ação de marketing para as marcas. Essa tendência chega a São Paulo, com o lançamento do Clube Amostra Grátis, na Vila Madalena.
A inauguração da loja/clube está prevista para maio. Os consumidores interessados devem preencher um cadastro no site e pagar uma taxa anual de R$ 50. Depois, poderão escolher até cinco produtos por mês nas prateleiras do clube. Os membros do clube também poderão participar de atividades adicionais, como testes e pesquisas feitos na loja, que renderão pontos e outros benefícios.
Grandes cidades como Nova York, Tóquio, Xangai, San Diego, Barcelona e São Paulo são excelentes laboratórios para esse tipo de ação de marketing, por abrigarem consumidores sofisticados e exigentes. Para as empresas, é uma ótima oportunidade para avaliar o feedback em relação a novos produtos.

E-commerce deve disparar nos próximos anos em SP

Uma pesquisa inédita de mapeamento da Internet, realizada para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e concluída em janeiro de 2010, mediante 500 entrevistas com gestores de empresas de todos os segmentos, em São Paulo, mostra que quase 30% das empresas já compram ou vendem pela Internet, principalmente as da Indústria e do Atacado. A pesquisa teve como foco as micro e pequenas empresas.
Entrevistamos Sandra Turchi, superintendente de Marketing da ACSP, a respeito de algumas conclusões do estudo.

Pergunta: Você é otimista quanto ao ritmo de evolução do e-commerce nas empresas de S. Paulo? Demoramos 15 anos para que 30% das empresas da capital tenham presença online. Quanto tempo até que pelo menos 50% das empresas estejam fazendo negócios online?
Sandra Turchi: Sim, sou otimista. No início das operações de e-commerce do país em meados da década de 90, poucas empresas varejistas, de maior porte, apostaram nesse "novo desafio". Era uma aposta mesmo, pois não havia massa crítica ainda de pessoas navegando, muito menos comprando. Depois, veio a bolha, o que fez com que muitos se desestimulassem e mesmo declinassem desses investimentos. Com a retomada, novamente as grandes redes varejistas do mundo físico e os grandes investidores on-line foram os responsáveis pelo crescimento do e-commerce, já com outra configuração, pois o crescimento do acesso vinha ocorrendo de forma consistente.
As MPEs na verdade, em sua grande maioria, tem se atentado para a importância do e-commerce nos últimos dois ou três anos. E dada sua dificuldade, por falta de verba, de estrutura e de equipes, a evolução não é tão rápida. Mas daqui pra frente o crescimento se acelerará, sem dúvida, mas não temos como prever ainda um percentual.

Pergunta: Desinteresse, falta de informação, custo de implementação e falta de segurança nas transações: qual desses fatores é o maior problema para a adoção da web como plataforma comercial pelas micro e pequenas empresas em SP?
Sandra Turchi: Principalmente a falta de informação, pois ao tomar mais conhecimento ele encontra, inclusive, solução para os problemas de custos e de falta de segurança, pois hoje os fornecedores estão mais adaptados para atender as MPEs, tanto em termos de estrutura como de valores cobrados.

Pergunta: Fale mais sobre a criação de um "selo oficial" de confiabilidade online. A ideia parece excelente e poderia funcionar como um estímulo para que as empresas entrem na Web - e atraiam os consumidores anunciando segurança nas transações online. A ACSP pretende criar um grupo de trabalho específico para isso, em parceria com as empresas?
Sandra Turchi: Estamos estudando junto à Camara-e.net a criação de um selo de confiança para as MPEs. Esse selo seria concedido após uma auditoria, baseada em um conjunto de critérios, cinco ou seis, que determinarão o quanto aquela loja está preparada para oferecer um processo de venda mais seguro ao cliente. Essa medida contribuirá para o crescimento das MPEs no universo do e-commerce, tendo em vista que facilitará a escolha do cliente por uma loja/marca que ele ainda não conhece.

Pergunta: Na pesquisa, a "falta de necessidade" é o maior motivo apontado para a não-adoção do e-commerce. Não seria o caso de criar um sistema de informações de fácil acesso para esclarecer as empresas? Existe algum projeto no sentido de oferecer cursos ou palestras gratuitas sobre e-commerce para micro e pequenas empresas? Qual seria a melhor maneira de resolver o problema da falta de conhecimentos nessa área?
Sandra Turchi: Sim, a ACSP já tem investido desde 2008 na disseminação de conhecimento através de seminários gratuitos ao público-alvo. Além disso estamos montando uma grade com diversos cursos de capacitação dos nossos associados, em várias áreas, além de um caderno a ser veiculado no Diário do Comércio, para o qual estamos tentando captar patrocínios.

Pergunta: Há na pesquisa da ACSP dados que mostrem os benefícios econômicos da adoção da Web como plataforma comercial?
Sandra Turchi: Nessa primeira pesquisa, que foi uma grande sondagem, obtivemos um dado interessante, que para aproximadamente 50% das empresas que estão fazendo vendas on-line, isso já representa 10% do seu faturamento.

sábado, 10 de abril de 2010

Apple vende 300.000 iPads no primeiro dia

Segundo informações da Apple Computer, mais de 300 mil unidades do aparelho iPad foram vendidas no sábado, primeiro dia oficial de vendas nos Estados Unidos. Segundo o comunicado da empresa, os usuários do iPad já baixaram mais de um milhão de aplicativos e mais de 250.000 livros eletrônicos a partir da loja online iBooks. Steve Jobs, CEO da Apple, declarou que o iPad vai mudar o cenário da mídia e do entretenimento.
Segundo uma reportagem do ‘Wall Street Journal’, o iPad teve um forte início de vendas no varejo dos EUA, e os consumidores que enfrentaram longas filas não ficaram decepcionados: na maioria das lojas os estoques eram suficientes para todos os interessados.
Nas maiores cidades dos EUA, longas filas de consumidores se formaram desde a madrugada de sábado. Segundo Gene Munster, analista da firma Piper Jaffray, a intensa promoção do aparelho na mídia ajudou nas vendas. Apesar disso, as previsões eram de que entre 600.000 e 700.000 iPads seriam vendidos no primeiro dia. Ainda assim, as filas foram mais longas do que se imaginava, segundo Munster.
A maioria das lojas da Apple fechou no domingo de Páscoa, mas as poucas que abriram informaram que os estoques do produto eram limitados. As lojas da Apple abertas em Nova York esgotaram a venda de alguns modelos, e em Los Angeles a maior loja ficou com apenas duas unidades disponíveis. Os modelos mais caros, com conexão 3G à internet chegarão às lojas dos EUA apenas no final do mês.
Gene Munster disse que a firma Piper Jaffray elevou a previsão de vendas em 2010 de 2,8 milhões de unidades para 5,5 milhões. Outros analistas foram ainda mais otimistas. Na sexta-feira, dia 2, a firma iSuppli Corp. previu que 7,1 milhões de iPads seriam vendidos este ano mundo todo, podendo superar 20 milhões de unidades em 2012. Outros foram pessimistas: a Forrester Research estimou que a Apple venderá apenas 3 milhões de iPads no primeiro ano.
Segundo a reportagem do WSJ, as diferenças nas previsões refletem o fato de que o iPad é um aparelho que muitas pessoas desejam, mas não necessitam de fato – em comparação com um celular de última linha, por exemplo. Munster prevê que o iPad responderá por apenas 7% das vendas da Apple em 2011, comparado com 44% do iPhone.
Na maioria das grandes lojas da Apple nos EUA, os estoques do aparelho não se esgotaram no sábado. Alguns consideram isso como um sinal de que o iPad não empolgou tanto os consumidores como lançamentos anteriores da Apple. Mas Gene Munster acredita que isso é um sinal positivo para a Apple, que parece ter resolvido o problema de adequar os estoques para o dia de lançamento do produto – a empresa enfrentou várias dificuldades com isso no passado.
Os primeiros modelos do iPad, com preços entre US$ 499 e US$ 699, oferecem apenas conexões Wi-Fi de curto alcance. Os aparelhos mais robustos, com estrutura de celular 3G, devem chegar às lojas no final do mês, com preço inicial de US$ 629, e pacotes de acesso à internet vendidos separadamente.
Com a abertura das vendas em lojas, também foram lançados mais de 3.000 novos aplicativos (“apps”) que aproveitam a tela de quase 10 polegadas do iPad. A maioria desses aplicativos é de mídia e entretenimento, incluindo jornais, revistas, quadrinhos e programas de TV. O iPad também roda programas que foram criados originalmente para o iPhone ou iPod Touch. Entre os destaques está um app da firma Netflix que permite assistir filmes em “streaming” e um aplicativo da rede de TV ABC que permite ver programas populares, como a série ‘Lost’.

terça-feira, 6 de abril de 2010

82% dos brasileiros não compram via web

Reporta Juliana Welling, no Propaganda & Marketing, que o dado é parte da pesquisa Observador Brasil 2010, realizada pela Cetelem. A Cetelem é a firma financeira do grupo francês BNP Paribas e realizou o estudo em conjunto com a Ipsos. Apesar dessa grande maioria que usa o e-commerce, o estudo indica que o nosso País está mais propenso às aquisições de produtos via web, principalmente devido ao aumento do acesso em casa e crescimento da renda familiar média dos usuários.
Segundo o levantamento, 37% dos entrevistados têm acesso à internet, independentemente do local de uso. Já 63% dos bresileiros contemplados pela pesquisa ainda não possuem acesso à web. Em 2008, esse índice era de 71%. “Mesmo que haja um consistente aumento de usuários no Brasil, o segmento ainda oferece grande potencial de crescimento” destacou Marcos Etchegoyen, diretor-geral da Cetelem Brasil.
Em relação ao uso da internet como fonte de informação para compra, 22% dos entrevistados utilizam a web para pesquisar produtos e serviços relacionados ao segmentos de eletrodomésticos e viagens. Em seguida estão os produtos culturais (10%), móveis (7%), e carros novos (6%). Sobre o que os brasileiros valorizam quando decidem escolher entre a loja de rua e virtual, o fator preço aparece em destaque com 66%. Já a comodidade de comprar sem sair de casa vem em seguida. (62%)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sistema distribui luz do Sol pelo interior de edifícios

A Sunlight Direct é uma empresa da Califórnia (EUA) especializada em sistemas de iluminação com luz solar. A Sunlight criou o Hybrid Solar Lighting (HSL), um sistema que usa espelhos côncavos que captam e concentram a luz do Sol no telhado de prédios, e distribui essa luz natural por fibra óptica por toda a área interna, usando spots de diversos tipos. Os espelhos acompanham o movimento do sol pelo céu. Em complemento aos sistemas convencionais de iluminação, o HSL permite uma grande economia de energia durante o dia. Mais informações e contato podem ser obtidos no site da empresa.
Veja abaixo um vídeo sobre o funcionamento do HSL:

Serviço ajuda empreendedor a licenciar empresa pela web em SP

Segundo nota do Computerworld, um portal apresentado na última terça-feira (30/3) pelo governo do Estado de São Paulo promete dar rapidez ao trâmite de abertura de empresas. Com o Sistema Integrado de Licenciamento associado ao Portal Poupatempo do Empreendedor, o empresário poderá solicitar as principais licenças de forma imediata.O serviço beneficia empreendedores em atividades de baixo risco - que, segundo o governo, responde por 75% dos casos. Os órgãos públicos participantes do Sistema Integrado de Licenciamento incluem Centro de Vigilância Sanitária, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Corpo de Bombeiros da Policia Militar e Prefeitura.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Serviço Peixe Urbano lista ofertas para compras coletivas

Segundo o IDG Now!, o o serviço Peixe Urbano entrou no ar para oferecer promoções diárias de produtos no Rio de Janeiro. O serviço, que trabalha em conjunto com estabelecimentos da cidade, negocia promoções para produtos, que só serão válidas caso certo número de compradores demonstrarem interesse neles.
Ele funciona da seguinte maneira: depois de realizar o cadastro e informar a cidade onde mora, o usuário passará a receber e-mails diários com as ofertas, que podem ser de bares, shows, cursos, spas ou outros estabelecimentos locais. A plataforma também pode ser atrativa para comerciantes, que podem divulgar produtos e serviços e atrair um grande número de consumidores com as promoções.
Como exemplo, pense que um restaurante cria uma promoção para oferecer um desconto de 20% em uma refeição. O estabelecimento estipula, no entanto, que a oferta só será válida quando dez consumidores demonstrarem interesse na proposta. Dessa forma, é possível incentivar a participação da pessoas. O serviço deve se expandir para outras capitais em breve.

terça-feira, 30 de março de 2010

Ação da Best Buy em mídias sociais eleva vendas em 20%

Segundo nota do site Retail Infosystems News, a rede de produtos eletrônicos Best Buy anunciou um crescimento de 20% nas vendas em 12 meses, atingindo um valor de cerca de US$ 2 bilhões. A empresa conseguiu esse crescimento dobrando seus investimentos no atendimento ao consumidor, aperfeiçoando seu website e apostando em sites sociais como Facebook e Twitter para atrair clientes.
Segundo Brian Dunn, CEO da rede varejista, a empresa expandiu sua presença nas mídias sociais para envolver os clientes em espaços virtuais onde eles passam boa parte do tempo. Dunn disse que a retirada nas lojas de mercadorias compradas pela internet atingiu 40% do total de vendas online. Para o executivo, esse crescimento indica que a combinação de lojas físicas com a web está transformando a Best Buy em uma empresa multi-canal de vendas.
Além disso, a empresa afirma que a melhora no atendimento online aos clientes reduziu em 18% o número de reclamações. Essas iniciativas aumentaram a interação com o consumidor e levaram a mais vendas, segundo Dunn.
Além de apostar em seu modelo "big-box" (superlojas), a Best Buy está investindo em sua expansão global. Segundo o CEO, a rede está evoluindo de uma operação totalmente norte-americana para uma rede varejista mundial e integrada, com economias de escala e estratégias distribuídas em vários países. Em 2011, a empresa planeja aumentar sua presença na Europa e avalia oportunidades no México, China e Turquia.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Varejistas dos EUA apostam nos "apps" para turbinar vendas

Segundo reportagem do NorthJersey.com, o varejo dos EUA está se preocupando menos com a carteira do consumidor e mais com o seu celular -- especialmente os modelos mais sofisticados, apelidados de "smartphones". Os varejistas estão formando parcerias com uma grande variedade de novas empresas de tecnologia para criar aplicativos (ou "apps") que permitem que os consumidores comparem preços de produtos, gerem cupons automáticos de descontos e promoções, comprem ingressos para cinema, teatro e shows com um único toque, façam reservas em restaurantes e até localizem o banheiro mais próximo em um shopping center.
O varejo móvel é a grande onda do momento e atualmente seu foco é centrado em marketing e promoções, e não tanto em vendas e atividades diretamente comerciais. Mas as empresas de tecnologia acreditam que em breve os clientes poderão fazer compras simplesmente aproximando seu celular do caixa em supermercados, lojas de departamentos, restaurantes e cinemas.
Conrad Sheenan, fundador da empresa mPayy, de Chicago, observa que a pessoas elegeram o celular como seu aparelho favorito -- em boa parte devido à extraordinária evolução tecnológica dos telefones móveis nos últimos anos. A mPayy está desenvolvendo um sistema de pagamento móvel que poderá substituir os cartões de crédito e débito nas compras.
No natal passado, a loja de brinquedos Toys "R" Us criou uma versão de seu catálogo para smartphones, que poderia ser facilmente convertida em uma "lista de desejos" através de um aplicativo para o iPhone. A loja também lançou um sistema de m-commerce em novembro, permitindo que os consumidores fizessem compras com os celulares -- outro aplicativo da loja permitia ver avaliações de produtos mais populares feitas por outros consumidores e descobrir se um item esgotado em uma loja da rede estava disponível em outra loja.
Já a redes de fast food como Pizza Huy e Chipotle Mexican Grill estão vendendo refeições para viagem encomendas via celular.
Segundo Abe Kasbo, CEO da fima Verasoni Marketing, o mercado dos apps para celulares está no ponto onde a internet estava há 15 anos -- ainda é muito jovem e cheio de potencial. Kasbo não tem dúvida que esse é o caminho do futuro para o varejo, um complemento tão importante para as empresas como um website.
Para indicar a importância dessa tendência, a Federação Nacional do Varejo dos EUA (NRF) promoveu um evento sobre o tema no começo de março, com 160 executivos do país todo reunidos em San Francisco para discutir estratégias de m-commerce. Segundo Ellen Davis, vice-presidente da NRF, as empresas de varejo do país estão em vários estágicos de adoção de soluções com m-commerce. A executiva diz que a maioria dos varejistas já percebeu a importância dos celulares e smartphones para o consumidor de hoje, e estão tentando desenvolver sistemas que aproveitem essa situação. Mas como começar parece ainda ser o principal obstáculo. A NRF pretende lançar uma iniciativa de varejo móvel em abril para estudar questões relacionadas com as compras por celular e aplicativos específicos para o varejo.

Insinuante e Ricardo Eletro se unem em holding de R$ 5 bilhões

Segundo informa o Meio & Mensagem, a rede Insinuante, nascida na Bahia, e a Ricardo Eletro, de origem mineira, anunciaram nesta segunda-feira, 29, a união de suas operações, configurando assim mais uma gigante do varejo. A holding que surge desse acordo se chama Máquina de Vendas. O negócio surge quase quatro meses depois do acordo feito entre o Grupo de Pão de Açúcar e as Casas Bahia.
A nova empresa soma 528 lojas presentes em 17 estados. O faturamento anual é de aproximadamente R$ 5 bilhões, como é informado no comunicado oficial da operação. Com isso, a companhia supera o Magazine Luiza, que, com R$ 3,8 bilhões, passaria ao terceiro lugar no setor. As redes detêm 50% do novo negócio, cada uma. A meta da holding para daqui a quatro anos é chegar a mil lojas e atingir um faturamento de R$ 10 bilhões. O número de funcionários deve dobrar, segundo o comunicado: de 15 mil funcionários para 30 mil.
O comando da companhia deve ficar com Ricardo Nunes, da presidente e fundador Ricardo Eletro. Luís Carlos Batista, presidente da Insinuante, ficaria no conselho de administração da nova empresa.

quinta-feira, 25 de março de 2010

FreshDirect atinge lucro vendendo produtos de mercearia online


Reporta Peter Cohan, no Daily Finance, que o setor de mercearias na Web sempre foi marcado por estrondosos fracassos, e não por sucessos. No auge da bolha pontocom, em 1999, um serviço chamado Webvan captou US$ 375 milhões com uma oferta de ações e chegou a valer US$ 1,2 bilhão na bolsa. A empresa anunciou planos ambiciosos para atender consumidores em 26 cidades dos EUA, e fechou um contrato bilionário para construir armazéns e centros de distribuição. Em 2001, a Webvan foi à falência depois que as ações perderam quase todo seu valor.
Como a Webvan, vários serviços que apostaram na venda de produtos frescos pela internet sofreram problemas e muitos prejuízos.
Uma década depois, a FreshDirect parece ter descoberto como ter sucesso nesse setor. Um dos segredos é não tentar ficar grande demais depressa demais. A empresa foi criada há 6 anos em Nova York e está conseguindo crescer com lucro. Segundo o CEO Rick Braddock, a empresa teve faturamento de mais de US$ 250 milhões em 2009. O executivo disse que a FreshDirect começou a dar lucro em 2008 e repetiu a dose em 2009 -- e isso em plena crise econômica nos EUA. Braddock diz que a empresa investiu fortemente na criação de um banco de dados muito eficiente sobre seus clientes, para atendê-los melhor e reduzir perdas e desperdícios. O sistema da FreshDirect registra os pedidos dos clientes e faz referências cruzadas para sugerir itens adicionais. Por exemplo, se um cliente encomendou filé mignon e batatas e vagens para acompanhar, se ele pedir apenas a carne em uma outra compra o site vai lembrá-lo da compra anterior. Esse "lembrete" tem funcionado bem para a empresa, fazendo com que os consumidores aumentem suas compras. O FreshDirect também mantêm um controle sobre o frescor do produtos, que são checados diariamente por uma equipe que avaliar cor, sabor, firmeza e ponto de maturação. Cada item recebe "estrelas", numa escala de 1 a 5.
Os consumidores de Nova York são famosos por serem exigentes e detalhistas, o que torna a cidade o laboratório ideal para testar serviços e aperfeiçoar os sistemas. Os novaiorquinos adoram o FreshDirect, o que torna sua expansão para outras cidades uma ação mais segura.

quarta-feira, 24 de março de 2010

“Location marketing” pode revolucionar o varejo

A combinação entre o que há de mais avançado na publicidade online, aparelhos móveis como smartphones, notebooks e e-readers (leitores de livros eletrônicos), sistemas de localização por satélite como GPS e sensores de presença instalados em diversos locais públicos está causando uma revolução silenciosa nos hábitos de consumo e no conforto das pessoas.
Imagine um consumidor lendo um jornal digital em um aparelho e-reader de manhã, e vendo na página um anúncio de um café que fica apenas a apenas um quarteirão de distância. Ou um usuário de um smartphone, que tem um programa de fidelidade com uma rede de hotéis, e assim que ele entra no quarto os sensores de presença ajustam o ar-condicionado para a temperatura favorita do hóspede e ligam a TV no canal pré-selecionado. Um sistema similar pode localizar um restaurante ideal em uma cidade desconhecida, ou identificar qual loja mais próxima tem o produto desejado, ou encomendar automaticamente carnes e verduras em um mercado.
Essa integração cada vez maior entre o mundo físico e o mundo digital está encurtando e até eliminando as fronteiras entre as empresas e consumidores, entre anunciantes e pontos de venda. E essa tendência pode ser resumida em uma palavra: mobilidade. O surgimento de aparelhos portáteis cada vez mais leves, poderosos e com conexões velozes à internet liberou o consumidor das restrições das máquinas de mesa. E quem comemora são as empresas e os anunciantes.
Saber onde o consumidor está (e quando) é uma informação crucial para as novas estratégias de marketing. As empresas que souberem ser criativas e respeitarem a vida privada dos clientes conseguirão ótimos resultados nesse cenário de convergência tecnológica.
Há nessa tendência espaço para um grande número de parcerias entre empresas de diferentes áreas. Empresas que sempre trabalharam com localização de empresas e serviços (jornais, catálogos, páginas amarelas, diretórios online) estão em posição vantajosa para oferecer essa organização de informações para terceiros, e também para agir como intermediárias entre os novos serviços e os consumidores finais.
Segundo Paul Feng, gerente da área de anúncios móveis do Google, cerca de um terço das buscas feitas em aparelhos móveis são relacionadas com a área onde o usuário está. A partir desse dado, o Google passou a permitir que os anunciantes incluíssem números de telefone de seus estabelecimentos nos anúncios, que podem ser clicados para acesso rápido. Feng acredita que novos formatos baseados nessa tendência deverão amadurecer nos próximos meses, oferecendo várias opções de acesso e interação, como mapas e navegação (até para usuários a pé). O sistema de busca Bing da Microsoft (concorrente direto do Google) também está desenvolvendo novas ferramentas de navegação e mapas para os anunciantes, e ampliando rapidamente os diretórios locais.
A firma de pesquisas Borrell Associates prevê que o location marketing poderá movimentar até US$ 4 bilhões em 2015, comparado com apenas US$ 34 milhões em 2009. Esse total inclui investimentos com promoções, eventos e pesquisas. A Borrell avalia que nos próximos anos, o marketing móvel vai dominar o setor de publicidade interativa dos EUA até 2014, com 70% do mercado de US$ 56 bilhões.
Com o crescimento explosivo do acesso à internet em aparelhos móveis, os investimentos em publicidade eletrônica voltada para PCs e outros dispositivos fixos vão ser direcionados para esses novos equipamentos. As agências de publicidade já estão criando novos conceitos de marketing a pleno vapor dentro dessa tendência, o que pode mudar para sempre o triângulo varejo-publicidade-consumidor. O sucesso estrondoso de algumas estratégias sinaliza que os três sairão ganhando com esse novo cenário.

sábado, 20 de março de 2010

Crise dos EUA muda paisagem do varejo

Na década de 90, as redes de varejo se espalharam pelos Estados Unidos e as lojas se tornaram espaços imensos, que dominavam a paisagem. Especialmente as lojas de roupas, que se tornaram as maiores lojas de qualquer shopping center. Agora, reporta Elizabeth Holmes, no Wall Street Journal, tudo está mudando. Marcas famosas como Gap e AnnTaylor Stores estão avaliando cuidadosamente seus imóveis e buscando reduzir o tamanho das lojas. Desde o início da crise em 2008, os consumidores fecharam as carteiras e as vendas caíram dramaticamente no varejo, o que levou a cortes de pessoal, reduções de estoques e fechamento de lojas. Só este ano foram fechadas 437 lojas de grandes redes varejistas no país (veja aqui).
As redes agora buscam encolher a metragem das lojas. A produtividade média por metro quadrado de loja nos EUA caiu muito nos últimos dois anos, de US$ 454 em 2007 para US$ 401 em 2009. No caso da Gap, a queda foi ainda maior -- atingiu US$ 329 em 2009, uma redução de 40% em comparação com 1999.
As marcas buscam manter (e aumentar) a produtividade com lojas menores, investindo em experiências de compras mais "íntimas". E lojas menores exigem menos funcionários e estoques menores.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sears e Kmart anunciam 7.000 vagas de emprego pelo Twitter

Reporta Alejandra Cancino, no Chicago Tribune, que a rede Sears está usando o microblog Twitter para anunciar mais de 7.000 vagas de emprego nas lojas do grupo, que inclui também o Kmart. Analista do setor de varejo consideram a ação como uma estratégia para atingir o público jovem, entre 18 e 34 anos. As vagas serão postadas através do serviço TweetMyJobs.com, que também posta vagas de empregos do McDonald's (1.300 vagas) e Motorola (mais de 300 posições), entre outras empresas. O TweetMyJobs cobra entre US$ 4.000 e US$ 8.000 para incluir as vagas de empresas, segundo o fundador do site, Rich Trombetta. O serviço permite que a empresa que posta vagas de emprego monitore o número de cliques. Trombetta diz que o site só aceita incluir vagas de empresas reconhecidas e de boa reputação, para evitar "spam" e golpes online.
Segundo Lance Broline, diretor de operações de capital humano da Sears, a empresa quer avaliar como as mídias sociais podem ser úteis na localização e recrutamento de novos funcionários e direcionar as mensagens adequadas para os candidatos certos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lojas online se transformam em centrais de anúncios

Uma tendência surpreendente no e-commerce dos EUA: para aumentar o faturamento com a publicidade online, algumas lojas online estão se transformando em centrais de mídia, onde podem ser vistos até anúncios de concorrentes.
Segundo reportagem da revista Advertising Age, os sites de e-commerce sempre ficaram à margem da publicidade online. Seu negócio principal é vender produtos, e anúncios de concorrentes poderiam direcionar o consumidor para esses competidores. Links bem posicionados (especialmente quando associados com os resultados de um busca) vão competir com as ofertas na própria página da loja online.
Mas nos últimos tempos o varejo tem enfrentado muitas dificuldades nos EUA, e um número crescente de lojas e redes estão procurando alternativas que aumentem o faturamento. Grandes varejistas, como Walmart, Target e CSN Stores, fecharam acordos com o Google para exibir links patrocinados em suas páginas. O programa Google AdSense, que é líder mundial nesse setor, não revela os nomes dos varejistas que participam do programa, mas informa que um número cada vez maior de lojas está participando.
Segundo Chris O’Neill, diretor de operações de varejo do Google, os varejistas estão começando a perceber o enorme valor de suas propriedades online em termos de mídia. Um site muito visitado como o Walmart.com pode realmente aumentar seu faturamento com links patrocinados, porque tem milhões de visitantes que clicam efetivamente nos links. A média mensal de visitantes do Walmart.com é superior a 31 milhões de usuários únicos, segundo dados da ComScore. Isso posiciona o varejista em 24º lugar entre os sites mais visitados nos EUA, e no mesmo patamar de grandes sites de mídia como o Disney.com (32 milhões de visitantes únicos), que ganham um dinheiro respeitável com publicidade online.
A CSN Stores, terceira maior rede de produtos para o lar nos EUA, começou a testar o AdSense em janeiro em seu site e agora está ampliando sua utilização. A empresa diz que está usando o programa como uma fonte adicional de faturamento. Segundo Sean Anderson, analista de marketing da CSN Stores, ainda é muito cedo para avaliar o faturamento dessa iniciativa, mas os resultados iniciais se mostraram encorajadores. Anderson disse que os links patrocinados são úteis para os consumidores, que podem ser direcionados a outros sites quando não encontram o que estão procurando. O analista revela que os links externos estão sendo clicados por usuários que não fariam de fato uma compra na CSN.
Os varejistas também têm a opção de bloquear certos links. A rede Target, por exemplo, pode impedir que links do Walmart apareçam em sua página. Uma busca por roupas infantis no site da Target retornou links patrocinados pela Ralph Lauren, Children’s Place e Aeropostale – todas lojas mais caras que a Target. E mesmo que sejam concorrentes, não vão conquistar uma mãe à procura de barganhas na Target.
Segundo Mike Gatti, diretor executivo da Retail Advertising and Marketing Association, a iniciativa é comparável a um shopping center cheio de lojas. O risco de perder clientes seria o mesmo de um shopping, onde os consumidores estão expostos a um grande número de marcas. Gatti argumenta que dar mais opções aos clientes (e ganhar dinheiro com isso) pode ser inteligente que “prender” o consumidor em seu site.

Feira em Las Vegas mostra tendências para a comunicação no varejo

Reporta Leonardo Lanzetta, no Meio & Mensagem, que a feira Globalshop começou esta semana em Las Vegas com grande número de visitantes e expositores interessados em novas tendências de comunicação no varejo. A feira é considerada uma das maiores do mundo, com grande influência sobre o mercado mundial. Um dos temas mais aguardados talvez seja o RORI (Return on Retail investment), que mede o retorno dos investimentos em ações no ponto de venda. Outro tema de destaque é o uso do papelão de forma criativa na comunicação comercial. Esse material já vinha sendo usado nesta comunicação, mas agora chega com força total. Ele está presente em ilhas promocionais, em pontas de gôndola, em displays de produtos pesados e em todo tipo de decoração. Casado com inovações tecnológicas como TVs de LCD, ou com materiais mais convencionais, como o plástico, o papelão promete ser a "bola da vez", com conjugações cada vez mais originais.
Outros temas bastante esperados, e que prometem trazer ainda mais tendências, é a premiação das melhores lojas do ano pela ARE (Association for Retail Environments) e as novidades nas áreas de visual merchandising e digital, que passam a ser apresentadas hoje. Os principais temas do evento podem ser vistos no site www.globalshop.org.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Pequenos e médios alavancam comércio eletrônico no Brasil

Reporta Mariana Ditolvo, no Meio & Mensagem, que as empresas de pequeno e médio portes que operam com vendas na internet têm sido as grandes responsáveis pelos números apresentados pelo comércio eletrônico nacional, com crescimento expressivo de 75% ao ano. Pelo menos é isso o que aponta um levantamento da empresa de pagamentos online Moip.Durante apresentação no II Digitalks, evento de marketing digital que aconteceu nesta terça-feira, 9, em São Paulo, Igor Senra, diretor da empresa, chamou a atenção ainda para a entrada de grandes players do varejo na internet. "O avanço das empresas menores unido à chegada de nomes como Carrefour, Wal Mart e Casa Bahia, é que tem colaborado para a média de 35% de crescimento do comércio eletrônico no País", disse Senra. "O importante é que as empresas tenham consciência de que não basta gerar tráfego. É preciso ter uma política séria de gestão de riscos e comunicação bem trabalhada para que se tenha sucesso", acrescentou.

E-commerce nos EUA desacelera, mas ainda supera varejo tradicional

Reporta Geoffrey A. Fowler, no Wall Street Journal, que o e-commerce conseguiu crescer 11% nos EUA em 2009, atingindo US$ 155,2 bilhões apesar da recessão econômica. Segundo projeção da firma de pesquisas Forrester Research, o setor deve crescer outros 11% este ano no país. Mas há poucos anos (antes de 2008), o comércio eletrônico crescia a uma taxa de 20% ao ano nos Estados Unidos. Hoje, esse crescimento está se estabilizando, em parte devido à crise e em parte devido à consolidação do hábito de compras online para uma grande variedade de produtos. Segundo a pesquisa, 52% de todas as compras de hardware, softwares e periféricos de computadores já são feitas exclusivamente online. Em 2010, o e-commerce deve representar 7% de todas as vendas do varejo nos EUA, excluindo automóveis, viagens e remédios com receita médica. Esse percentual pode atingir 20% no futuro próximo, com a chegada à idade adulta de uma geração que sempre conviveu com a internet. No momento, o crescimento do comércio online é alimentado por setores como aparelhos eletrônicos, roupas e calçados, e em menor escala por lojas de móveis, produtos de beleza e alimentos.
Um nova área de foco importante não está nas compras em si: os consumidores estão usando a internet e a tecnologia móvel para influenciar o que ocorre nas lojas físicas. A combinação de grupos de discussão, blogs, críticas online com serviços móveis vai influenciar o equivalente a US$ 200 bilhões em compras. E esse valor deve crescer 53% até 2014.
No futuro, a linha divisória entre varejo online e offline se tornará cada vez menos definida. A combinação de várias tecnologias móveis, internet e sistemas nas próprias lojas deve integrar as compras de modo nunca antes visto.

Google abre loja online para aplicativos comerciais

Reporta Michael Liedtke, da Associated Press, que o Google anunciou que vai vender serviços comerciais de terceiros em uma loja online, com o objetivo de atender os consumidores comerciais com produtos que o próprio Google não desenvolve. Mais de 50 desenvolvedores de software concordaram em vender seus programas comerciais através do Google, que ficará com 20% do valor das vendas. Esses aplicativos poderão custar entre US$ 50 anuais até centenas de dólares por usuário. Entre os programas oferecidos estão aplicativos de contabilidade comercial e sistemas de back-office usados por várias operações de varejo. Todos os aplicativos serão compatíveis com os serviços de "cloud computing" do Google.

Consumidores usam GPS para localizar ofertas no varejo

Reporta John R. Quain, no Wheels Blog do NY Times, que a empresa de serviços de localização TeleNav realizou um pesquisa com seus usuários e identificou tendências de uso de sistemas de localização via celular. Os serviços de geolocalização da TeleNav têm mais de 13 milhões de usuários nos EUA, em operadoras como AT&T, Boost Mobile, Sprint Nextel, T-Mobile, e Verizon Wireless. Segundo a pesquisa, a maioria dos consumidores usam os serviços de GPS móvel para encontrar ofertas, descontos, endereços de lojas de fast food e postos com gasolina barata. Durante as festas de fim de ano, os serviços foram usados para localizar ofertas de presentes, especialmente CDs e DVDs. Entre os estabelecimentos mais procurados através de GPS no celular estão o Walmart, a rede de cafés Starbucks e pizzarias.

terça-feira, 9 de março de 2010

Novos concorrentes ameaçam domínio do Walmart nos EUA

Reporta Jack Neff, no Advertising Age, que a rede Walmart se mostrou a varejista mais resistente durante o pior da crise econômica, mas agora teve a primeira queda em vendas em sua história. O ataque vem de baixo (lojas de descontos de de um dólar se tornaram as preferidas dos consumidores em tempos de crise) e também de cima, com a pressão de lojas mais luxuosas.Em resumo, o Walmart está sendo espremido entre as lojas populares e as redes mais caras, e está perdendo market share para os dois lados. A situação está fazendo os analistas do setor nos EUA se perguntarem se as estratégias da direção da rede estão corretas. O risco maior não é a perda de consumidores com maior poder aquisitivo que "descobriram" o Walmart durante a crise (para os quais muitas estratégias de vendas são voltadas) e sim a multiplicação de redes de descontos e lojas de 1 dólar, que corroem a posição do líder em produtos de preços baixos.Para complicar, a concorrente Target venceu o Walmart numa comparação de preços em lojas espalhadas pelo país. E uma pesquisa recente da WSL Strategic Retail indicou que 75% dos consumidores das lojas de 1 dólar acham que essas lojas são mais baratas que o Walmart.Um porta-voz do Walmart disse que apesar da queda nas vendas, a empresa não perdeu seu foco na competitividade de preços. A intenção é continuar na liderança do mercado, e conseguir uma expansão nas margens de lucro. O executivo financeiro da empresa, Tom Schoewe, disse que preços maios baixos não querem dizer obrigatoriamente margens menores.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Xangai lança o primeiro centro de "internet de objetos"

Segundo nota do site China Daily, a cidade de Xangai inaugurou um centro de pesquisas de 170 mil metros quadrados para estudar tecnologias e padrões industriais para criar a "internet de objetos". O centro foi criado pelo governo local e pelo Shanghai Institute of Microsystem and Information Technology da Academia Chinesa de Ciências, com investimento de US$ 117,2 milhões.O conceito de "internet de objetos" é uma rede de objetos reais conectados à internet, que podem interagir através de vários sistemas e serviços. Tecnologias como RFIDs (etiquetas com microtransmissores de rádio), GIS (sistema de informações geográficas) e GPS (sistema de posicionamento global via satélite) podem ser combinadas com controles eletrônicas para fornecer informações em tempo real sobre um objeto.Na China, o conceito está sendo testado em sistemas de segurança, logística e transporte público. Em Wuxi, na província de Jiangsu, uma frota de "ônibus inteligentes" está em teste. Usando as tecnologias da internet de objetos, as pessoas podem saber todas as condições de um ônibus, como localização, velocidade, capacidade e condições de tráfego.O centro vai pesquisar várias aplicações para o conceito, especialmente em áreas como varejo e logística.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O homem por trás da Polishop

Na última edição da Isto É Dinheiro, o jornalista Carlos Sambrana assina uma reportagem excelente sobre a Polishop e seu proprietário, João Appolinário. O mote da reportagem é mostrar o sucesso extraordinário da Polishop, que tem vendas estimadas em 1 bilhão ao ano.
Peça chave desse sucesso é o investimento em publicidade na TV. Segundo a reportagem, são 114 horas diárias de anúncios. A empresa tem um canal próprio, que transmite anúncios o dia todo, e ainda compra 90 horas na grade comercial de dezenas de outros canais. A reportagem cita dados do Ibope Monitor, que diz que a Polishop investiu R$ 336,2 milhões na compra de espaços comerciais em 2009 – superando marcas como Kia Motors, Telefônica, Natura e Carrefour.
Carlos Sambrana observa que a Polishop deve concentrar seus anúncios na TV paga, porque na TV aberta é cada vez mais difícil concorrer com as igrejas evangélicas. O próprio João Appolinário vê as igrejas como suas principais concorrentes na compra de horários.
Leia o restante da matéria aqui.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carrefour começa a vender pela internet no Brasil

Reporta Cristiane Marsola, no Propaganda & Marketing, que o Grupo Carrefour iniciou, nesta segunda-feira (1º), a venda pela internet. O site do varejista aposta em conteúdo e serviços como os diferenciais frente aos concorrentes que já estão na rede, como Walmart e Grupo Pão de Açúcar. O plano é ser o quinto maior em comércio pela internet até 2011.
"Essa nova plataforma de negócio é muito mais que um canal de venda", disse Rodrigo Lacerda, diretor de marketing do Carrefour. O investimento na nova plataforma foi de R$ 50 milhões.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Revista 'Vogue' transforma anúncios em "portais" de compras

Segundo reporta Christina Binkley, no Wall Street Journal, a tecnologia móvel está criando novas soluções para o varejo. A 'Vogue' anunciou o lançamento de um aplicativo que transforma os anúncios da revista em uma ferramenta de estilo que funciona como guia de compras e conexão direta entre os anunciantes e os consumidores. Várias marcas de roupas e acessórios poderão turbinar suas vendas diretamente ao consumidor através dessa tecnologia.
O aplicativo, que funciona exclusivamente no iPhone da Apple, permite que os usuários acessem todos os anunciantes da revista, vejam sugestões de tendências e estilo, e possam comprar vários itens exibidos nas páginas da revista.
O aplicativo chama-se "Vogue Stylist", e permite ainda que o usuário tire uma foto de um anúncio da revista impressa, que é convertido automaticamente em um "portal" de compras para a marca.
O aplicativo pode ser usado para exibir peças e acessórios de várias marcas, mostrados na edição atual da revista. O usuário pode pesquisar as roupas e receber sugestões que combinem com seu guarda-roupa atual (com a ajuda de algoritmos computadorizados).

Fabricantes reagem ao crescimento dos rótulos do varejo

As grandes marcas de produto de consumo, como Procter & Gamble, Unilever e General Mills, estão preocupadas com uma tendência em franca expansão no varejo do mundo todo: os rótulos próprios de produtos.
As redes de varejo, em particular os supermercados, estão investindo cada vez mais em produtos com rótulo privado, em linhas de produtos que vão de higiene e limpeza a alimentos e enlatados. Segundo dados da publicação Supermarket News, os varejistas desse setor esperam aumentar de 1% para 5% a participação desses rótulos próprios em seu faturamento total.
Esse tipo de integração tem se mostrado vantajoso para os varejistas e tem registrado boa receptividade entre os consumidores. Os clientes compram produtos com a chancela do supermercado, que tem geralmente qualidade acima da média e bons preços.
Em uma recente conferência do Consumer Analyst Group em Nova York, esses grandes fabricantes (e mais Hershey, Kraft, Heinz, Frito-Lay e outros grupos) prometeram maiores investimentos em publicidade, promoções dentro das lojas, melhor sinalização nas gôndolas, cupons especiais e redesign de embalagens.
A Heinz, por exemplo, aumentou em 40% seus investimentos em marketing no último trimestre, e quase 60% nos últimos quatro anos. A fabricante de chocolates e confeitos Hershey aumentou em 50% seus investimentos, e anunciou um crescimento nesse orçamento entre 25% e 30% este ano, além dos 26% feitos em 2008. Além de novas ações de marketing, publicidade e promoções, a Hershey está fechando parcerias com algumas redes de mercearias e mercados nos EUA, para reformular corredores especificamente para promover seus produtos.
O presidente e CEO da Procter & Gamble, Bob McDonald, disse que a empresa vai aumentar significativamente sua presença na mídia dos EUA este ano, quase dobrando o valor do investimento feito ano passado. A empresa registrou uma queda de 13% no consumo mundial no ano passado, que atingiu US$ 7,6 bilhões. Para atacar esse problema, a P&G pretende lançar vários novos produtos nos próximos meses, como novas fraldas da marca Pampers, novas lâminas Gillette e uma nova linha de produtos para cabelo da marca Pantene. McDonald disse que somente a publicidade durante os Jogos Olímpicos de Vancouver deve gerar 4 bilhões de impressões.
Já a CEO da Kraft, Irene Rosenfeld, disse que a empresa está comprometida em aumentar progressivamente os investimentos de marketing no varejo. A executiva disse que a empresa investiu 6,7% do faturamento de vendas em marketing em 2008, e esse percentual saltou para 7,2% em 2009. O valor das vendas caiu nesses últimos anos, em boa parte devido às variações cambiais. Rosenfeld reforçou que o compromisso da empresa é investir mais em marketing nos pontos de venda, apesar da queda no consumo.
Os grupos General Mills e Kellog, que lideraram os investimentos em promoção de marcas nos últimos dois anos, estão anunciando investimentos mais modestos. Mesmo assim, as duas empresas se declararam comprometidas com mais investimentos em marketing. David MacKay, CEO da Kellog, disse que a empresa investe o dobro que a maioria de suas concorrentes em publicidade.
A Campbell, que recentemente anunciou novas embalagens de suas sopas baseadas em técnicas de neuromarketing, também está investindo no redesenho de gôndolas e comunicações internas de lojas para atrair a atenção dos consumidores. A empresa aposta suas fichas nas sopas instantâneas, com novos produtos com baixo teor de sódio e menos calorias. O marketing da Campbell quer oferecer substitutos para refeições prontas mais calóricas.

Wal-Mart anuncia compra empresa de vídeos online Vudu

Informa o site PAY-TV que a rede Wal-Mart anunciou na segunda-feira, 22, acordo para adquirir a Vudu, cuja tecnologia permite a distribuição de vídeo através da Internet diretamente para TVs e reprodutores de Blu-ray. Os valores financeiros do negócio não foram revelados.
Por meio de comunicado divulgado em seu site, a rede de varejo informou que a operação tende a ser concretizada nas próximas semanas. Com a aquisição da Vudu, o Wal-Mart, que já atua na distribuição de DVDs, deverá entrar no mercado de venda de vídeos on-line.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O sucesso de Tony Hsieh, que vendeu sua loja online por US$ 1,2 bilhão para a Amazon


Reporta Ralphe Manzoni Jr., na IstoÉ Dinheiro, que Tony Hsieh, CEO da Zappos.com, loja de sapatos online, gosta de começar uma conversa com um interlocutor com uma pergunta inusitada. "Em uma escala de zero a dez, quanto você está feliz agora?" À primeira vista, pode parecer que estamos à frente de mais um guru de autoajuda. Mas não se iluda. Este jovem norte-americano de 36 anos, descendente de chineses, é um dos mais brilhantes e criativos empreendedores dos Estados Unidos. Em 1998, ele vendeu sua empresa de anúncios online LinkExchange por US$ 265 milhões para a Microsoft. No ano passado, o já lendário Jeff Bezos, fundador da Amazon, pagou US$ 1,2 bilhão em ações pela Zappos. Por trás desses negócios está a personalidade de Hsieh (pronuncia-se "xai"), que construiu obsessivamente uma empresa baseada na cultura de prestar o melhor atendimento ao consumidor e engajar os funcionários em um propósito maior. E mais uma vez: não se trata de autoajuda ou de conversa fiada. Quer um exemplo? Depois de contratar um funcionário e treiná-lo por um mês, ele oferece US$ 2 mil para que abandone o emprego. Com isso acredita que está economizando dinheiro, pois aqueles que aceitam a proposta não se encaixariam na cultura da Zappos e não teriam compromisso com a empresa.
Seriam demitidos mais na frente. Mais uma história? Os funcionários não têm roteiro para falar com os clientes por telefone, prática comum em qualquer call center, inclusive nos EUA. A ligação mais longa da Zappos teve duração de quatro horas e ajudou um consumidor que tinha problema de sensibilidade nos pés a escolher um tênis ideal.
Esquisito, não? Mas se você quiser trabalhar na Zappos.com ser um pouco estranho faz parte do ritual. E não há nada de errado nisso. "Não acho que a cultura da Zappos possa ser clonada", declarou Hsieh, em entrevista por e-mail à DINHEIRO.
"Mas acredito que a ideia de ser transparente e tocar o seu negócio baseado em valores, e não apenas em dinheiro e lucro, possa funcionar para qualquer organização."

veja o restante da reportagem aqui.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Walmart é a marca mais valiosa do mundo

Reporta Jonas Furtado, no M&M Online, que a rede Walmart foi considerada a marca mais valiosa do mundo segundo estudo da Brand Finance, consultoria independente com sede em Londres e escritórios em mais 17 países, incluindo o Brasil. A marca da rede varejista americana foi avaliada em US$ 41, 4 bilhões, um incremento de 1,8% em comparação a 2009.
A segunda colocação do ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo ficou com o Google. Avaliada em US$ 36,2 bilhões, a gigante da Internet ganhou três posições em relação a 2009, deixando para trás a Coca-Cola, a IBM e Microsoft, que completam o Top 5 da lista.
Outro destaque do ranking é o aumento de empresas brasileiras: são 8 em 2010, contra 6 em 2009. O Bradesco é a mais bem posicionado. O banco subiu da 75ª colocação para a 42ª, com sua marca avaliada em 13,2 bilhões. Também aparecem na lista o Banco Itaú (115º), o Banco do Brasil (117º lugar), a Petrobrás (147º), a Oi (196º), a Vivo (194º), a Gerdau (437 º) e a Vale (486º).

Compra on-line via celulares movimentarão US$ 119 bilhões em 2015

Segundo informa o TI Inside Online, os gastos mundiais dos consumidores com a compra de produtos e serviços por meio de telefones celulares devem totalizar US$ 119 bilhões em 2015, cifra que responderá por 8% do total movimentado pelo comércio eletrônico naquele ano, estima estudo da ABI Research.
Segundo a empresa de pesquisas, as compras móveis on-line estão ganhando massa crítica e tendem a avançar rápido nos próximos anos. Apenas nos Estados Unidos, enfatizou a consultoria, as compras on-line por meio de celulares saltaram de US$ 396 milhões, em 2008, para US$ 1,2 bilhão no ano passado.

Lucro global do Carrefour cai 70%

Segundo nota do Meio & Mensagem, a rede Carrefour divulgou nesta sexta-feira, 19, o balanço de seu faturamento relativo ao ano de 2009, que aponta uma queda de 70% em seu lucro líquido.No ano passado, a companhia faturou um montante de € 385 milhões (US$ 523.215.000). Por conta da queda nos resultados, a rede - que ocupa a segunda posição entre as corporações supermercadistas no mundo, ficando atrás apenas do Walmart - declarou que o foco em 2010 será a geração de caixa e a redução dos estoques.
O Carrefour também anunciou que terá como prioridade expandir os seus negócios nos países emergentes, com destaque para o Brasil, China e Índia.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

E-commerce sofre primeira queda nos EUA

Segundo nota do Meio&Mensagem, a recessão norte-americana conseguiu uma proeza em 2009. Pela primeira vez desde que começou a ser mensurado, o e-commerce sofreu sua primeira queda. Os setores do varejo e do turismo online fecharam o ano passado com faturamento de US$ 209,6 bilhões, cerca de 2% menos que o obtido em 2008. O declínio, porém, foi menor que o varejo tradicional, com o aumento da participação virtual no share total do segmento nos EUA.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O iPad da Apple e o varejo -- parte 2

Apesar de algumas limitações, o iPad é um netbook perfeito, com diversas funções interessantes. Vejamos 10 motivos que podem tornar o iPad em um grande sucesso entre usuários comerciais:
1: Email. O aplicativo de email do iPad permite a conexão com o Microsoft Exchange, que é usado pela maioria das pequenas empresas em suas redes. Além disso, o email do iPad também é compatível com várias outras plataformas de email.
2: Internet. Os modelos básicos do iPad usam conexão sem fio no padrão 802.11 a/b/g/n. Há também modelos com conexão 3G, compatíveis com redes UMTS, HSDPA, GSM, e EDGE. Com isso, os usuários poderão acessar aplicativos em "cloud", email, VPNs e outros sistemas de dados. Isso torna o iPad bastante útil para equipes de vendas, consultores, empreiteiros, profissionais de saúde, engenheiros de campo, etc.
3: Facilidade de uso. A interface Multi-Touch do iPad permite o reconhecimento preciso de toques. É possível abrir pastas, dar zoom em imagens e textos, virar páginas e várias outras ações com gestos simples e intuitivos. O aparelho ainda está entre os netbooks mais finos e leves, e sua bateria pode aguentar até 10 horas entre recargas.
4: Teclado integrado. O iPad tem um teclado na própria tela (que tem 9,7 polegadas). Essa função torna prático o uso em vários ambientes, quando o usuário estiver em trânsito. Devido ao seu tamanho, o teclado na tela é bem mais fácil de usar que os teclados de celulares e smartphones. Para aqueles que preferem usar teclados reais, o Apple dispõe de conexão Bluetooth, assim é possível conectar o periférico sem cabos.
5: Aplicativos, muitos aplicativos. O valor de uma plataforma pode ser medido pelo número de aplicativos criados por terceiros. Programas criados para o iPhone também vão funcionar no iPad. A Apple também deve lançar um kit de desenvolvimento para o iPad, o que deve gerar uma grande quantidade de novos aplicativos específicos. Atualmente existem cerca de 140.000 aplicativos diferentes para o iPhone, com quase 3 bilhões de downloads.
6: iWork. O pacote iWork da Apple roda com facilidade no iPad. O conjunto de ferramentas inclui o Keynote para gerar apresentações, o Page para criar documentos e o Numbers que permite a criação de planilhas. E o iWork terá uma conexão com os programas do Microsoft Office, permitindo a conversão de formatos.
7: iBooks. O iPad vai mexer profundamente com o mercado de livros eletrônicos. Até agora, esse setor era dominado pelo Kindle da Amazon, com mais alguns aparelhos similares correndo por fora. O iPad tem o aplicativo iBook, que permite a compra e download de livros. Com a vantagem de exibir imagens em cores e com melhor iluminação.
8: Agenda e calendário. O iPad tem uma versão melhorada do programa Calendar. Como no iPhone, o programa organiza compromissos e eventos por dia, semana e mês. Mas no iPad, é possível abrir várias agendas ao mesmo tempo, o que permite o gerenciamento de tarefas para equipes.
9: Contatos. O aplicativo Contacts do iPad permite o gerenciamento simples de contatos e listas. A conexão sem fio facilita muito a sincronização de dados. E quando o usuário estiver procurando a localização de um cliente, um toque no endereço abre o aplicativo Maps -- algo útil para vendedores, corretores e outros profissionais em trânsito.
10: Preço. O iPad básico será vendido nos EUA por US$ 499. No Brasil ainda não previsão de preço, mas estima-se que fique bem mais salgado. Mas a tendência é de queda, quando forem lançadas novas versões do aparelho.

Varejo otimista no 1o. trimestre, aponta pesquisa

Reporta Aline Bellatti Küller, no Meio & Mensagem, que os resultados da "Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo", revelam que os consumidores seguem confiantes neste início do ano, com a expectativa de crescimento de 10,6% no primeiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado e um aumento de 0,2% no confronto com números do quarto trimestre 2009.
Segundo a pesquisa, os itens de Cine e Foto tiveram intenção de compra de 14%, seguido por Informática com 13,2% e Telefonia e Celulares com 12%, quando comparado os dados dessa categoria com o primeiro trimestres de 2009. Já quando os números traçam um paralelo com o último trimestre, a intenção de compras apresenta aumento para eletroportáteis (46,2%), material de construção (32,5%), automóveis (26,7%), telefonia e celulares (13,2%), móveis (6,4%), informática (3,1%) e linha branca (2%).
E-commerce
O estudo também analisou a "Intenção de Compras pela Internet", que mostrou 86% dos entrevistados afirmando que pretendem comprar pelo menos um item dos segmentos consultados. No ano passado, a linha branca foi a responsável por puxar o ticket médio do comércio eletrônico e continua com boas perspectivas para este ano. O ticket dos eletrodomésticos deve ficar em R$800,00.

Vendas pela internet cresce 3% nos EUA

A comScore, líder em mensuração digital no mundo, divulgou nesta terça-feira (09) o balanço do 4º trimestre de 2009 de vendas e-commerce nos EUA. No período, o país movimentou US$ 39 bilhões na modalidade, tendo um crescimento de 3% em consideração ao mesmo período do ano anterior.
Já durante o último ano, o valor de gastos com compras pela internet foi de US$ 129,8 bilhões, total ligeiramente abaixo do ano anterior, quando foram gastos US$ 130,1 bilhões.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

NEC cria display que identifica idade e gênero do consumidor

Reporta Roger Cheng, no Wall Street Journal, que a NEC lançou um painel eletrônico de publicidade que é capaz de identificar idade e sexo das pessoas que passam diante dele, o que permite uma avaliação mais precisa da audiência potencial do anúncio.
A NEC vende painéis de tela plana que exibem anúncios em ambientes como lojas, aeroportos e outras áreas de grande movimento. A empresa também produz softwares que gerenciam e distribuem os anúncios para esses painéis.
O novo sistema usa uma câmera embutida no monitor, que grava constantemente o fluxo de pessoas que passam diante do painel. O software calcula a idade aproximada das pessoas, com precisão de mais ou menos 10 anos. A tecnologia foi desenvolvida no Japão, onde a população tem aparência mais uniforme, facilitando o cálculo da idade. A empresa terá que aperfeiçoar o programa para fazê-lo funcionar corretamente em ambientes com diversas etnias.
Os consumidores também podem se ressentir de terem suas imagens sempre gravadas por painéis de propaganda, o que pode ser entendido como uma violação da privacidade. A NEC argumenta que o sistema foi criado para manter as pessoas anônimas, identificando apenas idade e gênero.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ponto Frio lança novo aplicativo no iPhone

Informa o site Adnews, que a DM9DDB criou um aplicativo para os consumidores do Ponto Frio usarem em seus iPhones.No site da APP da AppStore Brasil http://itunes.apple.com/us/app/ponto-frio/id352549967?mt=8, o consumidor faz o download gratuito do aplicativo. Via GPS, o aplicativo identifica a loja mais próxima do consumidor, oferece um desconto especial naquela unidade, e permite que o usuário faça uma ligação direta para a loja para uma compra virtual ou traça uma rota até a unidade.
Com este aplicativo, o Ponto Frio entra de vez na era da comunicação convergente em que diversas mídias e tecnologias são usadas em prol de oferecer serviço e conteúdo exclusivo para o consumidor.

Casas Bahia tem sucesso com loja online

Segundo nota do Adnews, a loja virtual da Casas Bahia atingiu a meta traçada quando de seu lançamento, em fevereiro de 2009. O site responde, hoje, por 1,5% do faturamento total da rede, consolidado em R$ 13 bilhões em 2009. Com mais de 4 mil itens a venda, a loja virtual ocupa o 4º lugar em visitação entre as e-lojas de varejo segundo pesquisa realizada pela Hitwise e divulgada pela Serasa Experian em dezembro de 2009.
A posição foi alcançada pelo registro mensal de mais de 4,7 milhões de visitantes, o que resultou em mais de 52 milhões de acessos no ano, com mais de 500 milhões de pageviews. O crescimento exponencial dos visitantes também trouxe 300% de aumento no número de pedidos, durante o período.

Procter & Gamble vai vender produtos diretamente via internet

Reporta Adriana Mattos, na IstoÉ Dinheiro, que a Procter & Gamble vai começar a vender, a partir do final de fevereiro, seus produtos em uma página própria da internet. Significa que, em vez de ir a um supermercado para comprar itens como a lâmina de barbear Gillette, o sabão em pó Ariel e o xampu Pantene, o cliente entra no site www.pestore.com (marca registrada pela empresa e que deve ser o canal de vendas online da companhia) e faz ali o seu pedido. Depois, recebe a encomenda em casa, pelo Correio.
Segundo a companhia, o endereço eletrônico vai ao ar até o final de fevereiro. Por enquanto, apenas os americanos poderão usar o sistema para levar os artigos da P&G para casa, mas a ideia é ampliar o serviço para todos os mercados em que a corporação está presente, inclusive o Brasil. É a primeira vez que uma gigante que fabrica itens de consumo vai vender seus produtos diretamente pela internet. Se o projeto vingar, pode representar uma reviravolta no comércio varejista mundial.
Na prática, isso significas que a P&G deixa de ser apenas fornecedora para ser concorrente de grandes redes varejistas, como Walmart, Carrefour e, no caso brasileiro, também o Pão de Açúcar. Segundo especialistas do setor, as redes de supermercados ficarão incomodadas com o fato de a indústria se aproximar, com um olhar tão sequioso, da seara dos varejistas. "A Procter vai precisar de muito cuidado para não passar por cima e pisar nos calos dos varejistas", disse David Garfield, analista da consultoria AlixPartners.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O iPad da Apple e o varejo

Na semana passada, Steve Jobs, o todo-poderoso da Apple, apresentou o novo aparelho da empresa, o muito aguardado "tablet computer" iPad. Em resumo, trata-se de um computador de mão muito leve, com vários recursos multimídia e a chancela da marca Apple, que lançou produtos revolucionários como o Macintosh, o iPod e o iPhone. Além disso, o produto deve chegar ao mercado (dos EUA) por um preço relativamente baixo, entre US$ 500 e US$ 800. Analistas do setor de tecnologia estimam que a Apple poderá vender cerca de dois milhões de unidades do iPad em 2010, talvez mais com as possíveis reduções de preço no segundo semestre e para a temporada de final de ano. No próximo ano, as vendas podem superar cinco milhões de unidades.
Apesar de sofrer algumas críticas (como o fato de não ter uma câmera embutida), o iPad tem imenso potencial para transformar setores inteiros da economia. Em primeiro plano estão as empresas de mídia, que aguardavam o lançamento da Apple como um "Santo Graal", um gadget capaz de resolver o dilema de como faturar com conteúdos digitais. Se a loja de conteúdos iTunes for um bom indicador, as empresas de música e vídeo poderão ganhar um bom dinheiro fechando parcerias de conteúdo com o iPad.
Mas seria interessante examinar o impacto do iPad em outras indústrias, em particular o varejo. Nesse setor, o iPad pode ter aplicações extremamente interessantes e rentáveis, além de permitir grande economia em várias operações.
Se considerarmos o iPad como um "super-iPhone", um smartphone com mais recursos de software e tela maior (quase 10 polegadas), esse aparelho abre imensas possibilidades para ações no varejo, tanto na mão dos consumidores como dos próprios varejistas.
Smartphones como o iPhone e similares se tornaram o laboratório ideal de uma grande variedade de ações de marketing, promoções, parcerias, cupons digitais, pagamentos eletrônicos, etc. Uma das poucas desvantagens dos smartphones é que a tela é geralmente pequena, entre 3 e 5 polegadas. O iPad é um upgrade dessa plataforma móvel, que poderá ser carregado facilmente por consumidores em bolsas, pastas e mochilas. Com conexão sem fio à Internet e recursos já padronizados como GPS e Bluetooth, esses aparelhos poderão facilmente localizar ofertas especiais baseadas em localização e horário. Um consumidor que estiver próximo de uma loja poderá receber um cupom de desconto para uma liquidação relâmpago, ou uma promoção especial em um café ou restaurante. E do mesmo modo que ocorre com vários smartphones, o consumidor poderia usar o iPad para completar uma compra ou transação financeira.
Essa primeira versão do iPad pode não ter sensores de presença ou RFIDs, mas é lógico supor que as próximas versões vão incluir todas as comodidades que definem a chamada "internet de objetos". Com isso, os usuários do iPad poderão se cadastrar para receber promoções especiais quando estiverem próximos do estabelecimento comercial, comparar preços lendo códigos de barras e códigos QR e completar transações de cartão de crédito e débito simplesmente aproximando o aparelho do caixa.
Em ações de marketing, o iPad poderá aproveitar sua tela maior para exibir anúncios e cupons mais atraentes. Um dos grandes fatores de sucesso do iPhone é que terceiros podem desenvolver aplicativos ("apps") específicos para o aparelho, com funções específicas. Só esse setor de apps é responsável por uma explosão econômica.
Do outro lado do balcão, o iPad poderia substituir uma grande variedade de aparelhos atualmente usados pelo varejo. Aplicativos especialmente desenvolvidos poderiam transformar o iPad em uma ferramenta de back-office, para controle de estoques e gerenciamento de atividades administrativas. Também poderá ser usado como equipamento de atendimento ao cliente no espaço da loja, auxiliando funcionários na consulta rápida de itens e características de produtos, podendo até facilitar o fechamento de compras.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Entrega gratuita se torna estrela do e-commerce

Diante do excelente resultado do e-commerce no final de ano nos Estados Unidos, é possível identificar um fator decisivo para o grande volume de vendas: tiveram melhores resultados os sites que ofereceram entrega gratuita das compras, ou entregas a preços muito reduzidos. Os consumidores adoram entregas gratuitas, e não é para menos. Um novo estudo da Compete Online Shopper mostra que o custo de entrega não apenas é crítico na decisão de compras, como também causa um forte impacto na satisfação do consumidor.
A tendência do e-commerce oferecer entregas gratuitas já existe há alguns anos nos EUA, mas se fortaleceu muito com a crise de 2008-2009. O varejo foi um dos setores mais atingidos pela crise: a população com menos dinheiro devido a demissões e cortes nos salários passou a consumir com mais prudência e planejamento. Cada centavo passou ser importante nas compras. Em 2008, a temporada de final de ano no varejo (tanto tradicional como online) ficou muito abaixo das expectativas. Em 2009, o setor repensou suas estratégias e aproveitou os primeiros sinais de recuperação econômica para lançar campanhas promovendo a entrega gratuita como uma das principais vantagens. E funcionou muito bem: o período de compras de novembro a dezembro do ano passado foi um dos melhores da história do e-commerce, com mais de 15% de crescimento.
Em compras de valor pequeno, a taxa de entrega pode superar 25% do total da compra, o que causa uma reação negativa no consumidor. Oferecer entregas gratuitas ou com grandes descontos, por outro lado, faz a loja online ganhar muitos pontos positivos com o consumidor.
De acordo com a pesquisa, a maioria esmagadora dos compradores disse que a entrega gratuita é um fator decisivo na hora de escolher o site para compras. Para os lojistas online, oferecer entregas grátis pode significar milhões em novas vendas. Algumas conclusões do estudo da Compete Online Shopper:
• 93% dos entrevistados disseram que a entrega gratuita de mercadorias estimularia a comprar mais itens online.
• Dois em cada três consumidores disseram que comprariam mais se as trocas e devoluções também fossem gratuitas.
• Quando perguntados sobre as compras mais recentes via Internet, o índice geral de satisfação do cliente era 10 pontos menor para os sites que cobram a entrega, em comparação com aqueles que oferecem entregas gratuitas.
• Custo elevado de entrega foi apontado como a principal razão para a insatisfação com a experiência de compras em um site.
• 67% dos consumidores que pesquisam preços na web disseram que muitas vezes compram itens em lojas físicas para evitar os custos de entrega.
• 65% dos entrevistados disseram que procuram sites com a opção "retirar mercadoria na loja", pelo mesmo motivo.
Em resumo, a pesquisa detectou que os consumidores preferem comprar em sites de e-commerce que oferecem entregas grátis -- assim, os varejistas online com estrutura para oferecer essa vantagem estão em melhor posição. É claro que nem todos os varejistas online podem oferecer entregas gratuitas. Na verdade, mesmo nos Estados Unidos apenas algumas poucas empresas estão preparadas para oferecer essa vantagem ao consumidor sem ficar no prejuízo. Oferecer entrega gratuita de compras requer um alto investimento de tempo e dinheiro. Lojas que vendem produtos com pequena margem de lucro (como aparelhos eletrônicos) terão ainda mais dificuldade em implementar essa função.
Algumas lojas cobram uma taxa fixa (e relativamente baixa) em todas as compras. Outras oferecem entrega gratuita apenas quando a compra supera um determinado valor. Outro caminho é fazer uma parceria de marketing com um fornecedor, para dividir os custos da entrega. A pesquisa mostrou que muitos sites estão testando sistemas de entregas gratuitas agora, de olho em vendas melhores no final de 2010.